Poesia de agradecimento
A minha poesia
não é e nem
dá nenhum trabalho,
ela é respiração;
não me canso
de repetir este refrão:
"Só povo salva povo",
Isso tem ocorrido
não só na minha Nação,
o povo que é povo
acaba entregue
a sorte do destino
em desatino
e nos braços da orfandade.
Há muita gente que
sofre com a falta
de solidariedade
pelas fronteiras,
por falta de um simples
pedaço de pão
ou pela falta
de uma mão estendida,
tal como o General
há mais de dois anos
em injusta na prisão
que ainda precisa
de você que tem
a caneta do poder
na mão e pode
promover a justiça .
Nestes versos
que ecoam
há mais de três
semanas vozes
porque aqueles
que tem a vida
do General estão
em silenciação:
É digno, justo
e necessário
insistir e jamais
abandonar a convicção
de pedir a libertação
pela vida da reconciliação.
O mundo
todo está
de fato
colapsando
por causa
de uma
pandemia,
não é poesia
e nem
virtualidade,...
O físico
do General
se encontra
em total
fragilidade,
O General
é inocente
como todo
mundo sabe:
Cada verso
que tenho
escrito
são da minha
exclusiva
responsabilidade.
O pânico
pandêmico
quebrou
a dieta
do General,
e agora
ele está
sem comida
que sirva
de verdade;
Não deixar
ele seguir
a dieta é
um veneno,
Não é
exagero
da minha
parte reclamar
também por isso:
Onde o General
está preso
e por outros
lugares onde
estão outros presos
políticos militares,
não há janelas,
as visitas também
para eles
foram suspensas,
e o quê aqui está
escrito é fato
que todo mundo sabe.
A construção
da poesia
de cada dia
não escolhe
lado ou cor
de ideário:
Nunca crê
no absoluto,
Revisa porque
erra e corrige
sempre que
for preciso,
Porque estar
na trilha
da realidade
até na rima
deve-se estar
com verdade.
No escuro,
e no ritmo
do que o povo
vem falando
e na confusão
da imprensa:
Que gargalha
da entrega
da espada,
Que apontou
o Coronel
entre dois
ambientes
e os olhos
e mentes
da população
obscurecem.
Tentando todo
dia sensibilizar
a reconciliação
para a tropa
no país vizinho
assediado
pelo Império,
Falando da dura
realidade nossa
E rogando
pela soltura
do General
que continua preso
injustamente
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
fato marcante
que nos brindou
com desassossego.
O laureado brinca
de fazer poesia,
afogado na mentira
que é para nós
velha conhecida;
não se comercializa
e nem se brinca
com qualquer poesia.
Ele que não deu
resposta devida
as minhas perguntas,
e sobretudo
as perguntas
do irmão do General,
pensa que com poesia
o cérebro trinca.
Não é por causa
um ou uns
saio reverberando
falsas notícias,
responsabilizando
todos pela dor
alheia sem eira
e nenhuma beira.
Notícias que sem
nenhuma timidez
espalhadas aos quatro
cantos do mundo
por uma imprensa
de Cuba que brincou
com o sentimento
de uma Família,
e mentiu para
quem quiser ler
que o General preso
inocentemente
há quase dois anos
sem acesso à justiça
virou Governador.
Desde o dia 13 de março
do ano de dois mil
e dezoito venho contando
em poesia, prosa
e verso o abismo do mundo;
porque ali é uma
realidade de quem vestiu
ou veste farda que não
tem mais direito a nada.
A prisão injustificada de
um General no meio
de uma reunião pacífica,
e também fatos
da nossa América Latina
que vem passando
por um momento confuso
fazem parte desta
poética que aspira
que a história
não seja mais repetida:
O General foi preso do nada,
sem nenhuma prova,
obrigado ao silêncio,
sem direito a nada,
desaparecido por algumas
vezes forçado,
a saúde dele foi precarizada
e sem acesso total
ao devido processo legal.
Passaram dos limites
com ele e o abuso
vem sendo sideral,
até a Bíblia foi arrancada,
a justiça desapareceu
de maneira integral;
ele é mais um destas
duzentas e dezessete
fardadas vidas
e por isso escrevo como
me cortasse todos os dias.
Há outros cidadãos
passando pelo mesmo
pesadelo que seria
evitado se ali houvesse
amplo diálogo,
e direitos tão básicos;
como ter memória
se faz necessário,
por cada um deles
relembro os casos:
Caso Óscar Pérez,
Caso Operação Jericó,
Caso Golpe Fênix,
Caso Golpe Azul,
Caso Drones,
Caso Operação David,
e Caso Militares Cotiza.
E ainda vejo gente
com o poder de fazer
o dia amanhecer
vivendo de braços
completamente cruzados
na ilha da indiferença:
a falta de humanidade
vem sendo a sentença.
Nós estamos
na ponta
do abismo,
O fanatismo
superou
o patriotismo,
Poesia para
isso serve de
drone político.
O continente
está sendo
diariamente
destruído,
Que o povo
seja socorrido,
O Pantanal
está ardendo.
Das 48 horas
e mimado
pedido ainda
estou rindo,
De quem tirou
há mais
de quinze dias
o sossego de
um país inteiro.
Há de tudo por
aqui neste torrão
continental
de generais
e de uma tropa
que injustamente
estão presos,
E outros que
abandonaram
publicamente
um a um o barco.
Balneário Barra do Sul
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha poesia,
a tua mata Atlântica
e todos os teus sinais
ainda me mantém viva.
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha vida,
as tuas restingas, dunas, lagoa
e as ilhas dos Remédios,
Feia, Araras, Instriptinga e Islobo,
todas vivem nas minhas veias.
Balneário Barra do Sul,
relicário dileto meu,
o Canal do Linguado
leva o signo deste poemário
que é barco de pescador.
Balneário Barra do Sul,
relicário e taça festiva,
da descascadeira de camarão
da Festa da Tainha
feita de sabor, poesia e da tua
cultura portuguesa e indígena.
Balneário Barra do Sul,
relicário do Norte Catarinense,
do Linguado poético, da Conquista profética, do Pinheiros acolhedor,
da Costeira charmosa,
do Centro amoroso,
da Boca da Barra lendária
e da Salinas profunda,
és o meu Santuário de amor.
Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...
Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;
Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...
Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.
A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.
É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.
O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.
I
Para escrever
um poema, poesia
ou mesmo até
uma prosa poética
não há dificuldade,
é só ter vontade
que cedo ou tarde:
você vai escrever.
II
Busque um momento:
não importa onde esteja,
seja em silêncio
ou em movimento,
se você tiver vontade
e concentração:
você vai escrever.
III
Não é preciso ter lido
muitos livros,
o importante é ter
vivido, imaginado,
sentido ou estar
vivendo tudo
ao mesmo tempo:
você vai escrever.
IV
Se você tem como
ler livros de poesia
ou outros livros,
eles vão te auxiliar
quando para você
alguma palavra
na hora de escrever
por acaso faltar,
e depois mesmo
sem premeditar:
você vai escrever.
V
Quando te faltar
alguma ideia
para escrever
você pode contar
com a Lua, o Sol,
as estrelas, o céu
e todo o Universo,
E aqui na Terra você
poderá contar com
o quê está vendo
sentindo ou vivendo
que cedo ou tarde:
você vai escrever.
VI
Quando te faltar
alguma ideia
para escrever
você pode contar
com a Natureza,
os quatro sentidos
e os quatros elementos,
Buscar inspiração
com outros poetas
_só não pode copiar_
Você pode buscar
se inspirar nas cidades
nos países, viagens,
fatos históricos,
e em todas as artes,
que até no meio
das tempestades:
você vai escrever.
VII
Não se preocupe
em agradar
com rima, métrica
das palavras, ou mesmo
a ortografia
ou a gramática acertar:
Escrever você só vai
aprender escrevendo
como quem dirige um carro,
ou se monta um cavalo;
É da mesma maneira
que se aprende a surfar,
a navegar com um barco
ou a fazer um avião decolar.
Apreciar o florescer
de cada Ipê-rosa
na Bahia de Todos os Santos
é celebrar a poesia
viva, intensa e denotativa.
Flores de Pau-cachorro
são espalhadas
pelo vento no caminho,
Nesta poesia resolvi
fazer o meu próprio ninho.
Tamurá-tuíra absoluta
e plena de poesia
em ti tenho a minha
principal confessora
para quem são
os meus Versos Intimistas
que tu sempre
espiritualmente me auxilias.
São meus os Versos Intimistas
que deixar os seus dias
mais inspirados e cheios de poesia,
Estrela nas noites que
na escuridão sempre brilha,
Sou eu a mulher da sua vida,
sou o aroma de amor que respira,
Você me quer do jeito
que te querona mesma proporção
de cada nova carícia
com fogo, paixão e intensidade
para viver contigo
na nossa imensidade.
Você pode escrever
poesia com quantas
palavras e todos os espaços
que você se permitir,
Deixe a criatividade
fluir que a sua inspiração
mostrará qual rota seguir.
A minha poesia é latino-americana
do amanhecer ao anoitecer,
Sou feita de contentamento
e das cores dos ipês
com cada uma no tempo
que deve exatamente ser:
Trouxe uma muda
de Ipê-roxo-bola para você.
(Em silêncio a poesia escreve
e o destino se cumpre)
Linda aurora vespertina
que ao Ipê-roxo-bola
toda carinhosa ilumina,
e me traz a plena poesia
para os Versos Intimistas
sem dar uma única palavra.
(O silêncio tem tudo de poesia)
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