Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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DESPIDOS RAMOS

- Despe-me o corpo
Como se de uma árvore tratásse
Nas tempestuosas chuvas do outono

-Toma-me nas noites quentes de verão
Nos beijos dados da minha boca

- Rouba-me os calafrios da primavera
Onde pintei o teu corpo em torno de meu

- Ama-me com os ramos despidos de folhas
Com a veracidade com que caiem no chão.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

Ditadores de um sonho já muito sombrio
O homem caminha sobre as palavras
Na invisível rotina, que ilumina o caminho
Entre a dolorosa seta que cerca a sua alma
Descansa na sua fé de intocável mundo
Pintou de sangue a sua própria liberdade
Há noite desenhou o céu num manto branco
Nos telhados feitos de saudade ou lamento
Caminha num chão alheio ao seu corpo ferido
Guerreiro que vive já no meio da tempestade
Alquimista quando cai a noite no noturno luar
Ansiosa frente de forma na inesperada poesia
Onde falhou o poeta, o homem que não caminha
No descontentamento, emoção do deslumbramento
Árvore estéril que usou a seiva para fazer-se renascer
Inesperado olhar desajeitado, sem medo, sem barreiras
Ele queria simplesmente um amor, antes que o engolisse a terra.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ACHADOS PERDIDOS

- Arte de assombro na pena perdida
- Palavras de afeição no sentimento das letras
- Vomita escárnio negro, engole o orgulho
- Espanto sem desgosto, prostra-se a alma de joelhos
- Nas palavras já sentidas que esmiúçam as vestes negras
- Vazias de lágrimas, deixadas no lençol branco de linho
- Embriagadas de ternura nos desejos que atormentam o leito
- Bendiz com piedosas mentiras, que falam do nosso vinho
- De espasmos entre as preces, sonhos que vagueiam por labirintos
- Entre os achados, perdidos nos dias escuros que dão o nó no mar
- Arte de palavras afeição nas letras, escritas que vomitam escárnio
- Coração estremece vestido de letras, no forte chamamento eu sinto.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SONHO

» As ondas do mar afagam
- Os meus pés descalços
Seguem a maresia enquanto tu não chegas

» Como eu desejava amor
- Que chegasses antes do anoitecer
Neste mar que eu já tanto amei

» No desejo de um grito, de uma palavra
- Afinal na areia da praia, esta o meu sonho
& Talvez já adormecido «

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O VELHO DA BANDEIRA

Colori a minha linda bandeira
De papoilas vermelhas no verde campo
Entre o trigo, a cevada e o centeio
Feita da mais pura seda já vista algum dia
Vejo a partir da minha janela um velho
De olhos enrugados com pedaços do céu
Com o coração aberto ao longo inverno
Talvez à espera do quente verão
Tarde em silêncio, misturada de oração
Caminhada alegre, tocando o chão
Oprimido, anda nas tramas do seu corpo
Cronologia alinhada de uma metáfora fragmentada
Dignidade presumida de um vendaval
Terapia de discursos roubados em sonhos de liberdade
Incontrolável sentença, na sua débil resistência.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

SÓ DEUS SABE

A luz do sol cega-me os olhos
O silêncio torna-me numa voz rouca
Só Deus sabe da porta entreaberta
Do relâmpago de ansiedade no silêncio
Viagem selvagem do retorno amargo
Enigma do mundo de uma privacidade
Bajulada escondida num paraíso de aparência.
Prisioneiros da ignorância oculta imperfeita
Doentes desencantados na alma, no corpo
Cada vez mais perto do abismo da mediocridade
Subjugados por voos de uma estranha nostalgia
Das palavras deixadas num espelho sem ausência
Confinadas as fantasias fora da realidade em pedaços
De uma luta que interrompe um vazio, de uma dor do passado
A luz cega-me os olhos, o silêncio torna-me, só Deus sabe.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

RETRATO

Hoje olhei o teu retrato
.......Estremeci de saudades
Talvez mais do que nunca
....Tive que calar-me
No meio do silêncio
....Cantava a minha alma
Procurava a voz do teu olhar
.....Queria olhar para dentro
Da tua alma e encontrar a minha
......Vi o teu retrato e sorri
Senti-te comigo, como se fôssemos um só.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"VENTOS NOSTÁLGICOS"

Noites vazias
Ventos nostálgicos
Tempestade sombrias
Sopram ao ouvido
Melodias encantadas
Revelam os segredo
Das noites perdidas.
Inimigos amigos
Feitos em sonetos
Sentidos por fragas
Esquecidos no tempo
Caminho do amor
Alma mortalha
Sentes prazer
Talvez não sintas nada.
Palha enxuta
Enquanto queimada.
Trepas o céu
Sem cordas, sem nada.
Esqueces o mundo
Que nos embala e afoga.
De sede, sem nada.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

FRAGAS NA SOLIDÃO DO RIO


Das nascentes e das margens
vou molhar-me neste sol e nesta água
Com um manto de areia vou cobrir-me

O meu corpo é um rio onde de lamparina
Banhei-me nas suas águas cristalinas
Que corre entre os lagos da esperança

Que anda e corre para o mar
Cobri de rosas a minha alma
Os meus olhos de lírios

A minha boca de sorrisos
As minhas lágrimas desaguam de dor
Gosto do silêncio mas não onde me encontro

Silenciar a saudade foi a maneira
Que encontrei para suportar esta dor
Acreditar no amor não é terminar na solidão

Entre as fragas do rio correm as águas
Turvas e claras é como a lamparina que
Clareia a dor no meio da escuridão e da solidão.!

