Poesia eu sou Asim sim Serei
quando a luz das estrelas durante a noite não me alcança
o que ainda me ilumina é o amor da sua lembrança
Livro de poesia Novos Ventos
Incertezas
Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.
Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.
Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.
Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.
Hortencias sua flor forma um buquê,
Um buquê não sei de quê?
Pois cada cor é uma emoção
Que traduz no coração.
Que belas cores!
branco, azul e rosa,
Formam cores pela acidez da terra.
Portanto há outra espécie como a amarela.
Como são lindas as hortencias!
Que chama borboletas, abelhas e beija-flor
Com a simples beleza da flor!
Meus olhos não esconde a admiração,
Fico grata por tanta beleza,
Louvo a DEUS em sua perfeição
De coração e adoração !
LIDDY VIANA
"Não tenho nada,
e com esse nada que vim,
um dia espero com nada partir,
deixando contudo a certeza de jamais ter feito nada,
senão com amor,
dedicação e o valor,
de dar-se de si,
sem nada pedir."
Tu és
Tu és minha inspiração, peço que não seja em vão.
Tu és minha emoção,qual o tamanho do teu coração?
Tu és minhas lembranças,por onde andas?
Tu és minha saudade, ainda estou no aguarde.
Afoga(não)mento
Afoga.
Estou-me a afogar,
No mar, de pensamentos
De conhecimentos aos quais
Nada percebo, e pouco entendo .
Não mento.
Não mento quando digo não,
Não saber o pouco que sei
E precisar, de pensar
até me aborrecer. Aí sim,
Sem ninguém perceber
A dor interior irá desaparecer
E aí sim, afoga.
Em acordes de sol e sal
cantam as ondas no oceano
enquanto o meu coração
derrama lágrimas te chamando
A saudade dói no peito
diante da imensidão do mar
nele mergulho e sem jeito
quero ir ao fundo te buscar
mas sereia eu não sou
e volto ao meu devaneio
na praia onde a alma esperou
o amor que tanto anseio
Acordes de sal e sol - Metáfora criada pela autora e registrada
Toda ajuda é bem-vinda, mas ninguém pode te curar.
Só quem conhece o quebra-cabeça da sua alma é você.
não erramos por dar amor
erramos em nos plantar em solos inférteis que não nascerá flor
erramos em permanecer onde não tem voz o nosso valor
erramos em esperar que nossa entrega seja reconhecida em qualquer pessoa e nela frutifique reciprocidade
- amor e dor;
Não rimam atoa
Um cura e o outro, o outro se torna
A dor só é curada com o amor
E o amor quase sempre que se acaba se torna dor.
Canto da dor
Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.
Umbelina Marçal Gadêlha
Não quero reviravolta dramática
Tô exausta desse morde e assopra
Corações trocando rosas e socos
Só e bonito em rimas de Leminski
Por mim deixamos de lado a poética
e vamos brincar com a lógica
Quero um sentido e quero um depois
E quero a vontade permanente
Sentimento constante
Que se deixa durar…
Para amar eternamente
não diga "sempre" ou "jamais"
vá deixando, simplesmente,
um gosto de "quero mais"
Vingança não traz proveito
de seu uso, nem se fala ;
se não conserta o mal feito,
de que adianta praticá-la ?
"Nós"
O sorriso dela encanta
Como as luzes do sol
Cada conversa é um livro
Nós dois não temos temas
Somos livres versos de poemas
Nosso romance é poesia
Sinceros demais com a vida
Relógio? Não somos mais escravos
O tempo tornou-se domesticado
Morremos a todos os momentos
Mas nunca deixamos de viver
O grão de areia da ampulheta corre
Nós dois juntos envelhecemos
Não deixamos de ser belos
Deixamos de viver escondidos
Sem máscaras, somente essências
Nós amadurecemos e florescemos
Abandonando as nossas casas
Sendo até o fim
Nós.
Há pessoas que nos fazem tão felizes,
que quando partem de nossas vidas levam consigo muitas das nossas alegrias...
FIM
Os pavores da minha mente, hão de ser maiores que as dores dentro do meu peito. De tantos baques fortes, já temo mais do que quem deve. Talvez esteja na hora de mudanças, me apegar ao conforto e a desistência, e que se for da vontade do Divino, me leve, pois, já não aguento mais.
O caminhar do dia se apressou, já não acompanho, o cansaço tomou conta dessa carcaça. Quem diria que a tristeza me dominaria por completo, foi de pouco a pouco me puxando para a vala, me soterrando em uma cova, minha mente.
Já busquei o perdão do criador, só falta crer no mesmo, assim não serei jogado em um dos 9 círculos do inferno. Falta pouco pro fim, e disso tenho nota. Mas talvez eu esteja blefando, como sempre.
Lembrei de nós.
Senti saudade de ti.
Senti saudade de mim.
Somos finitos habitando lembranças infinitas.
Fome
Em nossos dias atuais, há muita fome que precisa ser saciada.
Há acentuada privação que consome almas e devasta seres a cada dia.
É urgentemente necessário alimentar o ser humano da fome
de saber
de arte
de poesia
de magia
de afago
de abraço
de amigos
de abrigo
de honestidade
de verdade
de caridade
de dignidade
de irmandade
de tolerância
de fé
de amor
de viver
de atitude
de completude.
Umbelina Marçal Gadelha (Umbelarte)
POEMA DA VIDA
Poetas nascem nas decepções, poetas nascem nos amores, poetas nascem nas páginas de grandes livros, poetas nascem nas páginas de pequenos livros, poetas nascem na noite, poetas nascem nas madrugadas.
Poetas nascem no fundo do ônibus, poetas nascem em um dia nublado, poetas nascem no banco de trás do carro, poetas nascem no sofá, poetas nascem no bloco de notas, poetas nascem na sala de aula, poetas nascem em todo lugar.
Todos fadados ao mesmo destino, fadados a mesma rotina tediante, fadados ao romance da solidão. Todos viverão de eterna melancolia, mas nunca morrerão infelizes.
