Poesia Felicidade Fernando Pesso

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Eu que pensei:
" hoje não é dia de poesia"
bastou lembrar de ti
musa de apolo
amarga inspiração
medula óssea
costela mitológica de Deus
mulher inconformada
por ser feita de carne
e não de barro
como é feita
a poesia de Adão.

UMA DICA DO JAZZ

"O que há de belo na velhice é a poesia da inutilidade." É claro que esta ideia ou ponto de vista não é de um velho, mas pode bem ser de uma jovem que tenta interagir com um velho em profunda decadência física e mental...
Contudo, o velho tem a seu favor a experiência, conhece os atalhos por onde teve que passar, atalhos estes que certamente um jovem ainda não trilhou e nem conhece...
Sempre há uma justificativa para o absurdo, uma causa, um efeito e, a despeito do que podem pensar o velho e o jovem, ambos estão trilhando a mesma estrada, escrita pelo caos. Todavia, como no Jazz, aproveita melhor a falta de harmônia aquele que souber improvisar. A propósito, sou velho e toco jazz.

Evan do Carmo 14/12/2016

Síntese da vida

A poesia é a síntese da vida,
vida sem poesia é vida inútil
traduza-se isso por:

"Vida sem amor não é vida que vale viver..."

Antes de se aventurar a fazer poesia
antes se faz necessário viver
por isso se lê tantos poemas insípidos
de poetas que não têm calos na alma
nem nas mãos,
nem de viver
nem de fazer poesia.

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.

O menos pra mim é sempre mais..
O simples pra mim é sempre o mais bonito
Não quero poetas e poesias, o teu melhor poema eu não preciso ler... Eu sinto!
O que tu tens por dentro! Essa é sua mais bela poesia.

A vida é poesia…
às vezes em versos,
às vezes em prosa.


O importante não é escrever perfeito,
é ter coragem de continuar escrevendo
um pouco a cada dia.


Viva sem medo do ponto final.

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago

Poesia “Retinto” — autor: Mateus de Jesus Silva


Para mim não tem escolha,
ou nunca foi escolha?
Eu não escolhi ou tive opção de escolher?
Ou de me identificar: pardo ou branco?


Não teve descoberta,
ninguém me perguntou ou nunca me perguntaram.
Simplesmente rotulado pela minha pele.


Não preciso colocar "sou negro!" na bio do Instagram,
nem de alisamento que me deixe mais confortável para os racistas,
nem tampouco de inverno que me deixe clarinho como meu avô.


Não precisa de estilo,
não precisa de bandeira
e nem tampouco de posicionamento.


Eu simplesmente sou,
ou sou acusado de ser.

“Entre o eletroencefalograma e a poesia existe uma ponte: nela, a ciência mede aquilo que a alma sente vibrar.”
Do livro A Mente em Hertz — As Ondas do Cérebro e os Estados Alterados de Consciência, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Menininho do espaço sideral
(Poesia baseada no Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry)

Um pequeno astro no meio do universo!
Clama por atenção!
Pequenino! Miúdo!
E grande de coração!
A amizade é o bem mais precioso que podemos conquistar na vida!
No qual encontramos e levamos!
Somos responsáveis por nossos amigos!
O que ensinamos! O que aprendemos deles!
Cada um que passa por nossas vidas deixa um pouco de si!
E leva um pouco de nós!
Amigo é a nossa alma fora de nós! Tão importante e que devemos cuidar!
Assim como uma plantinha pequena que precisa de cuidados!
O tempo é o senhor dos laços! Da história que construimos!
E nossos amigos são os registros de tudo o que fazemos e vivemos!
Por isso a amizade é muito importante! Por que armazena nossa história!
Não importa o tamanho do lugar! Do planeta! das pessoas!
Não importa quantos e a quantidade de amigos que tenha!
Mesmo que seja uma rosinha no meio do espaço sideral!
O tamanho da honestidade e da amizade! Do coração é que importa!
Quantidade não é qualidade! E nós somos sempre responsáveis!
Por tudo que dizemos e fazemos com nossos amigos!
Um amigo é o cuidado que temos com nós mesmo! Ao outro!

