Poesia Morena Flor de Morais
Existem momentos em que o silêncio é mais precioso que um milhão de belas palavras e um simples abraço tem valor superior ao tesouro mais raro.
A juventude é um breve chamuscar, uma ilusão de eternidade que reluz no crepúsculo e se desvanece na aurora.
O amor é uma granada que, nas mãos de terroristas como nós, faz um estrago imenso em terras coração.
Noite fria, aqui estou sem um amor e a casa vazia. Mas, a distância que desfaz o nó seria capaz de unir quem cá está com quem lá está, me faz enxergar que estou no meio do caos na cidade cinza, me convida a querer estar lá, por querer algo mais belo que nessa foto vejo com tanto amor e esmero.
Meu riso é fácil, mas alegria não ensina... Fazer o quê, se a vida elegeu a lágrima por professora?
A música de nossa existência é como um concerto musical que precisa da mão maior do Criador para realizar as composições finais, completar os arranjos inacabados, encerrar as melodias e finalizar com sublimação as letras que lembrarão nossa existência.
Buscamos suavizar nossas realidades ao cerrarmos nossos olhos angustiados na passageira troca entre o acordar e o dormir, entre a realidade e o sonho, numa permuta mútua entre nossa inconstância de querer e ao mesmo tempo não querer enfrentar aquilo que nos aflige.
A dor é uma passagem desagradável por experiências que nem sempre são necessárias para o crescimento de um indivíduo.
As dores chegam inadvertidamente como uma paixão surpresa que logo se esvai na poeira do ostracismo ou, em outros casos, surgem sólidas como a dor de amar sem ser correspondido que se prolonga um pouco mais, porém se esgota como o vento frio que incomodou e passou.
As falhas nas relações não significam o fim delas, pois podem ser simplesmente resultados do método da tentativa e erro, cujo desejo não era de ferir nem de desrespeitar, era somente o veio falível do comportamento nas relações humanas.
São as formas humanas de sentir, que despertam nos amantes os sentimentos enamorados capazes de completá-los, de levá-los do solitário ao acompanhado e do solo ao mútuo.
A amizade precisa ser legitimada pelas demonstrações, sejam elas de perto ou de longe, sejam em palavras ou em atos, sejam pelo sorrir e pelo chorar juntos…
Nosso corpo é apenas a frasco de nossa natureza interior, expressada pelos olhos e contidas ou demonstradas em nossos sorrisos.
O sorriso nem sempre é consciente, nem tampouco uma opção, é algumas vezes, o simples reflexo de nossos sentimentos demonstrados contra a nossa vontade.
O pressuposto natural que age como regra para duas pessoas serem amigas é o conhecimento mútuo que somente surge do convívio, que não precisa ser diário, todavia precisa ter substância e conteúdo.
A busca por fazer a vontade de Deus está no conhecimento que devemos possuir desse Deus, pois ninguém faz a vontade de outra pessoa sem conhecer o que essa pessoa gostaria que fizéssemos.
E na solidão seguimos incompletos, como um quebra-cabeças cuja última e derradeira peça, aquela que o tornará pleno, está faltando.
O carinho, o amor vivedor, a amizade, são evidências sensíveis e férteis daquilo que vem do interior dos corações e impregna as relações verdadeiras, numa afeição recíproca entre dois ou mais seres.
O que se tem visto é que arraigados às doutrinas e dogmas de uma determinada religião, as pessoas começam a devanear e confundir a imposição daquilo em que acreditam como forma de exercício de fé.
Embora se diga que o futuro não nos pertence, sua construção real está no presente, e somos nós os produtores da realidade na qual viveremos no futuro.
