Poesia Completa e Prosa

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⁠Sentir o silêncio significa ouvir um pranto sentido, mas não derramado, de um escritor que foi morto pelas palavras falseadas.

O levar dos minutos arrasta a realidade e ao atravessar o silêncio de uma ponte de névoa eu me transformei em neblina.

O vazio diz para a esperança desistir porque nada tem sentido. A esperança afirma que ela é palavra e concreto, indestrutível e incorruptível.

Vida e morte se encontram no mesmo instante e o que é eterno morre e renasce no mesmo insight das palavras não ditas, mas sonhadas.

Existidor – mistura de existir e dor.
Exemplo: Ela existidou até o último instante.

A alma é para o tempo assim como o corpo está para morte. A alma se esvai com o tempo, assim como o corpo se esvai para a morte.

Um estado pusilânime se apossou dos convidados em coro lastimável entremeado de dor e silêncio.

No seu quarto silencioso a dor apareceu como um fantasma e ela em meio à sua solidão desértica derramou seu pranto fúnebre.

Daria voz à melancoalegria, mistura de melancolia e alegria. Seria uma alegria triste, como o sorriso da Mona Lisa.

Ser humano é dançar com as estrelas no espaço cósmico.

Inserida por monalisa_1

⁠Um espelho antigo se recusa a refletir em protesto ao tempo que passa avassalador, levando a beleza e a juventude das almas que não têm forma e não envelhecem.

O poema é uma travessia entre a palavra e o silêncio como uma música cadenciada. A palavra diz, o silêncio reflete, a palavra se debate e sem porquê encontra um ponto final.

As palavras não sabem que têm raiz, apenas crescem para o alto ignorando que a seiva que as mantém frondosas nasceu antes de seus troncos. É o divino agindo silenciosamente. As árvores querem o céu, mas as raízes as deixam presas à terra, onde é seu habitat, o planeta azul.

Ao fechar os olhos, um pássaro não conhece limites terrenos e é capaz de atravessar um vitral concreto.
Com os olhos fechados, um pássaro pode atravessar a atmosfera sem mover suas asas.
Às vezes a ignorância salva, o pássaro com olhos fechados é capaz de ultrapassar qualquer barreira, pois desconhece limites.

Por que eu ainda resisto?
Eu resisto porque sou mais que eu. Eu sou o exemplo da vida que persiste, dos passos incontinuos. Eu sou força impetuosa e livro de resiliência para aqueles que me leem em silêncio.

Vazio é a falta, onde nada encontra abrigo, é o nada, o niilismo cego. Ausência é algo que existe, mas está ocultado, uma pausa entre o não ser e o eterno retorno.

Quando a luz deixou de entender o sol, um enorme eclipse se apresentou à Terra. Foi belo, mas fugaz, pois a luz e o sol são uma mesma polaridade, inesculpavelmente como o ar que nos faz humanos.

Se a tristeza tivesse uma geografia, ela seria uma montanha, pois não há nada tão grandioso como uma dor sincera, buscando abrigo em outros corações.

A junção de tempo e memória se traduz em um elefante idoso que chora cada morte de cada um de sua manada. Ele jamais esquece um companheiro de jornada. Sua memória é leal como a vida em suas etapas irremediáveis.

A linguagem nasceu de uma rocha, calada há séculos. De seu silêncio nasceram sinais, que viraram letras e palavras. Dentro da rocha imutável dormia uma famosa invenção, que floresceria em todo o mundo.

Inserida por monalisa_1

⁠Quando a alma se recolhe em silêncio absoluto, o tempo fica suspenso no ar. Ele não se move, nem para frente, nem para trás. Fica inerte, pois é a alma que dá vida ao tempo. Bailam ensinando ritmo à vida.

Nos zoológicos animais aprisionados sobrevivem sem alegria. Cercados, mudados, são privados de sua vida natural. É um espetáculo lúgubre para pessoas sem consciência que admiram a tortura lenta e arrastada de seres que, com vida, já não vivem.

