Poesia eu sou Asim sim Serei

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Eu sinto que mudei.
Passei a ter uma confiança maior na mulher incrível que eu sou.
Antes fazia questão de me impor.
Hoje eu olho e penso: ah, tá!
E sigo.
Evoluir é necessário.
O certo e o errado sempre irão andar lado a lado.
A questão é de que lado que estar.

Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato

Eu sou dependente
da química
do pensamento...


De consequência,
tenho sérias
reflexões mentais...


✍©️@MiriamDaCosta

Enquanto metade de mim
escreve...
a outra metade
me lê
e me descreve...


Eu não sou escritora,
eu Sou escrevendo...


Eu não sou poetisa,
eu Sou poetizando...
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...

sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...

e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta

Eu sou um Espirito no corpo, não sou o corpo, mas estou no corpo, e por estar no corpo, o corpo se torna parte do que sou, momentaneamente o corpo faz parte do que eu sou, mas eu não sou apenas o corpo, mas um todo, ligado a uma consciência superior, pelo Espirito que sou, ainda que no corpo me manifesto em vida, em um processo transitório, não sou o corpo, mais parte de uma consciência eterna.

No tempo ou fora do tempo, no corpo ou fora do corpo, a consciência eterna que sou, se manifesta de forma transitória,
pelo o Espirito, em espirito, tenho consciência da minha limitação no espaço tempo, cujo corpo que estou se limita, mas em consciência ligado ao todo, minha capacidade infinita de criação se manifesta, não apenas no corpo, para o corpo, mas através do corpo em que habito.

Não habito só, há em mim diversas partes do que não sou, de um corpo que estou, conscientemente co-existimos em uma mesma matéria, Eu o Espirito em espirito, confronto incessantemente os desejos do que não sou, um desejo transitório de um corpo, uma alma que anceia os desejos do corpo,e que em suas vontades anceia todas suas necessidades corpóreas, Mas minha consciência de Espirito em espirito, transcende tais vontades, ainda que meu corpo trabalhe em função de suas próprias necessidades, eu em espirito ligado ao Espirito do todo, transcrevo minha existência eterna através de um corpo temporal, por que Eu sou o Espirito que habita no corpo, mas não o corpo, ainda que o corpo seja parte, de minha transição não o sou.

Tenho plena consciência, de estar ligado ao todo, pelo Espirito em espirito.

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

Marés e Luas


O meu mudar de ideia
não muda quem eu sou.
Muda apenas como eu sou
diante de quem muda
conforme as marés
e as luas.


Porque mudar de ideia
é movimento.
Mudar de caráter,
é outra coisa.
✍@MiriamDaCosta

Quando Eu Não Sou Apenas Eu


Às vezes, não sinto que exista apenas uma pessoa dentro de mim. Sinto como se minha mente fosse uma casa com quartos que não conheço completamente, e, de vez em quando, alguma porta se abre sem que eu saiba quem está do outro lado. Continuo sendo eu — mas, ao mesmo tempo, parece que não sou inteiramente eu.


Há momentos em que olho para minhas próprias lembranças e elas parecem pertencer a alguém que conheço apenas de ouvir falar. Reconheço os acontecimentos, mas não reconheço a sensação de tê-los vivido. Algumas palavras que digo parecem não ter nascido de mim; algumas emoções chegam sem que eu saiba de onde vieram. E existem momentos em que percebo que alguma coisa aconteceu, mas não consigo encontrar dentro de mim o caminho que levou até aquilo.


É estranho dividir a própria existência com partes de si que parecem ter vontades, sentimentos, maneiras de pensar e até vozes diferentes. Mais estranho ainda é tentar explicar isso sem parecer que estou inventando. Porque como explicar a sensação de estar dentro da própria cabeça e, ainda assim, sentir que existe uma distância entre você e aquilo que pensa?


Às vezes, sinto que estou apenas observando. Meu corpo continua seguindo a rotina, falando, sorrindo, respondendo às pessoas, enquanto uma parte de mim permanece atrás de tudo, como uma espectadora silenciosa. E quando volto a me sentir completamente presente, fico tentando juntar os pedaços: o que eu fiz, o que eu disse, o que senti, quem estava aqui antes de mim.


Talvez o mais solitário não seja sentir que existem partes diferentes dentro de mim. Talvez seja não saber quando elas aparecem, não entender completamente quem são e carregar a sensação de que, enquanto o mundo enxerga apenas uma pessoa, dentro de mim existe uma história muito mais complicada do que qualquer um consegue perceber.

"Eu sou o assassino mais sujo.
Eu sou a contemplação de uma sombra no escuro.
Eu sou o vento frio que causa dor na espinha.
Mas no fim sou a regra maquinaria da própria hipocrisia."

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou

“Se eu sonho, se eu sinto, eu sou.
Mas, se eu sou e já não sinto, e menos ainda sonho… será que ainda sou?”
— Augusto Martins

REFLEXO DA VIDA

O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.

O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.

Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.

Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.

Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.

Eu ainda digo: você já viu a lua hoje?


Eu sou dessas
que ainda para no meio do caminho
porque a lua apareceu bonita demais.


Dessas que olham para o céu
e, por alguns segundos,
esquecem o que estavam pensando.


Não é sobre a lua.
É sobre não deixar a beleza passar despercebida.


É sobre esse olhar que procura,
que repara,
que encontra poesia onde quase ninguém mais olha.


Talvez eu tenha essa necessidade estranha
de admirar as coisas
antes que o mundo me convença
de que não há tempo para elas.


Por isso ainda digo:
“Você já viu a lua hoje?”


Como quem diz:
olha…
a vida ainda está acontecendo
em algum lugar bonito.


E eu quero saber.
Quero sentir.
Quero apreciar.


Porque talvez essa seja uma das coisas
que eu mais gosto em mim:


eu ainda me deixo encantar.




27 de Agosto de 2026

Se Deus é o Dono de tudo — e Ele é — então eu sou apenas um dos Seus mordomos.

E, como bom mordomo, cuido com amor e temor daquilo que Ele confiou às minhas mãos: você, minha esposa, filha do Altíssimo, princesa nesta terra e herdeira do Céu.

Sou bastante criticado por ser sério, calado e observador.
É que eu aprendi que o sorriso e as palavras enganam,
O olhar não.

Eu sou fruto de um absurdo,
Do que é mais valioso no mundo,
Talvez você não entenda,
mas sofra por não ter.