Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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Separadamente


É chegada a sua vez, seja feliz, agora a minha vez, tentarei ser, tempo de viver o que nos resta... que haja também, tempo para respeitarmos todos os horizontes e nossos limites mutamente... embora as nossas vidas, sigam juntas, mas separadamente, com os nossos medos, com as nossas tímidas vontades de reaprender à voar, as nossas almas à nos conduzir pelos caminhos da poesia, fazem a festa, indefinidamente.




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Amor platônico



Terreno abandonado,
espaço baldio.

Dia amanhecido
casa abandonada
alma desolada.

Amar sozinho,
coração estarrecido.

Telhado cantante
amor de ilusão, paixão
de estudante.

Passarinhos soltos,
lua nova, deslumbrante.

A solidão aumentando
a paz vai acabando...

Olhos tristes, repletos
de sonhos vazios.

Desejos perdidos,
largados num terreno
da alma,
totalmente esquecidos.

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SILÊNCIO CORTANTE



O que dizer às lágrimas
ligeiras, escorrendo feito rio incontrolável...
será que adianta? Se por onde passa, só assiste
um terreno abandonado, um espaço baldio.
Amor platônico é um dia amanhecido,
sem réstia de sol, numa casa feia, abandonada,
com as janelas fechadas, sem circular a ventania,
de folhagem seca, roçando o telhado, ferindo
sem dó, a alma desconsolada.
Amar sem ter amor, coração estarrecido,
confusão de gatos gritando... rasgando a noite,
confortando um silêncio cortante, asas doloridas,
quebradas, de invernos, são os pássaros da ilusão,
eterna adolescente, cegueira sem cor é a paixão.
Sonhos não passam de passarinhos soltos,
fantasiando sempre alcançar a lua deslumbrante...
com olhos de sonhos vazios, mas repletos de amor,
fitando o céu sem amor, vida de solidão aumentando,
a paz aos poucos se acabando... perdida, terreno
abandonado e esquecido, é uma alma sem amor.

Autora: Liduina do Nascimento

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Uma pedra


A janela do tempo chamou
a atenção da vida...
que aos poucos estava indo.
À beira do riacho, pensativa,
queria dizer qualquer coisa,
contar
que a menina que havia,
e que corria depois pelos caminhos,
sorrindo, quando as flores azuis
pequeninas colhia...
e as amava,
elas lhe causava estranha alegria,
porém a menina, não estava mais.
A descoberta aconteceu
no descer as escadas da casa,
no topo da serra, por onde
destemida atravessava o riacho,
envolvia-se com o barulho
das fontes, incessante feito
os pensamentos que ferviam.
De fundo, o verde.
Inconfundível, chamando,
cantava o sabiá-laranjeira...
ela escutava,
entre outros cantos.
De volta à realidade,
sentia a brisa
refrescante, sob o sol brando.
Pés de caminho livre, pedras variadas
de cores, algumas delas
escorregadias por força do limo.
Um sonho fugindo,
sequer aparecia.
O encanto era só da natureza,
e não da sua alma,
por dentro morriam as fantasias.
Precisava voltar para um lugar
que já não era refúgio,
enfrentaria o evidente agora!
Sem lágrimas ou desgostos,
sem desejos de nada mais percorrer...
De nada mais precisava e,
sem pedras nas mãos, delas
apenas uma, e precisava,
para pôr no lugar do coração,
aos poucos estava à morrer.

