Poesia Morena Flor de Morais
Ainda é simples botão.
Vejo, observo, contemplo...
Deixo ao tempo explicação.
Será uma rosa formosa.
Será? Imaginação.
Silêncio; encantos desnudos.
Respiro o perfume no ar.
O meu olhar lhe diz tudo.
Lhe espero ao desabrochar.
Faz três dias que meus pensamentos me traem, e me levam a você.
Meus olhos ficam vermelhos e se enchem de lagrimas, como se quisessem falar que sentem a falta de algo que nunca teve.
Sei é estranho, mais pra que entender o que nem mesmo meu coração sabe o que é....
Se fores assim desse jeito tão complicado, esquece do meu amor, esquece de tudo, ate mesmo de mim, deixa pra la,mais bem la no passado, esse algo sem começo e meio, porém com um fim.
De hoje em diante, os dias seram apenas dias, e as noites, apenas noites. Esqueça o calor do sol que te aquecia a pele, e tbm o vento frio que esfriava teu rosto.
É assim que matamos um amor, aos poucos, lentamente, e conseqüentemente morremos pelo menos em parte junto com ele.
Enterramos em nós mesmo, e sepultamos no coração, para que fique mais difícil ele sobreviver em nós.
Então, se fores assim desse jeito tão complicado, lembre-se que do outro lado, por um certo momento houve alguém disposto a descomplica-la, mais que não teve a chance de mostrar que seria possível isso fazer.
T-O
Poderia faltar tudo no mundo, todas as belezas do universo, mais não poderia faltar você.
Que os aromas das flores se desvaíssem, que as estrelas do céu sumissem, e que o sol se apagasse nesse momento.
Ainda assim teríamos você, num instante terno e infinito, para poder comtemplar, o que é realmente bonito.
Perceber no seu olhar, o mesmo brilho que as estrelas tinham, em sua pele o mesmo perfume que as flores exalavam, e no seu sorriso, a certeza que as coisas mais simples são as mais belas.
Poderia sim faltar tudo no mundo, mais se faltasse você, ele com certeza seria um pouco mais sem brilho e sem vida.
Marcos Santos de Lima
Aguardo o nosso reencontro, como a trabalhosa missão de cultivar um botão que só floresce uma vez a cada eternidade.
Sou apenas um poeta, tal qual um jardineiro apaixonado pelas flores que cultiva e que lindamente compõem o jardim da sua vida, a saber, as mulheres.
Azar no jogo, no jogo do amor.
Eu achava que era má sorte, mas hoje agradeço ao acaso, nosso eterno senhor.
Ainda bem que o carro enguiçou.
O ônibus não passou.
Preso em uma cobertura qualquer, ainda bem que a chuva aumentou.
Obrigado, acaso, ainda bem que meu celular descarregou.
Se tivesse tudo dado certo, tudo teria dado errado; parvo fui, parvo sou.
Eu teria conseguido te dizer algo perturbador.
Teria me declarado, teria dito que o que sinto é paixão, talvez amor.
Ainda bem que na floricultura, já tinha acabado até o último buquê, até a última flor.
Se tudo tivesse dado certo, eu teria descoberto que no seu jogo eu sou só mais um jogador.
Falar-me-ia você que ama, mas não eu, o que me causaria tremenda dor.
Antes de tudo, retirei-me do seu tabuleiro, saí derrotado, perdedor.
A paixão é carta que derrota qualquer conquistador.
Mas sou grato aos céus, por ter bastante sorte no acaso, e azar no jogo, no jogo do amor…
E nesse jardim abandonado
Tudo permanece intocado
Foi um jardineiro dedicado
Que arrumou tudo isso aqui
Mas pra quê o cadeado?
Por que tudo esta trancado?
E as visitas do outro lado?
Não quer mais ninguém ai?
Deixe os beija-flores entrar
Eles não querem bagunçar
Na verdade, querem mostrar
Que ainda vale a pena sorrir
O jardineiro
Não tenho controle do jardim
O caminho é um longo túnel colorido
Meus sentidos são sazonais como as estações
Confusos e ao mesmo tempo exuberantes
Sinto-me pertencente a este paraíso florido
Tento plantar sementes de amor
Tento podar folhas mortas
Nem todas as sementes germinam
Nem todas as folhas flutuam
Sou apenas um jardineiro
Sempre tentando deixar o caminho florido
Pra atrair pássaros e borboletas
Que já são lindos
Sou apenas um jardineiro
Com sonhos de sementes
E tentativas de plantar
Pra fazer do jardim
Um lugar exuberante
(Letras minhas)
A vida é tão bonita para quem dar amor/ a vida é mais vida quando se, sente dor.
A vida passa rápido pra quem não sabe, esperar/ Na vida, não adianta reclamar.
A vida tem um poço diga quem não foi/ a vida se compara quando se têm, outros ou dois.
A vida é existência pra quem quer viver/ na vida, tem que viver e morrer.
A vida é uma pausa para poder viver/ a vida só tem vida após de morrer.
A vida só dar vida se plantar amor/ a vida é exemplo de flor.
SEMENTE
Eu bebo horizontes,
Para despertar manhãs,
Ávidas de criaturas.
Não me basto e insisto,
Ver-me em outro declarado.
Quero raiz para transmudar a flor.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
Certa vez, revoltado por sucessivos
infortúnios amorosos,
com a íris acinzentada de dor,
matei uma flor.
Matei apenas porque ela era flor.
Matei somente porque eu era dor.
Matei porque vi nela amor.
Em retaliação,
a flor,
em ato agonizante,
perfumou-me.
Abre asas,
Voa.. . .
Lembra que sem ti
Não haverá novas flores.
Voa.. . .
Poliniza.
Embeleze o céu
E os olhos de quem
Tem o prazer de vê-la.
Voa.. . .
Minha flor sem caule,
Borboleteia.”
"Semente de gente,
que ninguém apostou.
Gerado em solo ilegal,
com requintes de horror.
Lançado na vala ao nascer,
pelo seu criador.
Um ser soterrado
em terra de dor.
Rompeu o peso terra
e seu verde mostrou.
E sem ser irrigado
ou adubado, brotou.
Semente de gente
Aposto que é flor."
Entre Flores
Poderia o próprio mar
Nele se banhar?
Poderia a própria chama
Aquecer a si mesma?
Poderia um pássaro
Ecoar lindos cantos
Para alegrar a si próprio
E a outros pássaros?
Poderia o amor,
Que o mais profundo e
prodigioso sentimento,
Amar o próprio amor?
Poderia o Sol
Iluminar o próprio Sol?
Poderia a Lua
Se enamorar de si mesma?
Poderia a Relva
Beneficiar a si mesma,
Espalhando o bem
Como quem espalha vida?
Poderia a nota de uma canção
Trabalhar em favor de outras notas
E a cada novo esforço
Gerar o som, o ritmo, a melodia e a canção?
Caso a resposta seja sim,
Para qualquer uma das indagações,
Então é plenamente possível
Uma Flor olfatear outra.
Edson Luiz ELO
19-07-2018
06:50
+Q Botânico
Assim como a Coca-Cola é um refrigerante, mas nem todo refrigerante é uma Coca-Cola, toda rosa é uma flor, mas nem toda flor é uma rosa.
Você para mim é assim
Linda igual uma rosa
Um dia um Lírio no outro Jasmim
Mas sempre elegante sempre formosa
Num pedaço do norte naquele cantinho
Vive a rosa da cor mais bela
Tão delicada não tem espinho
Desenho de ti a mais linda aquarela
Hó rosa! Hó rosa! Porque se esconde ?
Logo tú a mais bela flor
Não se pergunte nem onde nem como
Apenas desperte para o meu amor
Mas queria o destino a rosa distante
Sofro e choro e não tenho escolha
Todo amor que dou nesse instante
Explode no ultimo verso dessa folha
“Comparo a Vida a um botão de rosa, em que a raiz frágil;
Representa o nosso início de vida e o seu talo intercalado por espinhos,
a nossa evolução, que tempos depois ainda;
Podemos compartilhar com o próximo uma linda flor e Exalar
o perfume que encanta, se de a oportunidade de se evoluir”.
“Nunca será tarde para se fazer presente nossa evolução””
