Poesia Felicidade Drummond
Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado.
De minha janela vejo o sol, estrelas, luzes no céu, confundíveis, clarões e noites vadias, um pouco de sereno que passa por mim e se esvazia, quem sou eu, se por acaso não existo? Se há beleza nas coisas estranhas, tudo se encontra pois somos coniventes.
A vida se revida no tempo!
coisas inventadas são requintes intermináveis,
o tempo idealiza intervalos de eras,
e de eras e mais eras, os segundos são horas,
as horas mais belas dos verões desejáveis.
Os sóis do cotidiano dissimula o sangue da terra,
o céu estralado também esconde luas,
poetas desesperados escondem seu amor,
as fúrias humanas, outrossim, dilaceram.
os caminhos são longos e esquecidos,
vagam almas boas que disfarçam alguma espera,
o sangue escorre da colina dos enternecidos,
e o céu lacrimeja e chora sobre a terra.
Comentando a frase de Charles Bukowski - "Há pessoas inesquecíveis e para isso não há cura".
De fato, não há cura, pois é um sentimento solitário daquilo que naturalmente não se pode esquecer, o impossível não é tão utópico. No final das contas, a culpa é nossa. Por isso, exagerar-se-á sempre da mesma coisa: poesias, álcool, filosofia e saudades. Para essas coisas loucas, uma boa filosofia com uma bebida qualquer.
E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.
Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.
E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.
E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.
E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.
Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.
E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.
Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.
Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.
Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.
Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.
Vai o vento de meio dia,
soprando os restos de gentes,
jogados ao sol a fio.
E cada qual o seu lamento
vai soprando lentamente
a vida de lá pra cá.
Apanho as estrelas entre as mãos,
e apago o meu sol no meu olhar.
É tudo vil e distante,
mas tua alma são diamantes,
que ainda não brilhou.
Se deitas assim tão levemente,
feito o sol, feito o vento,
que do horizonte se esquivou.
E assim, tão pouco e livremente,
voastes para o céu sem ver-te voar.
Mas sei que para longe já voou,
pois em minhas mãos o ocaso chorou,
As lágrimas pequenas de dor.
Se existe amor,
a vida se reinventaria,
E a dor seria apenas o olor
Do próprio amor em nostalgia.
Mas se existe amor,
O sol seria a dois, amarelando o universo,
E o vinho entorpeceria a razão,
Em um mundo duplicado, lado a lado,
Onde o amor poetizaria as tolices do coração
A ordem seria o inverso
De um horizonte sem imensidão
Coroando os nossos às de luz,
Nos estilhaços apagáveis da ilusão.
E se existe amor, o meu amor cantaria.
E viveria de canção, seja lá onde for,
Mas canção também se canta na dor,
Porém, de amor morreria,
Se existe amor?
Há o dia, a retina fita a luz,
Mas os raios solares são transparentes,
O calor de meio dia é o alvorecer,
De horas irreguladas e descrentes.
Há noites estreladas e de lua,
Mas nada alumeia os becos escurecidos,
As pessoas nas ruas estão nuas,
E nenhum rumor serve de lenitivo.
Há amor sob corações insanos,
Sem o torpor dos sonhos esquecidos,
Mas em tudo há vigor e acalantado,
Mas o "eu" queda-se, adormecido!
Todos nós vamos morrer,
É a única luz que ocultamos da vista,
Pois morrer-nos-emos, tão de repentemente.
Pensei por muito tempo que as estrelas invejava a lua,
Mesmo com tanto brilho demasiado,
Pois a lua tão solitariamente, é vista na terra dentre luzes,
Luzes exuberantes.
O sol haveria de tomar todo os instantes,
Mas aceitou a noite tão silenciosamente,
Mas tão modestamente, que o poente virou seu funeral,
Mesmo todos sabendo que poucos instantes depois,
o sol viria a brilhar novamente.
Ás vezes olhamos para quem amamos,
E dentro de nós o coração é pela primeira vez sentido,
Pois não sabemos até quando contemplaremos,
As pessoas que perguntávamos se estavámos bem.
E os nossos sonhos, até os amores, voam ao léu.
Mas em um dia qualquer,
Arrumaremos a mesa com apenas pão e café,
E as fíascas de luzes a nossa volta nos cobrirão,
Em um dendo véu...
