Poesia eu sou Asim sim Serei
CASACO
Eu te abraço no dia frio
Eu te esquento na madrugada sombrio
Eu estou agarrada em você
Não solto por nada
Eu sou de lan
Em cima do divã você me pois
E nois dois quando estamos juntos
Somos só um
Eu cubro seu corpo nu
Seu coração faz tum tum
E eu ouço tudo
Eu adora teu abraço
Eu sou teu casaco
Eu sou teu casaco
Por cima por baixo
Eu encaixo
Estou no mesmo endereço
Onde Voce vai eu conheço
Eu não me meto
Mais você me mete
No seu Guarda roupa
As noites são loucas
Quando Voce não estar
Sou teu casaco pode vi me usar.
Sou teu casaco sou teu casaco
Pode vi me usar.
Poeta Antonio Luís
04/06/2015
Poetizei 2
Eu Poetizei
chorando,
quando as dores dos
meus fracassos falaram alto.
Poetizei por cada vez
que fui atrás, e atrás fiquei, nada conquistei.
Poetizei por cada dor
que senti,
no olhar triste de um filho,
Poetizei quando sobre a mesa faltou milho.
Por cada mais um dia de fome,
de doença sem remédio.
Poetizei em cada oportunidade
vista no raiar do sol trazendo força de vontade.
MOTOROLA
Eu tenho motorola
Eu tenho motorola
Eu tenho motorola
As novinhas vão sentar
As novinhas vão pegar
O meu Motorola
Quer andar quer andar
Pode chegar pra cá
Quer sentar quer sentar
Pode pedalar
Pedala Pedala Pedala
Que a moto vai pegar
Se abaixa se abaixa se abaixa
Que a rocha vai entrar
Eu tenho motorola
Eu tenho motorola
As novinhas vão sentar
As novinhas vão pegar
O meu Motorola
Motorola Motorola
Quem gosta quem gosta
Motorola Motorola
Quem gosta quem gosta
Eu tenho motorola
Eu tenho motorola
As novinhas vão sentar
As novinhas vão pegar
O meu Motorola
Poeta Antonio Luís
MINHAS LÁGRIMAS
Quando eu chorei
Me jogarem uma toalha
Eu dispencei porque não me servi
Minhas lágrimas vêm do coração
Não sei como conte-las
Sem você aqui
Inventaram meias mentiras
De mim pra você
E sem me consultar sem me ouvi
Você pois um fim
No nosso relacionamento
Estou arrasado sei que você também estar
Do meu pensamento Você não sai
Vai perpetuar
Meus olhos começam a lacrimejar
Quando vejo um casal
Passar de mãos dadas lembro nois
Momentos lindos asóis
Quando eu chorei
Me jogarem uma toalha
Eu dispencei porque não me servi
Minhas lágrimas vêm do coração
Não sei como conte-las
Sem você aqui
Poeta Antonio Luís
Quando
Quando eu me desfizer
nestas letras virtuais
encoberta de névoa e pó
nada restará!
Faça-me um favor...
Diga ao mundo
que cada silaba escrita,
emana grito moribundo,
traz consigo sentença expressa
(absolvição e condenação).
Cada palavra descrita...
É proscrita.
É maldita.
Se não versa
fica aflita.
OLHOS DOS MEUS OLHOS
Meu cárcere?
Eu faço!
Em momentos fortuitos.
Mais uma vez me desgraço
olhar aqueles olhos tão bonitos.
Olhos esmeralda, nos olhos dela.
Luz que jamais tinha visto tanta,
nos olhos dela, dos olhos dela,
o Infinito estrelar se agiganta.
Sei que não posso tê-la muito.
O universo que pertenço
não é o mais puro e nobre.
Reflete no espelho opaco
retrato farrapo,
um ser tão pobre.
Diante de seu mundo tão denso.
aninhar-se no mesmo buraco
não é isso que estou propenso.
Ela é bela em tudo!
Reluzentes olhos, estes provocantes;
que de outros, os seus me deixou mudo,
daquele instante em diante.
ÉRIKA
Quando vou te ter em meus braços
Eu quero receber seus abraços
Quando estivemos os dois cansados
Depois de um dia trabalho
Vou querer ficar agarrado de te
Esquece o mundo e vem pra mim
Já pensou agente juntos
Já pensou amor profundo
Já pensou nois dois no mesmo metro quadrado
Então pare de pensar
E vem realizar
Esse amor que tenho guardado
Pra te entregar
Érika
Poeta Antonio Luís
Eu quero que se foda! Sinceramente.
Sendo sincero quero um foda-se!
Não ligo pra nada, irei perde muito.
Hey! Ninguém aqui sabe de nada...
Me diz algo que eu não saiba,
Direi que você é Deus.
Por mim, eu não estava aqui!
Irei pra onde ninguém sabe me dizer.
Então fique calado, aprecie o silencio.
Eu quero só um trago.
Fugirei daqui, um dia.
[Registrado]
Contágio livre
eu vi no metrô
uma moça sorrir sozinha
e ri
talvez, se alguém me visse sorrir
essa pessoa pensaria
que estou rindo sozinha
e riria
então
em alguns segundos
toda barra funda
estaria
à gargalhar!
A LUZ DO FAROL
Não te recitei poemas nem fiz juras de amor,
eu te ofereci meus dias e minha vida
como um criminoso buscando redenção.
E você me abrigou sob sua luz,
intensa e constante como um farol
invadindo o mar para salvar os esquecidos
e os desesperados.
