Poesia eu sou Asim sim Serei

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Ah... eu adoro o amor...
Sentimento bem sentido,
Que toma de súbito os corações distraídos,
Que imerge os olhos e os sentidos.

Ah... eu detesto o amor...
Sentimento mesquinho,
que nos faz pequeninos,
tolos e incoerentes do seu verdadeiro sentido de ser.

Será o amor dos poetas uma boa coisa?
Serei eu um poeta?
Existe o amor ou existe o amar?

Não, o amor não é desse mundo!
Einstein é relativo. O amor, absoluto.
Vida é curta. O amor, não tem fim.
Razão é lúcida. O amor, translúcido.

Bem, aqui começa o amor.

Já se foi o tempo
em que eu me preocupava
com pessoas
de alma pequena,
que espreitam
a vida da gente
pelas frestas de suas
janelas.
O que pensam a meu
respeito,
também não me interessa.
Se essas janelas
não se abrem,
a escuridão habita lá.
Sendo filha do céu,
prefiro uma vida de portas
abertas onde a luz da verdade
possa entrar
e em mim fazer morada!

03/09/2915

leve

Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.

Eu Sei...

Que o mundo poderia ter sido diferente,
pelo menos o meu.
Eu sei o quanto uma palavra pode ter força,
E sei o quanto um olhar pode falar.
Eu sei, mas não deveria saber,
que as pessoas,as vezes não mudam.
As vezes as pessoas buscam respostas que já sabem
e, eu sei que tudo na vida pode mudar, em questão de minutos.
... Que as certezas que temos agora, podem se tornar dúvidas em seguida.
Sei que a vida é bela, mas pode mostrar-se feia.
Sei que quem muito ama, muito sofre
e sei, que sabemos de tudo o que vai ocorrer,
mas mesmo assim assumimos o risco de tentar.
Sei que as vezes somos bruscos, mas que em nossa essência somos todos dóceis, pois somos capazes de amar.
Sei que a cada minuto em que fiquei parado, pensando como conseguir algo, perdi um infinito tempo.
Sei que a beleza é um fator, mas que somente ela não preenche o ego.
Sei que serei um ser de vitórias e se elas não chegam é porque, ainda, mas é ainda, não consegui superar os obstáculos propostos.
Sei e só sei, que Deus está junto a mim e, tudo me é permitido se souber como conquistar.

Balada do Esplanada

Ontem à noite
Eu procurei
Ver se aprendia
Como é que se fazia
Uma balada
Antes de ir
Pro meu hotel.

É que este
Coração
Já se cansou
De viver só
E quer então
Morar contigo
No Esplanada.

Eu qu'ria
Poder
Encher
Este papel
De versos lindos
É tão distinto
Ser menestrel

No futuro
As gerações
Que passariam
Diriam
É o hotel
Do menestrel

Pra m'inspirar
Abro a janela
Como um jornal
Vou fazer
A balada
Do Esplanada
E ficar sendo
O menestrel
De meu hotel

Mas não há poesia
Num hotel
Mesmo sendo
'Splanada
Ou Grand-Hotel

Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

E as mulheres que colam pra eu pegar, cancela
Agora meu coração está na mão, daquela
Vou me dedicar, fazer o melhor, por ela
Levantar cedo e vou trabalhar, naquela...
Vou repetir as mesmas frases de domingo a domingo
Com ar de primeira vez e você dizendo "que lindo"
Como Deus é bom, não é não, nega?
Já tive quase todas que eu quis, agora é só você e chega...

Levava uma vida sossegada
Gostava de sombra
E água fresca
Meu Deus!
Quanto tempo eu passei
Sem saber!

Foi quando meu pai me disse:
Filha, você é a ovelha negra
Da família
Agora é hora de você assumir
E sumir!

Rita Lee

Nota: Trecho da música Ovelha negra.

