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Poesia Operarios em Construcao

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NUNCA MAIS QUERER

Não quero nunca mais escrever
Dos meus sonhos esquecer
E as minhas fantasias
Nunca mais voltar a ter...

Eu quero agora viver
Nem que eu viva a sofrer
Viver...viver...para num dia
Em que eu menos esperar...morrer...

Não adianta ter ilusão
Quero falir meu coração
E decretar à todos
Minha tremenda decepção...

Não adianta fantasiar
Pois o que eu vivi asonhar
O que eu vivi a procurar
Jamais vai se realizar

Quero perder a esperança
Pois em toda minha herança
Fiz de meus dias
A vida de uma criança...

Não convivi com a real
Fugi do mundo animal
De minha vida fiz uma peça teatral
E atuei...como atriz principal

Hoje decretei falência
Pois nessa minha existência
Só vi minha carência aumentar
Preciso parar de sonhar...

Tentei...muito lutei...
Sonhei...esperei...
Eu quiz e não tive...então resolvi
Viver como a maioria vive...

Pra resumir eu "fali"
Pois pela vida eu vi
Que é preciso ser anormal
Para viver nesse mundo animal...

Roça

A terra flora! Felicidade!
Choveu na roça! Adeus cidade.
Eu vou-me embora. Eu já vou tarde!
Eu vou agora. Bateu saudade!

Vou pegar trilha, vou tomar banho de rio,
A vida pede pra gente ficar por lá!
A natureza todo o dia está no cio.
Tempo no mato não tem pressa de passar!

Mas como é bom ouvir bom dia todo dia,
Sentir as mão e semear, plantar, colher...
Dormir ao som de uma viola caipira,
Pisar o barro, dar aos pés o dom de ter!

Adeus cidade! Eu vou- me embora!
Eu já vou tarde. Eu vou agora!
Choveu na roça! Felicidade!
A terra flora. Bateu saudade!

Quero o silêncio das manhãs de passarinhos,
Ouvir as folhas, respirar a plantação!
Viver de novo a eternidade de um carinho
Que o meu amor me dá de todo o coração!

Até parece que se volta a ser menino,
A gente lembra que é feliz e ri à toa!
Luar na roça é uma bênção do divino!
Viver na roça! Ai! Meu Deus, que vida boa!

Choveu na roça! Felicidade!
Eu vou-me embora. Adeus cidade!
Eu vou agora. Eu já vou tarde!
A terra flora! Bateu saudade!

▼ ▽ ▾ ▿ ◀ ◁ SOU....

Sou mulher na essência plena brasileira
Morena, fagueira. Menina e mulher faceira
Prendo meu amor entre as coxas a na poesia
Me doo sem metades nem meios. Inteira!

Meus carinhos e afetos são sempre. Sem fim...
Sou anjo de mãos macias, gentis , mas firmes
Sou dengosa, doce, cheirosa e cheia de proza
Procuro no amado o ser que me faz e define.

E o que me delata são gargalhadas e dias de sol
Alma, musicalidade e poemas. Toda minha alegria
Me entrego à vida sem culpas ou remorsos.

Dona dos meus passos, sou sombra fresca e dócil
Pois sou o que posso e o que me permito ser...
Sou corpo. Mas também alma, templo e sacerdócio.

Eu não tenho uma vida perfeita a te oferecer
Eu não tenho uma promessa de um perfeito amanha
Eu não te garanto um final feliz
E muito menos tenho o mundo pra te dar
Mais tudoo que eu tenho de mais valioso é seu

Rapaz acorda para a vida e vê se ficas atento,
Eu não quero ser uma lenda,
só quero fazer parte da história e do movimento.

Quem ama sofre como criança
Pelo sentimento não correspondido,
Tenta recuperar-se da trama
Falha, triste ser abatido...

Quem ama não escolheu amar
É logo pego de surpresa:
— Oh, amor cruel!
Sentimento de incertezas.

E o que penso desta sensação?
— Verdadeira armadilha do diabo!
Acomete os fracos corações
Que acreditam ser amados.

nem sempre irão te amar como
você merece, e você sabe disso

mas cabe somente à você
a escolha de permanecer
em espaços pequenos
onde é preciso se diminuir
para fazer morada

(não se diminua para poder amar)

“Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma e que você não pode vender no mercado como, por exemplo, o coração verde dos pássaros, serve para poesia”.