Você calou meus demônios com sua ternura
e fendeu a sepultura onde jazia meu coração
com um simples olhar, com um simples estar.
Eu deixarei morrer cada entardecer
enquanto teu beijo amanhecer o dia.
Eu deixarei morrer cada dezembro
enquanto tuas palavras brotarem janeiros.
Eu deixarei morrer as flores do meu jardim
enquanto teu corpo ressuscitar a primavera.
Eu deixarei morrer silenciosamente
no teu seio minh’alma ou meu espectro,
pois em mim toda paz perde o reinado
(não há virtude sem o pecado).
MINHA MELHOR ORAÇÃO
Eu rezava para Deus minha melhor oração
quando te obrigava a um sorriso ligeiro
por qualquer bobagem sem graça.
Eu bendizia ao Senhor
quando te levava à gargalhada,
sua irresistível gargalhada
que ecoava por horas no nosso bairro
como um desatino da felicidade.
Eu corria o meu terço mais puro e sagrado
quando caçava teus beijos entre os lençóis
e encontrava meu paraíso
fincado nos teus olhos de conivência.
Eu pedia devotamente ao Redentor
– na minha silenciosa súplica –
para que a eternidade
fosse o quintal dos nossos sonhos
ou um simples reflexo
das horas em que vivemos um do outro.
O DITADOR
Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu atiraria rosas, lírios e tulipas,
recitaria poemas e entoaria canções:
eu mataria de amor.
Se eu fosse o ditador do Egito, do Iraque ou da Jordânia
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu lembraria histórias, causos e mentiras,
compraria um circo e contaria piadas:
eu mataria de rir.
Se eu fosse um sangrento ditador,
eu deixaria de ser um sangrento ditador.
Não atiraria balas, não lançaria bombas, não faria nada:
eu mataria de tédio.
RENASCIMENTO
Eu não vou chorar por coisa alguma,
estou dando uma segunda chance à vida.
Tudo aqui é um milagre.
Vou bradar aos céus:
– Eu quero raios e trovões!
Tenho-te como uma mãe abraça o filho que nasceu,
cheia de carinho e fé
e com a certeza cega de que tudo vai dar certo.
Estou lapidando meu diamante
e a pureza é indescritível,
terá o preço de cada manhã futura.
Inestimável
como o cheiro do amanhecer no campo.
Simples como não se esquecer de aguar uma semente,
porque essa palmeira que plantei
não se envergará
nem se quebrará ao convite do vento.
Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto:
LIVRE!
SE NÃO PUDERES MAIS ME AMAR
Se não puderes mais me amar,
tudo bem, eu compreendo.
Afinal, nos seus dias há saudade logo cedo
e nem todo ouro posso te dar.
Se não puderes mais me amar,
se não fores mais capaz de se alegrar
com minhas ranhetices e manias, não tem problema.
Afinal, toda rosa quer ser tema de poema.
Se não puderes mais aqui permanecer,
se tiveres que seguir seu caminho com razão,
não olhes pra trás e se permita renascer.
Só não te esqueças de que cabe ao sol render a escuridão.
Por isso, não se torture e tenha nos passos firmeza
e nos olhos aquela velha paixão pela vida.
Eu estarei a lembrar da minha paixão perdida,
mas tudo bem, reencontrarei a amiga tristeza.
Eu me lembro...
Eu me lembro
De quando tudo era bom
Quando curtiamos um som
Sem saber onde ia
Pensando em um novo dia
Me lembro de seus olhos claros
Seu cabelo incrível
Eu me lembro da felicidade que mim cercava
E da tristeza que de me sentia falta
Eu me lembro do amor que me recordo
E daquelas honrarias de esquecimento
Eu me lembro...
Me sinto em preto e branco
Inexpressiva
Sem matiz
Sem riso
Sem colibris...
Mas eu sei que ainda estou lá
Escondida em algum submundo de mim
Arco-íris
Risos
Aquarela
Poesia...
VIVER
...E a cada manhã
eu olho bem na cara da vida
e vou logo dizendo:
Olha, estou aqui novamente
Dou um longo suspiro
Alongo minha fé
Aspiro esperanças
Tomo um gole de café,
outro de coragem
e vou em frente,
porque hoje é presente,
o ontem "é" memória
e do amanhã eu nada sei.
Dou graças por mais um dia
No alforge alegria
e confiança...
E mais uma chance de tentar
...Acertar, quem sabe?
Proclamar a arte de viver
Simples assim
Viver.
Nas noites mais escuras
quando a lua míngua alta no céu
eu subo nas minhas ilusões,
colho gotas do luar
para platinar meus versos...
Nesses momentos,
que a cada dia tem sido mais constantes
( Tempos de Solidão)
Transcrevo minha vida nas entrelinhas
dos poemas.
E a lua menina me traz luz
Sinto-me menos sozinha.
Avessa à razão
Se eu ouvisse à razão
Se pensasse lucidamente
Com toda certeza
Não te amaria tão loucamente!
Mas esse coração doido
Que não sossega no peito
Te encheu de ares de sonhos
Nem percebeu teus defeitos!
E agora o que que eu faço?
Tornei-me serva dos teus beijos
Prisioneira dos teus abraços
Sucumbi aos teus gracejos...
Mas agora não tem jeito. Tristeza!
Sou totalmente avessa à razão
Amar-te é tudo o que sei e faço
Graças á esse insano coração!