Ela se vestia de ausências para não ser tocada. Ela se exímia de significado para que mãos intrusas não a violassem. Ela era feita para ser apreciada, tocada apenas por olhos sensíveis.

Lembrar é trazer para o presente uma pintura renascentista. Ressuscitar é pintar a própria renascença, novamente com força original. Lembrar é uma forma vulgar de retomar imagens. Ressuscitar é recriar a realidade extinta com as cores da simbologia.

Esperançar é a mistura de esperança e esperar. Não é um neologismo estático, passivo, pois a esperança aponta para a urgência, para a solução. Esperançar é esperar no agora, no momento oportuno, em que cada palavra encontra a sua ressonância.

Uma ponte feita de palavras não ditas é o mesmo que uma ponte feita de sussurros. As palavras não ditas vibram e transportam o significado de uma parte a outra. Pontes são sempre ligação entre o afirmado respondendo o não dito.

Todo finito contém o infinito. O infinito grandioso, imponente, materializa-se no finito. A linguagem é infinita e se recria a cada instante, já a palavra é finita, mas carrega em sua essência o infinito. O universo é infinito, mas o ser humano é finito. Dentro do ser humano cabem todas as estrelas e o universo. Há uma dialética entre o infinito e o finito.

Há um relógio que marca as horas do coração. Quando ele para o coração sente algo como a indiferença, e tanto faz viver quanto morrer, no coração inerte nada pulsa. Apenas os sentimentos podem consertar esse relógio, seja a compaixão, o amor, a amizade. Os dois em sincronia marcam o pulsar da vida.

Há uma constelação que simboliza a mente de alguém que pensa demais. Chama-se Além Mundo. É uma constelação que sempre se alimenta de pensamentos e questionamentos. É para lá que vão as almas cansadas da vida terrena.

Há uma dança entre o que se sente e o que se pode dizer. Tudo pode ser dito, mas tudo convém. O que queremos dizer mora em pedaço do cérebro que morre de inanição das palavras não ditas. Quantas palavras de amor eu falaria se houvesse eco em ouvidos sensíveis, mas elas se encontram caladas, encarceradas em nossos sonhos não permitidos.

Inserida por monalisa_1

⁠Quando um espelho começa a duvidar de sua própria imagem ocorre uma transmutação. Ele deixa de ser um objeto e se torna um ser onisciente. Então só reflete aquilo que lhe apetece.

O tempo são os quatro elementos primordiais: terra, água, fogo e ar. Ele se camufla conforme as estações. O tempo é como um livro, sujeito a várias interpretações conforme o tempo histórico e onírico.

Um rio sonha com a palavra autocompaixão, que é um modo de olhar para si com gentileza. Então o rio aprecia suas águas, suas margens e seu jeito de estar no mundo, belo e necessário como todo elemento da natureza.

Quando os olhos do mundo se fecham há uma morte simbólica da maneira de como o mundo se vê. As pedras aprendem a flutuar como quem pode ser qualquer outra coisa, talvez pedras que levitam, pedras de vento. Tudo assume um novo papel e o mundo é tomado por uma lógica nova. O planeta azul adquire novas cores.

Quem tudo quer, nada alcança. Em terra de extremos, o mínimo é pouco e o máximo extrapola.

A ausência tem a cor preta. Ela absorve todas as cores. A ausência é uma espera, entre o azul e a esfera, como o amarelo de cada fera. Todas as cores na estratosfera.

Um livro foi escrito por estrela cadente e contava como é viajar pelo universo e ao cair na terra narra o seu espanto ao conhecer nossa diversidade como quem conhece uma divindade. Uma viagem cósmica com destino ao planeta azul, seu oceano, suas árvores e montanhas. É uma estrela que se apresenta apaixonada pela Terra, povoada de homo sapiens. É tudo uma grande novidade inusitada.

Após um grande colapso interno surge a palavra oi, como cumprimento e como pergunta sobre o que aconteceu. Do oi derivam todas as palavras. Após o colapso surge a linguagem, lírica e palpável.