A poesia e eu... ah, a poesia! É o sangue que pulsa em minhas veias, o tema inescapável de meus versos.
Ela nasce no âmago do coração, irradia o calor que inflama o peito, uma explosão da alma que se manifesta na pele arrepiada e transborda pelos olhos em lágrimas cristalinas, pela boca em palavras sussurradas e pelas mãos que, guiadas pela inspiração, fazem da pena uma bailarina sobre o papel.

POESIA:
VOZ OCULTA DO CORAÇÃO.
BY: Harley Kernner

Nossos olhos acumulam um tesouro escondido.
Imagens, palavras, inspirações, felicidades e dores.
Dores que cortam, como lâminas afiladas,
Voz oculta, que grita, em silêncio, clamando às vezes por socorro.

Para os que nos veem, um sorriso perfeito,
Um símbolo de felicidade, um disfarce concreto.
Mas o coração sussurra, em segredo profundo.
Um pedido de socorro, um grito que salta do fundo da alma.

Só o Espírito Santo, que nos envolve e nos guia.
Nos mantém em pé, diante da tormenta e da agonia.
Em meio às injustiças e ao desprezo dos que estão próximos.

Ele é o refúgio, o consolo, o porto seguro, o caminho certo da redenção.
Nossa essência se une ao Seu amor divino.
E nos dá a força para enfrentar o caminho.
A voz oculta se cala quando Ele fala.
E o coração se enche de paz e de uma graça imerecivel.

POR: Harley Kernner

UMA POESIA EM 3D
BY: Harley Kernner

"Na profundidade do meu sentimento, venho destacar o tridimensional de uma poesia."


As lágrimas que sobem como notas musicais de uma melodia de alma lírica, ecoando a saudade e a inspiração de um amor que toca o céu, destacam a “ALTURA” do meu sentimento. Cada suspiro é uma emoção que voa alto, buscando o meu próprio coração, como um pássaro que canta em busca da liberdade.

As minhas poesias e crônicas se espalham na “LARGURA” das ondas de um oceano de emoções. Deixando umedecidos os meus lábios e o travesseiro com a chuva silenciosa das minhas lágrimas. Cada gota é uma história, cada soluço é uma ansiedade que se expande, abraçando o espaço entre o eu e a ausência de um amor feminino.

Em cada término dos meus textos, me sinto no mais profundo sono de amor, é assim que chego na profundidade da essência do amor. Onde as lágrimas se tornam letras projetadas sob medida para o meu coração. No profundo do meu coração, carregados de sonhos e silêncios, vertem dos meus lábios molhados um sentimento eterno, como um espelho de cheios desejos, inscritos com água sobre águas, revelando o oceano escondido dentro de mim.

As lágrimas dos meus “lábios” são a arquitetura de um sentimento que habita a tridimensionalidade desse amor solitário: “ALTO, LARGO E PROFUNDO”.

Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito Particular.

POESIA:
A ALMA DO AMOR.
BY: Harley Kernner


Eu aprendi a amar
depois que entendi
que minha alma é superior ao meu coração.
O coração é vital, sim,
e é visto, é carne.
Mas a alma,
nunca aparece aos nossos olhos,
mas sentimos sua presença e sua eternidade.
O amor verdadeiro
nasce na inocência da alma.
Ela é independente do que o coração sente.
A alma não precisa dos dedos do corpo
para acariciar o rosto de sua alma gêmea.
O coração copia as poesias
que minha alma escreve.
Ele é até elogiado,
e alguém diz: "Que coração romântico".
Mas, na verdade,
sem a alma,
o coração é um eterno analfabeto,
ignorante para descrever o que é o Amor.
O coração beija na face,
faz barulho,
denuncia suas próprias emoções.
Mas a alma,
ama em segredo,
e beija em um profundo silêncio
sua alma gêmea.
Ambas trocam suas essências,
como a Lua e o Sol,
que dificilmente se encontram,
mas são fiéis em seus laços de amor.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

