Poesia Livro
POEME-SE
Eu sou um poema que virou a página do livro, e se libertou.
Daí, descobri que; a arte de viver: é você sendo seu próprio leitor!!
Machado de Jesus
Pagão
Livro-me dos meus pecados cometendo outros
Novos, picantes e furtivamente lascivos
Sinceros, profundos e deliciosamente proibidos
Livro-me dos meus pecados falando de amor
Sendo condenado pelos olhares que nada me dizem
A não ser que são infelizes e por isso julgam demais
Livro-me dos meus pecados profanando a dureza da razão
Contestando-a diante de sentimentos que desestruturam
Qualquer lei ou idéia aceita como verdade universal
Livro-me dos meus pecados sem fazer esforços
E tomo como minhas as palavras do poeta que afirmava
Não conhecer pecados, apenas prazeres
Bernardo Almeida
Diariamente revisa tuas ações com honestidade. A vida é um livro que se escreve a cada instante, e cada gesto deixa marca.
Que tuas escolhas sejam dignas de quem busca a virtude e não o aplauso.
LIVRO PARA VOAR
É nas asas dos livros que os meus sonhos embarcam. Na fluência das letras conquisto mares e me transformo em monarcas de mundos melhores. Nesses reinos posso construir castelos de magias; esperanças; miragens que me deixam de bem com a vida.
Quando leio, desbravo planos fantásticos. Tenho vidas para lá deste planeta finito e sou adulto; criança; duende; super herói. Tudo que me convém, quando quero que os mitos se tornem fatos... Ganhem contornos de realidade na minha mente.
Vivo histórias guardadas. Que parecem feitas para mim, por quem nunca me viu; nem sabe que vivo. Dentro dessas histórias vou ao fim desse azul que não tem que ser céu... Pode ser qualquer coisa para o poder que a leitura proporciona.
Fantasias, temas reais, isso não depende. Ao ler bons livros; bons, de fato, não existe limite para minhas viagens. Aventura, informação, romance, pouco importa, se a leitura me completa, me acultura e torna capaz de ler também o mundo; a sociedade.
Muita coisa limita; encarcera; oprime... Mas o livro salva... Livro livra.
Seja raro como um suave petricor num dia chuvoso com um café amargo e um livro de Charles Bukowski...
Aliás, qual o felizardo que quer ser lembrado assim?
MANDACARU NO MEU PEITO
Teu nome mora em mim como verso antigo em livro novo, em poesia que pulsa entre o início e o agora.
No teu Nordeste, o mandacaru vigia a seca, feito espada verde erguida contra o impossível.
Em mim, teu amor se faz guardião que resiste ao deserto das longas esperas.
E quando floresce...ah meu bem!
É feito a flor branca da noite sertaneja que se entrega ao infinito estrelado.
Na hora em que o silêncio é mais profundo, e a alma aprende a ficar sem falar.
Teu amor em flor do Sertão, nasce onde poucos acreditam.
Cresce sem pedir licença, rompendo barreiras com raiz teimosa e beleza que não se explica, apenas se sente.
Flor do mandacaru tão rara e breve, que se entrega inteira sem medo do fim, porque sabe que o amor verdadeiro tão somente permanece entre estações.
E eu, que te leio com o corpo e com os olhos, sei que teu coração floresce na mesma coragem branca, pura, luminosa e resistente.
Pois tu és fortaleza de afeto que abriga permanentemente.
Se o amor em meu peito tivesse forma! Seria mandacaru.
Firme, persistente e verde esperança do dia.
Amor que se revela em beleza delicada para a noite.
E se tivesse morada, seria o espaço exato entre o teu peito e o meu.
"A nossa vida é como um livro, cada página lida nos leva em direção ao túmulo.
Como de ti me livro? Como te repugno?
Como posso ir pro próximo capítulo, se continuo lendo e relendo o último?
Amar quem é incapaz de amar é do absurdo o cúmulo.
