Poesia Completa e Prosa
AMIGO OCULTO
Eu ainda tenho medo
As vezes me pego tendo medo de ser feliz
As vezes meu medo é que seja verdade, outras que tudo não passe de uma enorme mentira
Ahn...Eu queria...
Não. Eu quero. Quero tanto que me perco nos rios de sentimentos que brotam das nascentes do meu coração encharcado de sentimentos e de amor. Você nunca mais me escreveu. Você também já não me parece com tanta empolgação. Sim. Eu sei o quanto é terrível algumas coisas, mas o mais terrível é amor não correspondido. E vá por mim, disso eu entendo.
As vezes eu pego pensando se de novo vão desistir de mim, porque o amor é menos importante que as outras coisas. Não Tô dizendo que eu quero que fique por obrigação. Ninguém é obrigado a nada, muito menos aqui nessas bandas. TO DIZENDO EM LETRAS GARRAFAIS que O AMOR DEVERIA SEMPRE SER O MAIS IMPORTANTE, mas as vezes parece que não é, esse é o meu medo.
Já vi tanta gente desistindo do amor...só não gostaria de passar isso novamente. Entende?
Eu não pedi nada não. Eu parei de pedir ha muito tempo. Foi apresentado a mim, jogado na minha cara, eu só aceitei o presente, eu achei ser presente, eu espero ser presente. Se não o meu presente, ao menos o seu presente. Se não der pra duas pessoas saíram felizes desse amigo oculto, que pelo ao menos uma saia.
(Livro: Amar Até Dizer Chega)
último sorriso, o último abraço, o último beijo, o último toque, o último minuto em que te vi, se eu soubesse que seria assim teria aproveitado bem mais com você, mas você se foi, me deixou, e agora estou entre a vida e a morte, criando coragem de viver, não consigo mais, viver intensamente do mesmo jeito quando você estava, olho sua foto, seu rosto todo dia, faço a pergunta "por que você?" Poderia ser eu, simples, você era meu dia, meu sorriso, sinto muito por tudo que fiz e não fiz, não pude te ajudar, perceber o que você estava passando, não me contou nada, eu te ajudaria, mas é tarde de mais, e agora vc tá aí, eu aqui, sozinha sem ninguém, ninguém para amar, conversar, eu te enchia tanto com meus problemas que esqueci de você, você sempre calmo, eu.... Eu não percebi, me culpo todo dia por causa disso, toda hora, não sei o que fazer, estou sem chão, "lembra? Da música que me mostrou?"
Ouço ela todo dia lembrando de ti
Me pergunto se um dia conseguirei ter forças suficiente para ser feliz novamente, também me lembro das frases que me falava, era sinais....SINAIS.... E eu não.... Não percebi
Você me ensinou a coragem das estrelas antes de partir
Como a luz continua eternamente, mesmo após a morte
Com falta de ar, você explicou o infinito
Quão raro e belo é apenas o fato de existirmos
Arredia
A quanto tempo não escuto
O canto das cigarra
Que ainda hoje, já adulto,
Gosto tanto dessa farra.
A cigarra me encanta com sua melodia Fico procurando, meio abestalhado, Mas ela é muito arredia
Se consigo vê-la, me sinto premiado.
Gosto tanto das cigarra
Que fiz até uma poesia
Foi minha primeira, feita na marra Pensei até que num saía.
Sobreviver e viver sobre
Sou ao meu modo de quase todas as maneiras.
Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes,
Nesse jardim excessivo que me vigia,
Vestindo-me de ventos e formas imaginárias.
Sou o pé que não pisou a nitidez da escarpa,
Que dançou com todas as coisas que não tive,
Com cada seixo perdido nos extremos indivisos.
Cada viagem é um retorno, um extremo flamejante,
Como se fosse possível possuir uma fração do universo
E, essa fração, fosse a totalidade infinita.
Meu espírito sente que não há solidão nem término
Nesse pequeno abismo disposto em degraus, em espirais,
Onde as criaturas todas clamam pelo mesmo Deus,
Distante da matéria, próximo do mistério,
Do grandioso silêncio que surge sereno e solitário,
E vem ensopar de sulcos
As migalhas espalhadas nas florações.
Sei que nada possuo para aproximar-me
Do invisível, do sucessivo embaraço onde não me encontro.
O manto despido dos vales e montes murmura:
Ainda há pedras à tua frente
E tumulto no mundo submisso, vago e diverso
Como um rio anterior às chuvas,
Quase exausto de tanto ser rio.
[Cada ser é uma escultura filarmônica e simbólica].
No meu peito uma lívida linguagem soluça,
Um cantar sinuoso suspende-me as pálpebras dormentes,
Como um ciclone simultâneo.
Durmo e já não vejo como me via.
Adentro no que é tudo,
Na mínima festa que passa dentro das noites melancólicas.
As cascatas ocluem o choro das rochas,
As tessituras feitas de teias abandonam o limbo,
Para além das urgentes estrelas que não alcanço
E me vivem, e me sustentam quase metaforicamente, me circundam.
Sou as vegetações em desequilíbrio,
As veladuras,
O vazio aquecido e dúctil,
A fosforescência,
A muda eternidade.
Sou uma alma que transborda pela arca dos signos
E não mais sustenta a visão que me subverte e me corrompe
Nem me sabe antes que, como um novo e absoluto nascimento,
Louca, intensa e imperfeitamente, eu a saiba – igual a mim.
GEOGRAFIA IMATERIAL DA ESTRANHA LISTA FEIA
Ação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Em um lapso de olhar meus orgãos de sentir
estavam sôfregos com tanta estranheza
Pobres Coitados ! Perderam as ilusões e a insane loucura
Nunca saberão que enxergar é inventar o infinito
e ainda me perguntam onde fica a árvore sagrada
das goiabeiras celestes e cerejas divinas?
Quer chegar lá?
Faça um close no intempestivo
Sabe o caminho?
Panorâmica no submarino estratégico da baía
Como assim…o caminho é o caminhar?
Veja um ponto fosforescente
onde toda a desrealidade se reencontra
chegando lá vá mais adiante e não se atrase
ao ver uma pele roxa desenhando cosmogonias individuais
não saia daí jamais…
somente se outra rosa silvestre tocar-te a superfície…
Em um giro-zoom o seu entorno monótono
o coro normatizado e descontente
retornará à tela do cotidiano
com suas aninhas e seus rosas encabeçando os papéis
e tantas outras pedreiras alimentando o desassossego
E já não haverá qualquer insert
que nos faça imaginar terrenos intensos
E dizem por aí, pelo dois de julho
que ainda seremos punidos e envergonhados
Pelas nossas virtudes
Enquanto os vícios e maledicências prosseguem
Com um líder cachorrão
Quem?
Aquele que me sugere em planos escondidos
De lapas fingidas e falsos alagados
Qual?
O que pinta as minhas unhas decepadas
com esmaltes de dor e ressentimento
Não me faça vedete da sua ignota irresponsabilidade civil…
Ainda que a hombridade se envergonhe nos bits da mordaça
E a vontade abandone
Nos bares entupidos de haitis
Tempestades estáticas e bestiários humanos
Ainda que as zonas de fratura de outras lisboas
E a vacuidade da droga Dourada…
a esperança dos ribeiros das velhas vilas
E das josefinas pouco educadas
Mostrem-se grávidas de medos e tristes paixões
Ainda que possamos intuir
o cinismo e a velhice dos encontros nada satânicos
e a frágil paralisia inventando uma macropolítica de indecisões…
ainda que o lento traveling do meu modo rochedo de existir
insira no osso e na pele encardida de uma memória física
a lentidão da cultura de butique arruinada…
devo insistir que o daltonismo…agora leve miopia
prossegue mundo afora…
e não é exagero algum
preferir ainda e sempre a essência
da pobre solidão povoada
aos abastados signos de uma Bonfim de infâmes
atordoando esse poema menor…
Corta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Entre o corte brusco e a ação de tripé…
Entre as caras excusas
Que escondem a incompetência sobre o véu de homem-mídia...
