Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
A receita para a felicidade
É viver, criar, divertir
Amar , sorrir , dançar
Rezar, meditar, sem limites
Hoje eu te daria todos os minutos
Para amar, todo amor nas palavras
Do meu coração de momentos nossos
Amo-te tanto
Que me leva ao inferno
E no céu me coloca
Que me dá esperança
E me tira do chão
Que me leva à loucura
E me torna sã
Amo-te tanto mas tu já sabes.
AMA-ME
Ama-me com o desejo
Que sintas na tua alma
Arrasta-me pelo poema
Que escrevo de mim em ti
Vaza-me o sangue que escorre
De tanta ilusão cativa
Nesta fome sentida
Por nós os dois
Leva-me ao céu
Ama-me despe-me
Deixa o pudor deste
Meu querer sedento por ti
ANDO
Ando enquanto durmo
Nos recantos escondidos de mim
Onde a neve nunca esteve
Para não derreter entre os dedos
No silêncio agreste da minha alma
Esquecendo o sal que dá a vida
Numa poesia levada pelo vento
Num tempo que o sangue não se sentia
Entre o beijo de fogo num sonho
Nas palavras que se soltavam
Como uma flor que nascia dentro de mim
Onde tu regavas com tanta ternura em silêncio.
COMO É MARAVILHOSO
Como é maravilhoso estar ao teu lado
Como é maravilhoso amar-te loucamente
Como é maravilhoso ver o teu sorriso
Como é maravilhoso sentir o teu beijo
Como é maravilhoso sentir o teu cheiro
Como é maravilhoso sentir o teu abraço
Como é maravilhoso tocar a tua pele
Como é maravilhoso ver o teu corpo nu
Como é maravilhoso ser amada por ti
Como é maravilhoso dormir ao teu lado
Como é maravilhoso acariciar o teu corpo
Como é maravilhoso fazer amor contigo
Como é maravilhoso sentir o teu corpo quente
Como é maravilhoso vivermos sem mentiras
Como é maravilhoso poder transformar todos
Estes momentos em momentos maravilhosos
De amor , de prazer, de tanta cumplicidade.
NÃO
Não desistas de mim
Para que eu possa enterrar
As sombras, os medos
Que tanto me atormentam
Não desistas de mim
Para que tente agarrar todos os sonhos
Que há tanto deixei de sonhar
Não desistas de mim, por favor
Preciso de retomar o vôo
Que deixei a meio
Porque sozinho
Tenho medo de não conseguir
Não desistas de mim
Tu sabes porque eu te amo.
O TEU OLHAR
O teu olhar é uma flor
Num deserto de dunas
Onde o teu corpo
Ficou ancorado
Nas lembranças
Por florir
Das saudades
Dos teus beijos
Do teu despertar
Dos teus afagos
Que eram o perfume
Que alimenta o meu jardim
Para florir de felicidade.
CASTIGO O CORPO
Castigo o corpo deste meu desalento
Não há quem saiba do que me consome
Dores que me castigam a alma já ferida
Sofro deste mal que ao desespero me leva
Neste vazio em que me encontro tantas vezes
Sem saber porquê, que me reduz a nada
Que me emerge nesta solidão, que me seduz
Como um louco para me ofuscar nesta luz
Que me tolha a visao, faz-me andar na escuridão
Onde bebo deste maldito veneno que a vida dá
Num desespero que me conduz a tentar morrer
Para voltar a nascer, florindo como uma flor
Nas saudades de ti, sim de ti amor.
