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Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

Cerca de 121249 frases e pensamentos: Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

"RECUSO"

Recuso-me a ter...
A minha alma sedenta de ódio
Aceitar que sou uma flor no meio das silvas
Estar escondida entre sonhos
De sentir-me com as mãos acorrentadas
Tentar fechar os olhos a alegria e a felicidade
A de não me sentir amada...
E não amar tudo apaixonadamente
Viver a vida sem paixão como se nada se passasse
Sofrer de dor, de saudade
De magoa, de solidão
A morrer como uma cópia, afinal só existe uma eu!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"DRAGÃO"


Dragão fingidor
Fugindo por insônias
Pesadelos,sofrimento que mortifica a loucura
Amnésias pinceladas de tantas conveniências
Demônio, inferno benevolente
Que não nos deixa indiferente
Mastiga-nos inteiros, a nu descrevendo-nos
Tártaro corpo, quente sol, salgada sede
Lua intransigente, cega luz
Lágrimas de uma cegueira
Inexplicavelmente permanente
Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes
Misturados de gestos, colados, secos na alma
Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar
Feitos de desabafos, abafos
De água, de fogo, de sorte, de azar
Companheira feita em compaixão
Dragão, benevolente, demônio da nossa mente
Alma cercada pelo sofrimento
Desfeita em insônias, do pensamento
Cravado no peito, do nosso encantamento
Fingidor de pesadelos
De amnésias, cegueira nossa
Mortifica a carne do nosso sentimento
Fingindo que é dor
Colados nos ossos da nossa loucura
Perdida, esquecida, sem olhos, sem sangue
Sem veias, do nosso desentendimento!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"DESTINO"


Mais uma noite de espera
Pois o meu destino é amar-te.
Olho o espelho do nosso quarto
E vejo refletido o teu rosto
Viajo na amplidão de meus anseios
E ouço a tua voz em devaneios.
Fica na minha pele e não só, nos meus desejos
Quero fundir-me contigo
Perder-me nos teus braços e que dure para sempre
Fica com a minha ternura nas tuas mãos
Beija-me com carinho para que seja eterno
Deixa-me amar a tua alma
Quero viver cada momento, cada segundo
Cada minuto com o bater do teu maravilhoso coração
Mais uma noite à tua espera
Pois o meu destino é ser amada!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"PROCURO-TE"

Procuro-te e busco-te
Nas fragas do caminho
Pelos vidros da janela
Em cada nascer do sol
E não consigo encontrar-te.

Procuro-te e busco-te
Nos seixos da rua
Nas brechas da porta
Nos grãos de areia.
E não consigo encontrar-te.

Procuro-te e busco-te
No brilho das folhas à chuva
No nevoeiro estampado na serra
Nos espelhos do orvalho
E não consigo encontrar-te.

Procuro-te e busco-te
Na tempestade dos ventos
Nas nuvens altas e azuis
No escuro da noite.
E não te encontro, mas tu revelas-te!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CALVÁRIO"

Sofrimento, desprezível
Dum inútil invejoso
Com o terço nas mãos ajoelhado
Ferro quente cruel
Termo da crueldade humana
Lança perversa, madeiro companheiro
Pregado, sofrido, morto
Rastro de sangue derramado
Amado, odiado entre caminho de pedras
Monte calvário, a passos dados
Dores de amor, peito trespassado
Sangue do pecado só nosso
Onde foi consumado, madeiro nos ombros
Cordeiro morto inocente
Pedras quebradas, tesouro do mundo
Fonte de vida da pouca humanidade.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

A nossa vida é um grande jardim (...)
Um caminho estreito, uma estrada de pedras
Mas...Onde podemos semear sempre flores ou espinhos.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

HÁ DIAS E DIAS


Há dias que a morte é lenta como os mantos de lã
Há dias cinzentos que a fome engole o sossego
Há dias que o rosário é negro e dilacera o peito
Há dias que a prece é a revolta aguçada dum estalo
Há dias que são alinhavados por linhas escuras
Há dias que os punhais massacram as veias de sangue
Há dias que só Deus sabe os passos que dei, os erros que fiz
Há dias que a noite afugenta as sombras com o som do sino
Há dias que o poema está escondido, vestido de púrpura
Há dias que a mentira cede e é tocada com um dedo no espelho
Há dias que o nosso silêncio é simplesmente um dia de festa
Há dias que o teu riso, o teu beijo é o melhor do mundo
Há dias que o cheiro a canela, alecrim, alho, gengibre, é amor
Há dias que o delírio é penitente, nas ondas que cantam embriagadas.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Amo-te.....Tu sabes, que nascemos para amar
(...) para amarmo-nos
Tu sabes, porque eu sinto e respiro o teu amor