Suculentas! Sucufofas! Sucuvivas!
Por quê cultivar?
Quanto mais eu tenho
Mais eu corro pra buscar...
Grande é a minha falta.
Uma busca incansável
Busca planta... falta vaso!
Busca vaso... falta terra!
Busca terra... falta planta!
E falta furos... Ufa!
Que grande vazio...
Preciso parar
O que tenho não me basta?
Só mais essa cascata... que mal há?
Pronto! Feita! Linda!
Mas... ainda falta!
Vai sempre faltar.
Pára! É preciso parar...
Tirar o foco delas
Mas... em que mesmo focar?

Às vezes é difícil ser eu...
nesses dias fujo de mim.
Em outros, me confronto
nesses, me encontro.

Uma coisa que eu não faço é implorar nada a ninguém
Eu não quero amizades forçadas, não quero amor forçado, não quero gentileza forçada e nem muito menos sorrisos falsos, quero e admiro o que vem e flui naturalmente e espontâneo, gosto de quem chega e fica, mais que fica pq gosta e se sente a vontade ficar, mais sempre percebo que temos medo disso, talvez pelo o que tenha acontecido antes, talvez por medo de acontecer de novo, talvez por ter medo do que aconteça depois, mais o problema é que cada vez somos mais reprimidos por coisas que acontece em nossas vidas, dai que posso ter a certeza que tudo que acontece no passado afeta o nosso presente e pode mudar o nosso futuro, vendo assim podemos sempre dizer que somos refém do passado tentando viver o presente buscando pelo o futuro...

Com a cabeça nas nuvens, não há nenhum peso nos meus ombros, eu deveria ser mais sábia, e perceber que eu tenho um problema a menos sem você.
With your head in the clouds, there is no weight on my shoulders, I should be more wise, and realize that I have a problem unless without you.

Você me Odeia...eu t amo
Você me despreza ... eu me apaixono
Você chora... eu enxugo tuas lágrimas
Você dorme... eu cuido de você
Você se desespera... eu te protejo
Você sente medo... Eu te cerco
Você Ora... eu me ajoelho junto de ti
Você sorri...eu festejo
Você vence... eu comemoro
Afinal eu sou teu anjo...
mas me queira como anjo do bem...
pois se me quiser como anjo do mal...
ai posso fazer tudo inverso...
afinal... sou um anjo...um canal de Deus.

Antes eu era pedra bruta...
Hoje me tornei um diamante
O destino me fez sofrer e lapidou-me,
com a dor me fez brilhar, e com Deus
me deu valor.
Portanto: Não me jogue fora assim, pois
estará jogando fora um diamante, para ficar
colecionando pedras pelo caminho...

Encontrei alguém
Encontrei alguém que eu queira dividir a minha cama, meu amor e minha vida. Encontrei alguém que aguentasse meu coração enjoativamente doce, e que suportasse meu humor incrivelmente amargo. Alguém que me visse cair sem que eu gritasse e me desse a mão sem eu pedir. Alguém que me abraçasse mesmo…

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou...

És a minha paixão!
Minha veia de loucura!
És euforia em dias de sol!
Tu és, tudo que eu quero!

Verdadeiro é meu amor
O sentimento foi real
Quando eu te entreguei
Tudo aquilo que há em mim
Pode até não parecer
Se o mal que há em mim
Faz doer o teu coração
Minha triste imperfeição;

⁠Mesmo que eu não tenha nascido um gênio
Mesmo que eu tenha que me esforçar em dobro
Mesmo que eu seja amaldiçoado
Eu nunca desisto, porque eu tenho um sonho
Não vou morrer enquanto ele não for realidade

VIAJAR NO MEU PEQUENO EU

Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar
No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes...
Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis.
Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes.
Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome.
o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia....
Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!!
Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro?
ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante.
Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade?
Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.

Hey mãe!
Eu já não esquento a cabeça
Durante muito tempo
Isso era só o que eu podia fazer
Mas, hey hey mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente
Não consegue entender