E um passado de toupeiras
continuo desejando outras suavidades…
e bordejando em rios pós-quase nada
na repetitiva cidade dos cabotinos famintos e engessados….
Enquanto isso…
a lista feia engorda a nossa
nada estranha geopolítica imaterial…
PONTO E VÍRGULA NO ACASO
Vamos então tentar e ver o que acontece
Pois quero encontrar apenas os que se sintam
Tocados pelo sangue, fluídos e cântico negro nos lábios
Vamos então tentar e ver o que acontece
Apenas o momento em que o velho sonho
Torna-se uma outra tempestade
Vamos somente os que carregam um peso
Que anule a eternidade imutável das coisas
Os que dizem aqui e agora
E sentem a cada passo um golpe de vento no rosto
Vamos então tentar e ver o que acontece
Aqueles que têm nas entranhas uma animalidade mutante
e são hábeis em esquivar-se
Vocês que desistiram do para sempre e desde sempre
E sem nenhum apelo às recordações
Vivem um milênio em explosões de lenta combustão
Vamos então tentar e ver o que acontece
Subir bem alto na torre de televisão
Para um olhar mais amplo nos teus estranhos lugares
Pois não dou a mínima para os que querem ser
compreendidos...
Só me venha os que se entregaram aos seus desertos
Vamos então tentar e ver o que acontece
Nós, os porta-vozes da agonia
Os que afirmam a divergência
E se esbaldam no descentramento
Os que sentem a gravidade de carcará
Aqueles que se interessam pela suculência do andar
Os que vivem de flores e pássaros
Aqueles que colocam a montanha no topo das coisas
Vamos então tentar e ver o que acontece
Somente os da chama incorporal
Os intensos em termos de afetos
Apenas os que encararam um banho frio na madrugada
E os que descem suficientemente fundo para
Alcançar a superfície veloz da alma do osso
Vamos então tentar e ver o que acontece
Alguma coisa incompreendida no que venha a ser
Vamos absolutamente ficar sobre ela
Chocá-la como a um ovo
Tentar ,um instante que seja, as torrentes
Distante dos nossos aposentos
Vamos, os que podem, num piscar de olhos...
Sem memórias, costumes e leis
Somente com as nossas pontes
Vamos de passagem...e nada de interiorizar a dor
Sair num continuum de movimento
E me traga na mochila apenas os fluxos emergentes
E novos jeitos de experimentar
Vamos logo se atirar um no outro
Dando linguadas e limpando o vazio à nossa volta
Vamos então tentar e ver o que acontece
Você que tem o espírito de fugir
Você e seu devenir ilimitado
Você que subverte as alturas
E instaura o caos no corpo
Pois quero apenas o mergulho com os que têm um segredo anárquico e romântico do lado direito do peito
E um vício inocente por destruições e abalos sísmicos
Vamos então tentar e ver o que acontece
Se teu vento se vem e se vai sem pedir licença
Vamos...apenas os que deixaram de opinar
E os que chegam atrasados e nunca vão adiante
Pois só desejo o frêmito que me causa
A incontrolável ardência de bocas cerradas
Pois só acredito nos estranhos
nas locomotivas...nos cavalos...
Nos que se cansaram das expressões e aparências
E fogem, fogem, fogem da languidez e paralisia
Naqueles em que o ódio é muito mais que uma munição vazia
Nos que desacreditam da morte
E naqueles em cuja estação dos pés...todos os alvos já foram abatidos
Nesses que agarram e se enroscam na crista da onda sem nunca olhar para trás...
Nos sedentos pelo fim de partida
Calma! Isso é apenas o começo da estrada!
Tem sempre algo mais
Não se deixe capturar facilmente
Minha loucura irá buscar esses espaços quaisquer
em que face a face estaremos rindo
e atravessando todos os vales e lágrimas...
Pois as solas de meus pés também estão sensíveis
como se fossem fios elétricos..
Por isso vamos tentar e ver o que acontece....
O ABISMO ENTRE A TUA IMAGEM E O MEU REFLEXO QUEBRANTADO
Fragmentos passageiros não matarão o que sinto tão intensamente
Apenas afastarão pequenos sotaques que já não servem
Pra isso teremos de correr altas cordilheiras
Para permanecemos no mesmo lugar
Estar no incandescente toque de mãos que só os ventos uivantes conseguem
E também sermos logo…atingidos nesse exato momento pela plenitude das cores
E quiçá…do sentimento de vibrar...
Salvaremos esse bom encontro da incompletude
Da recusa e da reatividade
Do esperar que nunca chega
Do admitir insalubre
Do enlouquecer desembestado
Do desenfrear silencioso
Do possuir e do passar
Da apatia e do sorriso de ir embora
Salvaremos a destruição de um tão lindo gostar de estar tão longe, tão perto
Justo porque você é minha libélula
E eu…um rosto suado de sangue em fim de guerra…
Depois de tudo isto e aquilo….ainda desejarei teu rosto em meus sonos
Tudo em apenas um único dia
E se você quiser ir a algum outro lugar
Que vá pelo menos duas vezes mais depressa
Pois estou na ontohistória….apenas durando na eternidade da substância
Enquanto a fagulha desses tantos amanhãs que nunca chegam explodem
Um verão de manias e lembranças intensas de nós dois se expande no ralo de Deus….
Esqueço tudo de profundo e alto
E trago essas linhas de espumas flutuantes
Para só lembrar de teus olhos de caramelo a me fitar em gelos tão calorosos
Te amar é impossível
E é isso que busquei a vida toda….
Vamos sempre confiar em algo superior a nós ?
Descansar os olhos da alma no azul do céu,
no verde das montanhas, no colorido das flores,
na canção do mar e no murmúrio do vento?
Muito mais há de belo e grátis nessas visões,
são presentes que a vida oferece, vindas de Deus
para acalmar nossos corações.
raiz quadrada submersa
pela terra incandescente
a visão ardendo branca
pela multiplicação de raízes
em voo e luminescência
asas que alcançam
as minhas asas negras
incorpóreas, vítreas
engolidas, trituradas,
crisálida abortada
mariposa cega
sem voo
respiração
sussurro
cessação.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “mariposa cega”)
cascalhos da manhã
Uma criança
brilha em meus olhos
e me sacode sempre
Inda tenho sangue quente
queimando tecidos em meu corpo
Inda sinto as dores da vida
sobre os cascalhos da manhã
Inda sou moço e tenho planos
E sinto amor ao olhar a lua
(do livro "Licença Para a Vida")
JORNADA
Eis-me aqui, o que restou de mim
depois de uma jornada de trabalho,
Um resto de pessoa, um rebotalho,
cansado e consumido pelo dia.
Eis-me aqui, tal como sou, poeta,
sem tempo de viver e sem poesia,
cansado de fabricar imagens falsas
na busca pelo pão de cada dia.
Eis-me aqui, tal como sou, um trapo,
me coma, me consuma, consumido,
Vamos juntar nós dois nossos fracassos,
Ajunte o seu cansaço ao meu cansaço,
Que sou teu, comprovado e assumido.
Vamos fazer da noite o nosso dia,
O nosso mundo, a nossa fantasia,
A nossa fuga, a forma de viver.
Vamos viver a noite, lado a lado,
Idéias, mentes, corpos abraçados,
Porque amanhã o sol há de nascer
(in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )
EMOÇÕES
Quanto tempo passou e nós ficamos
assim. .. paralisados de emoção.
Quanta coisa aconteceu... enfim,
mas nada abalou o nosso coração.
