Poesia de Pais de Pedro Bandeira

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⁠O rouxinol e a rosa
fazem parte de mim,
e não sabia qual era
o tamanho da poesia
acesa pela lanterna
do teu amor na noite
que como poetisa
fez-se obra do destino
frente a frente com
Rumi e se mirou
por acaso coincidente,
e será tua inevitavelmente.

Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.


DeBrunoParaCarla

Carla,
eu não sou escritor.
Nunca fui.
O que você lê aqui não é poesia ensaiada…
são pedaços meus tentando existir fora de mim.
Às vezes é dor que não coube no silêncio,
às vezes é alegria que não soube ficar quieta,
às vezes são sonhos que cresceram demais
e precisaram virar palavra pra não me sufocar.
Eu não entendo o mundo como deveria,
nem sempre entendo a mim mesmo…
mas quando estou com você,
tudo parece menos confuso.
Não porque você resolve tudo,
mas porque, ao teu lado,
eu não sinto tanta necessidade de ter respostas.
E isso, pra mim, é raro.
Se eu exagero nas palavras,
é porque você me toca num lugar
que eu ainda não aprendi a explicar.
Se parece intenso demais,
é porque eu não sei sentir pela metade.
Então não vê isso como um texto bonito…
vê como alguém que talvez não saiba escrever,
mas sabe que, de alguma forma,
te encontrou…
e não quer se perder de novo.


DeBrunoParaCarla

⁠Enquanto ainda acharmos que estado nós servira um
banquete para nós comermos
O que sem ele não consagremos nós desenvolver
o que ele é corrupção mais forte que o desenvolvimento
Estaremos condenados a pedir a clamar pelo estado
e famintos em busca do pão amassado
Acreditando na suas línguas e seus disseres e não os questionando.
Um dia espero poder ver a luz da educação e da vontadevenha mudar nossa ilha de vera cruz

Inserida por brunoasnunes

Em breve teremos a grande felicidade de te batizar, Pedro.
A água do batismo te apresenta a fé, e através do nosso papel como teus padrinhos, temos a honra de te consagrar.
Deus está em tudo, e hoje a você tão pequenino, te prometemos honrar a dádiva que é apresentar a fé.
Tu és Pedro e com a missão dada por seus pais, te chamamos de afilhado.
Criança amada que será a luz da esperança de dias sempre bons.
Tu és Pedro e esse mundo será pequeno para suas asas.
Voa Pedrinho.
De seus dindos com muito amor!

"O Pavilhão quando gira
Dispara o meu coração
No sorriso do mestre-sala
Eu vejo garra e emoção
Na beleza da Porta Bandeira
O seu giro alucinante embala
Meus sonhos de folião."

Inserida por CCF

MAPA-MUNDI
Certas coisas eu aprendo
Uma espanta, outra confunde
Não localizo um paraíso
Nesse imenso mapa-mundi

Quero ser de qualquer país
Quero que o amor inunde
Onde houver corações hostis.

A paz vencendo onde haja guerra
Um rei que crie uma lei que diz:
"Pra ser um lar basta ser terra."

Mais flores que armas nas mãos
Mais sorrisos que carrancas
Ser irmão para nossos irmãos
E uma só bandeira toda branca.

Inserida por wilson_de_lavor

⁠🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷
Desde meus 12 anos que tenho nojo 🤮 em ver brasileiros usando bandeiras de outros países em suas roupas.
🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷

Inserida por edergilian

⁠Meu Recife que me encanta
Que me faz suspirar
Meu estado, minha bandeira
Que o meu Deus não deixou de abençoar.

Inserida por Alanadearaujo

Talvez viagem

Adentro em um novo país,
País de lugares fantásticos, pessoas maravilhosas, outra realidade,
Lugar em que todas as idades são bem vindas,
Tem parques limpos, mesa de xadrez,
Quadras de todo tipo de esporte,
Tem montanha-russa enorme,
Só tem um empecilho
Em meio a tantas maneiras de se alegrar, se distrair, se divertir.
Não somos completamente felizes,
Pois, este país existe por apenas 8 horas,
Depois se desmancha,
Pois ainda acordamos,
Voltamos para o injusto mundo,
Aonde o “darwinismo” predomina,
Tentamos retornar a esse mundo utópico,
Talvez consigamos por mais 8 horas,
Talvez nunca mais pisemos em sua grama,
Talvez ......... talvez..........talvez.......... !