(Trecho extraído de “Matéria de Poesia” do livro em PDF: Meu quintal é maior que o mundo)

Violeta
Sempre teu lábio severo
Me chama de borboleta!
-Se eu deixo as rosas do prado
É só por ti-violeta!

Tu es formosa e modesta,
As outras são tão vaidosas!
Embora vivas na sombra
Amo-te mais do que às rosas.

A borboleta travessa
Vive de sol e de flores...
-Eu quero o sol de teus olhos,
O néctar do teus amores!

Cativo de teu perfume
Não mais serei borboleta;
-Deixa eu dormir no teu seio,
Dá-me o teu mel -violeta!

para o menino que sobreviveu.
obrigada por me inspirar a ser
a garota que resistiu.
você tem
um raio na testa
para mostrar isso,
e meu corpo inteiro é
uma tempestade.

Primavera (Walmir Rocha Palma)

Um rouxinol acorda os outros passarinhos
Como um maestro, ele conduz o seu coral
Pintor de todas as manhãs, o sol morninho
Seduz as flores com seu beijo matinal

Olho que vê tamanho encanto da janela
Não sei se meu ou se o de Deus está em mim
Estou setembro, vinte e um, é primavera!
Meu coração amanheceu feito jardim

Num alegreto inusitado, as borboletas
Vão espalhando grãos de pólen a granel
A terra fértil, mãe feliz, e tudo aceita
Há comunhão nesta estação, entre ela e o céu

Fascínio assim, de flores, já não há quem pinte
Só mesmo o traço inconfundível de Monet
Ou o delírio extasiado de Stravinsky
Para com sons a primavera conceber

Mas que mulher exuberante, a primavera
Ela é a prima mais querida do verão
E embora o outono morra de paixões por ela
É o inverno que ela traz no coração

Obs.: Este poema foi musicado por Rosa Passos.

A beleza está nos olhos de quem enxerga com a alma.
Cada nova idade é um acréscimo de experiências, amadurecimento, novos valores e conceitos.
A cada segundo, envelhecemos um pouco,
a cada sorriso ou gargalhada, nossas rugas, aos poucos são marcadas.
Um dia a juventude, na flor da idade,
desabrocha, perfuma lugares e deslumbra olhares.
As pétalas, a cada troca de estação, se desfaz, murcha e cede lugar para a nova temporada, para novas folhagens.
Por isso, regue-as com sabedoria e otimismo.
A alma é como flores que perfumam e alegram o jardim da caminhada chamada vida.

Perdoar é trazer em si a solução.
Porque, se tudo tem dois lados, receber
Vai ser reflexo de oferecer perdão.

Allan Dias Castro
“Voz ao verbo”

Me deixou

Ultimamente
Você tem se afastado de mim
Tem deixado de lado tudo o que temos
Ou tudo o que tivemos
Como se fosse chiclete sem gosto
No começo era incrível
Falávamos sobre tudo
Compartilhávamos segredos
Marcamos de nos ver
Marcamos de nunca deixar um ao outro
Marcamos
É estranho
Você vir e me levar nas nuvens
E depois ir embora e deixar uma depressão
Hoje essa marca tão profunda
Fica dentro do meu coração

Oceano Nox

Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o vôo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...

Antídotos matinais,
o primeiro cigarro
e xícara de café,
as pernas bambeiam,
a cabeça fica leve,
é como experimentar
o seu amor de novo
por três segundos
toda manhã.

Fazes lembrar a alegria
de um risco na parede
desenhado a carvão
pela criança da manhã
É no verde dos teus olhos
que eu treino a disciplina
de uma explosão sossegada

⁠Por Só Sol

O sol se põe,
mas nunca é só um pôr do sol.
Ele dança na linha do horizonte,
escorrega lento pelo céu,
como quem promete sumir,
mas nunca parte de verdade.

Pisca em tons de ouro,
derrama fogo sobre o mar,
e, num sussurro de luz,
diz que amanhã volta.

Nunca se perde,
nunca se esquece de ser sol.
Brilha onde os olhos não alcançam,
suspira calor em outras terras,
ilumina, mesmo quando não o vemos.

Porque ser sol
é mais que estar à vista—
é existir,
ardendo eterno
em si.

''Eu vejo um mundo aonde a gente tloque o R pelo L
E ao invés de fazer as coisas com ARMA faremos com ALMA.''

Alegra-te
“Deus criou o universo em momentos de sua quietude mental; quando a mente eclodiu; ele criou-te e se orgulhou”.