Poesia Completa e Prosa

Cerca de 17383 poesia Completa e Prosa

⁠Pantanal 2023

O meu Pantanal arde,
a culpa é da mão humana,
O meu peito queima junto,
a culpa é da indiferença humana,
O muito tarde não é nenhuma novidade e a culpa
é da procrastinação humana,
O Sol não é culpado,
a culpa é da omissão humana,
O meu Pantanal há muito tempo
vem sendo vilipendiado,
Não ficar calado e não ficar
indignado é ajudar a espalhar
fogo e cinzas para todos os lados,
Não consigo disfarçar que não
vejo que as cinzas continuam
continuam em muitas mãos,
Sinto o ar de um futuro pesado
com todas as marcas da destruição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pampa

Foram espalhadas as pétalas
das petúnias vermelhas
pelo brincalhão vento minuano,
O Pampa é a tradução
de toda minh'alma,
E tu és a encarnação
de tudo aquilo que me mantém
viva e sempre há de ser,
Ondeando sobre nós
a Via Láctea vem trazendo
com gala o anoitecer,
Não preciso dizer para ninguém
a dimensão do nosso pertencer,
porque mesmo que tentemos
não há como esconder
porque é mais forte
e tomou controle sobre nós.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Véspera de Natal em Rodeio

Aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
moro aos pés do Cemitério
que fica nos fundos
da Igreja Matriz São Francisco
e do Noviciado dos Franciscanos
construídos há muitos anos.

Depois de dias de calor
veio a chuva e tivemos
por aqui até dias com Lua,
no silêncio da nossa cidade
um carro com espírito
de Natal rompe o silêncio
com a música do período.

Peço perdão a Deus
que não estou conseguindo
entrar no mesmo espírito,
na terra onde Jesus nasceu
vidas estão por causas
de bombardeios ruindo,
a minha poesia e minha
prece são castiçais modestos
para pedir paz para a Palestina
e ao mundo porque não
podemos aceitar nada
que não esteja a serviço da vida,
nem mesmo a nossa própria fadiga
e o quê pode fazer o quê a gente
perca a afeição e de tudo desista.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para agradar o seu coração
um Churrasco e Arroz Carreteiro
com gentileza no seu prato
para com amor e afeição
cativar com tradição e acender
com poesia a sua paixão,
Porque o amor chegou em mim
sem aviso e sem explicação,
Algo me diz que tenho tudo
para ter você com imensidão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠A Lua pérola esplendente
na concha escura do Hemisfério
sobre o Médio Vale do Itajaí
avistada com olhos de mistério
poético na cidade de Rodeio
em meio ao clima fresco da noite
através da janela de casa,
Assim lidando com tudo
e em sincronismo com o nada
no trapézio da existência,
sem paradoxo e devoção austral.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Foram herdados hábitos
dos imigrantes europeus,
por aqui ainda preparam
defumados, Porco no Rolete
e até feito no Tacho,
e também no espeto corrido
para quem gosta pode
até encontrar uma linguiça
para colocar o coração sorrindo,
no nosso Sul Brasileiro
tem um pouquinho
de tudo do nosso Brasil faceiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Rodeio sob o Poema-Processo

A nuvem é o grande
exemplo constante
de Poema-Processo,
Não sou meteorologista
e leio uma ou mais
de uma daqui de Rodeio
do meu poético jeito
o quê uma ou mais
podem sempre trazer,
Sempre que da janela
estática vejo a cena
se revelando mutante,
Declaro-me amante
da transformação alucinante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Traje de Prenda

Uma bela prenda
que se preze arruma
as joias e o cabelo
de acordo com
o traje e o baile,
seja fazendo uma
trança ou um coque
com ou sem flor
desde que dialogue
com os detalhes.

Laços, bordados,
rendas com temas
florais, babados
e possíveis detalhes
finamente trançados
devem ser sóbrios
e sempre delicados.

A saia da prenda
é um doce poema
godê ou meio-godê,
Se for um vestido
que siga no mesmo
elegante sentido
para que o traje
não perca o objetivo.

A bombachinha
deve ser mais
curtinha do que
o comprimento
da saia ou do vestido,
porque a discrição
numa mulher é o quê
há de mais bonito.