BEIJA-ME
Beija-me com a doçura
Como se fosse a primeira vez
Beija-me com a paixão
Como se fosse a última vez
Beija-me como quiseres
Sem medo de me perderes
Mas beija-me com desejo
Nem que seja em pensamento
Beija-me a cada segundo
A cada hora da tua vida
Beija-me com os teus lábios
Desejosos de tanto prazer
Beija-me no silêncio desta noite
Mas beija-me com corpo e alma
BEBO DESTE MAR
Bebo deste mar salgada água
Para não me afogar deste veneno
Que a vida me dá, trazendo-me a poesia
Na alma dilacerada no peito pelos desígnios
Inventados pelas almas que gritam
Na indistinta e confusa mente de cada um
Onde engole o sal na penumbra, consciência
Do que somos ou seremos neste mundo
De veneno, de desassossego, de inquietação
Dói-me qualquer sentimento que desconheço
Escrevo estas linhas, dou-me por insatisfeito
Pelo cansaço de todas as minhas ilusões vividas
Pois perco a razão, o pensamento desta minha
Doente mente sem vergonha de não ser intelectual
No corpo como uma forte náusea no estômago
SINTO FALTA
Sinto falta de me perder
No calor do teu beijo
Que seja capaz de incendiar
Todo o meu desejo
Sinto falta de sentir
O toque da tua mão
No meu corpo
Sinto falta dos teus olhos
Que me olhes com paixão
Que me faças sentir
Como ainda sou desejada
Sinto falta de um abraço
Que me console
Que me faça sentir
Que sou a única
Sinto falta de ti
De tudo que é teu em mim.
O VERSO
O verso fechado entre as pernas
De mil chaves, de mil portas
No inferno em labaredas quem sabe
Ou nas mulheres da rua que sofrem
Com os clientes mal amados
Entre os nervos dos poetas em verso
Mulheres mal faladas da torre de babel
Pela poesia desgovernada de esferas
A poesia é uma casa de formada gente
Talvez seja quem sou eu para desmentir
Nos sonhos fatídicos de todos os poetas.
Estou cansada
De me zangar com a vida
Vou ter boas vibrações
E pensamentos positivos
Sempre tenho positividade
Nos meus pensamentos
É um dia lindo de sol
E uma maravilhosa noite estrelada.
AMOR
Encontrei-te
Desejei-te
Amei- te
Hoje és dono
Do meu coração
És só meu
E amar-te
É a melhor sensação
Que existe neste mundo
Morri mil anos à tua espera
Esperarei mais mil para te amar.
Seja forte
Caminhe sem medo
Tenha confiança em si
Se não conseguir hoje
Por favor não desista
Pode sempre tentar amanhã
Vou dançar com a vida
Cair de amor até à loucura
Vou namorar com a alegria
Casar com a felicidade
Vou ser amante dos sonhos
E divorciar-me da tristeza
Vou viver intensamente
Apenas andar com a paixão
Para caminhar com o desejo
De sonhar com a felicidade.
TRAGO
Trago nos lençóis as cinzas
Que deixei fugir de mim
Água de lágrimas em sangue
De secos espinhos feridos na pele
Entre o limbo de um beijo molhado
Foge-me a insurreição das ondas
Neste pecado de morte a minha
Nos fincados silêncios estes
Que envelhecem a alma
Com saudades dos teus lábios, de ti
No calor dos nossos corpos
Quando numa luta de morte
Nos entregamos ferozmente.
DÁ COR
Dá cor aos teus sonhos
Falando de amor
Derrama no teu coração
Muita alegria
Vive positivamente
Em perfeita sintonia
Formando lindas vibrações
Pensa sempre positivo
Deixa de lado tudo o que faz mal
Que daqui para a frente
Só traga coisas boas
A cada novo dia
Que sejam sempre positivas
Como uma balança de equilíbrio
Para a vida como para o amor.
A MORTE
A morte flagela-me
Fecho-me num quarto escuro
Dentro de um verso
Que eu tentava escrever
Palavras transpiradas de mim
Dentro de um poema inacabado
Rasgo-me o peito de dor
Para não o escrever
Letras que tentam fugir da morte
Entre os dissabores do meu corpo
Tento não enlouquecer
Nas vogais que me enlouquecem
Na insana sina esta a minha
Saboreio sem força esta insanidade
Perfeita ou imperfeita dum poeta
A morte fecho-me num maldito quarto
Sem portas, janelas ou luz alguma
Sem conseguir escrever coisa alguma.
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