Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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"BEIJO"

O nosso beijo perdeu o sabor.
O nosso corpo perdeu a cor
Os olhos choram de um abraço
O mundo esta vazio sem ti

Quero-te de volta a minha vida
Para me ensinares a amar outra vez
O corpo morre no meio da noite
Para que nasça a alma no amor


O nosso beijo ganhou a cor
O nosso corpo ganhou o sabor
O nossa alma renasce no amor
O nossos olhos ardem de paixão

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CARRIL DE EMOÇÕES"

Escrevo as palavras que atravessam a alma
Como um carril de emoções nos atalhos da vida
As letras viajam na escuridão dos túneis
Onde resvalam nos pedragulhos dos carris
Das vertigens do nosso silêncio.
As sílabas escoam os gritos descarrilhados
O poema nasce da dor do poeta que morre de amor
Ventre sofrido ao parir as letras
De um amado sentido poema
Palavras escritas na alma num carril enferrujado
Sem gestos nas mãos evasivas de um doce silêncio
Estação velha sem viajantes
Onde as palavras tem um travo amargo
O vinho em cima da mesinha de cabeceira esta azedo
As salivas fogem do poeta no bolso das calças
Historia inventada de palavras
Nos carris numa passagem de nível
Ferindo os pensamentos de gestos estranhos
Desperdiçando as palavras escritas numa folha em branco
Na memória de um poema nos tuneis
Dos atalhos da vida sem tortura.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"AMO-TE"

Amo-te, porque eu sei
Sinto-o meu amor no meu peito
Como o vento que bate na minha face
Como a chuva que cai pelos meus cabelos
Como o sol que ilumina o meu rosto
Como um dia que nasce de novo
Como a noite traz a lua ou a escuridão
Como as estrelas brilham no céu
Eu sei porque eu amo-te simplesmente
Dos meus, dos teus olhos que falam
Dos meus, dos teus lábios que beijam
Dos nossos abraços que o coração sente
Dos gestos sentidos, das frias tardes de inverno
Das quentes manhãs do verão
Das frescas noites de Primavera.
Amo-te, porque eu sei, sinto-o no meu peito.
AME E SEJA FELIZ

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Todas as noites
Abro a porta a minha alma com o fogo
Deixo que no silêncio da noite
O meu corpo seja um regaço de pétalas
Que o meu olhar entre nos livros da minha solidão.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

SUSPIRO

Com a luz dos teus olhos
Sobre o brilho das estrelas
A praia é iluminada
Sente-se os reflexos da lua sobre o mar
Dançamos a música do mar, sobre as suas ondas
Passeamos com as nossas mãos entrelaçadas
Sentimos as nossas almas ligadas
Viajamos entre os nossos sonhos
Entre os nossos desejos
Suspiramos e beijamo-nos
Nas asas dos ventos, onde nós, nos amamos loucamente
Onde a nossa boca queima os nossos anseios !!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"AMA-ME"

Ama-me e eu amar-te-ei
Até ao meu último respirar
Vem abraça-me, fica no meu peito
No meu pensamento, no meu coração
Na carne que te sente ardentemente.
Ama-me e eu amar-te-ei, até ao meu último respirar.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ESPINHO"

Nunca imaginei que um dia
Me encontraria tão vazia
....................
Tão triste
Como me encontro hoje.
...............
A solidão isola-me
Como as ondas do mar.
...............
Na cama onde me deitava
Havia rosas perfumadas
................
Agora só há espinhos
Que me cortam a alma.
................
Sufoca-me a emoção
A saudade, da minha solidão.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Gosto dos dias chuvosos
Da sua simplicidade, do café, chá quente
A chuva é uma melodia agridoce, uma sinfonia
Tocada pela melhor orquestra do nosso mundo
São momentos melancólicos de palavras doces
Que a chuva que cai destes dias ou noites
Inundem os nossos corações de fé, de amor
E transbordem de felicidade e alegria

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ENQUANTO"

Enquanto lês, escrevo em silêncio
Enquanto fomos um do outro
Enquanto o terço for meu no teu
Enquanto o beijo tenha o gosto meu
Enquanto fizeres o meu abraço teu
Enquanto fores um berço meu
Enquanto eu for um sorriso teu
Enquanto fores um caminho meu
Enquanto eu for um abrigo teu
Serás amor e vida, bem vindo em mim

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"SÍLABAS"

Espelho meu
Este espelho que é a nossa alma.
Que tantas vezes nos fascina.
Somos como peças perdidas.
Vendavais; tempestades...
Somos o que deixamos de ser.
O nosso próprio reflexo.
Árvore esquecida, sofrida.
Na sofreguidão do ter.
Esquecemos, não amamos.
Sonhamos sem viver.
Vivemos sem nunca sonharmos!
Por mais que tentem...
Nunca acabarão com o amor e o ódio.
Nem todos os cremes do mundo acabarão
Com as rugas do nosso rosto.
Nem com a dor da distância
Nem com a saudade em cada sílaba que escrevo.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

MOLDURA

Moldura da manhã
Fria como o gelo
Imerso em mim mesma
Cravo a dor de um amor perdido
Estrada infinita
Cheia de noite sem luz
Remoendo os pensamentos mais cruéis
Inverno sem cor louco de amor
Simplesmente branco como a neve
Ilusões passageiras do abismo da poesia
Sorte delirante de um poeta
Perdido com um grão de areia
Decadência em cada verso escrito
Sonhos que morrem nos becos das esquinas
Nas sarjetas imundas, abandonado à sua pouca sorte.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"PEDAÇOS DE MIM"

Pedaços de mim, pedaços da vida
Caídos no mais profundo de mim
Enluto-me de preto aveludado
Num tributo à lua visto-me de noite
Como a lua, tem fases, oculto a minha dor
Sob a cicatriz repousa em silêncio a ferida
Vestida de vermelho porque me deleito
Com o teu olhar inibido, os teus olhos me despem.
Rabiscos como repousa a dor da árvore cortada.
Traços vincados diante do espelho
O olhar dela sempre se desviava para as rugas
Nunca olhava nos seus olhos tinha medo
De ver a sua pobre alma enrugada
Um dia a sua alma teria menos rugas que seu rosto.
E as rugas do rosto teriam menos importância
Pedaços da vida caídos no mais profundo de mim
Poço de dor, de memórias, lembranças delicadas
De uma vida repleta de felicidade feita de pedaços
Da vida e talvez pedaços de mim.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Vomito palavras ardentes na alma
Que me queima o sangue do corpo
Letras tuas que saem da minha boca

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LOUVADO NÓ

Louvado seja o meu tormento
Ao remo livre atado onde ardia
Deste meu cansado sofrimento
Que se instala na parede já seca

Do coração sem brigo, sem fluxo
Inverno deixado no tempo manso
De um ser vivo em triste espanto
Procissão de uma qualquer solidão

Paciência, sentimento de mal-estar
Na incerteza, do viver das esperas
O calendário na esperada primavera
Chuva onde húmida cai em cada dia

E chega, a tua voz parte o silêncio
Chove amor nos meus pensamentos
Neblina perturbada da tua ausência
Pobre asseio de uma alma abandonada

Desata o nó da voz muda, marcada
Gotas, choro das pálpebras fechadas
Louvado seja este doloroso tormento
Deste meu cansado triste sofrimento.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SONHO MAL LIDO

Apenas um sonho voa mais alto
Numa viagem talvez inesquecível
Que sempre desfruta o sentimento
Talvez no suave sussurro da alma

Gostaria de ser um bom poeta, mas
Não tenho argumentos para a escrita
Muito menos o sabor ou a sabedoria
A vida é uma maré de pontos, vírgulas

Letras minúsculas, maiúsculas de dor
Sei que a vida é bela, é repleta de voos
Mas a palavra morre na amarga solidão
Entre a degustação da ruína em decepção

A escrita reaparece invisível sobre a folha
De uma história mal amada, mal contada
Mal lida, mal escrita sem alma, sem corpo
Um presente na ausência de um belo sonho.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

PERDA

- A solidão quanto é...
Sofrida, vivida, sentida
Por nós próprios permite
Que toda a roupa que seja
- Engomada por nós esteja
Vazia do nada ela apodera-se
- Do coração da nossa alma
A solidão acompanha-nos
- Na vida ela é muda, surda, cega
Em forma de roupa suja de cor
- Mas trás um vestido negro de cetim.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

As flores dizem amor com o seu perfume
(---) Sejamos como as flores
Carreguemos o amor nos nossos olhos.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Eterna noite nos teus quentes braços
Entre todas as carícias de beijos sem parar

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Que minha coragem vença o meu medo
Que o meu corpo não se quebre de pranto

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Sente um beijo suave sobre o coração
Eterna noite nos teus quentes braços

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca