Poesia os Dedos da minha Mao

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ENCANTO

Passarinhos pousam no pé de acerola
Vejo-os em frente à minha janela
Alforriados de grades de gaiolas
Cantam alegremente
Conversam entre si
Porque cantam eles?
Sobre o que gorjeiam tanto?
Possuem alguma percepção de mim?
Eu que paro para ouvir os seus cantos
Que me aquieto em meu canto
E do meu canto me encanto com tanto encanto!

... Ah, se não fosse tanto pranto
eu poderia ficar todo o dia
com os sabiás e as andorinhas,
brincando de viver e fazendo poesia.

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor

Minha metamorfose
Meio em tom tecida
de linho lunar vestida
premissas amar
em conjunto sentidas
promessas
de poente a poente
crescer
gente!

Inserida por SoniaMGoncalves

VERSOS DA MINHA ALMA
(29.08.2018).

Verso minha alma para que ela possa sempre estar em conformidade com o amor que invade o peito. E parece-me ser uma maneira de contemplar o mar dentro de mim. Compreendo ser esta a luz das estrelas.

Inserida por ricardo_oliveira_1

Paisagens deslizam na distância
entre minha alma e a sua
uma coleção de azuis irrompe
dos olhos meus procurando
um porto para ancorar
uma nuvem para descansar
uns versos para se encontrar
enquanto isso a luz da lua invade o quarto...

Inserida por elisangelabankersen

Confidente

Da minha janela
Olho para além do céu estrelado
Contemplo a lua cheia
Linda e radiante

Estás tão distante
Ao mesmo tempo
A sinto tão perto
E não posso tocar-lhe

Lua, lua, lua
Não contes
Meus segredos
Que a ti são revelados

Sei que me compreendes
Minha eterna confidente
Que acalenta minhas
Noites inacabadas

Inserida por lucia_moraes_2

Me diz

Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?
Nos meus sonhos és tão real
Do nada invade minha mente, meu coração, minha alma

Por onde andarás ... sinto que existe em algum lugar
Quem sabe vagando em algum relacionamento vazio e exausto de me procurar

Tenho te procurado a cada segundo, dias, meses e anos
Meus dias e noites são longos e vazios
Despertar é doloroso e adormecer traz um breve descanso da procura implacável por você

És tão real quanto o vôo de uma águia
e abstrato como a brisa do mar
Nos meus sonhos, sinto que está chegando...

Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?

Me diz

Inserida por lucia_moraes_2

...Queria recitar a dor
Mas, prefiro te mostrar em meus olhos
Na minha insônia atroz
No meu andar solitário
No amor que pra mim é algo só imaginário...

Inserida por Poetaantonioferreira

A minha dor


Dói
a mesmíssima angústia
nas almas dos nossos corpos
perto e à distância.
E o preto que gritou
é a dor que se não vendeu
nem na hora do sol perdido
nos muros da cadeia.

Inserida por pensador

Vejo-te na minha retina dia após dia
Vejo-te nos meus pensares noite após noite
Vejo-te, vejo-te, vejo-te.

Vejo-te longe dos meus braços
Longe dos meus abraços
Longe dos afagos.

Triste fim deste
Só por pensar no deleite
Em amar quem desvanece dele.

Inserida por Janeilson

em minha mente.
caos completo.
quando vejo teu sorriso.
tudo se desfaz.
vem a calmaria.
dentro de mim.
como o fim de uma tempestade.

Inserida por warleiantunes

AMOR À VISTA

Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.

Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.

Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.

Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.

Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.

Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.

Mar e montes teus beijos, meu amor!...

Inserida por pensador

NA HORA DA CEIA

Na hora da ceia,
Minha alma anseia,
Quer repousar em ti Jesus!

Participo do pão,
Declamando um refrão,
Foi lá na cruz...

Bebo o vinho,
Te ouvindo com carinho,
- foi por ti que eu me fiz maldito!

Vem na memória,
A tua trajetória,
A história do ser mais bendito!

Eu, que sou tão culpado,
Por teu sangue sou lavado,
No vermelho carmesim!

Que não falte aos meus pecados,
O perdão tão esperado,
Que trouxeste para mim!

Rodivaldo Brito em 05.08.2019

Ela não me acompanhou na minha jornada.
Pra ela fui só um jornal,
que se lê e joga fora

Em meus sonhos de mentira
seria tão fácil me jogar
igual um avião de papel
pelos arranha-céus.

Inserida por HudsonHenrique

E pensar que ela gostava do gosto da minha boca,
com aquele aroma de cigarro misturado com uísque barato.

Inserida por AnderssonPonciano

não bebo muita água durante o dia,
fumo em média sete cigarros
um deles é pela minha vontade de fumar.

Inserida por rubobrobsky

Penélope

Mais do que um sonho: comoção!
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.

E recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.

Mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.

Inserida por pensador

Trabalho e trabalho
para dar à luz um pai
na minha solidão de depauperado
arado que nada sulca
porque como um comboio a que faltaram carris
prévios ao meu arado são seus sulcos.


Sou um filho circular. Como um signo
zodiacal sou um filho circular, requer o que faço
aquilo em que me movo
que é aquilo em que me movo
o que faço e como fazê-lo
se não tenho já em que me mova? O que faço
é o que me fez.


Sou comboio e arado e um rodado
sem discos. Sem paralelo em círculos
rotunda tristeza propago
de vertiginosa incubação de vórtices
que ajudo a solidificar: outra vez a sólida
solidão: é fácil a primeira imagem do comboio:


insta à compaixão. E são pesados os bois
circulares que o meu arado
entontece, em vão o rodado
sem discos. Quanto pesarão
bois entontecidos? Como ser pai
quando se é filho?

Inserida por pensador

Na minha bagunça só têm lembranças, elas não vão embora se você ainda continua lá; apertando o mesmo botão pra voltar.
Remoendo as cenas boas, o gosto do vento em teus lábios.

Inserida por HudsonHenrique

Um homem no chão da minha sala
alonga sua raiz
galo que estufa o pescoço
cana-de-açúcar e bronze
poças, chuva, telha-vã
rio que escorre na velha taça empoeirada

O homem no chão da minha sala
cidades de ouro
castelos de mel
velhas metáforas
sinos línguas gelatina
O céu no chão da minha sala

Esse homem no chão da minha sala
provoca o veneno da cobra
pulgas atrás das orelhas
mexeu nos meus bibelôs
consertou aquela estante
revirou a roupa suja
desenterrou flores secas
fraldas
chifres
quatro cascas de ferida
um disco todo arranhado
e um punhado de pelos

Aquele homem no chão daquela sala
me fez cruzar o ribeirão dos mudos
estufa de tinhorões gigantes
no piso do meu mármore
ele acordou a doida
as quatro damas do baralho
uma ninfeta de barro
e a cadela do vizinho

Daquele homem no chão da minha sala
há meses não tenho notícia
desde que virei a cara
saltei janela
fugi sem freio ladeira abaixo
perdi o bonde
estraguei tudo

Inserida por pensador

Gostaria
Sim
Que você sentisse a minha falta
Como a sede que não sabe como encontrar água
Apesar de saber que ela está lá
Como o som que quer ser ouvido
Mas ninguém escuta
Que você sentisse a minha falta
Como um louco
Que ninguém mais entende.


Minha falta in "Aquário de Amor"

Inserida por alexandra_barcellos