As meinhas devem
ser brancas ou beges
para preservar
a elegância dos olhares
daqueles que se atrevem.

Se for usar xale
que seja sempre
leve para amarrar
nos ombros ou na cintura
para que não atrapalhe
a dança e a festança.

A blusa ou bata
de mangas longas
carinhosamente
devem ser bordadas,
O traje completo
também pode desde que
harmonize com o discreto.

A gola do casaquinho
deve ser pequena
e abotoada gentilmente
sempre na frente porque
tudo deve ser coerente.

As botas ou os sapatos
devem ser delicados
e macios para não
quebrarem o ritmo
de seguir com o seu
gaúcho a dança do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for para viver de passado
volto os meus olhos
para os sete mares dos povos
antigos onde posso
buscar inspirações como escudo
para ser e para não ser
num mundo que opta
por projeções perigosas
que desenham para si ideias falsas,
Para mim e para você quero
tudo aquilo que nos leve
a navegar por águas tranquilas,
ver o amor florescer e se renovar
imensamente todos os dias
num pacto de fidelidade com a vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Com sutileza onírica
engarrafei de uma
vez só os sete oceanos
para ouvir durante
a vigília os sibilos,
Enquanto você não
estiver ao meu lado
colocarei o seu prato
lírico na mesa mesmo
o lugar estando vago,
Porque te celebro
com os olhos abertos
e com os olhos fechados:
O topo do mundo pertence
aos corações apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Através dos meus beijos
a descoberta transcendente
da carta plana da abóbada celeste
que unirá os dois Hemisférios
pelos selvagens mistérios
divinos protegidos pelos botões
feitos de madrepérola,
embalados pelos versos líricos
e por todas as noites
de obstinação como quem navega
pelos sete oceanos e aporta
em seis continentes o quê
somente habita na tua existência,
na tua sedutora rebeldia,
nas virações das madrugadas,
nas auroras que hão de vir
e nas florações desabrochadas
só pelos fato de ver você sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Melancia

Fiz uma imaculada
canção para os ouvidos
místicos do coração
com tudo do milênio
que artistas pintaram
e poetas escreveram.

A metáfora da flâmula
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre
será novo embora nativo.

Embora uns não creiam
que o amor é muito
maior do que a morte
onde ficar vivo ainda
é questão de sorte
ou para outros é poesia.

Contando toda História,
falando sobre tudo o quê
se passa: assumo o tempo
todo que tiro o sossego
de quem acha demais
e se impõe pelo medo.

Mesmo que eu seja
a única ou a última
voz sigo erguendo
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠À medida que você for
acarinhando a minh'alma
em teus poros vou penetrando
até tomar todo o teu controle
e fazer por dois se apaixonar,
Só no tato você lerá em mim
poemas e o Mapa-múndi com
o desejo do amor nos governar,
é óbvio que só de pensar em tudo
isso já tenho capturado o teu ar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo
por pretensão ser poema
a quatro mãos sendo escrito,
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você irá com a sua fantasia
de Rei e eu fantasiada de Rainha,
tu bem sabe como esperei por
este glorioso dia para dançar
o auto natalino na sua companhia.

O Mestre, o Contra-mestre,
os dois embaixadores, o General,
a Lira, o índio Peri, os vassalos,
os dois mateus, os dois palhaços,
a Catirina e a sereia estão ansiosos.

Com o índio Peri você vai me disputar
no ritmo da sanfona, do pandeiro,
do triângulo, do tambor,
da voz do Mestre e do meu amor,
Esta noite promete muito calor
e tem água na bolsinha para dois.

O bailado estará sob a iluminação
da estrela de ouro, da estrela
brilhante e da estrela republicana,
Seremos da rua o poema magistral
sob a escolta do completo figural.

Quando a Banda da Lua se aproximar
chegando quase no final,
algo me diz que você vai se declarar,
e pelo amor se deixar levar,
porque há muito tempo não
tem dado mais para disfarçar.

(Você nasceu para dançar
Guerreiro e ser o meu bem amado).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A ária da Via Láctea
me veste de estrelas
e despe com milhões de beijos,
Ainda há na cena uma
Rosa Juliet nos meus cabelos.

Rendamos culto aos desejos
de seda e de atrevimento ondulantes
que fazem tapeçarias de diamantes.

Não há nada meu que não
seja seu num único dístico
feito de luz e sombra,
Nada mais assoma
no jardim interno das romãzeiras.

Dancemos os passos do amor
enquanto muitos perdem tempo
de viver com total enamoramento.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Consciência Negra


Só um povo com uma
consciência imensa
foi capaz de cruzar
o Oceano Atlântico
e em nome dela resistir,
se libertar e seguir
libertando muitos
de nós que continuamos
presos e nem sabemos.

O Quilombo de Palmares
sempre estará vivo
sempre que houver
necessidade de heroísmo.

Ter muito o quê aprender
com a herança do passado
deve ser compromisso
para que no presente
o quê for nefasto não
seja copiado e no futuro
não seja nunca mais repetido.

(Sempre que houver chamado
a minha poesia é Zumbi,
A minha Consciência é Negra
porque com a vida eu aprendi).

#DiadaConsciênciaNegra

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O céu está todo ensolarado
e deste lado estão os Lambe-sujos,
vamos encontrar e nos encantar
com a festa entre dois mundos.

O Rei Africano, a Rainha e
os Embaixadores fazem acenam
corteses e a Mãe Suzana
também nos cumprimentam.

O Pai Juá e o Feitor conversam,
riem distraídos e neles esbarram
correndo um grupo de meninos.

Os tocadores e os brincantes
fazem o aquecimento com
os seus ganzás afinados,
pandeiros rodopiantes,
cuícas chorosas, tambores
alucinantes e reco-recos inebriantes.

Os teus olhos hipnotizados
se encontram com os meus
ainda mais encantados pelos teus.

Você ganhou de surpresa
uma foice e um cachimbo,
e eu ganhei uma chupeta,
Passou um nós um homem rindo
dizendo que daqui a pouco o carvão
e o mel de cabaú estarão servindo.

De longe sem sentir ciúme
sinto o aroma do mel que parece
que pegou do teu perfume.

De longe vejo os donos dos engenhos
cortejados pelos Caboclinhos
pintados de marrom com os seus
magníficos cocares coloridos.

Antes do Padre chegar para abençoar,
todos nós estaremos prontos
para dançar os combates até
a noite se estrelar e os Caboclinhos
a vitória da tradição sob todas
as vitórias ao povo declarar.

No embalo deste encontro
feito para abençoar e festejar
entre o Lambe-sujo e os Caboclinhos:
ao nosso amor vamos nos entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não existem guerras
que não sejam
contra as crianças
Quem disser o contrário
estará mentindo,
As balas e bombas
vem programadas
para matar as crianças.

Os senhores da guerra
não gostam de crianças,
porque eles não amam
ninguém e nem a si mesmos.

Os senhores da guerra
quando não matam
as crianças com suas
balas e bombas,
Os senhores das guerra
roubam a infância
através da malignidade
das suas tropas,
Porque as que escaparem
serão convertidas
em escravos ou soldados.

Os senhores das guerra
matam a alma das crianças
por perversão fazendo as cantar
as suas canções de destruição.

Para os senhores da Guerra
o único Deus é o dinheiro,
os senhores da Guerra
não servem aos povos,
e sim são óbvios meros
lacaios dos impérios.

Os senhores da guerras
padecem de embotamento afetivo,
por isso sem culpa cultuam
os crimes de guerra e de genocídio.

Os senhores da guerra
nem sempre vestem farda,
às vezes vestem terno e gravata,
Os senhores da guerra também
podem ser senhoras de tailleur.

Os senhores da Guerra são
frontais arqui-inimigos da infância
em nome da perpétua ganância,
e deles só quero mesmo é distância.

Conviver com os senhores da Guerra fortalece a violência em espiral,
e nunca espere de nenhum
deles que te ofereçam um bom final.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha humanidade
de poeta sob a Lua,
não se entrega jamais
ao Deus da Guerra,
com a minha pluma
infinita invoco a paz
e o amor na Terra.

Os livros de romance
devem ser abertos
e as baladas de amor
devem ser cantadas
para que o melhor
para nós permaneça.

Confiante no giro
da orbe celeste,
Vou no ritmo
do peito o nome
do amor derradeiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt