Poesia eu sou Asim sim Serei
Suspiro-dos-jardins
Tira-me toda a angustia inquietante
Nesse labirinto, não encontro o caminho
E eu ei de vaguear por entre as estações sozinho
Bem vindo ao lar, com a dor causticante.
A flor-de-viúva há de brotar em mim
Formando suas raízes, que nada intera
O exórdio do nosso viridário de jasmim
Ao auge de minha quimera.
E toda a reminiscência, e o estigma por ti deixado
Lembrarei por toda a eternidade, o seu partir sem razão
Sinto que meus sentimentos precipitados, nada foi adiantado
Aos pensamentos sem fim, aos dias que não voltarão
O vestígio de ti, seu eflúvio atrativo, ainda me lança
“O passado se torna o presente na lembrança”.
PEDIDO
Houvesse Deus e os deuses
A fim de que lhes pedisse:
o coração em que penso, por
mais frases e bocas que beije
todas ache feias e frias, e que,
amanhã, ao despertar, ou à saída
da boate, pense em mim quando
a luz do dia sobre ele se desate.
TERCETO
Não há matéria para se fazer a tristeza
nessa manhã, manhã perfeita
se a mão que me deu maio fosse a tua.
VINHETA
Ame-se o que é, como nós,
efêmero. Todo o universo
podia chamar-se: gérbera.
Tudo, como a flor, pulsa
e arde e apodrece. Sei,
repito ensinamento já sabido
e lições não dizem mais
que margaridas e junquilhos.
Lições, há quem diga,
são inúteis, por mais belas.
Melhor, porém, acrescento,
se azuis, vermelhas, amarelas.
O SÓ
Na longa alameda a luz aos pedaços cai
mole do alto dos postes. Ele olha.
Para que não doa, apenas olha.
E não dói.
O DOIDO
Diziam, verdade ou não, que fora rico e são
e que a despeito dos bens que possuíra
acabara endividado, falido e torto. Talvez
por isso, embora miserável, a cabeça
reta, o andar
de quem governa e pisa terra extensa e sua
em perambular sob o sol absoluto,
absorvido sabe-se lá por que delírios.
Absorvido sabe-se lá por que delírios,
insultava o vento e o vazio numa agitação
de cabelos e palavras e era comum
vê-lo penteando com seus dedos
encardidos a água das praias,
como se província sua,
como sua líquida mulher ou filha.
Viveu assim, entre feridas e piolhos,
até que desceu a noite
e uma pedra veio buscá-lo.
Do epicentro da loucura
Uma linha tênue de lucidez
A visão de um futuro forjado platonicamente
A balbuciação de um projeto feliz
Sem explicação profunda
Ou o mínimo resquício de sensatez
Apenas alusões difundidas por afeto
Que não se partem simplesmente ao acaso
Mas que se ligam como um esbarrar de braço em interruptores
E que faz a luz de ambos resplandecer mais forte e vividamente
Pela simplista ocasião de estarem juntos.
A fotografia da alma
E quem dera poder te guardar em minhas fotografias, registrar a alegria da sua alma perante meu sorriso bobo e largo, diante da beleza dos seus olhos; janela que me encanta com brilhos intensos, olhos famintos e insaciáveis.
Sede da alma que a fotografia não sentiu, mas era de ti o meu desespero em saciar essa vontade que me consumia; queria, ao menos, uma gota poder te guardar; registrar em um único lugar tudo que eu queria ter para a eternidade.
Sou fotografo amador, como amar não dispensa dor; da alma não sou excelência, apenas aprendi a ser aprendiz nessa existência.
Minha foto favorita é a que me faz companhia.
Mulher
Mulher, que todos os dias sejam seus
Que a felicidade seja plena
Que o riso venha fácil
Que as manhãs sejam doces
As tardes tenham chá e brigadeiros
E as noites... que sejam picantes, ou simplesmente oníricas, como deseje
Que sua vontade impere
Sua voz seja lei
Que seu gesto suave dite a direção
Que seu olhar fale por si
Chacoalhe o mundo! Bem misturadinho ele vai ficar do jeito que você quer.
