Poesia de Mãe para Filha
Minha mãe
Hoje o tempo sentou ao lado dela
e eu senti o mundo encolher
na palma da minha mão;
há um silêncio crescendo entre nós
como quem aprende a ir ficando
longemesmo permanecendo.
Lilian Morais
Minha mãe me contou uma história dela, ela disse que teve um homem que ela daria tudo, tudo para poder reencontrar e ter mais uma oportunidade de viver novamente com ele pois, ele é o amor da vida dela.
Será que eu realmente estou enganada ou tentando me enganar de que não existe esse amor verdadeiro, ou possa existir, talvez há mais de um.
Se tudo coloquiei na minha cabeça e para tentar te deixar, e se isso tudo realmente acontecer conosco ou não.
A vida é feita de incertezas e não devemos ter medo de arriscar, e eu decidir que lutarei por ti enquanto existir amor em mim, e o sonho de lhe ver vestida de noiva subindo ao altar, trocando os votos esperam poder realizar!
K.B
Post:
O tempo pode apagar nossa lembrança do mundo, mas o amor de uma mãe e de um pai nos acompanha para sempre, além da eternidade. 🤍🙏
Mãe é o abraço que cura sem remédio,
o colo que acolhe mesmo quando o mundo machuca.
É quem muitas vezes chora escondido para sorrir aos filhos,
quem enfrenta o cansaço com amor e transforma pequenos momentos em eternas lembranças.
Ser mãe não é apenas gerar uma vida,
mas doar pedaços do próprio coração todos os dias.
É ensinar a caminhar, mesmo quando os próprios pés estão cansados.
É ser força, refúgio, oração e esperança.
Neste Dia das Mães, que cada mãe se lembre:
seu amor deixa marcas eternas na alma de quem teve a bênção de ser amado por você. 💖
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Pra sempre, minha mãe
Amor que não se compara,
Mas transforma, se doa, se entrega.
Não mede esforços, não para,
Mantém guardado no peito e sossega.
O colo que me acolheu,
Que me embalou e amamentou.
Eu chorei e ela sofreu,
Me protegeu e no peito quente me envolveu.
O pranto é um canto,
Era meu grito de socorro.
Não era dor, era espanto,
Assustado com o gorro,
Pois estava frio um tanto.
O tempo passou, eu cresci.
Não mais me amamentou.
Eu sorri, falei, corri,
Escrevi, passei...
Mas o tempo a minha inocência roubou,
Pois cresci, me formei,
Trabalhei, cansei, me aposentei.
Agora descanso, mas não morri.
Eu fiquei, ela partiu,
No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu.
Eu chorei, doeu e guardo na lembrança
O afago, o carinho e a esperança
De vê-la novamente
Sorrindo, me amando, cantando…
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
Orfandade a Dois
Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.
É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.
Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.
Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.
Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.
É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.
Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.
Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.
Psicopatia / Pessoas Antissociais
Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.
É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.
Mãe!
Princesa dos meus olhos!
Rainha da minha vida!
Você que me ensinou a amar e ser querida!
Você se fez flor e um lindo jardim plantou.
Deu tão lindos brotos que agora se criou.
Mãe
Por que haveria eu de estar alegre neste momento? Não há motivo para tal! Sim não há motivo para eu estar alegre! Pois no mundo em que vivo, agora mesmo, muitos estão chorando; muitos estão sendo vítimas da guerra; muitos sofrem de doenças.
Outros estão a ser executados; E até vai ser transmitido pela televisão a execução; outros estão a passar fome. Em contrapartida outros estão se alegrando, em festas, casamentos. Ninguém se lembra dos que choram. Quando afinal não há motivo, para alegria. O executor que depois de matar o seu próximo, vai dormir em paz na sua cama; vai beijar os seus filhos e a sua esposa! Afinal que razão tem para fazer isto? Não! Nunca há razão para cantar na televisão ou noutro sítio!
Afinal o que é o mundo, senão um mundo de hipocrisia, de falsidade? Por que não haveria eu de chorar? Por tudo isto e por muito mais? Deixai-me com o meu chorar , já que vós vos quereis alegrar, ao verdes tantos a matar! Ao menos que chore eu, por aqueles que um dia disseram "mãe..."! Como também eu!
A
maior pretensão
da
Mãe da Incoerência
é ser
Pai da Verdade.
Há algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em tentar vestir a verdade com as roupas da conveniência.
A incoerência, quando não confrontada, deixa de ser um deslize e passa a ser método.
Ela se reinventa, se justifica, se enfeita… até ousar reivindicar autoridade sobre aquilo que nunca gerou.
Ser Pai da Verdade exige muito mais do que discurso: exige compromisso com o que permanece de pé mesmo quando nos desmonta.
Já a incoerência, essa mãe indulgente, aceita qualquer versão de nós mesmos — inclusive aquelas que negam o que defendíamos ontem com fervor.
O problema maior não é errar.
É construir narrativas para transformar o erro em razão, o tropeço em caminho e a contradição em identidade.
Nesse ponto, já não buscamos a verdade — buscamos apenas a validação de uma versão confortável de nós mesmos.
E talvez seja aí que tudo se perde.
Porque a verdade não precisa de herdeiros, nem de títulos.
Ela não implora reconhecimento, nem aceita ser adotada por quem a distorce.
A verdade simplesmente é — firme, incômoda e, muitas vezes, solitária.
