Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Parte 1
Eis me aqui juntando os meus últimos
fragmentos.
Enfim tardou-se e não encontrei o bom
contentamento.
Mais e agora o que será do meu corpo carne e
osso?
Moldando na terra um inteiro juntando dois
pedaços.
Avistei o sinal no trilho seria um lugar de
descanso pacífico?
Cai a noite saio andando cego e mudo na cidade
que princípio.
De longe reconheci o teu aroma de vidro e água
transbordando.
Meu irmão coroado rei obviamente eu o barro a
terra e marte observei.
Não quero ir embora sem antes lhe buscar o mais
belo estandarte.
Mais tu se foi com o passar como um vento forte
de dezembro.
Virei um solitário e por medo sair voando rumo a
um abraço acalento.
Deveras eu busco qual instante a boca calou-se
dizendo: basta!
Meu senhor calante servo nos encantou com uma
harpa.
Nas bruscas ainda feito vinho amargou sem
defeito.
Foi meu peito afogando-se nas rasas águas de um
algibe corrompido.
Agora dei-me teu veneno na boca com três gotas
eu me deito.
Serei a sitilante flor da tua raiz fertiu: Um deleite
serei!
E eis-me aqui para assistir teu crescer salinte
outra vez!
Pra mim ouvir o cantar o som de quem me abriu o
portal do invisível.
Abaixo um castelo tijolos escadas e mil quadros
imersivos.
Naquela subida montanhosa vem vindo se
aproximando um brilho.
Solte-me destrave as correntes ao sair desse
portão.
Viva minha liberdade enfim liberto dessa rápida e
ante-sagrada vermelhidão!
Sou o vento um suspiro no fim do mangue
escurecido.
Vivendo por um fim que não ganhou fim nem
finalmente.
(continua...)
Parte 2
Brilhará as luzes sobre teus cabelos brancos
molhados.
Assim caiu e arruinou o último do favo de mel
dourado.
Afundei a terra descalço pois pisei sobre uma
folha salgada.
Dedos sem pontos a se descolorir meio a meio
numa paisagem.
Beijo que arde os poros dilatados de ser um ser
vivo.
Menina de luz caiu pelo chão sem perecer do rio
nenhuma palavra.
Esqueço e me apavoro diante dos meus apagões
grisalhos.
Uma lágrima para você enxugar ao te ver sumir na
raia.
Nem o andorinha quer ser tão mais minha
esquerda na praia.
Oh justiça do querer que prendeu o meu sentir
desse amor.
Assim deus cria um teste se for tão longe ter todo
esse rigor.
Arranho a mesa enquanto a vela acesa na beirada se
derreteu.
É doce morrer de sede em frente ao mar azul
pulsante sussurrei.
Pois no fim aquilo era obra de um imã de serpentes
um lagar.
Proteção ao meu querer realiza-se um fixo
trancar-viar.
Esqueço fitas de madeira e fixas chamas nesse longo deslumbre.
Virarei os poços de sangue que você se mantém sempre tão submersa.
Sei que meus pais vão dizer ao ser que era outora um
casulo.
Bem feito escritor se despiu da vida vivida num
papel obtuso.
Morri de querer ser além do ser, que é além do
meu ser, um tudo.
Quem costuma caminhar,
Não para em qualquer ladeira.
Sei que a vida é passageira
Da busca por um lugar
Iluminado pelo destino.
E sendo eu, ainda menino,
Escrevi – sem mais tardar –
Versos, outrora, medonhos:
Não me queiras viver teus sonhos,
Pois só sei me representar.
A vida sempre coloca em nossa frente várias opções. A escolha é livre, mas, uma vez feita a opção, cessa nossa liberdade e somos forçados a recolher as consequências.
O amor é uma coisa feia e terrível praticado por todos. Ele vai partir seu coração e deixar você sangrando no chão, e o que você ganha no final? Nada além de lembranças incríveis que você não consegue se livrar
Tenha mais carinho por você. Agradeça e celebre os dons que a vida lhe deu, valorize seus melhores traços de caráter, sua espontaneidade. Não se compare com os outros, pois cada um tem seu caminho. Tenha a certeza de que você está cumprindo sua missão no mundo.
Há cinco anos atrás, pensei que tinha perdido voce para sempre. Não há maldição que possa me afastar de você.
"Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais" é o 3º objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, conf. art. 3º da C.F.
Quando eu uso uma palavra, num tom bastante desdenhoso, ela significa exatamente o que quero que signifique: nem mais nem menos.
Tudo o que você planta você colhe. Se você plantou amor, você vai colher amor, agora se você magoou, machucou alguém, um dia você vai colher essa mágoa também. Sabe por quê? Tudo que você planta, você colhe um dia.
Se voce for um cara de sorte, um dia você ainda vai conhece alguém que vai ser o divisor entre o antes e o depois desse dia.
Podia ir ver o mar como um bom turista, mas não adianta se não temos a quem elogiar a vista. Passa-se o mesmo com as igrejas, o luar ou uma cuba libre. Nada vale a pena se não for partilhado.
Perdido no meio de uma imensidão de água, encalhado na mais fina areia, o sonho persegue a sua similitude realidade. O esforço nunca é em vão, porque as marés vêm e vão, as ondas desfazem a monotonia das águas e as areias o repouso dos conformados.
Que me importa onde está o meu corpo? Minha mente continua trabalhando do mesmo jeito. Na verdade, quanto mais de cabeça para baixo estou, mais invento coisas novas.
Deve desculpá-la Majestade, ela tem boa intenção, mas não consegue deixar de dizer tolices, de modo geral.
Meu filho, cuide de seu pai na velhice e não o abandone enquanto ele viver. Mesmo que ele fique caduco, seja compreensivo e não o despreze enquanto você está em pleno vigor, pois a caridade feita ao pai não será esquecida e valerá como reparação pelos pecados que você tiver cometido. (Eclo.3,12-14)
Como é possível que vocês possam falar tão bem? Estive em muitos jardins antes, mas nenhuma flor podia falar.
Quando eu era da sua idade, sempre praticava meia hora por dia. Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã!
Quando você crescer, vai perceber que a família não é apenas sangue, são as pessoas que você escolhe.
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