Poesia de Luz

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O céu não precisa de sol pra nascer o dia,
nem da lua pra trazer calmaria.
Porque a luz que lá existe não é criação
é o próprio Deus em manifestação.
miriamleal

O Jardineiro do Cosmos


No jardim do cosmos, eu semeei estrelas,
Sementes de luz que germinam em sonhos,
Raízes de tempo que se entrelaçam no espaço,
Um jardim de possibilidades, onde o infinito floresce.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No espelho do tempo, eu vejo reflexos
De vidas passadas, de futuros possíveis,
Um caleidoscópio de experiências que se desdobram
Em lições de amor, de sabedoria e de luz.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No silêncio do vazio, eu ouço a música
Das esferas celestes, que cantam em harmonia,
Uma sinfonia de vibrações que ecoam no universo,
Uma linguagem secreta que só o coração entende.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.

No ventre escuro, onde a luz não alcança,
Correm rios invisíveis, veias do cimento,
Artérias em fogo, veem a vida em dança,
Sangue que é chama, retém o pensamento. Pulsa em mim o mundo em veias entrelaçadas,
Caminhos secretos, mapas do desejo,
Vazios e cheios, de dores entrelaçadas,
O fluxo que sustém o ser, o medo e o beijo. Artérias são versos que a alma entoa,
Poemas vermelhos, sangue do meu mundo,
Vivo no turbilhão deste sangue que arde,
Renovam destinos no âmago . Em cada pulsar, um grito mudo ecoa,
Faísca de vida no silêncio profundo,
Quem sou senão este fluxo imortal,
Entre luz e sombra, vida e ausência? Crueldade e paixão em ritmo voraz,
Artérias: ferida e beijo fatal,
O sangue que carrego é a própria essência,
Traço minha alma em dança final.⁠..

A luz não se apaga:


ela desiste.
Fica fraca demais para revelar a verdade.
Meus pensamentos apodrecem em silêncio,
como algo vivo que não quer morrer.


Há vozes que não falam — lembram.
Repetem meus nomes antigos,
meus erros intactos.
Cada memória é uma lâmina lenta,
cortando sem jamais sangrar.


Quando finalmente aceito o escuro,


entendo:
não estou perdido
— fui guardado aqui.
E a sombra que me observa
há tanto tempo sou eu,
esperando que eu não acorde.

“Bunker”


No silêncio do nosso bunker,
teus olhos são a luz
que atravessa a escuridão,
e cada abraço é muralha e proteção,
onde o mundo lá fora se esquece de nós.


Entre paredes que
guardam segredos,
sussurros se tornam
promessas eternas,
e o tempo se dobra ao nosso desejo,
como se cada segundo fosse só nosso.


Mesmo que tempestades
Tentem invadir,
aqui dentro,
teu amor é refúgio e abrigo,
e cada batida do meu coração confirma:


não há fortaleza maior do que estar contigo.

Amar é aceitar essa
contradição bonita:


luz e sombra no mesmo coração.
Porque só sente dor quem acredita
que vale a pena se entregar por paixão.

Entre códigos e caminhos que ninguém vê,
Teu rastro me guia como luz na escuridão.
Se amar é encontrar,


Então eu já sei:
Meu prêmio oculto és tu,
minha paixão.

Existem histórias



Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.


Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.


O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.


Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.

O cheiro da chuva me leva a teus olhos, onde vejo a luz que acende meu coração.
Cada gota parece sussurrar teu riso,
molhando a alma sedenta do meu desejo

1 verso bonito da vida.



Teu olhar chega manso, sem fazer ruído,
como a luz que atravessa a tarde sem pedir licença.
Há calma no teu gesto, e nisso me perco,
pois meu caos aprende a respirar quando te encontra.


Não é urgência o que sinto, é abrigo.
É vontade de ficar, mesmo sem promessas,
de dividir silêncios e risos distraídos,
como quem sabe que o afeto também mora no simples.


Se isso for amor, que venha sem alarde,
crescendo devagar, do jeito mais humano.
E se não for, ainda assim agradeço:
te conhecer já foi um verso bonito da vida.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.

Tem algo no teu sorriso que não pede licença —
ele simplesmente chega e fica,
como luz atravessando a tarde
sem perguntar se pode entrar.


Teus olhos carregam uma calma rara,
daquelas que fazem o mundo desacelerar,
e quem te encontra, mesmo sem perceber,
já não é mais o mesmo depois de te olhar.


Teu jeito é leve, mas não é pouco,
é daqueles que marca sem fazer barulho, que acolhe sem precisar prometer, que fica…
mesmo quando tudo parece ir.


E eu fico aqui,
meio perdido, meio certo,
tentando traduzir o que
não cabe em palavra,
porque tem gente que é bonita
de ver, mas você…
você é bonita de sentir.


