Poesia eu sou Asim sim Serei
Sobre o muro de cacos ao meu redor,não é tão culpa minha,fizeram de cacos o meu coração,eu só os coloquei lá.
Obsceno não é meu beijo e quem eu beijo,é teu abraço frouxo que não se prende,e tem pressa para sair e trair.
Eu até gostaria de uma coca cola agora,mas parece que todas estão no deserto,que bom que eu não estou lá.
Só eu conheço meus bastidores,sorrisos,lágrimas, dores,modesta parte até dou razão aos admiradores.
Jogaram tanta pedra no meu telhado que me deixaram ao relento, e eu acabei ganhando o mundo, uma casa ainda maior.
Entre as folhas, eu fui a sua escolha, colha-me, leve-me junto ao seu peito que deixo meu perfume em tuas mãos.
O que eu escrevo são apenas alguns segredos que resolvi contar, saia correndo se descobrir os outros deixo guardado.
Eu tento fugir, mas o desejo segue no meu encalço medindo forças comigo e provando que o meu coração não é de aço.
Eu não mudo uma vírgula do meu passado, até porque quando foi presente aproveitei, entre erros e acertos.
Num momento meu de distração arrancou meu coração e fez um pendulo, eu engoli de volta, e assoprei o prato principal a ser servido.
Comprei ingresso na primeira fila,para assistir um espetáculo cujo título é, eu avisei,agora é tarde.
Eu mexo na decoração,e causo uma tremenda bagunça, organizando as prioridades e mudando as certezas de lugar.
Eu conheço bem gente como você, que vive uma história que não é sua pra ter uma boa recepção na rua.
Eu guardei pra mim,não achei coerente oferece-lo como um panfleto pra ser amassado e jogado na próxima lixeira.
No primeiro encontro eu fui com um cravo no peito,e no último com um espinho cravado, porque no meio dos dois,houve uma decepção.
Se eu quebrei a sua vidraça foi pra te mostrar que a vida do lado de fora da janela pode ser mais bela.
Quase ninguém tem interesse de conhecer o outro por dentro,eu nem sempre estou disposto a me revirar do avesso para me apresentar a alguém.