Cabe a nós decidirmos: queremos ser filhos da verdade, com toda a humildade que isso exige…
ou continuar alimentando a ilusão de que podemos gerá-la a partir das nossas próprias incoerências?
"Fui mandado embora de casa por minha própria mãe. Naquele instante, enquanto arrumava as poucas coisas que possuía, imaginava ser o fim, sem saber que ali iniciava um dos recomeços da minha vida — um dos meus tantos levantes após as quedas. Perdoei-a após anos, mas não esqueci. Assim, me tornei um bom dublê, profissional em quedas, mas também em ascensão. As pessoas precisam entender que todos temos nossas falências e que, principalmente, somos feitos de carne, ossos e muitas cicatrizes.Glória a Deus por isso!"
Marcelo HB
Música: Mama, I'm Coming Home
Mãe, estou voltando para casa.
Os tempos têm mudado, os tempos estão estranhos
Aqui estou, mas não sou mais o mesmo
Mãe, estou voltando para casa.
O tempo passa sem se esconder
Você poderia ter sido uma melhor amiga
Mãe, estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Você me fez chorar, contou-me mentiras
Mas não consegui ficar para dizer adeus
Mãe, estou voltando para casa.
Eu poderia estar certo, eu poderia estar errado
Dói demais, e faz muito tempo
Mãe, estou voltando para casa.
Amor egoísta, estamos ambos a sós
A corrida antes da queda
Mas eu vou tomar esse coração de pedra
Eu quero tê-lo por inteiro
Eu vi seu rosto centenas de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Eu vi seu rosto milhares de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Ozzy Osbourne, In aeternum
[Quando nos aceitamos com todas
as falências e cicatrizes que ainda
sangram, estamos em casa, em
nosso interior, livre e em paz
para aceitarmos a imperfeição do
outro ante a também nossa.
Eu voltei para casa, eu estou na
minha casa, e em mim mesmo.]
Marcelo HB
Maria, Mãe de Todas as Mães
Virgem Maria, mulher escolhida por Deus, bendita entre todas as mulheres, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
Tu que conheceste o milagre da vida gerada em teu ventre e sentiste em teu coração o amor mais puro de mãe,
olha com ternura para todas as mulheres que sonham com a maternidade.
Hoje, com fé viva e esperança confiante, peço-Te:
concede, Mãe Santíssima, a bênção da maternidade
a cada mulher que guarda no coração o desejo de gerar um filho.
Oh! Mãe querida, atende o clamor da minha filha ( nome da filha/nora) que com amor e confiança, espera o dia de segurar seu filho nos braços.
Intercede junto a teu Filho Jesus,
para que, no tempo divino, perfeito e abençoado,
a vida floresça no ventre dela e de todas que esperam com fé.
Que a criança tão desejada venha com saúde e paz,
e que a gestação seja abençoada, protegida e serena,
repleta de luz e cuidado,
tanto para a mãe quanto para o filho(a).
Maria, Mãe das Mães,
Nossa Senhora, Mãe de todas as mães,
escuta os corações aflitos, acolhe os pedidos sinceros
e derrama tuas graças sobre cada mulher que espera pelo milagre da vida.
Quando chegar a hora da graça,
cobre-as com teu manto de amor,
protege cada gestante, concede força, coragem e serenidade,
para que tenham uma gestação tranquila
e um parto saudável e abençoado.
Mãe Santíssima, atende ao pedido desta mãe
que confia plenamente em teu amor materno
para ver realizado o sonho de sua filha ( nome da filha/nora)
Amém.
Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.
E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.
Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.
Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…
Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.
Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.
E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!
Assim é ela:
Hilária, divertida, moleca, alegre, maçã com limão, mãe, irmã, amiga, avó, tia, sogra, cunhada, brigona, original, Skol, chopp, quibe, chá, café, café, café sem açúcar, patrola, dorminhoca, fogosa, bandida, descarada, sincera, honesta, meia boca inteira, e eu fico maravilhado com ela.
(Saul Beleza)
*Mulher, Poema Inteiro*
Faço poemas pois existe uma mulher,
desde a mãe que reza baixo ao pé da cama,
até a amada amante que acende a chama
com um só olhar de quem entende e quer.
A menina moça que carrega o mundo
no caderno aberto e no riso solto,
tropeça em sonhos, levanta em tumulto,
e escreve o futuro no segundo.
E a moça flor que desabrocha em calma,
tem pétala no gesto e raiz na alma,
perfuma a casa, a rua, a vida inteira
sem pedir licença pra ser primavera.
Faço poemas pois mulher é verbo:
nasce, cuida, luta, ama, inventa.
E quando o verso pensa que termina,
ela recomeça o ponto onde ele sentiu saudade.
(Saul Beleza)
As mães.
A minha mãe, e a sua mãe.
A mãe nossa, e a toda mãe.
A mãe que está no céu, e a mãe aqui da terra.
A mãe de paz, e a mãe de guerra.
A mãe que assumiu, e a mãe que sumiu.
A mãe que voltou, e a mãe que nunca viu.
A mãe cega, e a mãe que tudo vê.
A mãe que é pai, e o pai que é mãe.
A mãe que lê jornais, e a mãe que nada lê.
A mãe brigona, e a mãe brincalhona.
A mãe que ajudamos e a mãe que ajuda nós.
A mãe elegante, e a mãe demodê.
A mãe viajante, e a mãe que nunca sai.
Em nome da tua, da minha, e em nome da mãe de todos.
"Em nome do pai."
(Saul Beleza)