Acontece o efeito borboleta, quando qualquer ação pode desencadear um conjunto de reações inesperadas. O bater das asas de uma borboleta pode fazer um vulcão entrar em erupção. Tudo pode acontecer em um piscar de olhos.

Quando a palavra se desfaz ela vira uma estrela. As palavras nunca morrem, sempre se transformam e reverberam no universo.

Inserida por monalisa_1

⁠O tempo é uma roupa com saudade do algodão.

Entre eles havia o silêncio que antecedeu o big bang.

A porta estava aberta, mas ele não sabia mais sair.

Ele chorava a despedida, mas sua amada segurava sua mão.

Ele era uma bomba atômica com a aparência de um filhote de gato.

Ele era um feto em estado permanente de gravidez.

Ele construía uma escultura na areia como se fosse de bronze.

Ele tinha palácios, mas as camas eram feitas de espinho.

Ele tentava dizer, mas não tinha gesto nem cordas vocais. Estava paralisado como uma estátua.

O amor era tão profundo que a não reciprocidade anunciava a morte do sujeito que ama.

Inserida por monalisa_1

⁠O homem calmo, que expressava suas ideias com serenidade, tornou-se um cão raivoso, que mordia as barbas do vento. Isso aconteceu em um momento de implosão, em que lavou seu rosto no lago da iniquidade. Tudo era tarde demais para amanhecer.

Quando a linguagem falta, os homens se comunicam com o olhar denso demais para não ser reconhecido. E todos os gestos comunicavam brandura ou irritação. Há sempre uma forma de dizer o que escapa da alma, como repartir o pão na hora da fome.

O amor atinge um limiar em que já não é possível voltar atrás. Quando se excede, o amor se desmancha como uma avalanche que não pode mais conter a terra em seu estado de deslizar para além de si mesmo.

Tudo o que é demais se excede, como um galho turvo pelo peso dos frutos. Tudo o que é demais falta, como um tempo gélido que queima a ponta dos significados abstratos e abissais. O equilíbrio é o ponto dos extremos. É o zero absoluto.

Uma alma recém nascida se espanta com o pensamento, tão novo quanto original. Pensa o que é natural, se faz frio, se faz calor, se a vida é um lugar agradável de se viver. Enquanto isso recolhe-se no ninho da alma e apenas absorve o absurdo.

Uma casa feita de memórias certamente seria um palacete, com grandes quadros na parede remetendo a lembranças fortes como o sol do meio-dia. Em um trono real se sentaria e pensaria: “Eis que existo”.

O amor que não pode existir é como um abacate nascido de um pé de manga. Tudo é estranheza inadmissível. O amor como resistência do que não pode ser. Seus filhos nasceriam do caos e existiriam mesmo em meio à inexistência.

Ele fazia mil planos, construiria mil projetos. Edificaria um reino e faria plantar árvores novas, mas suas mãos gélidas provavam que o seu corpo já não vivia e o vazio se fazia como única existência possível. A morte em vida, ou a vida em morte, povoada de realizações sonhadas.

Ele pensava e para cada pensamento corria uma gota de sangue de sua cabeça, parecia calor, mas era sangue e o esvair da vida. No entanto, permaneceria vivo, haja vista que os pensamentos eram infinitos e o sangue simbolizava que eles estavam vivos.

Ele nasceu com a missão de carregar o silêncio do mundo, mas não imaginava que seria tão leve, já que as bocas frenéticas não paravam de dizer palavras e, como na torre de Babel, ninguém se entendia. O mundo estava habitado de ruídos, da linguagem que traduzia o incomunicável desespero das almas que não se entendem.

Inserida por monalisa_1

⁠Sua alma calada é uma fruta de plástico.

O agora eterno era um relógio sem bateria.

O amor sem liberdade é um homem preso ao corpo.

Uma flor que nasce do silêncio era um gesto que só o tempo entendia.