Amor ou desamor?
Você ama ou pensa que ama?
Não faça como muitos
Pois pensam que amor é só na cama
Não seja como todos
Faça do seu par uma bela rima
Muitos confundem prazer com amor
Querem ser feliz sem mesmo ter humor
Querem ser respeitados com grande desamor
Diz que gosta, sem um pingo de temor
Faça do seu par uma bela canção
Uma rima que transforme sua paixão
Uma cor que transborda sua emoção
Em um amor que não seja em vão.
Noite Paulistana
Sem pretensões, apenas uma noite qualquer, paulistana
Noite que começa a luz do dia, que escurece aos poucos
Ela vai te inebriando e soltando as amarras que precisam estar fortes em outras horas
Enquanto a cerveja vai se misturando ao sangue o riso fica mais fácil, as palavras não pedem licença para sair da boca e você vai se revelando bem do jeito que é
Saem anjos e demônios, vomitamos verdades e afirmamos mentiras da quais não abrimos mão, questão de sobrevivência
A noite tem cheiro e gosto de cerveja, de vários tipos, temperaturas e intensidades
As conversas, elas variam tanto quanto essas opções.
De repente a insatisfação te invade e você se vê expulso daquela atmosfera, é como se faltasse ar
Então, busca-se oxigênio em outras paragens
Mais intensas
Mais escuras
Mais verdadeiras
E lá, nessa nova caverna, você mergulha com estranhos, em conversas profundas, questionamentos constrangedores e revelações surpreendentes
Você olha a sua volta e afirma, são apenas efeitos, da noite, paulistana
Noite precoce
Intensa
Despretensiosa
Uma noite qualquer, paulistana.
Ode ao Falso Profeta
Contuda falaciosa e Condenatória
Tua mão é trêmula teu olhar é Medroso
Tua alma te entrega no Rosto
Ode ao Falso Profeta
Em uma mão Paz na outra Guerra
Moralismo , falso Amor e Treva
Odisséia Horror e Miséria
Ode ao Falso Profeta
tem fome de vil metal
Teu deus é o capital
Perdão e incesão fiscal
Ode ao Falso Profeta
Enganas com proficiência
Cegueira com verniz de decência
Hipócrisia , ritmo e cadência
Ódio ao teu verbete!
Tua ação incoerente
Pleno desamor Incarnado
Aos demais tu desejas
Chumbo ,Dor e Couro Empalhado
Ódio ao teu falsete !
Teu Ego implumado.
Ode ao Falso Profeta !
Autor: Will Educador
Tema: Ode ao falso Profeta
Meu amor por ela é como uma música com as melhores notas...
As vezes erro alguns tons, mas aprendi cantar a letra inteira
Minha mente frutífera, se compara a uma grande e frondosa arvore. Em cada galho, em cada folha há mil historias.
Porem quando tento escrevê-las, tenho um repentino bloqueio, as ideias fogem se escondem pareço não ser capaz de escrever nem um simples haicai. Talvez tentar registrar minhas ideias seja como por um herbicida. Mas, sei que minha imaginação é imarcescível que não murcha e continua imperecível, bem guardada.
Escrever
Escrever é um ato tão simples e tão complexo.
É transmitir em palavras uma ideia, expressão, sentimento.
É uma forma de comunicação de grande importância para a sobrevivência.
As letras que uma criança vai juntando formam as sílabas, logo as palavras, algo simples e básico da linguagem.
Palavras formam frases, textos imensos, histórias, livros, diário de uma vida toda, isso é complexo.
