Poesia de Mae para meu Filho Homem
Com meu navio em ruinas e meus companheiros ao mar me vi mais fraco do que nunca
eu já obtive muitos tesouros em minha vida e me aliei a quem hoje não me orgulho
me apaixonei por centenas de meretrizes que só geraram mais copos de rum ingeridos para esquece-las
eu era temido e respeitado e hoje ao mar fui deixado
quem poderia dizer o contrário?
Hoje sou só mais um corpo jogado aos peixes esperando que o kraken termine com meu sofrimento
o inferno que causei em minha vida e nas dos demais nunca será descrita
então eu digo que sou eu o maior parasita
perdão a quem eu fadei a esse destino cruel
a morte caminha em minha direção para exercer seu papel
DOCES DOMINAÇÕES
uma flor
pertenceu o beija-flor
que povoou meu coração
trespassado de violeta emoção
que bebeu amor
na taça da flor
Eu, te olhei
Como meu, único
Motivo pra cantar
Ih, Desafiniei
Quando quis te, conhecer
Sem perguntar a si, mesma
Egoísta eu, por querer te, compor
E moldar o meu, amor ao seu
Sem nem ao menos
Lhe dá o direito de decidir
Me amar.
se coração
tivesse voz,
o meu certamente
quando não
estivesse mudo
remoendo palavras
de sentimentos,
estaria rouco
de tanto gritar
meu sentir..
Minh`alma
Minh`alma passeia por entre os jardins, absorve os aromas das flores e exala em meu espírito toda a docilidade que as flores guardam e se revestem, e assim os meus caminhos são tecidos.
MASMORRA II ...
Que divinal masmorra serena
onde, em cárcere o meu feito
por amar, se vê jubiloso sujeito
no querer, tão leve nesta pena
Há mais alegria que essa? Plena!
que ao sentimento é satisfeito
insuflando de meiguice o peito
fazendo do amor doce cantilena
Sobejo apaixonado, tão ardente
olhares loucos, vivos os desejos
suspiros, e acelerado o coração
Ternos beijos, dados ternamente
na sede de permitir mais beijos...
na sensação da cativa emoção! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17/04/2021, 00’33” – Araguari, MG
Amor Platônico
Você é meu eterno amor platônico
Pois nunca poderei estar com você
Não do jeito que quero
Eu falo para mim mesma que já lhe esqueci
Mas estou caminhando em círculos
E nunca deixo de lhe amar
Dizem que a paixão dura 2 anos
Mas faz 5 anos que eu sou completamente
Apaixonada por você
Minha querida
Posso esperar até o fim da minha vida por você
Mas não me torture por muito mais tempo
Todo o Meu Amor
Eu tenho feridas abertas
E cicatrizes cravadas na minha alma
Mas com você aqui
Elas já não doem
Desde que você chegou
O meu mundo se tornou mais colorido
E a vida fez mais sentido
Eu amo cada detalhe seu
Seus cabelos cacheados
Seus olhos castanhos claros
Seu sorriso
A sua voz
E o seu jeito de me amar
Gostaria de poder abraça-lo
E parar o tempo nesse momento
E ficar assim para todo o sempre
Porque quando você me abraça
Nenhuma dor é tão grande que não possa ser anestesiada
Eu amo você
E o amarei até meu coração desistir de bater
Até meus pulmões não bombearem mais oxigênio
Até tudo se tornar o nada
A flor da vida!
Entre flores e espinho assim vivo,
Não importo com o que e composto meu corpo,
Trago galhos as vezes me balanço ao vento,
Mas a chuva me faz bem ....
Tenho vestimentas brancas ,
Rosa, vermelho ,amarelo...
Várias cores sou linda e perfumada.
Sou alegria e tristeza,
Sou comemoração ou luto,
mais existo!
Para isso preciso de cuidados,
As podas para continuar crescer,
Acredite mesmo como sou.
Trago benefícios aos homens.....
Trago beleza aos campos .....
Enfeite sou de muitas casas,
Simples e de luxo,
Não importa!