Das nossas lembranças não me livro, e com isso as mazelas acumulo.
Tento esquecer, mas me recordo de tudo.
Ela ou eu, não sei quem tem menos escrúpulo.
Percebi, há muito, que não seríamos um, mas nosso amor é rútilo.
Ao meu eu, ela sempre em primeiro; pra ela, eu sempre em último.
A nossa vida é como um livro, e quando finalizei a página de nós dois, encontrei-me em meu túmulo..." - EDSON, Wikney
A beleza de aprender
Aprender é abrir uma janela
Ver com o olhar de uma criança
Cada livro ou palavra descoberta
Vai dando sabedoria e confiança
A vida ganha novo sentido
Gratidão pelo caminho percorrido
É uma luz que acende a esperança.
Na trilha do saber se cresce
Faz descobertas que nem imaginava
A mente infla, vai se expandindo
A mente ganha cor que nem a vista criava
O conhecimento é tesouro profundo
É a chave que abre portas do mundo
Que só a sua imaginação criava.
Ser estudante é plantar ideias
Para colher uma vasta semeadura
É construir, não só idealizar
Recebendo o ganho com fartura
Transformar querer em dedicação
Manter uma ideal persuasão
Reverter obstáculos com ternura.
Há quem nunca cansa de aprender
É digno de aplauso essa grandeza
Acreditando que o futuro é agora
Tem o saber como real e certeza
Aprofundando seu conhecimento
Aproveita cada oportuno momento
Onde reside no aprender a beleza.
Parabéns a quem jamais se cansa
E busca o saber aprofundar
Tem minha admiração e respeito
Porque também vivo a estudar
Que tenhamos mais força a cada dia
Para aprender sempre com sabedoria
E o mundo esteja sempre a melhorar.
Ontem
Ontem mexi no livro,
fiz das palavras abrigo,
encontrei em cada página
um pedaço perdido de mim.
Ontem mexi num logo —
era pra minha filha, meu orgulho,
desenhei sonhos em vetor,
coloquei cor no futuro.
Ontem limpei a casa,
varri lembranças,
espanei silêncios
que dormiam nos cantos.
Ontem brinquei com a Nyx,
ela ronronava esperança,
e eu ria com a leveza
que só uma gata entende.
Ontem cozinhei lembranças,
aromatizei o tempo,
fiz do tempero consolo,
do prato, um afago quente.
Ontem bebi.
Bebi comigo, bebi do mundo,
bebi do tempo que escorre,
e fiquei de pileque —
rindo para as paredes,
como se fossem velhos amigos.
Ontem eu fui.
Fui alegre, fui feliz,
fui triste, fui silêncio,
fui tudo, fui nada,
fiquei…
Preso entre risos e ausências,
entre a bagunça do vivido
e a poesia do que não se diz.
Seu trabalho é parte da sua história, não todo o seu livro.
Busque crescimento, mas guarde sua paz como prioridade.
Você está no caminho que faz sentido para seus objetivos?
Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!
IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Nada é mais importante
Quando se lê por prazer
Um livro é o passaporte
Faz a gente crescer
A leitura nos acalma
É o melhor lazer.
O doce sabor da leitura
Quem gosta dar valor
Traz histórias incríveis
Quem sabe bem é o leitor
Viaja nas aventuras
Descreve bem o amor.
Uma tarde numa rede
Um bom livro na mão
Nos leva a qualquer lugar
Viaja na imaginação
Cada página bem lida
Afaga o coração.
Não importa a leitura
Seja romance ou poesia
Até lendo um jornal
É uma boa terapia
Sou leitora apaixonada
Lê é a melhor alegria.
Irá Rodrigues.
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
As vezes...
só pego um livro,
fujo pra beira do mar,
me esvaziar,
me libertar,
dos demônios que me habitam.
E quando volto,
pra casa
lá eles estão,
todos os demônios
que expulsei.
Te olhar foi como abrir
Um livro que eu quis viver
Cada linha com você
Me ensinando a renascer - Frase da música Algo Incrível do dj gato amarelo
No livro do tempo
está escrito: eu te amo
há muito tempo.
Antes do primeiro sopro,
antes do mundo aprender a girar.
Desde antes de nascermos,
eu já te amava —
joia rara do Nilo,
ouro moldado pela eternidade.
Teu nome atravessou séculos,
sobreviveu às guerras,
às areias e aos silêncios,
e veio repousar no meu peito.
Não foi escolha,
foi destino antigo.
Não foi encontro,
foi reconhecimento.
Se o tempo tem memória,
ele sabe:
meu amor por ti
nasceu antes de nós.
Cada amanhecer traz consigo uma página em branco, ofertada silenciosamente no grande livro de nossa existência. Essa dádiva diária é um convite à autoria. Não se trata de um roteiro predeterminado, mas de um espaço sagrado de liberdade e responsabilidade. Nossas escolhas, atitudes e intenções tornam-se a tinta com a qual escrevemos nossa história.
Palavras de gratidão ou queixa, ações de bondade ou indiferença, pensamentos de esperança ou desalento – tudo é registrado na narrativa de quem nos tornamos. Esta reflexão toca na essência da condição humana: somos cocriadores de nossos dias. A consciência de que a página nos é concedida, mas o conteúdo é de nossa inteira responsabilidade, convida a uma vida mais deliberada e significativa. Assim, o tempo se torna não apenas uma passagem, mas uma construção íntima e contínua da própria alma.
Cada amanhecer é um livro em branco, e suas mãos seguram a pena. O mundo, um escritor ansioso, aguarda sua hesitação para preencher as páginas com enredos alheios. Mas você é o autor da própria saga!
Escolher é pintar o céu com suas cores, plantar os jardins do seu amanhã. Não delegue sua tela. Assuma o pincel, misture coragem e sonhos. A vida é sua obra-prima inacabada – e cada decisão, uma pincelada de legado.
Hoje eu li um livro abstrato
Contava o que o amor foi para mim
Lembrei de minha entrega completa
De como eu acreditei no outro
E idealizei e sonhei
Com virtudes nobres
Amar era habitar um céu
Que eu criei com ilusões
Em um mundo injusto
O amor era redenção
Em algum lugas na terra
Pessoas se amam e são felizes
Eu precisava de céu,
Eu sonhava com o paraíso.
Mas no capítulo seguinte
O livro dizia
Pessoas nao são virtudes
Idealizadas
Pessoas são humanas
Com qualidades e defeitos
E podem te machucar profundamente
Eu perdi o céu
Eu perdi o paraíso
Eu perdi a ilusão
Que o amor me faria feliz
E não chorei
Apenas concordei
Com um silêncio profundo
O terceiro capítulo dizia
Você pode prescindir do amor
Você pode ser feliz
Admirando uma obra de arte
Sentir as flores desabrochar
E sentir uma paz inominável
Que talvez você não saiba nomear
Eu fechei o livro
E escrevi uma poesia
Falando que a felicidade
É simples e silenciosa
Como fazer carinho
Em um animal dormindo
O livro abstrato do amor
Tinha três capítulos
Mas minha biografia
Escreve tranquilamente
Mais de dez livros.
Eu não preciso do amor
Para ser feliz
Preciso da sombra de uma árvore
E da beleza de um livro
E refleti sobre os felinos
E vi que eu amo
Mais gatos
Do que pessoas
E sorri
Como quem
Realmente entende
Aos amores do passado
Um reverência respeitosa
E uma despedida
Que não olha para trás
Sinto-me plena e inteira
Amando a delicadeza
E beleza dos felinos
E assim termina
O livro abstrato do amor
Reverência e adeus
Às vezes o livro nos engana pela CAPA, e nos surpreende pelo CONTEÚDO!
As pessoas são como livros que podem parecer boas por APARÊNCIA, porém as ATITUDES delas são como veneno que mata...!