Quanta coisa eu quis falar e não pude.
Quanta coisa suspensa no ar:
incertezas, verdades e confissões,
tudo quieto. .. sem se manifestar.
E agora?
Continuas assim? Só de olhares
e tempestades que hão de vir?
Não! Eu não posso mais!
Tenho que gritar a todos que te amo
e quero apenas te fazer feliz!
(in “Moleque Atrevido” )
O AMOR
O amor, mesmo quando acaba,
não morre.
O amor corre por estradas desconhecidas
e dá reviravoltas suicidas.
O amor não desaparece
mesmo quando a gente se esquece
que amou um dia.
O amor nos atropela
do outro lado da rodovia.
O amor teima, e surge, e salta
de algum lugar do passado.
O amor passa do nosso lado
e a gente nem vê.
O amor é programado
como um programa de tv.
O amor, coitado,
é uma criança que não sabe de nada.
Se machuca, é sem saber.
Se assusta, é quase sem querer.
É insistente, o amor,
e sempre se esquece
que um dia morreu.
E aparece, faceiro,
nos corredores infinitos do eu!
Palco
Para R. R. F.
Sob a luz dos refletores sinto-me
como um ator ciente do papel,
faço tagarelices, apronto um escarcéu,
vou falando verdades enquanto minto.
A roupa larga, o sapato arrebitado,
o nariz vermelho como um tomate maduro,
esqueço o palco e mergulho no escuro,
dou cambalhotas e piruetas de palhaço.
Transpiro tinta por todos os poros,
faço da máscara a triste realidade
e a criançada numa explosão palpita. . .
E eu, que faço chorar de alegria
na ilusão do brilho de um palco,
choro sozinho no camarim da vida!
in : "Momentos"
Eu preciso de uma mulher, para amolecer o meu coração.
Uma que bate de frente comigo, uma mulher com grande valor.
Uma mulher que me desafia todos os dias, toda hora, em todos os lugar.
essa guria que me fez apaixonar.
Um pouco sensível, um pouco brava.
Na hora certa, ela está certa.
Na hora certa, eu estou errado.
Ela é uma Mulher guerreira.
Em algum momento do crescimento
Uma espécie de deficiência auditiva
Eu ou meu filho em desatento
Gerou um relacionamento conflitivo
Esqueci os gritos e as surras que levei
Fui além, e ao invés de surrar brinquei
Me educaram com rigidez, isso eu sei
Eu eduquei olhos nos olhos, conversei
Incentivei a estudar de forma ativa
No meu tempo isso não era comum
Se não fosse o esforço e a disciplina
Talvez ainda estivesse sem rumo
As vezes me pego pensando
Onde foi que eu errei?
Se tentei fazer diferente
Tanto amor, nunca neguei
A educação que eu recebi
Era melhor e eu não notei?
Eu acreditava que sabia
Hoje entendo que nada sei
Eu penso que um dia
Ele vai compreender
E quem sabe entender
Que outro filho vai nascer
E Talvez essa seja a chave
De uma educação em conserto
Para que um dia o acerto
Me tire do peito esse aperto. JMOURAJ
Minha filha, que o Nosso Criador.
Faça sempre parte da sua vida.
E sempre ande de cabeça erguida.
Construa uma história, a mais linda.
Antes de você ser concebida.
Eu fazia planos, eu a queria.
Imaginava com quem pareceria.
Mas para minha surpresa adivinha.
E ao nascer olhei bem de pertinho.
Tentando enxergar de mim pouquinho.
Tão inocente ao fazer um biquinho.
Eu só enxergava o meu moranguinho.
Você é um dos meus milagres da vida.
Eu a mantinha no meu colo protegida.
Dos meus braços para o berço seria movida.
Eu já morreria por você, antes da despedida.
Hoje se tornou uma mulher e amiga verdadeira.
Peço que tenha motivos para sempre tentar.
Não transforme o seu coração em uma geladeira.