E minhas mãos não tocaram a lua,
Mas colheu todas as estrelas do luar.
As mesmas mãos fortes e nuas,
Alcançou a sorte pelo olhar.
O horizonte inventa o infinito,
Mas não homizia o sol.
Há lonjuras inalcansáveis do dourado,
Do dourado amanhecido de arrebol.
Mas o fulgor do mais bonito,
Está no infinito,
De um horizonte esquecido pelo sol.
E no horizonte os pássaros açambarcavam o infinito,
Como no beijo dos enamorados em plena lua de mel,
Nas delicadezas que se jogam ao léu,
No beijo enterno sonhado em um manuscrito.
Terra, minha terra pecadora,
Matéria - prima da criação,
Do criador foi idealizadora,
Do ser humano tornou-se respiração.
Já sente as saudades,
da amizade de verdade,
que há anos se formou.
Amigos não se esquecem,
estão vivos e inquietos,
em um típico caso de amor.
E quando houver distância,
e a falar a esperança, de um dia reencontrarmos,
recorra a lembrança,das brigas e festanças,
para juntos chorarmos.
Um dia chega o futuro,
com glória e horrores,
e se ficares olhando o escuro,
lembra de seus professores.
E quando a saudade afetar a razão,
quando tudo estiver sem jeito,
coloque a mão no peito,
por que todos estarão, no seu coração.
Homemangem ao 9º ano do Colégio Santa Terezinha Uiraúna PB.
Luz do sol que irradia o dia, do dia resplendia a vida, do caos o fim que anoitecia a madrugada com estrelas que nada iluminaria.
O amor morria como nunca tivesse nascido, como o sol que beija o mar e é engolido no horizonte no esplendor fenômeno dos olhos que se escrevia.
à lua que lacrimeja a noite no sereno de sua tristeza, ao sol que traz uma esperança morta, ao amor que se desistia, trago a luz do dia e a poesia de uma noite gótica
Só
alcanço os pensamentos impossíveis,
o êxtase vem das coisas a sós,
das solidões dos momentos de lida,
sozinho somos infalíveis,
como um bicho louco e acanhado
como o silêncio do ocaso anoitecendo a vida,
estamos só e acompanhado.
teu corpo seduz meus pensamentos insanos,
meus olhos é o fascínio do reflexo desse pecado,
sou o sangue desse esplendor açoitado,
que absolve meus desejos profanos,
até o fim, e para sempre,
como um segredo não revelado,
igual a um apaixonado,
preso em um horror para sempre,
o amor.
belicoso coração
chistosa a coalização do corolário do dissentir,
eflúvio as elucubrações do mexilhão,
vitupério procrastina a oscular do sentir,
opróbrio a quimera do coração,
no homizio da razão
Caminhoneiro conhece solidão?
escutando a música "solidão de caminhoneiro" perturba a interrogação, meu pai foi um freteiro, amava a profissão, sozinho no caminhão jamais desistiu, noites e noites sem dormir, conhecia o Brasil, não falava de solidão, pois viajava com Deus no coração, caminhoneiro conhece solidão?, acho que não, só ganha a madrugada e o sol na imensidão, dia a dia, noite a noite a lutar, e poder abraçar quem o espera com saudades no coração.
DIA DO CACAU
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Hoje é o Dia do cacau
Bahia é o maior produtor.
Dele, faz-se o chocolate
Eu primo por seu amargor.
Além de mais nutritivo
Evitar doce é preciso
Cuidado com a insulina!
Diz meu prudente doutor.
<>
Atualmente, o Brasil assume o posto do quinto maior produtor de cacau do planeta, sendo que 95% da produção nacional é da Bahia.
......
26.03.2024
NÃO SABE O QUE TÁ PERDENDO
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Eu digo e ela não acredita
Ela é bonita demais ♫
Por mais que eu diga
Ela não me dá cartaz.
Vou falar pro Geraldo
Que ainda dou um caldo
Além de ter muito gás!
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Eu vou pedir também -
Azevedo - avise pra ela:
Não sabe o que tá perdendo
E que deixe de esparrela.
Que um homem igual a mim
Não se acha em qualquer passarela!