POESIA:
POETA SEM COR, PALAVRAS MARROM.
By: Harley Kernner


Muitos gostam do marrom do café, do chocolate que adoça a boca amarga do dia, mas torcem o nariz para as palavras marrom de um poeta sem cor, socialmente falando.


Sou Harley Kernner o poeta sem cor.
Não me deram aquarela para nascer, me deram barro, poeira, chão batido.
Minha tinta é a cor da vala, da enxada, do sol de meio-dia na nuca.
Escrevo com a cor que não entra em galeria:
o marrom da marmita fria,
do pé descalço, da carteira vazia.


Dizem que poeta tem que ser azul, cor de céu, de mar, de coisa leve.
Mas meu verso é marrom de terra seca, marrom de madeira que range no barraco, marrom de cicatriz que nunca vira poema em sarau chique.


São muitos que gostam do marrom do café, mas não engolem o marrom da minha pele quando ele vira verbo, quando ele grita, quando ele denuncia.
Quer o marrom gourmet, não o marrom da fome.
Quer o marrom do luxo, não o marrom do lodo.


Socialmente falando, apagaram o nome e me deram um número, um dado, uma estatística.
Mas insisto: sou poeta.
E minhas palavras são marrom
porque nascem da raiz,
porque não negam o chão que pisa,
porque carregam o peso de quem nunca teve asa, só enxada, só calo, só luta.


Então leia. Mesmo que arda.
Porque o poeta sem cor escreve para quem nunca teve voz.
E o marrom, meu amigo, é a cor mais honesta que existe: é a cor de quem resiste.


Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
Escritor Particular .

POESIA:
AMOR QUE UNE O INFINITO E O PEQUENO

Deus nunca abandona você, e o caminho mais seguro é se aproximar dEle a cada dia, ficar bem juntinho para estar protegido e compreender a perfeita, e agradável vontade de Deus.

O fabricante do relógio não vive no objeto que criou, quem faz o calçado não pode habitar o sapato que produziu.
Todos os que fazem coisas pequenas têm suas obras limitadas, cabe na palma da mão, sem espaço para a presença do autor.

Mas o Deus vivo e verdadeiro é diferente:
Ele segura a Terra e todos os astros na palma da Sua mão e, ao mesmo tempo, consegue fazer morada no seu coração, quando você abre a porta para recebê-Lo.

Seu amor por você não tem medida, não tem restrições nem fim.
Ele te escolhe, te cuida e te chama de filho — e essa verdade é suficiente para transformar qualquer momento,
mesmo os dias mais difíceis e sombrios.


Esse amor é inteiro, pleno e abundante, como um céu que se abre para iluminar a sua vida, um sentimento que não se conta nem se calcula, apenas se sente e se vive com toda a alma.

O mesmo Deus que equilibra os planetas no universo. Também cuida do seu coração com ternura e sabedoria.
Você é joia rara, amado por inteiro, exatamente como é, sem precisar mudar nada para ser digno desse amor.

Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

POESIA:
QUEM ME DERA… SER RAPTADO POR TI.
BY: Harley Kernner

Às vezes, sinto uma vontade suave de fugir e ir morar junto às estrelas durante o dia; à noite, caminhar sob a luz do sol e aquecer-me no calor desse amor — um sentimento que me envolve devagar, com um desejo tão profundo que nem sei explicar. Ele rompe o silêncio do universo só para revelar o som dos nossos corações: mudos para o mundo, mas que se amam na verdade do ser, na nudez da alma e com toda a pureza de quem se entrega sem reservas.