A lucidez em demasia é a distorção da realidade em estado de insanidade.

Quando ninguém a observava ela ria com os ouvidos.

A cor da ausência é transparente e quando preenchida é um prisma de arco de íris.

A lágrima interna molha a alma.

Páaa é o som do impossível absurdo.

Se a linguagem evaporasse ela nascia de novo na chuva das palavras.

Inserida por monalisa_1

⁠Um espelho se quebra no escuro, apenas os átomos presenciaram o colapso. Simbologicamente, todo o universo é formado por átomos, que se reorganizam a cada desintegração.

Palavras são facas que cortam o silêncio de maneira irremediável. Textos são mísseis direcionados ao interlocutor.

O som de uma memória que nunca aconteceu se assemelha a gotas pingando de uma torneira que não existe.

Às vezes a alma se cansa e se aconchega em nosso colo, cujo único afago possível é o silêncio das palavras que nunca brotaram, mas escreveram um livro de memórias caladas.
Um relógio quebrado paralisa o tempo como o silêncio joga xadrez com as constelações.

Extacolia é um neologismo que mistura êxtase com melancolia. Ela se encontrava em um estado de extacolia e não sabia definir o que sentia.

O invisível tem o peso de uma pluma deslizando suavemente dos céus à terra, sem pressa de chegar, até porque ninguém veria.

No meio de uma casa abandonada havia um ninho de passarinho. Em vez de ovos, havia uma semente resistente, com sede de vida, que cresceria rompendo o telhado e se formaria como um imponente pinheiro. Todos os dias era Natal.

O inconsciente humano é um profundo oceano desconhecido, como a noite escura que absurda os corações aflitos, que não podem comer estrelas.

Se a linguagem fosse um corpo ela seria as mãos, esculpindo um ser humano capaz de pronunciar o silêncio das pessoas angustiadas com o grito histérico dos desesperados.

Inserida por monalisa_1


A raiz da árvore sustenta o tronco. A raiz quadrada é incompreendida pelos próprios matemáticos poetas, que não enxergam números, mas metáforas. A raiz de uma palavra é sua essência que grita, dizendo que chegou primeiro.

A linguagem em determinado momento estagna. A poesia dá nova voz à linguagem, com suas criações originais. A linguagem é um cardume de pequenos peixinhos.

O tempo passa arrastado como minha dor que não encontra sentido em nossa sociedade. Minha dor é o líquido que sai da fruta, quando colhida antes do tempo.

Todos os pensamentos que penso são únicos. Alguns pensamentos que todo mundo pensa são únicos.

Espelho é para rosto assim como silêncio é para linguagem. O espelho espera o rosto para refletir. O silêncio espera a linguagem para se transmutar em palavra.

A árvore precisa de tempo para amadurecer. Seu crescimento encontra analogia com o relógio que mede o tempo. A árvore simbólica cresceu em trinta e três minutos, contados no relógio.

A luz era o eco brilhando. Seu brilho revelava uma ferida na alma que se esconde em pântanos escuros.

Solidão é sinônimo de ausência e vazio. Um retroalimenta o outro. Solidão é ser a única árvore do deserto.

Ontologicamente a verdade não pode ser a mentira. Onde mora a verdade, há ausência de mentira. Onde mora a mentira, há ausência de verdade, como o fruto que não cai longe do pé. Essa explicação racional é limitada como uma árvore que não produz frutos. Sua missão é ser flor.

Inserida por monalisa_1

⁠Adoecimentos cercam e espremem e compactam até o estouro

O ouro

Ao fim do túnel

Buraco que se cava e vai em frente em frente ao fundo e mais ao fundo tal profundidade cuja luz da entrada não mais é vista e vai-se mais ao fundo esperando encontrar o esperado retorno que se acaba no fundo do buraco agora desmoronado e soterrado encontra-se quem nem mais respirava ao pulsar das veias inquietas doentes ao ponto de cavar e cavar após a vida se encerrar e a luz não mais enxergar pois cego cava a cova que fim não tem pois fim é sua íntegra existência lá no fundo esquecido e irrelevante tal como a inexistência da sua presença frente ao fim da cova agora fechada para sempre num eterno abraço onde repousa todas suas angústias e sonhos e utopias e planos nunca alcançados juntamente com as palavras nunca ditas à pessoas que para nunca se lembrarão...