E encontrar o verdadeiro significado de amar.
Pois isso eu já encontrei quando descobri vocês.
Você a primogênita e seus irmãos, mais três.
Não importa o tempo, o quanto você cresça.
Sempre será minha pequena, isso é certeza.
JMOURAJ
Apenas o próprio homem é capaz de entender verdadeiramente a si mesmo
Nem uma máquina nunca vai compreender a Verdadeira e profunda essência humana
Mais talvez precisaremos de uma para nós mostra o que significa tudo isso que somos ,
O que é isso que existe e por si só apenas é !
Nos somos o cálculo de uma equação onde a resposta já temos só não achamos o X
Arthur Rios Tupã Eu memo !
Vista-se!
Ainda que lhe falte,
para o medo a coragem,
contra tantas ameaças visíveis,
E tantas dores sensíveis,
Que da alma por vezes vem!
Procure na bagagem,
Uma melhor roupagem,
E apenas vista-se bem!
Vista-se do seu melhor sorriso,
Vista-se de amor, luz e fé,
Vista-se do que é preciso,
Para que sempre se mantenha em pé!
Assim trilhe seu caminho,
Na certeza de sua capacidade,
Certo de que não segue sozinho,
Se entre obstáculos e adversidades,
Sua escolha se cerca do bem!
Vista a sua mente,
Vista a sua alma,
E principalmente o coração!
Leia algo que te acrescente,
Ouça uma música que te acalma,
Esteja sempre em oração!
Diga sempre seu bom dia,
Estenda a quem puder a sua mão,
Em dias difíceis, de tons mais cinzas,
Se compreende na empatia,
A nobreza de qualquer ação!
E se de tudo te falta um pouco,
Resta muito aí ainda,
E ressalta a alegria,
Do viver da forma mais linda,
Com intensidade e com paixão!
Então de tudo que é bom se vista,
E a tudo que é ruim resista,
Contemple o verde da esperança,
E ao longe que a vista alcança,
Confie no tempo da superação!
Vista-se do otimismo e da aliança,
Da paz e confiança,
Que nos mantém na direção!
Poemas e versos by Dayane Artuzi
#myinspiration #poems #poetry #mamaepoetisa #poemas #daywriting
Foi na mais tenra idade que uma parede diante do olhar despertou o desejo de voar...
Voar no pensamento, nas ideias, nas ousadias sem importar com os banquinhos em frente a tantas paredes, com portas fechadas... com silêncios.
Nem sempre foi para pensar. Muitas vezes foi para articular um plano de guerra...ou para analisar uma joaninha que subia pela parede... ou uma pequena aranha que rodopiava com suas várias perninhas.
O canto até fez pensar mas, nem sempre puniu a menina levada, (intenção da época). Canto do pensar... Penso logo existo... Existo logo penso... cogitou!
Eis que nasce Reneé D.- amiguinha imaginária de filósofo francês René Descartes (1596-1650), o maior expoente do chamado racionalismo clássico - movimento que deu ao mundo filósofos tão brilhantes como, Blaise Pascal, Francis Bacon, Hobbes, Isaac Newton, entre outros, adolesceu.
Descartes lançou as bases do pensamento que viria modificar toda a história da filosofia.... Através da dúvida metódica, chega à descoberta de sua própria existência enquanto substância pensante - num banquinho ou não - A palavra cogito (penso) deriva da expressão latina cogito ergo sum (penso logo existo) e remete à auto-evidência do sujeito pensante.
O cogito é a certeza que o sujeito pensante tem da sua existência enquanto tal.
Voltando à menina excêntrica Reneé D, levada mas doce, transformou seu pensamento em poesia, movida pela inspiração e a delicadeza das palavras, mesmo diante de um mundo, às vezes cruel, sempre com muito sentimento e sonoridade.
Hoje, na idade da flor - metáfora do desabrochar ela segue firme, Reneé D, madura , hora senta, hora arremessa, hora chuta o banquinho – na boa!
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