Poesia Completa e Prosa
Anseios do coração
tenho diversas paixões
mais só uma delas me encanta
tenho diversas caricias mais nenhuma e tanta mais guardo uma em especial
pois para mim outra não há
por onde passei muitas coisas eu vi
por diversas coisas chorei
por diversas coisas sorri
cada caminho levo a certeza
guardo contigo meu coração
levo no peito essa saudade
a saudade de você
passam se os dias passam se as horas
eu a pensar em você
coração fica apertado quando
não posso te ver
felicidade e tamanha quando vejo você chegar
coração explode no peito
quando você venho a abraçar
A natureza e ela
Seu nome me lembra as ondas do mar
Os seus olhos me lembram o mais lindo luar
E eu não posso negar, seu abraço é onde eu queria fazer moradia
Para algum dia desfrutar de te ver acordar, quando o sol raia.
Você é a natureza.
É a mais pura beleza que se pode apreciar
O mais delicado vinho que se pode tomar
E caso não goste de beber, por favor, me deixe viver ao seu lado
Eu ficaria desolado de não poder te ver
Você é a natureza.
É a viagem mais perfeita para Veneza
É os novos ares de um local distante
Lá se acha diamante, mas nunca a preciosidade do seu semblante
Você é a natureza.
E não se engane, você não vai ser desmatada ou prejudicada
No quintal do meu coração não vai te falta nada
E vamos, juntos, colher os frutos do nosso amor, por isso esteja preparada.
Você é a natureza, e como explicar que sem você não há vida, que me faz respirar ao mesmo tempo que me alucina... É algo essencial, que pode ser prejudicial, mas assim é o amor, algo inexplicavelmente natural.
Você é a minha natureza.
Quando estudávamos
Era tudo diferente
Você sentava de trás
E eu lá na frente
Era improvável dar certo,
Um relacionamento entre nós
Mas simplesmente ocorreu
Formamos uma única e forte voz.
Você já tinha namorado dez meninas.
Talvez eu fosse só mais uma.
Mas algo diferente aconteceu
E nós dois se tornamos únicos.
Pena que tudo isso foi um sonho,
E de repente me trocou por outra.
Mas você não vai me ver chorando.
Eu também já estou com outro.
Labirinto curto
A manga da blusa vai queimando
Devagar,
Vai chegando no coração e
Para de queimar.
O fogo do inferno ainda é pouco
Perto das decepções jogadas
No rio ao lado.
Subjetivo se torna o gelo
Que se esconde entre a costela
Tentando convencer a lua
De que o sol é apenas luz morta.
Tão tolo humano,
Pensas que tudo dele é dele.
Mas tudo que o pertence,
Um dia vai estar sendo vendido,
Jogado fora,
Ou sendo gasto na mão de outra pessoa.
No fim, é só pele e suor,
No labirinto curto da vida.
CANÇÃO PRO SOL VOLTAR
Puseram algema nos braços do mundo,
fizeram um muro em torno do mundo
pro sol não chegar.
Os donos do mundo, que adoram as trevas,
com medo,taparam os olhos do povo,
prá noite durar.
Munidos de força,de falsa verdade,
com autoridade de quem tudo pode,
com a prepotência de quem tudo manda,
os donos do mundo,senhores da Terra,
tornaram verdade as mentiras da guerra,
tornaram mentira as verdades do amor.
Os donos do mundo,com suas mil bocas
que falam de guerra,de "marcha,soldado!"..
disseram ao povo : ser bom é fraqueza,
sorrir é tolice,amar é pecado.
A lua era boa,amava os poetas,
amava os amantes,amava o porvir.
Se a noite chegava,a lua risonha
rondava na noite pro sol ir dormir.
Os donos do mundo,com suas geringonças,
subiram na lua, treparam na lua,
a lua do povo,senhora dos sonhos,
a lua dos beijos,dos olhos risonhos.
Os donos do Mundo treparam na lua,
taparam,com trapos,os olhos da lua
Mas eu ainda canto,os olhos vendados,
os braços atados,já quase sem voz.
Quem sabe o meu canto,o canto do povo,
consigam que a lua ainda acorde de novo ?
Quem sabe o corguinho,cantando na serra,
consiga que as plantas floresçam na terra ?..