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⁠Passarinhos

O meu olhar que neles se prende,
sem qualquer pressa,
enquanto eles voam... e cantam,
livres, lindos e inocentes, embalam
o meu existir...
nem sabem de mim, se soubessem
mais e mais sei me cantariam, e
não sabem o quanto me encantam.
Passarinhos,
que tanto amo! Foi sempre assim.
Mais que poesia, de sonho delicado,
passarinhos... dá força à vida!
Não é pelas cores de suas asas,
ou pelo seu canto animador,
talvez, suas agilidades e leveza.
Nada de mais lindo há na natureza.
É a sua própria existência, pousar
de leve, trazendo demasiado jeito
de me fazer sonhar,
atração de alma, esse amor por
passarinhos soltos pelos ares,
que junto me faz flutuar!
Não é só pelas suas cores, não é
por vontade de tê-los, jamais
querer prendê-los, a não ser pelo
meu olhar que os segue, e voa
em suas asinhas aos ventos, ouve
os seus cantos, gritos, sem se cansar.
Dando movimento à minha vida,
e as suas vidas, me traz um mais que doce
inspirar.

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Não fui



Não fui porque tive um dia ruim,
quando penso em ir, antes analiso
a minha alma, pergunto primeiro
a ela se devo atender a vontade
do meu corpo, da minha mente...
Antes indago se ela irá permitir.
Não fui ontem, hoje também sei
que não irei, talvez eu vá amanhã,
vai depender da minha alma,
nela, o comando da minha vida...
Somente ela sabe se fica ou quer
partir. Foi e sempre será assim.

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Peregrina





⁠Não dá... não dá para dizer tudo o que se pensa,

pensar às vezes espreme a alma, uma vez alma

espremida, os caminhos se confundem, estranha

é a passagem, duma alma só, e triste pela vida...



andar a esmo, sem vontade de nada, sem lugar

algum para pousar, faz calar por dentro... muitas

coisas que a alma precisa para sempre guardar.



Fechar a boca, fechar os olhos, tapar os ouvidos,

colocar todos os sonhos no arquivo morto, abrir

mão de tudo, se perder... por esse mundo louco,

sendo mais louca ainda, a alma, mar do sufoco.



Sou a flor perdida, borboleta solitária, assistindo

consciente que aqui tudo se esvai, junto a alegria,

a esperança, o que resta por dentro é um mundo

de ilusão perdida, que da alma nunca sai.

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Falta


Enquanto é noite, o mar se esconde,

alguns passos reaprendem, trilham

os mesmos caminhos... levando a lugar

nenhum um desejo,e vai... com atenção

nos tantos esquecidos detalhes... seus.

Uma falta que falta.



Falta o riso, o olhar, a graça,

o pronunciar o amor com alegria.

Presa à alma, restos de poesia.

Ainda,algumas palavras habitam

lá dentro...

outras se perdem sem eco, a doçura

aos poucos vai amargando, noites

e noites, nada bem vindas, torturando

os pensamentos.



Tristonhavem outra madrugada,

sonhos solitáriosvão sumindo, descendo feito chuva

banhada em lágrimas pelas calçadas.



O mar noturno queria ser, para assim ficar

invisível, ao menos nas noitesque já não posso

sequer sonhar com você.

Inserida por liduinadonascimento2



Quando pede não me deixe,
nem sabe que mexe comigo.

Peço

Não se importe quando eu for,
não acredito mais no amor...
sejamos somente amigos.

Faz tempo que vivo sozinha...
No verão sou feito os ventos
que vagam por aí sem rumo,


de dia sou andarilha, final de tarde
sou àquela velha andorinha.
Voando só, ao relento sem ninho.

Inserida por liduinadonascimento2

Um lugar


Caminhei tanto por essa vida, aprendendo tantas lições, com passos certos, determinados, pulando alguns erros, distribuindo ilusões, numa falsa alegria, sem contar dos meus medos, ser feliz, queria, calei alguns segredos... lugar
perfeito nunca existiu, fiquei fantasiando, esse lugar, sempre buscando...

⁠Um lugar de encantos, de sonhos e de esperança, de muitas realizações, de presente... sem tristes lembranças. Um lugar onde me coubesse por inteira, sem invasão, sem constrangimentos, que mesmo sem existir o amor, fosse necessário, que não fosse escuro... Um lugarzinho especial chamado futuro!