Inserida por crislambrecht

⁠ 20210501

As inquietudes que perturbavam-me não mais açoitam estes ombros empoeirados, pois a calmaria acalenta-me neste silêncio que tranquilamente me cerca de paz onde posso repousar como pedra qual em nada pensa nem sente nem faz ou deseja. Atravesso o olhar pelo nada infinito e vislumbro o natural nada.

Inserida por crislambrecht

⁠SONETO PERDIDO E TORTO

Se prosar que ignoro estou mentindo
Mas falar de amor eu não mais tento
Por essa tal poética eu vou convindo
Sem mais entender deste sofrimento
Se da saudade atormento vai saindo
Nesta sensação nada mais fomento
De tuas rememorações vou fugindo
Destinta quimera eu lanço ao vento

Se a prosa é de que me ama, maço
E se silencia, nem sei o que eu faço
Com a solidão na minha inspiração
Quanto mais o sentimento absorto
Mais o soneto se vê perdido e torto
Na prosa de um apaixonado coração

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 janeiro, 2022, 10’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠...
Me agarro na metamorfose
Duas pernas me levam bem longe
Degusto meu café, minha dose
Não espere que eu te desaponte

Distante da resignação
Desperto e adormeço tentando
Bem longe da acomodação
Avalizo minha fé, vou lutando

Tem dias que entorpeço feliz
Tem dias que adormeço doído
Escapei da expiação por um triz
No mais estou sempre sorrindo

Valente, me tornei imigrante
Carreguei minha bagagem, família
Do caos, virei itinerante
Meu jargão, minha filosofia

Na estrada vi muitos espinhos
Ferrões, e eles não são meus
Nem fui, nem sou Zé-Povinho
Sou grande, acredito em Deus

O triunfo em verso e prosa

Inserida por andre_villasboas

⁠ Paixão é um instante: é um estalo de luz que desabrocha no coração a partir dos entre olhares. É o oceano que transborda a terra em instante de dilúvio emocional.

É uma maravilha!

Tudo brilha em cores quentes e o que importa é manter este
carnaval que bate no peito provocando suspiros rítmicos em
samba!

Ah! Minha bela amada. Como desejo consumir este raro Eros que ainda guardo no coração; mas o bloco dos iludidos já se foi, e encontraram, os iludidos, outros amores; Mas ainda continuo aqui.

Silenciosamente absorto em metafísica continuo aqui.
Fevereiro passou; e ainda continuo aqui.

Devaneio à meia-luz ao materializar sentimentos em palavras, e sem querer faço alquimia ao dissolve-las em seu balsamo impregnado nas minhas reminiscências.

Seguramente faço contrassenso ao entrelaçar palavras vis com sentimentos sublimes, logo reativamente as cores quentes congelam ao mesmo tempo que as neutras degelam.

Ainda que sem tempero ou sabor meu tamborim ecoa a ti, ainda que em vão.