Quem dera fosse eu raptado por esse amor que desenha em meu peito um carinho que não tem fim…
Já que não queres levar-me contigo e prender-me para sempre em teus beijos, permite-me ao menos sonhar nos teus braços, tocar com o beijo a essência da tua alma e respirar o teu perfume até adormecer no aconchego do teu colo.

— Por favor, vem logo raptar-me, levar-me contigo e guardar-me no cárcere do teu coração… Quem dera que fosse hoje!

Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

POESIA:
PERFIL DE DOIS AMORES DISTINTOS. BY: Harley Kernner


ELA!
Seu amor é como um vestido de seda, que desliza suave, sem pressa, sem pressão.
É como um vinho envelhecido em adega, de sabor refinado, cheio de emoção.

É a luz de um candelabro antigo, que ilumina com brilho calmo e nobre.
Palavras escolhidas, gestos precisos, cada detalhe, um cuidado que cobre.

É arte que se aprecia gradualmente, beleza que não grita, mas encanta.
É a harmonia de uma melodia suave, que no coração, para sempre se planta.


Igualmente à elegância que mora no sentir, ternura com classe e requinte.
O amor dela é poesia em cada instante, profundo, leve e infinitamente distinto do amor masculino.

EU!
Meu amor não tem roupas caras nem palavras estudadas, é feito de mãos calejadas e olhares que dizem tudo.
É arte extraída de um coração semianalfabeto e iletrado no amor.

Não sabe de regras, de modos ou de formas, mas sabe estar presente, firme e seguro.

É como a terra que segura a árvore, ou o vento que sopra sem se mostrar.
Não tem brilho de joias ou luzes de salão, mas tem força que nunca se acaba em meio às provações.

Falo o que penso, sem enfeitar a voz, faço o que sinto, sem medo de errar.
Meu carinho é um abraço apertado, um café quente, um ombro de apoio.

Não sou de promessas bonitas ou juras ensaiadas, sou de ações que falam mais do que qualquer frase.
Amor que é raiz, que cresce devagar, simples, forte e, para sempre, inteiro e capaz: renova-se a cada amanhecer.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

POESIA
ORAÇÕES NO DESERTO.
BY: Harley Kernner


​Três décadas de uma história sólida,
de um amor que desenhamos para ser eterno.
Então, os desvios humanos mudaram o roteiro.
Uma espécie de loucura sutil, fantasiada de razão, fraturou a nossa maturidade.


​Escolhas erradas, que pareciam saídas abriram um portal inesperado, arremessando-me na vastidão de um deserto.
​Houve dias em que o céu se recusou a falar, e o tempo parecia estagnado.
Foi nesse vazio que aprendi a decifrar o teu silêncio a casa do oleiro.


Muitas vezes orei sem palavras;
meu pranto misturou-se ao calor da areia quente, molhando assim as minhas lágrimas,
e foi exatamente ali, na escassez,
que que percebi, que tu estava aqui,Jesus.
​Estou sobrevivendo onde os ribeiros secaram,
mas a Tua presença permanece intacta.


Passo noites imensas, a sós,
escondido em um oceano de relevos áridos,
suportando o frio cortante do abandono
e o sol escaldante que leva a minha alma a soar.
Ainda assim, Teu olhar me alcançou.
​Dias que caminhei sem forças, com a fé tateando o fim,
mas um sussurro interno insistia que valia a pena resistir.


Pois nesta vida, até os nossos escombros nos amadurecem.
​E embora a areia queimasse meus joelhos,
calejados por tantas orações, minha alma negou-se a ceder.
Estar no deserto não é um decreto de morte.
A sede de vencer me empurrou para mais perto de Ti Senhor.


​Da rocha mais estéril e esquecida, tu fizeste brotar um manancial.
Onde os olhos humanos só enxergavam sequidão,
Deus fez romper águas vivas de esperança eterna.


Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.