Consiga que as rodas do engenho maldito
parem de repente,ouvindo o meu grito ?
Consiga que a Máquina,já enferrujada,
com suas engrenagens,talvez já cansadas,
esqueçam um pouco de só trabalhar ?..
Consiga que o sol ainda volte prá nós ?...
O soneto que hoje fiz foi escrito
D'uma forma correta, d'um modo inverso
Sei que morro no final de cada verso
Para enfim renascer no infinito.
Infinito este no qual ecoa o meu grito
Nos confins do meu pequeno universo
Onde comigo falo, me contradigo,me desconverso
No mesmo instante que sou feliz,estou aflito!.
Travo um diálogo mudo entre lucidez e loucura
No mundo claro da minha sala escura
Onde cansado de não correr eu me deito.
Tateando na cegueira a minha mão procura
Achar o teu semblante, a tua figura
Para dormir o sono do amor no teu peito
QUASE CONTENTE
Sobre o que eu vivo, eu escrevo.Muito mais
o que eu não vivo.O que eu sonho,que imagino,
O que desejo.Sobre o que eu vejo, escrevo !
Poesia prá transpassar o mar que não se chorou
Sussurrar nas entrelinhas o desejo intransparente
Mergulhos profundos.
Escrevo prá ter sentido e divido a minha dor.
É a chama que por segundos me faz em paz e melhor.
Quase contente.
Sem Documento
O poeta passeia na cidade
sem lenço, documento, pente ou meia,
levando só, debaixo das melenas,
pensamentos, idéias e poemas.
Como podem os homens do sistema
compreender um poeta que percorre
a selva de automóveis e neuroses,
conversando com fadas e duendes,
colhendo flores no cimento armado,
ao sol da tarde que cansado morre ?
Como podem os homens do dinheiro
compreender um poeta que carrega,
na mochila esmaecida e já sem cor,
uma esperança do amanhã de paz,
a antevéspera de um mundo melhor ?
Como podem os homens da polícia,
de farda, cassetete, autoridade
- os donos da Moral e da Verdade-
compreender um poeta vagabundo,
que distraído vai chutando o mundo
e brincando de ciranda com o vento?
Você foi
o meu
melhor
outono...
Trouxe alegria
para minha alma
e sorriso para
o meu coração.
Me presenteou
com palavras doces,
melodia suave aos
meus ouvidos...
Como um canto
entoado por Deus,
me dando esperança,
fazendo festa nos
meus dias sombrios.
Foi uma luz
Um alívio!
Minha sincera
gratidão a ti,
alma nua
e desconhecedora
do que é mal.
Que o bem perdure
em nossas vidas.
Que todas as feridas
sejam curadas.
E que nada que um dia
nos faça florescer
precise ter seu fim na
primavera.
E foram tantos risos, tanta euforia, tanto desejo de sempre desejar, que só de imaginar que o teu corpo se encaixaria perfeitamente no meu, eu quis encaixar a minha vida e planos...
O que nunca te contaram é, que o nordestino converte toda sua marcante história de dor e sofrimento em amor sólido, quando se está apaixonado.
Te ensinaram como ser triste; como triunfar e vencer uma guerra travada por você e seus tantos Eus (que é muito importante), mas nunca te ensinaram a se render ao amor.
Aprendestes tantas coisas da psiquê humana; a água, a terra e o ar; sobre as flores e seus cheiros, mas nunca soubesses nada de ti, que também és flor.
Te ensinaram a pensar que todo ser humano é um bicho que engole tudo o que é doce na gente e, com isto, te negas a minha doçura de mel e rapadura que, se tu quisestes, escorreria pelo canto da tua boca sem esgotar a fonte.
Não souberam te contar com clareza e sinceridade o que de fato despertas e fazes a gente sentir, mas aprendestes que o sentir é desigual.
E é justamente porque todo sentir é diferente que eu ainda sinto tanto...
- A tua falta.
Sim, sou poeta.
Sou poeta porque toda vez que lhe vejo, um arrepio me cobre o corpo.
Sou poeta, por isso sinto uma melodia tocante de palavras na minha mente, que desejam sair de minha boca, tão suavemente.
Sou poeta, e me apaixono por corações bonitos e brilhantes, que deixam minha alma tocante.