Inserida por RaphaelDoria

⁠O POEMA E O TEMPO

Foram dias de tamanha imaginação,
Acordar e saber qual seria o tema,
Eleito entre tantos, ao novo poema,
Acordar, te ver e ouvir todos os dias,
Era uma alegria vinda do fundo do coração,
Dois dedos de prosa e pimba...
Vinha na memória a ideia mais clara,
Passada a limpo, traduzida tão rara,
E tudo ganhava forma e rima,
Versos transcritos no carinho no brilho do teu rosto,
Cada palavra ganhando vida como a vida que produzia em mim, tua voz,
Que vinha de um som bem fina,
E eu me perdia pensando em nós,
Escrevia enquanto lá fora a neblina,
Escondida entre nuvens e raios do sol que de mansinho,
Como um gigante abria o caminho,
O astro rei então surgia,
Tazendo um lindo dia,
E nós não vimos a noite passar,
Nem o dia clarear,
Somente nossas longas conversas,
Inspiravam outras sensações,
Transbordavamos de emoções,
Que essas mesmas palavras,
As tuas a mim provocavas,
Emoções que ficaram guardadas,
Numa gavetinha, trancada a sete chaves,
Emoções perdidas no meu coração,
E que ainda permanecem sem uma clara definição,
Para abrir essa gavetinha,
Escrever novas páginas ou apenas uma nova linha,
Um novo verso, novo trecho,
Do poema que permanece inacabado, guardado,
Sem saber se serás o presente,
Ou se farás parte do passado?
Emoções perdidas às avessas,
Pela imensidão de sentimentos,
Que surgem a todo momento,
Quando o barulho das ondas do mar,
Despertam- me para um novo dia,
E assim permanece esse poema,
Esperando surgir nova inspiração,
Para concluir essa divina sensação...
Amor, saudades, encanto,ou paixão?
O tempo será a solução...

Inserida por Zilda2023estrela

DEVANEIOS

Quem me dera

Da rosa o verso.

Do verso a trova.

De trova em trova

Uma boa prosa.

Quem me dera poeta, escritor, trovador.

Quem me dera

Da prosa a canção.

Canção de rosa toda prosa

Em verso e trova.

Poesia transbordando, arte em ebulição.

Quem me dera a inspiração.

Valéria R. F. Leão

Inserida por valeriafarialeao

⁠Nos muitos encontros e desencontros da vida esse ano frequentemente tive mais despedidas, e você será mais uma partida. Para onde, em outro estado, pode ser logo ali, mas parece tão afastado. A nossa comunicação transcende vidas somos puramente almas se tocando no embalo de uma curta vida. Ó tempo, que passa, passa e passa levando consigo o que de mais precioso pode ter um ser humano em sua trajetória que são os amigos. Dizem que é bola pra frente, mas como vou poder vislumbrar se olhando para atrás eu queria continuar. Deixar as pessoas no meu convívio com certeza seria um alívio. O meu querer era todos os dias pode-lá ver, caminhar, subir e descer pela ladeira e podermos ter um dedo de prosa, jogar conversas fora quem sabe por 10 minutos ou meia hora, o tempo tanto faz quando se tem uma pessoa querida porque até parece que o relógio cessa as suas batidas. Espero ansioso por esse estante do meu dia que será completo e quando não a tenho fico incompleto.
Meu dias são chatos, enfadonhos, monótonos, sem a sua presença é tudo meio cinzento, horrendo, tremendo dia chuvoso, nublado e tenebroso. Que logo fica belo com uma simples olhada para dentro dos seus olhos, negros, vistosos que penetra até o mais íntimo do espírito. Vou rimando e aprendendo que nessa vida muitas coisas ganhamos e perdemos só que não é um jogo justo, por vezes parece sujo. Injusto como os absurdos que existem nesse mundo, imundo, errante, sufocante, onde nos comprime e oprime como uma angustiante roda gigante. Prefiro mesmo olhar pelo prisma do grande poeta Vinícius de Moraes em um de seus sonetos esse chamado fidelidade: "que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"
Esse olhar tão singelo é como quero que enxergue quando olhar para atrás e não ver mais por perto como matéria, porém com as minhas palavras que podem ser bem simples, mas são entregues com todo amor e carinho.

Inserida por felipe_brendo

Mais uma vez.

