Poesia Felicidade Fernando Pesso
Levou consigo as petúnias que um dia se abriram e logo murcharam. Levou a neblina o pretenso braço desguarnecido de euforia e sobretudo capturou o que não foi nem inventara e tampouco fez de conta que eram contas silenciáveis. Deixou somente um fio contrastando com a erosão para não ser totalmente estéril e ouvir em sua quase declinação. “Não seja um inseto dos destinos. Foi brevíssima e dúctil a docilidade com que numa farta ironia satirizou a indumentária como um lapso mordaz. Não me sobrecarregue com adjetivos como se fossem graças disponíveis em que não mora nenhuma gramática. Nesse quase mensurável êxtase aceito que partas sem partilhar-me silêncios ou livros ou cetins. Sou dos cortes não cerzidos mas polidos pela simbologia pelo gesto isento de tragédia. Sou uma concepção atípica um cajado sem declínios”
Vincent Van Gogh amou o amarelo dos girassóis porque não conheceu as cores dos seus olhos que apesar de serem castanhos brilham mais que todas as constelações estelares
Os sonhos deitam-se comigo sob o manto prateado do luar. Acordo orvalhada de estrelas, com gosto de poesia na boca e o sol brilhando no olhar.
Ah, o tempo. O tempo. Sim, ele passa. Veloz. Mas, em sua passagem, ele mostra, ele cura, ele desvenda os mistérios. Ele junta e ele separa. Ele atrai e ele repele. Ele é reto e é curvo. Ele te afasta para longe para te mostrar o que não podias ver de perto. Ele é uma lupa, que te faz enxergar melhor. Ele é medicinal. Ele é, O tempo, e o vento…
Meu riso é fácil, mas alegria não ensina... Fazer o quê, se a vida elegeu a lágrima por professora?
Todos nós somos como versos soltos de um poema, que somente nos olhos certos podemos ser vistos em nossa real essência
A Arte vai muito além do que se considera arte, análise de críticos e especulação financeira. Tem função estruturante e libertadora. É livre quando sincera e sincera, quando livre. A Arte é manancial, particular, de cura disponível em cada indivíduo.
E o vento - ah o vento! - este que me ensinou a acariciar com delícias a verde copa da Árvore das Esperas...
Crueldade Humanos Valores Espetáculos Matar Nascer Morrer. Deuses. O que se está a merecer? Hilda Chiquetti Baumann
reconhecer não e ruim ,ruim mesmo e vc viver em um mundo de ilusão ,e passar horas pensando em uma pessoa que não tem a mesma reciprocidade que não da a mesma proporção de carinho e atenção que vc se entrega..
Estórias já viraram histórias e corromperam povos! Por sua vez, reinos também caíram ao transformarem histórias em estórias!
Cada passo dado na vida, é um motivo a mais para agradecer a caminhada. O destino pode ser longo, mas com perseverança, em breve o alcançará.
Assim que o meu par de olhos encontrou-se com o teu par de olhos, naquele momento, pude sentir algo em mim gritando por ti. Numa tentativa falha de disfarçar minhas pupilas dilatadas, rapidamente desviei o olhar. Continuei a te observar de longe, e mais longe, até que você sumiu.
Entre encontros e desencontros, era você o tempo todo. Sempre foi você e eu não enxerguei por medo de que me fizesse de tonto. Quando percebi já era tarde demais, você se foi com outro rapaz. Sem me dar satisfação ou seu novo endereço, me fazendo pagar o preço por te deixar partir sem apreço.
Eu como poeta, não nos resumo a apenas um termo, pois somos maiores do que pensamos. Temos o poder nas mãos de transformar a dor, a angústia, o amor, em textos carregados de sentimentos verdadeiros e intensos. É um diário aberto, em que temos a coragem e ousadia de demonstrar nossa alma, nossos erros, pois somos seres falhos, que reconhecemos nossas fraquezas e mostramos ao mundo como ela age dentro do nosso interior.
Vendedor de sonhos, professor, vendedor de pneus, técnico operador de máquinas industriais, vendedor de peças de computador, entregador de delivery, motorista, ciclista, jogador de sinuca, escritor literário, escrevendo e empreendendo, aprendendo e ensinando, a vida vivida, sonhos e realidade, sonhos e desejos, realizações e sonhos, a vida vivida.
"a chuva cai, cantarosa, abençoada. O chão, esse indigente indígena, vai ganhando variedades de belezas. Estou espreitando a rua como se estivesse à janela do meu inteiro país. Enquanto, lá fora, se repletam os charcos a velha Tristereza vai arrumando o quarto. Para Tia Tristereza a chuva não é assunto de clima mas recado dos espíritos. E a velha se atribui amplos sorrisos: desta vez é que eu envergarei o fato que ela tanto me insiste." -
E viva a sabedoria, a arte, a cultura exponencial, a ciência jurídica e o lirismo poético, instrumentos que suavizam os dias tomados pela dor, pelo ódio e pelo desamor. Rochas que se rompem, ódio que se debela, poesia que afaga os conflitos interpessoais; é preciso unidade de vontade para se alcançar a paz e prosperidade, por um humanismo concreto e real, juncado de essência floral capaz de amenizar os dias de tormentos próprios de uma sociedade cruel e sangrenta.
Uma hora você irá perceber, o valor da constância, do persistir. Na quietude da repetição. No compasso sereno do existir. É no ritmo das ondas do mar, que a rocha se molda, paciente. Nas batidas constantes do coração, que a vida pulsa, eloquente. Na gota que cava a pedra, no sol que nasce a cada dia. No fio que tece a vida. Reside a força, a sabedoria. Pois é na vida contínua, no esforço que não se cansa. Que se encontra o verdadeiro brilho, da constância.