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

PASSADO PRESENTE

Agora as minhas horas evocam o silêncio
De amar tanto nas memórias do passado
Erva de coentros, semente de mostarda
A minha alma guarda as lágrimas que secaram
Nas varas da canela ou no cravo da índia
O meu coração, já não está ou sente-se magoado
No sabor entre o alho, gengibre ou malagueta
São agora apenas lembranças levadas pela água
Que corre nas margens das raízes dos choupos
Folhas velhas da vida amareladas pela chuva
Soltas pelo vento, da erva-doce e da canela
São folhas de louro à deriva, no bacalhau no forno
Levadas ao sabor da ventania. arrastadas na noz mostarda
Esquecidas, lembradas no paladar do tempo
Manjericão num navio naufragado, talvez já sem glória
Raminho de alecrim para alegrar os nossos momentos
Como gosto do queijo de cabra, é forte como os teus braços
Evoco o silêncio de amar-te tanto nas memórias do presente.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Senhor, neste novo dia que começa
Perdão porque cometi muitos erros
Perdão pelo mal que eu já causei.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

AROMA FORTE

Escuta-me em silêncio, ouve o meu silêncio
Entre o molho holandês refeito pela segunda vez
Palavras ditas, silenciosas no olhar de altos e baixos
De embalados morangos doces do nosso Alentejo
Chá fresco ou quente com hortelã pimenta, no quarto
Fogo de pensamentos entre paixões e desejos nossos
Amante amoroso, sentinela dos teus, dos meus sonhos
Cúmplice na alma, canela posta no arroz doce ou aletria
Quente corpo nu, cantos sonolentos que gritam a raiva
Sonhos trancados, açúcar queimado no doce leite creme
Perdida paisagem no deserto de agitação estéril de ilusões
Doce de abóbora com requeijão, leva à loucura qualquer paixão
Noite de poucas palavras no sentir como um amor infinito
Escuta-me em silêncio, ouve-me em silêncio ao vento
Na imaginação das lembranças maravilhosas perfumadas
De rosmanhinho na abnegação de não conseguir suprimir
A curta distância de um delírio no aroma forte de gengibre.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Escuta-me em silêncio
(...) ouve-me em silêncio ao vento
Na imaginação das lembranças maravilhosas perfumadas.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Amante amoroso, sentinela dos teus, dos meus sonhos
Cúmplice na alma, canela posta no arroz doce ou aletria

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Não tenha medo de perder um dia da sua vida
Mas nunca deixe fugir (...)
-ou perder a sua vida inteira.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Construimos um castelo, a volta do nosso amor
Como uma muralha, nas margens do rio
Para não deixar o sofrimento entrar.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SOZINHAs ESTAMOS ESTAREMOS

Eu sinto a minha existência em qualquer lugar
Mas se eu não perceber morro a ouvir os teus passos
Um dia partirei para longe deste mundo sozinha
Mas pretendo deixar um pouco de mim no teu ar
Eu já sei, sei que ninguém morrerá comigo
Nas brumas, dos dias, das noites, esta minha alma partida
Por palavras sentidas nesta noite, sem vestígio de alegria
Pensamentos presentes com sentimentos de saudades tuas
Na esperança de um desabafo que continua escuro
O meu mundo é uma sintonia que procura por ti
Que me faz querer-te, que me faz dizer, o que sinto
Um dia partirei, eu já sei que ninguém morrerá comigo.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Ser mãe é amar alguém incondicionalmente
Assumir de Deus o dom da doação
- (...) - é ter a dádiva do dar
É ter uma missão que dói a vida inteira.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Que o Senhor vá por onde não podemos ir
- Ou não queiramos ir
E faça o que nós não podemos fazer
- Ou não queiramos fazer.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

"Oh meu Deus que o meu primeiro
- Cumprimento do meu dia seja teu"
(...)

"Oh meu Deus que o meu ultimo
- cumprimento do final do meu dia seja teu"

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TU ÉS AMOR

Tu és o meu caminho, a minha quimera
Tu és o meu vinho, o meu maior vício
Tu és o meu bálsamo de aroma benigno
Tu és a minha flor mais perfumada
Tu és o meu barco que navega à deriva
Tu és as gotículas sedentas da minha seiva
Tu és a minha sinfonia das pétalas de rosas
Tu és a minha textura morna das próprias letras
Tu és o espaço aberto das doces palavras
Tu és o som inacabado de uma bela canção
Tu és as linhas escritas do meu destino
Tu és o verbo amar ditado em versos
Tu és o meu afago no coração de carinhos
Tu és o desejo rasgado no meu peito
Tu és a minha inquietude na minha alma
Tu és o meu mundo pincelado de cores
Tu és a minha poesia de vários sabores
Tu és uma procissão alegre que dança um tango
Tu és a razão da minha existência no infinito
Tu és a minha doce melodia que dá cores à vida
Tu és a minha doçura nas noites cheias de felicidade
Tu és o meu violino que toca no meu corpo.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca