Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Encontrei com meu passado
na esquina do meu presente
e com ele aprendi a enfrentar
o fututo de frente.
Deixei a vida me moldar,
parei de com ela lutar,
aceitei o fato de que eu precisava aprender,
para crescer e entender tudo de fato.
Sou capaz de ir além,se eu puder entender
que não há resposta para tudo,
e posso me perder no mundo,
tentando me encontrar.
Somente quero o que a vida quer me dar,
o que ela pra mim separou
em um pano de cetim enfeitado
com sorrisos e abraços
para me sustentar.
Deixei a vida me moldar
na fornalha das incompreensões,
na moldagem das mãos fortes
que me imputaram a tristeza,
e no fim de tudo encontrei beleza
na criação que me tornei
Sou inteira no meu jeito de ser,
minhas lutas, são minhas,
minhas dores, minha dor,
não choramingo pelo mundo inteiro,
para que?
se posso ser flor.
Sou forte,mas mantenho em mim a delicadeza
de ser uma mente aberta,
para poder assim apreciar o néctar do amor.
Não...não permito que defeitos alheios permeie o meu viver.
Sou inteira,em amor
ou não suportaria a mim mesma
se assim não o fosse.
Sou Rosa de espinhos
sou inteira como toda flor
é so me pegar com carinho
e terás inteiro o meu amor.
Entre as frestas vejo a luz do sol...
fecho os olhos...penso no bálsamo,
que a vida me oferece,
Ergo-me por hoje,
deixo o resto para o amanhã.
Quero amanhecer em teus braços
e nos teus abraços me envolver,
quero dizer-te palavras tolas,
as mais insanas que ja ousei dizer.
E na sinceridade dos meus sentimentos
cantarei em versos este amanhecer,
oferecerei o meu amor
seja ele como for.
Quero ver o sol invadindo as frestas da minha janela
ao lado o teu sorriso brindando o amanhecer.
Quero...mas,nem tudo posso...
então me atrevo a sonhar com você
a cada amanhecer.
Tudo que escrevo não é pensado.
É sentido.
Só depois de escrito,
que eu procuro uma explicação racional,
para aquilo que foi por mim vivido.
Anjo do Amor
Linda como uma flor
Única que traz sabor
Como um anjo que da cor
Inspiração do beija-flor
Encanta com seu esplendor
No mais leve frescor
Exalando o mais puro AMOR...
Com seu perfume no ar
As estrelas vão iluminar
Meu sonho é cultivar
A mais linda noite de luar
Rara como as ondas do mar
As palavras vão dançar
Tantos caminhos a trilhar
Tantos sonhos a sonhar
Ah, como quero te AMAR...
"O tabuleiro escorrido"
O jogo de damas. Disputado no horizonte com suas formas quadradas e secas, formado por duas cores que a muito tempo combinaram-se e marcaram a história, o preto e o branco. Certa vez, um rei e uma rainha travaram uma guerra em um jogo acirrado e amoroso, idealizado ao nascer-do-sol com seu esplendor, modelaram uma massa saborosa e lisa. O conjunto de três nobres talharam no mármore um tabuleiro escorrido na vertical, redesenhado em humano, uma princesa. A combinação sabiamente molhada pela tinta fresca, com fortes pinceladas de raios solares, queimaram cada fio de cabelo branco, herdados da rainha que-lhe presenteou com paz. Cada fio negro foi inspirado na beleza da noite, misturada com o fim do dia, e formou-se um escuro claro. O azar deixado de lado do jogo diferente, cedeu tempo para o jogo vivo. Assim chamado de o jogo das realezas.
Brincadeira de Hora em Segundos
Lá, lá atrás do tempo
criou-se um descontento
Isso? Há muito me lembro
pungir o vento,
nas costas das horas
que estavam distraídas lendo.
Não sei se gostavam
porém achavam-se atentas
pararam até os ponteiros
que todos os dias andam pela sala,
passam pela cozinha
pelo quarto, voltam pra sala, e sentam.
Os números que formam o dia e a noite
o nascer e o crepúsculo
pairavam no ar escasso e cortante
e usavam grandes óculos escuros
em cima do muro,
comiam um maduro fruto
olhando o poço fundo
do mundo.
com os olhos vendados
filtravam o brilho deste tempo
o tempo rodante,
no espaço barulhento
o tempo passado, o tempo pequeno
desesperado e frêmito
por atrás deste paciente poema lento.
O Visto Eterno
Te amo infinito
no coração afinco
dentro do corpo nutrido
e pela alma, excluído.
Tudo excluído
foi tudo perdido
o passado era aquilo
um dia partido
na surdez do ouvido.
Quando te vi
foi lindo,
inventou o calor
que eu não elimino
até agora zelado
por anos, mantido.
Neste tempo promíscuo
sonhei em beijar-te a boca
com o lábio mordido
por dente de mimo.
Sua roupa em alinho
o sangue na veia
permeia o seu rio
corre líquido mítico
me dê vida
em sede de bico.
Agora, pode chegar
o dia de ir, não vivo
nem uma hora a mais
nem menos que isso
por motivos próprios
por dentro, há sinto.
Medo de Cores
Há noites no qual sinto vontade
de me trancar em um quarto de hotel
e suicidar com o meu próprio medo.
Por causa do tempo isolado,
longe de tudo e pelo desajeito
ao deparar com algo branco, afastado
feito para inventar uma passagem do inócuo dia.
Uma forma concreta, um quadro
e nele pintar um sentido reto de linha
para criar de passo em passo
uma obra de arte, a vida.
Lavra as Almas
No início da fria madrugada
ao telefone com a minha amada
e ela com sono já despedindo
a disse que algo bom estava vindo.
Acalme-se coração apressado
há tanto tempo no relógio a rodar.
O dia no céu permanece guardado
em vem a chuva pra gente se amar.
O barulho por nós admirado
no momento em que tudo era são
criou-se um aconchego desejado
a orquestra do amor havia tocado,
enquanto as árvores balançavam
e batiam os galhos ao invés de mãos.
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