É tão chato amar, e não ser amado.
É tão triste se doar, e não ser aceito.
Por mais que a gente queria ficar bem, a tristeza e, a dor de ser rejeitado, nos tira todo o chão abaixo de nossos pés. Parece que essa tristeza e dor, nunca chegarão ao fim.
De repente, quase sem querer, bate uma vontade de chorar.
As lágrimas surgem no olhar e, a toda hora, pedimos a nós, que ninguém perceba e pergunte o que temos, e o que está acontecendo, pois, se isso acontece, não há como segurar as lágrimas, elas começam a rolar.
A gente não quer falar com ninguém, só queremos ficar sozinhos até a tristeza ir embora.
Isso é o que achamos que queremos, mas, na verdade, o que queremos, é que a pessoa amada chegue perto de nós, e nos diga: — “está tudo bem. Eu estou aqui. Eu gosto de você”.
Vai ser difícil superar esse momento, mas sei que preciso dar a volta por cima.
Muitas pessoas dependem disso e, esperam por mim.
Mas nunca conseguirei apagar ou esquecer, tudo o que sinto por você.
Perdoe-me pelo modo como reagi, após ter a certeza de que não poderei ficar esperando um dia, você se entregar a esse amor.
Obrigado por me permitir ter momentos tão especiais ao seu lado.
Jamais os esquecerei.
Jamais te esquecerei.

Inserida por Chico_Poeta7

⁠Esperar...

Esperar você ligar para ouvir-te dizer que sente minha falta, que não para de pensar em mim também, assim como eu penso em você.
Esperar-te mais uma vez para receber seu abraço e seu carinho.
Espero-te todos os dias, todas as horas, minutos e segundos.
Espero ver sua visualização em meus status a todo minuto e, é tão frustrante não ver que você visualizou, mas mesmo assim continuo olhando para ver se você viu.
Os números de visualizações só aumentam, mas nada de você aparecer para acalmar o meu ansioso coração que só espera por você.
As vezes tento te castigar, mas percebo que quem mais sai castigado sou eu.
Finjo não me importar e nem sentir sua falta, mas isso só aumenta ainda mais a minha dor que sua ausência e seu silêncio me trazem.
Tento entender o que se passa com você para poder de alguma forma acalmar este meu coração aflito que só quer tê-la.
Sempre prometo para mim mesmo e, às vezes para você também que mudarei minha atitude infantil, mas não consigo.
Não consigo entender o que acontece comigo, e sempre que tento ser forte percebo que sou fraco tanto quanto uma criança recém-nascida e que dependo muito de você, do seu carinho e sua atenção.
Seu cuidado e preocupação para comigo é imprescindível para o meu bem-estar.
Não sei por que, mas gosto de ouvir sua repreensão por algo que fiz errado e, quando me olha com aquele olhar de desapontamento e espanto finjo não ligar, mas no fundo no fundo sinto que sou importante para você, e por isso é que me olha assim as vezes.
Agora, neste exato momento sinto que meu coração já até se acalmou um pouco mais só em lembrar que você ainda se importa comigo e que por mais que eu me faça de infantil sempre terei uma nova chance de ter sua aprovação e satisfação em me ver crescer e amadurecer um pouco mais.
Espero ter sua atenção e carinho sempre comigo.
Perdoe-me mais uma vez.
Só penso em você.
Esperar você é tudo que mais tenho feito.
Esperar...

Inserida por Chico_Poeta7

⁠Em um dia chuvoso,
Eu com minha xícara de café,
Não paro de pensar naquela muié,
O que será que aconteceu,
Meu coração parece que a ela se rendeu,
Devo eu falar, que das coisas mais belas
é ouvir ela a cantar.

Por meio de verso e prosa,
Minha mente devaneia e entrosa,
Mesmo com um sorriso,
Longe está a dona do meu riso,
Quero viver o momento onde a primavera vai chegar,
E que meu coração, lá construa meu lar.
Nada perco por esperar,
Nessa vida, onde o que vale é o amar.

Independente do lugar,
meu coração está firmado,
pela primeira vez, deixo as incertezas,
pelo poder da decisão,
que muda toda uma vida,
e em tudo procura nova razão
para cada passo ousado em sua direção.

Sorriso, 20 de Fevereiro de 2022

Inserida por leoopro