Poesia Livro
Os dias passavam na composição de número 1, Gnossiennes, a minha preferida, de Érik Satie. Aquele livro que iniciei e ainda não terminei, permanecia. Mas outro já tinha nas mãos. Um pássaro azul pousou, na minha janela, instante. Logo, voou, e não voltou! Não deu tempo, mas pensei voar também. E os Morangos Mofados, ah, os Morangos Mofados ainda não li. Desculpa, Caio!
Quanto mais você se doa por causas nobres, mais você pode se perder de si mesma se não tiver cuidado e muitas vezes, pouco recebe em troca.
Porque o quinto príncipe era como as estrelas, ele trouxe luz para a escuridão que sempre a rodeou, trouxe beleza para o seu mundo inóspito.
Quero arriscar cada pedaço do meu coração, porque se você o despedaçar, ao menos saberei que lutei por algo que realmente quis, como nunca em toda a minha vida. E se você o proteger, então direi a cada dia pelo resto de nossas vidas quão verdadeiro é o que sinto e especial você é.
"A responsabilidade traz a possibilidade de aprender e melhorar-se, enquanto a culpa só gera mais sofrimento."
Mais uma vez, vencer o medo e suportar o sofrimento se resume em ter e manter uma perspectiva eterna. Essa não é uma verdade fácil de escutar durante o sofrimento, pois certamente não parece que nossos problemas estão conseguindo algo no momento, mas o sofrimento é temporário.
Quando estamos mais profundamente conscientes da presença de Deus, nos tornamos mais atentos às maneiras diferentes como Ele pode falar conosco.
Saber perder requer grandeza de alma. Requer colocar o orgulho sob guarda, esse inimigo oculto que nos corrói lentamente (...). É preciso não permitir a autocomiseração, reconhecendo o que foi realmente perdido. Sem idealizações. E sepultar, definir as exatas proporções do que perdemos. Nem menos nem mais.
Não faz sentido exigir que alguém sofra só porque você sofre. É cruel. Não é justo impor aos outros o que não suportamos em nós.
O entendimento não nos chega quando queremos, mas quando dele precisamos, ou quando para ele estamos preparados.
Não se corrige o passado. O único tempo que se submete ao nosso comando é o presente. O agora é o único campo possível para a nossa atuação.
O que ainda espero da vida? (...) Quero o despojamento espiritual, o desprendimento emocional que me permitirá olhar nos olhos dela e dizer: "Vida, minha vida, está tudo certo. A senhora não me deve nada".
"Os outros nos tratam como autorizamos. E é claro que essa autorização não acontece da noite para o dia. Ela é processual."
Imaginar seria atribuir categorias humanas que são pequenas demais para se referirem à eternidade. Eu prefiro crer. E crer é esperar. E esperar deixa de ser um verbo sem conexão com a realidade quando decidimos construir os detalhes do que esperamos.
Volto à leitura. A arte me entorpece. O êxtase que ela provoca é um abraço que me envolve com a generosidade do esquecimento. É uma redenção poder esquecer do que em mim é insuficiente, ainda que temporariamente.
Nunca sabemos qual é o tempo exato para cada coisa. Ultimamente tenho sido muito seletiva. Escolho o que ver, o que sentir, o que pensar, ouvir e dizer.
Deixar de desejar, ou melhor, desejar sem as cadeias dos determinismos impostos pela vontade, é um sinal de evolução espiritual. Despir-se de expectativas, desacelerar o movimento dos desejos, acolher o que da vida vier, e só.
Foi o que eu precisava. Ocupar a mente e o coração com a arte, elevar o espírito, ampliar a consciência com os recursos da beleza.
A vida não é intelectual, ela é energia, ação. Ela recebe sua mensagem energética, não o que você pensa que é. Mas o que você faz.
Nota: Ditado pelo espírito Lucius.
...MaisQuando pensamos, emanamos energias correspondentes aos nossos sentimentos. (...) Os pensamentos de ódio ligam tanto como os de amor. Em ambos há uma troca de energias que alimentam esses sentimentos.
Nota: Ditado pelo espírito Lucius.
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