Aqui chegando com tudo isso aqui, me deparei, não sei se por prêmio ou por castigo, nem sinto euforia ou decepção, os medos se foram, a esperança, creio, estagnou, das lições aos poucos vou esquecendo, desaprendendo, o futuro é um lugar frio e silencioso, chamado solidão, e desamor.



Autora:
do Livro Luar de Vidro
Escrevo no site:
Recanto das Letras

Inserida por liduinadonascimento2

25.05.2025

⁠Um olhar
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A viagem que a vida impõe ao nosso tempo
deixa tantas marcas em nossa alma que se prende
que não quer encerrar alguns ciclos onde neles
já não nos inserimos...

Quero viver alguma coisa que me impulsione
assim vou tentando empurrar a minha alma, para
que ela consiga descer de seus voos em busca
do impossível, e enxergue como me sinto...

Ela está presa ao que trouxe tanta felicidade
trouxe esperança, poesia e esse sentir que deixa
o amor, o que ela não sabe é que o infinito está
marcado para sempre, mas a vida pede caminhos,
a vida quer passar, quer lançar um olhar diferente
seguir amando e se conformar.

_ Liduina do Nascimento

Inserida por liduinadonascimento2

Viver alimentando o ego é só substituir uma alegria momentânea por outra.
A felicidade absoluta vem das coisas não tangíveis, aquelas que são insubstituíveis. Como a realização pessoal, o afeto e o reconhecimento, por exemplo.

Inserida por Moyseslago

Não vá a igreja, Vá a floresta.
Você não vai encontrar a sua essência longe da natureza.
Nós somos parte indivisível da natureza.
É por isso que o ser humano sofre e se sente vazio desde que foi separado do universo.

Inserida por Moyseslago

Enquanto a mente não atinge estados mais elevados,
é inerente ao ser humano ver as ações dos outros pelo lado escuro, sempre como mal

Inserida por Moyseslago

⁠Político é fruto do sistema, quem alimenta o sistema é povo.
Enquanto povo for inculto e ignorante a árvore vai dar sempre o mesmo fruto.

Inserida por Moyseslago

⁠São os intervalos de sanidade que tenho na minha loucura que me incomodam!
As pessoas sãs não conseguem ver além da alienação do mundo.

Inserida por Moyseslago

⁠Acho que uma mera poesia escrita em uma madrugada fria, de uma mera romântica fumando um cigarro barato no quarto com suas quinquilharias, procurando palavras para expressar a beleza de uma mulher que parece ter surgido de outro mundo, pequenos olhos mas com olhar tão profundo, os detalhes do seu rosto parecem ter sido esculpidos à mão, eu nem sei o que faria se ela viesse em minha direção, com um sorriso resplandecente faz o inverno se tornar verão, rostinho de santinha mas não se engana não, aprecia a natureza e adora o mar,o sol até nasce ao leste só pra ver ela passar, cheia de sagacidade ela só quer estabilidade, e se a lua não brilhar, o coração dela iluminará a cidade, as músicas de Caetano descrevem tanto você, tenho quase certeza que ele deve te conhecer,fuma até um beck e ver o dia amanhecer, você é do tipo de mulher que faz qualquer um enlouquecer.

Inserida por SenhoritaDoMar

Eu gosto de ler gostando,
gozando a poesia,
como se ela fosse
uma boa camarada,
dessas que beijam a gente
gostando de ser beijada.

Eu gosto de ler gostando
gozando assim o poema,
como se ele fosse
boca de mulher pura
simples boa libertada
boca de mulher que pensa...
dessas que a gente gosta
gostando de ser gostada.

Eu estive na Bahia
terra santa de Caetano
do Soteropolitano
onde o canto é poesia
do batuque da folia
do sabor do acarajé
deste povo abençoado
do museu de Jorge Amado
ouvi o som candomblé.

Um poeta
Encontra na natureza
A essência pra poesia
Eu encontro em seu sorriso
O brilho do amor.
Carlos25#0;82011