Escrever foi evoluindo com os seres humanos, a escrita com tintas naturais, canetas tinteiro, canetas transformou-se em letras digitais. O segurar do pincel deu espaço ao digitar do computador, clique do celular. Mas o que nunca vai mudar é a importância do que se escreve, seja da forma que for a escrita permite expressar sentimento no poema, compor livros que educam, vender e comercializar produtos e serviços, deixar provas eternas.
Provas de avaliação, de aprendizado, de desempenho, de crescimento.
Provas de amizade, de amor, de ódio.
Provas de opinião, de atitude, de incentivo, de superação.
Provas de tudo, a favor ou contra todos.
Escrever é deixar o registro escrito para a eternidade.
Escrever é inevitável, incomparável e imortal.
Escrever! Um hobby, uma paixão, uma razão.
Festa de São João
Hoje é dia de São João
Tem bandeirinha pendurada
Tem fogueira, tem balão
E quadrilha animada
Hoje é festa de casório
Vamo logo se arrumá
Põe camisa e suspensório
Vamo embora pro arraiá
A mocinha graciosa
Põe xadrez e laço de fita
Faz pintinha e tá cheirosa
É caipira e é bonita
Tem fartura pra comer
Pipoca e cachorro quente
Tem quentão para beber
E também tem vinho quente
Bolo de todo sabor
Paçoca e amendoim
Pamonha feita com amor
Doce de leite e de aipim
Tem quem faz a oração
Tem quem vai se divertir
Festa boa de São João
É pra todo mundo ir
Início da Primavera
Hoje começa a primavera
A estação de todas as cores
Que contemplamos o desabrochar das flores
Essa estação é muito linda
Tudo parece ganhar vida
A paisagem é bem colorida
Vamos aproveitar cada dia
O sol está presente para completar a beleza
Vamos observar cada detalhe dessa nossa natuteza
Mulheres
Mulheres são lindas flores, mas cheia de espinhos contra a maldade.
Mulheres querem proteção, mas subestimam sua capacidade.
Mulheres são fracas, mas não medem esforços para lutar.
Mulheres são agredidas, mas fazem justiça ao denunciar.
Mulheres são recatadas, mas seus direitos defenderão.
Mulheres são fortes no esporte, mas imbatíveis contra a discriminação.
Mulheres são medrosas, mas com coragem combatem a violência.
Mulheres são guerreiras e lutam como soldados por sobrevivência.
Mulheres não sabem que têm nas mãos o poder.
Mulheres são capazes e batalham para vencer.
Mulheres se deixam seduzir, mas tem o poder da sedução.
Mulheres são intensas, têm amor e têm paixão.
Mulheres são como são, viúvas, solteiras, casadas.
Mulheres merecem respeito, ser feliz e ser amadas.
Mulheres são mães, de fato, de direito, de sangue, de coração.
Mulheres são imperfeitas, mas o dom de gerar a vida, isso sim é perfeição.
Mulheres são parceiras, no lar, no lazer, no sustento, no prazer.
Mulheres são humanas, capazes de chorar, sentir, amar e sofrer.
Mulheres são apagadas, mas guardadas na memória.
Mulheres deixaram de ser vítimas, para escrever a própria história.
finge o fingidor.
É na balbúrdia que os impregnados arredaram os pés; calça jeans desbotada, fagulhas do passado que faziam fumaça. O desassossegado não tem trava na língua, é uma coruja mosqueando no ninho, alastram-se suas palavrinhas ordinárias, pisa cacos e alardeia em sua cantoria pela tarde nebulosa, acanha-se no vestido da noite e dá pileques.
Ricardo Vitti
sobre ela o nome.
A fotografia embaçou e sem porta-retratos em mãos descansou, de chinelo de dedos juntou os pés à raiz das constelações. O luar delineava o seu rosto dando brilho aos seus olhos. São pétalas os seus dedos juntando cada parte daquela noite triste, e por uma ocasião singela; bela escuridão. Juntou uma pequena parte infinita naquela imagem, e, sonhou.
Ricardo Vitti