Inserida por mercaldi

"Proclamação de Paz"

Netos do passado
Filhos dos dias de hoje
Pais dos dias de amanhã
Aprendiz do passado
Em constância aprendizagem neste momento presente
Em fim,maduros para os futuros dias
A partir do princípio de nossas vidas o pecado consumiu ardentemente em nossa pele
Desde o princípio,já recebemos a mesma punição final chamada morte
Então por que nos matamos se teremos o mesmo final?
Ainda existe uma menina dentro de uma mulher
Ainda existe um menino dentro de um homem
Existe um final para cada caminho
Para não começar a seguir o mesmo caminho de destruição de quem não tem mais compaixão,o manso que ama o seu próximo deve fugir para onde?
Será que se tornará desgastante oferecer sacrifícios de paz para os olhos da humanidade?
Será que está sendo em vão proclamar a paz em nosso meio?Quem ainda nos dará ouvidos?
Quem inclina a sua atenção para essa minha oração,proclamem a paz entre nós
Que essa oração seja entregue aos ouvidos dos senhores
Recebemos a mesma punição final chamada morte
Então por que nos matamos se teremos o mesmo final?
Quem inclina sua atenção para essa minha oração
Proclamem a paz entre nós
Que seja feita essa vontade,amém

Inserida por PedroFigueiredo18

(III)

viajando nas asas do vento Norte
visitarei o país das alturas e o das profundezas
procurando o que não existe
o impossível e o imaterial

jamais voltarei
nenhuma pegada na areia assinalará os meus passos
e não esperem na volta do correio um postal
pois vou desaprender a arte de escrever
e só falarei línguas estranhas

Inserida por pedro_aranda

⁠O drama de uma criança que é abandonada pelos seus próprios pais. Entregue a adoção aos estrangeiros pelas leis do seu próprio país.
Desta dupla solidão cultural não se escapará na vida adulta.

Inserida por CarlosPedro3000

Há muito tempo perdi o pássaro da minha vida; Fiz das minhas mãos gaiola para prendê-lo; Mas parecia não mais possuir dedos pra contê-lo; E no desespero fatal, esmaguei-o de afetos, de / carinho... Matei o pássaro dos meus sonhos! Matei o pássaro do meu ninho!

Disse-te que nasci um só
E que morri vários?
Ou nada te disse sobre
O desdobrar-se de mim,
Nesta teia de seres
Que cada dia cresce,
Sufocando o ser
Original que fui?
Que seres são esses
Que se agregaram a mim,
Imitando meus gestos
E minha voz, qual
Herdeiro de esquecidas
Memórias? Disse-te
Que hoje sou tantos
Que nem mais reconheço
Minha face envelhecida
Meu signo particular?

Quem sabe, nada te disse.
Não sei falar sobre o que
Desconheço. Mas posso sentir
Que alguns de mim
Estão morrendo. Outros
Tantos de mim se
Despregam dos contraditórios
Labirintos de mim mesmo.

Inserida por pensador

Não sei onde começo,
Nem onde acabo. E outra
Dúvida se acrescenta:
Quando eu morrer
Qual dos meus eus estará
Sendo enterrado comigo?
E os outros, os que não me
Seguirem, continuarão
Vagando por ai, continuando
A expor o meu tormento?

Se eu te disse que nasci
Um só e que morri
Vários, foi porque o dom
Da vida se dispersou
Em mim, fazendo de um
Só poeta possível, um
Deserto permeado. Só os
Veros poetas nascem vários
E morrem um só, Eupalinos!

Inserida por pensador

O livro-arbítrio
Morreu. Batem à porta.
— É o destino. Seja,
Ou o nome que os fados
Tenham. É inadiável,
Intransferível.

Inserida por pensador

Confesso que estou cansado.
Sobretudo, de mim mesmo.
Se o telefone tocar digam
Que não estou. Quero ficar
Sozinho. Nem quero saber
O que se passa no mundo.
Até a fé na vida perdi.
Não me suporto mais.
Este conflito já dura

Demais entre eu e
Mim mesmo. Vejo
Que vivi uma vida de sonho
Num mundo de cães.
E se me observo melhor,
Percebo que estou latindo.

Inserida por pensador

Minha casa volante
De vazio e sonho.
O trapézio em que
Me equilibro desde
O dia em que nasci.
A jaula das feras
Com que convivo.
Os palhaços que
Nos reproduzem.
Os domadores que
A nem todos domam.
As amazonas que
Não sabem amar.
O público que não
Nos vê e não aplaude.
Circo: círculo
Concêntrico desta
Roda viva
De purgação
E espera.

Mas se o circo parte
Fico ainda mais só.

Inserida por pensador

És bela, eu velho;
Tens amor, eu tédio.
Que adianta seres
Bela, se a beleza
É coisa externa que
Não está no coração?
E minha velhice
Não te interessa
Já que, na vida,
Seguimos destinos
Opostos.

Tens amor, bem sei
É próprio da idade,
Que amor é
Tão somente impulso
Da natureza cega,
Para perpetuar
A miséria amarga
De nosso próprio
Infortúnio.
És bela, fui moço,
Tens amor, eu... medo.

Inserida por pensador