Poesia eu sou Asim sim Serei
"Ora me alegra com fervor,
Ora me enche de pavor,
Ai como ele trama
Faz ver-me horrenda como lama."
"Muitos não prosseguem
Sempre fica uma cicatriz
A princípio nada conseguem,
Na jornada pra ser feliz."
"Todos temos uma criança dentro de nós
Ela nunca morreu
Aquela baixa voz.
Porém, você a esqueceu..."
"Para mim não há mais Sol
Vou tentar esquecer
Sinto-me como um peixe preso no anzol.
Que o melhor venha suceder!"
"Converto as pedras do meu caminho
Para edificar um castelo.
Demora um pouquinho,
Mas no final fica belo."
"O Teatro tem uma magia
Uma energia que contagia.
Quem não gosta de Arte
Não é da Terra, é de Marte."
"É de grande responsabilidade
Escrever para ti
Apesar dessa tal modernidade
Não esqueci que o Senhor está aqui."
"Atenção: senhoras e senhores
Reguem suas flores
Preencham suas vidas de cores
Conquistem muitos amores!"
"É tempo de se ajudar
É tempo de perdoar
É tempo de sonhar
É tempo de se alegrar
É tempo de festejar
É tempo de gargalhar
É tempo de amar
Antes de o mundo acabar
Antes de você estar do “lado de lá”."
"Passou a lentos passos
Chegou e passou
Deixou no caminho seus traços
Deu uma passada e se cansou."
Viemos das ruas.
Sobrevivemos a noites escuras.
Seus livros trouxeram conhecimento.
Moldaram mentes, feito estátuas de cimento.
Mas nossas vidas foram escritas com sangue, suor e lágrimas, muitas lágrimas.
Sabedoria adquirida em cada beco e viela.
Olho no olho faz travar a sua gíria imitada.
Não me intérprete mal, sou a favor do conhecimento, amo a literatura.
Sei que livros são a chave e faz girar a fechadura.
Mas eles escrevem sobre o mar sem jamais ter se molhado.
Enquanto nos já navegavamos antes da informação.
Nossa vivência segue quente com a força de um vulcão.
a rosa do velho ocidente
Entre as brumas do velho ocidente,
Havia uma rosa que se destacava,
Com pétalas rubras e perfume envolvente,
Ela encantava a todos que a olhava.
Seu caule forte e espinhoso,
Escondia a delicadeza de sua flor,
Era como um tesouro valioso,
Que guardava todo o seu esplendor.
Ela crescia à beira de um rio,
Que corria tranquilo em seu leito,
E lá a rosa exibia todo o seu brio,
Deixando seu aroma pelo ar perfeito.
E mesmo com o tempo e a idade,
A rosa continuava a florescer,
Símbolo de força e de verdade,
Que nunca deixava de surpreender.
Assim era a rosa do velho ocidente,
Um tesouro de beleza e poder,
Que sempre será lembrada eternamente,
Como um exemplo de amor e de viver.
INTANGÍVEL
Guardei-te na gaveta das coisas novas,
arrumadas, qual gaivota que sobrevoa
a praia, antes de fechar a porta da tarde.
Guardei as razões que me deste
para te eleger. O teu gracejar constante
e aquele sorriso de inspirar poetas.
É tarde. A vitrola acusa cansaço
e os versos repetem-se na folha vazia.
Rendo-me à alegria de te sonhar
tão azul e tão presente como antes.
Sempre te soube interdito e breve.
Tão intangível, que magoa.