Se existe sorte nesse mundo confuso,
ela deve ter teu nome escondido em algum lugar,
porque encontrar alguém assim, tão de verdade,
é como achar paz sem nem procurar.


E se um dia duvidarem do que você é, eu juro
— o erro nunca foi em você,
é que nem todo mundo tem sensibilidade suficiente
pra reconhecer o raro quando vê.

Ouço Tua voz ecoar no meu interior,
Tua Palavra é viva, é luz, é correção.
Não quero ser apenas mais um ouvinte, Senhor,
Que concorda com os lábios, mas nega com a ação.


Como um espelho que revela quem eu sou,
Tua verdade mostra o que preciso mudar.
Não me deixe esquecer o que em mim Tu tocou,
Ensina-me a viver o que aprendi ao Te escutar.


Eu quero viver o que eu prego,
Ser a Palavra em movimento.
Não só ouvir, mas obedecer,
Que minha fé tenha vida em cada passo que eu der.
Eu não quero me enganar,
Quero a verdade em mim reinar.


Guarda a minha boca, purifica o meu falar,
Que minhas palavras reflitam o Teu amor.
Que minha religião seja vida no agir,
E não aparência sem temor.
Transforma-me por inteiro, Senhor.

Luz Mansa


Fui encontrar ouro
E acabei encontrando
Diamantes
No teu olhar
Brilhante da cor do sol


Deitado na beira do mar
Ouvindo o barulho manso
das ondas
Só pra ficar te admirando…


Já era tarde dourada
A mesa de madeira exposta
Café passado na hora
Bolo e torta


E o dia vai ficando quieto
Teu olhar ainda aceso
Luz mansa

Filhos do Futuro


Carregam nos olhos
a luz que ainda não vi,
Sementes de um mundo
que insiste em nascer.
Em cada gesto, em cada riso,
há o que eu sonhei,
E o que eu não consegui,
talvez, vocês consigam.


Que aprendam com
o vento a suavidade
do tempo,
E com a chuva,
que às vezes tudo se renova.
Que saibam que o amor é força
e é abrigo,
E que perdoar é a ponte
que une corações.


Que encontrem caminhos
mesmo na sombra da dor,
E que nunca temam
a vastidão
de seus sonhos.
Pois cada passo,
mesmo incerto,
é história viva,
E cada escolha é música
que o mundo irá ouvir.


Filhos do futuro,
guardem a esperança,
Como quem segura
estrelas nas mãos.
Vocês são promessa,
raiz e asas,
O começo que transforma
o ontem em amanhã.

Ouço no final do corredor
Você a me chamar,
colocaste Moon River
para tocar sob a luz
do mais lindo luar.

Quem é capaz de ir
até a Lua para a paz
para o mundo pedir,
é porque pelo bem
da Terra não se cansa
e dela quer cuidar.

Sempre dizem que o fim
do mundo está próximo,
prefiro os meus ouvidos
para o absurdo fechar
seja na serra ou no mar.

Quem é bem capaz
de sentir com arte
é muito mais poesia
do que pode pensar:
não é pela metade,
é enamorado da vida.

Sempre dizem que o fim
de tudo é o recomeço,
ignoro o julgamento:
estou a rodopiar
dançando com você.

Quem é capaz de se
entregar por inteiro,
não vive sem amor
por completo e sem
apreciar um vaga-lume:
é feito do que é verdade.

Porque poetas, músicos
e artistas são eternos
mesmo que você
em nós ninguém creia,
o clima se encarrega
de crescer a cerejeira.

Onde a luz não penetra
encontrar a sua fome
como Murtilla sem pressa
no extremo Sul romântico
com delícia total atrevida
inteiramente se devora
de aurora em aurora.

Tão cedo voltaremos a ver luz solar,
só sei que a noite será longa,
e o Deus da Guerra acordou,
para dançar pelos hemisférios da Terra,
que até o Muricizeiro balançou;
Não sabemos a que horas tudo terminará
- ou se algum dia realmente terminará.


Agora, vem prá perto, me deixa ensinar
como se observa o céu a qualquer hora,
Não estamos em tempos de nos descuidar,
o desamparo que nos encontramos
só podemos contar é com o nosso olhar.


Não nego que o coração permanece
apaixonado mesmo depois deste tempo todo,
ansioso e obcecado para te pertencer,
para que leve sensualmente em sua mente,
e igualmente encantado no seu coração;
sou seu destino que não pode ser esquecido,
você virá em breve para caminharmos lado a lado.

A sua flama não se consome ao acender a vela alheia, ela pulsa em dobro no reflexo, a luz é a única riqueza que, ao ser compartilhada, desafia a matemática e
se multiplica.

A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.


- Tiago Scheimann