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O Amor é como a flor.
Tem que ser regado para não secar
E acariciada para não morrer.

❤ ❤

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CHUVA DE OUTONO

A bater na minha janela
Gosto de sentir os pingos da chuva
Ao olhar para a rua eu vi-me
Naquelas folhas secas....
Sem vida, que são varridas pelo chão.....
No silêncio, eu não ouço os meus gritos.....
A solidão, é como a chuva que admiramos
De vez em quando há necessidade de chorar......
E quando a lua, as estrelas e o sol brilham..
São a luz que sentimos, na alma e no coração......
O importante é não olhar para as estrelas como cruzes....
É sentir a cruz que carregamos....
Como os pingos da chuva da nossa própria solidão.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LONGE DE TI

Já não conheço o meu rosto
Já não conheço o teu rosto
Não quero morrer longe de ti
E tu não morras longe de mim.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SENHOR

Senhor, neste novo dia
Perdão senhor porque
Sou uma pecadora, perdão
Porque cometi muitos erros
Perdão pelo mal que eu já causei

Eu quero louvar-te com todo
O meu coração, quando não
Posso ouvir-te, o teu silêncio
É como as nuvens que escondem
O sol e tornam, o meu dia tão

Tão escuro quanto a noite
O teu amor é tão grande que
As ondas do sofrimento não
Chegarão até mim, peço-te com
Toda a minha alma que aumentes

A minha fé, prostro-me aos teus
Pés. Tudo o que eu tenho é teu
Quero viver para ti, pensar
Só em ti, tu és aquele que
Levantou-me quando eu caí

...........Guia sempre todos os meus passos.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

AMAR, SONHAR E VIVER

Quero sorrir, amar, viver
Porque não tenho tudo, mas
Não me falta nada, sinto-me
Amada e sei viver, dos meus
Poemas que guardo, do cheiro
Do café, das manhãs doces
Da terra molhada, depois da chuva
Das ruas desertas de madrugada.

Das noites em que o silêncio tem
O tom de um poema feliz e triste
De amor, as horas que envelhecem
Ganham pó, ganham asas, ganham
sorrisos e eu e tu no silêncio de mãos
Dadas, só um resto de amor e paixão
Que ninguém sabe que existe ou existiu

..........Sinto falta de tudo, de nada.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TEMPESTADES

Quero gritar para o vento
Nesta imensidão de emoções
Grito com todas as forças
E liberto-me desta solidão

A mágoa que persegue-me
E as minhas lágrimas que
Caem pelo rosto, lavando-me
A alma, deixando-me mais leve

Não vejo nada, apenas esta imensa
Escuridão, que apoderou-se do
Meu coração Quero fugir
E libertar-me destas amarras

Que prendem-me de sentir esta
Dor imensa, que leva-me para o fundo
Deste poço escuro que é a solidão
Que apaga a esperança que tenho

Por dentro da minha alma perdida
Quero sair daqui e ser feliz
Encontrar a alma que perdi
Ela quer, ser encontrada, para voltar

.........A sentir brisa do vento.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

A minha alma voará para longe
Onde o meu coração terá sempre asas
Mas a minha razão ainda anda
E andará sempre a pé.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Tenho sede dos teus beijos
Fome para saciar os meus desejos
Onde descanso o meu cansaço
No teu carinhoso abraço (...)

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Quem acha que me conhece
E tira as suas próprias conclusões
Não merece simplesmente conhecer-me.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

A única liberdade possível neste mundo
.....é a liberdade de poder escolher
A nossa própria prisão:(

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"SEI DE TI, SEI DE TI"

As trevas persistem no nosso caminho
São as tormentas que sempre desesperam
Na chegada submissa do nosso desespero
Bocados, pedaços de uma curta existência

Amei-te tanto como sempre quis amar-te
Desejo-te tanto como sempre te desejei
Só sei de ti pelas flores do nosso jardim
Só sei de ti pelo murmúrio na água da fonte

As trevas corrompem a estrada de fragas
As giestas gritam de dor entre as quimeras
Canteiros espezinhados que rasgam as vestes
Alagam e apedrejam a imbecilidade do poeta

Sei de ti pelo uivo do lobo, na serra, no monte
Sei de ti pelo vento que trás a tempestade de neve
Sei de ti pelo murmúrio das flores em desespero
Sei de ti pelas águas que correm no rio do sonho.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro