Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
Duas questões: primeira que é preciso ter consciência que o trabalho do psicólogo é de curto prazo em poucos casos, sendo a maioria de médio e a grande maior de longo prazo, e quando se investe também em jovens talentos, desde muito cedo, os resultados são mais satisfatórios ainda. Segunda que não se pode colocar o trabalho da psicologia como bode expiatório ou acreditar que ela, por si só, salvará e garantirá a vitória ou resultados desejados, mas sem elas, eles estarão, com certeza, aquém de onde conseguiriam chegar com ela.
Como nenhuma vantagem tem sobre um mudo, um falante que não fala, assim não tem sobre um analfabeto, um letrado que não lê.
A quantidade de amor que vemos no mundo é proporcional ao amor que faz morada dentro de nós mesmos.
Assim como não devemos maldizer aos acontecimentos infelizes de nossa vida, tampouco aquelas pessoas que nos prejudicaram, pois tudo e todos nos presentearam com lições valiosíssimas, as quais nos fizeram pessoas melhores, se tivemos visão de sabedoria diante delas.
Muitos políticos, religiosos e filantropos, que dizem lutar em favor dos mais pobres, são exatamente os que têm criado dificuldade para estes saírem da pobreza.
Somos moldados pelos acontecimentos de nossa vida conforme aproveitamos as lições que eles nos presenteiam. Alguns carregam ódio e ressentimento e se vitimizam, outros já aproveitam para refletirem valores, comportamentos, aprimorarem-se e se fortalecerem. Tudo é uma questão de perspectiva pessoal e de visão de sabedoria.
A gratidão não é apenas a cereja do bolo; é resumo de tudo. A felicidade é sempre uma resposta à sua gratidão.
Acredito muito na construção do nosso respeito e amor-próprio antes de deixar alguém acessar a nossa vida, bem como antes de ousarmos estar na vida do outro. É necessário termos prudências em nossas escolhas. Ocorre que, muitas das vezes centralizamos em excesso o nosso amor-próprio, logo, por um descuido, ficamos racionais e perdemos um pouco da nossa flexibilidade em se doar para o próximo. Por isso, as vezes, não achamos critérios suficientes no outro que possa nos agradar e isso gera em nós o perfeccionismo e por consequência a intolerância. Diante disso, corremos o risco de cultuarmos o nosso egocentrismo e de criarmos um escudo emocional em nome do amor-próprio. É preciso entender que o amor ao próximo passa pela nossa compreensão de sabermos que todos nós somos dotados de imperfeições e que amar também é se doar e correr riscos. Permita-se.
Tenho pensado que o tempo tem a ver com motivação. Portanto, a sensação de que estamos evoluindo nas searas das nossas vidas é o que nos motiva. E evolução é explosão de sentimentos bons. Como é bom, como é bom, acordar e saber que estamos crescendo.
Cuidar do nosso tempo também tem a ver com amor próprio. E, amor é respeito e respeito é amor. Quantas vezes nós nos desrespeitamos vadiando por aí sem um destino a seguir? Desrespeitamos o nosso tempo... o tempo de plantar, o tempo de crescer e o tempo de dar frutos. Não cuidar do nosso tempo é flagrante ofensa ao nosso amor próprio.
Com o tempo não se brinca. E tempo também tem a ver com prudência. Não quero ser moralista, mas viver desregradamente é pura loucura. Ah, queria eu viver de qualquer jeito, mas viver de qualquer jeito é ficar no beco da sorte.
Nem sempre o que vivemos agitadamente tem o condão de sustentar uma alegria sólida a fim de gerar um conforto em nossa alma. Será que estamos cuidando do processo da lucidez em nossas vidas? Ou, será que estamos vivendo paliativamente e cegamente para ter sensações de alegrias momentâneas? A propósito, tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.
É intrigante quando percebermos que em dado momento de nossas vidas podemos estar anestesiados com os contextos dos quais estamos vivendo.
Quando no futebol, foca-se somente no chute na bola, abandonando o trabalhado da psicologia por detrás disso, está-se fadado à mediocridade nos resultados.
Devemos aprender a prestarmos mais atenção no que as pessoas fazem, do que no que elas falam, se quisermos realmente saber com quem estamos lidando.
Alertemo-nos diante das injustiças que cometemos com nossos próximos em nossa caminhada neste Planeta, pois os injustiçados por nós serão justificados, mas nós seremos aqueles que carregarão o fardo do arrependimento e da vacuidade em nossas almas.
A falta da busca de uma visão mais clara da realidade nos condiciona e condena a vivermos numa sociedade desordenada, inoperante e equivocada.
Crise tem tempo de duração e devemos aproveitar as suas preciosas lições que nos fortalecem, se bem aproveitadas, além de abrir um leque amplo de oportunidades em busca de novas vitórias.
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