Onde estou me destaco,
Mesmo com espinhos , sou considerada a mais bela do jardim .
Sou simplesmente uma rosa,
Plantada onde for mereço todo cuidado,
Mereço todo amor!
....e assim a vida ,a lida como você enxerga,
E, o seu valor!
O MEU SILÊNCIO
O silêncio ecoa no pensamento
Inflama sem dó o sentimento
Voa nas lágrimas perdidas
Adormece num grito constante
Gravados em instantes sentidos
Por todos aqueles que amam
Sem dúvida o sentido silêncio.
Suas mãos são meu conforto,
seu abraço é o meu porto,
meu porto seguro onde espero estar
sempre que voltar
para casa, em teus braços me reencontrar.
Podemos até brigar,
trocar farpas até cansar,
podemos até nos separar.
Chorar, nos enganar, e nos afastar.
Mas nada disso vai me importar,
pois em seus braços é onde eu quero estar.
Você é o meu ponto de chegada,
mas também é o meu ponto de partida.
Você é a minha estrada,
mas também a minha morada.
Teu cheiro, teu sorriso, tua companhia.
Você é a minha alegria.
Você torna meu dia a dia
cada vez mais inesquecível,
assim como você,
minha esposa irresistível.
Meu abrigo,
meu ombro amigo,
com você eu sigo
até onde seja inatingível,
pois com você tudo se torna possível.
Você é a minha mulher,
incrível do jeito que é.
Você faz tudo florescer,
com você eu quero ser
tudo aquilo que eu puder.
Eu te amo, minha mulher.
Meu caderno está cansado, rabiscado de tantos desabafos meus sobre você
Tantas poemas que nunca lerei em voz alta
Coisas que da minha boca você nunca irá escutar
Não é que o amor não exista
Mas não sabemos amar
Nem remar
contra as ondas do mar
que nos cercam
Nossos braços estão cansados
Mas podemos contemplar esse céu estrelado, que por debaixo há tanto caos
Céus, como há.
Meu primeiro soneto
E todos os barés saberão
Que em meu peito oscila,
Hora o amor, hora a dor,
Castigo de quem sente.
O amor que te ofereço é de graça,
Não tem cor e nem raça,
É seu, feito a mão,
E Deus o artesão.
Ah! Mas a dor...
Ela sim é a pintada tropicana,
Feroz e impiedosa!
Me rasga o peito de uma vez,
Devore em uma só bocada,
Tudo isso que sonhei.
Entre milhões de olhares reencontrei-me:
Dentre o oposto
No meu eu, feminino
Ali congelado e obcecado
Me, mantive.
Lhe Olhando feito um jovem
Nascido no interior,
Deslumbrado pela companhia
De teu amor próprio.
Assombro
O nó seco na garganta
O meu passo meio manco
Nada disso me espanta
É preciso ser bem franco
O Terror que me encanta
vem da alma sacrossanta
dessas páginas em branco
Nu (flagra)
Quem pegou o meu soneto
e jogou metade fora?
Encontrei só um quarteto
Ai, meu livro! e agora?
Quando abri o meu terceto
Eu flagrei meu poemeto
Com redondilhas de fora
Passo
Sinto aperto no meu peito
Sigo andando meio manco
Sigo, canso e me deito
Sinto, tenho que ser franco
Num poema tão sem jeito
Eu percebo só ter feito
outra página em branco
Fogueira
Se pensar é meu pecado,
a caneta - qual cilício -
me flagela e vou, calado,
escrevendo meu suplício
pelo qual eu sou julgado,
torturado e condenado.
Eis aí meu Santo Ofício!
Acordei meio abatido, pensei ter sido engolido pelas frustrações do dia passado, mas sempre ao meu lado meu bom e velho livro o mesmo que foi escrito a milênios já transformados.
Talvez quem ouça não creia mas minha fé é segura e não há altura que desafie meu consciente, tentando desesperadamente me tirar o norte no balanço da morte desta vida consequente.
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