Poesia de Comunicação
Humanização é uma das chaves. As pessoas estão cansadas de receitas prontas. Querem algo pessoal. Mais sensível. Uma linguagem mais clara e menos robótica.
Por que os pais não escutam a gente? Às vezes eu tenho a impressão de que tudo o que eu falo entra por um ouvido e sai pelo outro.
"Esqueça o que lhe machucou no passado, mas nunca se esqueça o que aquilo lhe ensinou. No entanto, se aquilo lhe ensinou a guardar rancores, buscar vingança, não perdoar ou mostrar compaixão, a classificar as pessoas como boas ou más, a desconfiar e ficar na defensiva com seus sentimentos, então você não aprendeu uma coisa. Deus não lhe traz lições para fechar o seu coração. Ele lhe traz lições para abrí-lo, através do desenvolvimento da compaixão, aprendendo a ouvir, buscando compreender em vez de especular, praticar e desenvolver a empatia, a resolução de conflitos através da comunicação. Se Ele lhe trouxesse apenas pessoas perfeitas, como você aprenderia para sempre evoluir espiritualmente? "
Quantas discussões, brigas, separações, prejuízos e mortes seriam evitados se fôssemos claros quanto ao que queremos dizer.
A ditadura dos militares acabou? Não! Ela apenas mudou de forma. Se na dos militares foi imposto um AI5 para que as mentes esclarecidas não abrissem os olhos dos cegos concidadãos, na ditadura petista, foi criado um protetor da ignorância dos cidadãos mais carentes que os torna surdos às ideias daqueles que enxergam e desejam que todos vêem. A esse protetor da ignorância dá-se o nome de Bolsa-Família. Dessa forma, o pensamento é livre, mas para o que interessa, não há ouvinte. Talvez haja necessidade de se criar uma forma de comunicação que fale ao estômago e não ao cérebro... Enquanto isso a ditadura continua com escândalos e tudo mais que lhe é inerente.
Escutar é desconhecer-se, despir-se do conhecido e das inúmeras versões que fazemos e refazemos de nós mesmos.
Se os outros nos contam algo, tiramos conclusões; se não nos contam, também tiramos, para preencher nossa necessidade de saber e suprir a necessidade de comunicação. Mesmo que escutemos alguma coisa e não compreendamos, tiramos conclusões sobre o significado e depois acreditamos nelas.Tiramos todas essas conclusões porque não temos a coragem de fazer perguntas.
Com essa aceitação da subjetividade veio a diminuição da verdade objetiva: a celebração da opinião sobre o conhecimento, dos sentimentos sobre os fatos.
O nacionalismo, o tribalismo, o deslocamento, o medo da transformação social e o ódio de estranhos estão aumentando novamente à medida que as pessoas, presas em seus silos partidários e "bolhas" filtradas, estão perdendo o senso da realidade compartilhada e a capacidade de se comunicar através das linhas sociais e sectárias.
Criamos uma geração global de pessoas que crescem dentro de um contexto em que o significado de comunicação e o significado de cultura estão atrelados à manipulação.
" Educação não te dá só poder. Te dá liberdade para pensar! Te dá condição de competir! Te dá condição de crescer na Vida de uma forma muito mais completa! "
Embora seja difícil simular a linguagem corporal durante um longo período, é importante aprender a usá-la de forma positiva para se comunicar, eliminando sinais negativos que possam transmitir mensagens indesejadas.
Quem pergunta, esconde alguma coisa; quem muito fala, esconde o coração dos curiosos e despede-os com entretenimentos de vozes.
Podemos partir do ponto de que escutar o outro é despir-se de nós mesmos, é largar a obsessão com nossa identidade, suspender quem somos e quem é o outro. É claro que quando fazemos isso, podemos escutar desse outro coisas que não admitimos em nós. Ângulos que não conseguimos ver, perspectivas que queremos evitar, lembranças que a fala do outro evocam. Ou seja, para escutar o outro é preciso sair de nós mesmos, sair de "si". Esse "si" é tanto nosso material mais precioso quanto nossas defesas. É tudo aquilo que nos ensurdece.
A verdade é que só nos tornamos seguros em nossas convicções ao permitir que elas sejam desafiadas. Pessoas confiantes não se irritam com opiniões diferentes das suas...
A lição mais valiosa que aprendi como jornalista é que todo mundo é interessante se você fizer as perguntas certas.
Não escutarmos um ao outro diminui o que podemos alcançar e, dessa forma, também pode ser visto como uma falha moral. Nós não estamos apenas falhando um com o outro como indivíduos, mas também não prosperamos como sociedade.
As pessoas em relacionamentos de longos tendem a perder a curiosidade uma pela outra. Não necessariamente de uma maneira cruel; apenas se convencem que conhecem o outro melhor do que ele mesmo. Elas não se escutam porque pensam que já sabem o que a outra pessoa dirá.
Quanto mais estiver alinhado ao perfil do interlocutor, mais qualidade de interação poderá se efetivar nos relacionamentos pessoais e profissionais.