Eu sou poeta, e eu amo com facilidade, com desespero, com intensidade. Amo tudo rapidamente, o que me faz contente, ou não, amo tudo para ser em vão. E perco minha alma, meu coração.
Tudo floresce e renasce, assim como minha alma de poeta sofrido, que vagueia por aí, sem sentido.
O poeta é assustado, intenso e desajeitado.
Ele ama por amar, ama demais.. mas é uma alma sofrida, triste e ferida.
Sempre há um verso
que apesar de inquieto,
que não quer sair.
Parece que se sente
como a saudade no meu peito
que só não vai embora
porque não sabe para onde ir.
Queria que fosse possível
a leitura desse momento,
em que testo a eficácia
do meu poder de convencimento:
"Venha verso, não tenha medo,
eu também sei o que é não estar pronto
e ter que partir assim mesmo"
Ah, não. Não gosto de te olhar
e não é por não me agradar.
É por causa das sensações esquisitas.
O meu olho se arregala,
as mãos trêmulas
que não sabem onde param,
o corpo inteiro se atrapalha
numa engraçada sucessão de falhas.
Você desencadeia em mim
coisas nunca faladas,
que até então,
eu pensava que não existiam.
Da última vez esqueci o jeito de abrir a boca,
mas se abrisse, nenhuma palavra adiantaria.
Como se para explicar o desconforto que você me causa
eu devesse inventar uma outra língua.
Se eu te achar além de meus sonhos
se te materializar para mim
amor que só te sinto e não abraço
seria feliz, por poder te amar
e tornar-te meu senhor, meu rei
e eu vir a ser sua rainha
dona do teu coração para a vida inteira
extasiar-me-ia com o banquete de teu amor e teus beijo
Trecho do livro "O Reino Mugh"
Descansar a alma
Além dos muros cinzentos
Onde a esperança se aninha
No jardim suspenso
Entre lírios perfumados
Hibiscos e trepadeiras
Eu me sentava para contemplar
A vida pulsante transformar
Vista para o mar,
Nossa tela lírica
Serena, mediterrânea
Costa em primavera
Tardes de paz, pássaros a cantar
Anunciando a noite serena
Descansar a alma
Até onde os sonhos nos levar
Bruna Nilza
O amor não precisa ser perfeito, é verdade, mas não é por isso que ele tenha de ser de qualquer jeito...
Não precisa ser perfeito, mas precisa ter entrega, reciprocidade, fidelidade, carinho e atenção.
Do contrário deixa de ser amor e vira decepção.
É preciso querer fazer o certo, não de um jeito perfeito, mas do melhor jeito.
#Apollo_Nascimento
No abismo da alma, ecoa o pranto
Lágrimas silenciosas desenham o desengano,
Cada batida é um lamento, um encanto quebrado,
No vazio, o coração se perde, destroçado.
O amor, antes chama, agora cinza fria,
Resta o silêncio, o eco da agonia,
O peito vazio, um mar de saudade,
Navega na dor, na cruel tempestade.
sinestesia
Não neva onde há de nem cair areia, não apedreja onde não há de ter também pedras, não se faz frio onde tampouco há ardor
Cabe ser seu só, que leva um pouco de mim e dois poucos do que julgara ser amor
Que nem os infantes hão de pensar que por fechar os olhos, a luz de fora também se apaga
Que por tanto se ler rótulos de validade, há do homem apodrecer com a idade
Que nem os asnos hão de crer na forma que passa mas não fica, da estação que tarda e falha, fala e também não diz, que contradições também são formas de dor e que se pudessem falar conosco diriam "amo a vós e por isso quero bem meu próprio"
Por que há de você pensar que por um só adeus esquecerei eu mil e tantas poucas saudações?
Por que há de você ver e crer que por tanto erro foi uma falha por mil e outras tantas canções?
Canções suas
Fora irascível tantas outras, devaneios da nossa própria loucura.
De volta ao início
Foram dias alegres,
Foram dias felizes,
Sua companhia foi tão importante...
Mas tudo tem um fim...
As coisas da vida são assim,
Vem, vai...começa e termina
Mas não imaginava que fosse assim, tão rápido, repentino
Foi se afastando aos poucos,
Em passos sutis, indo para outra direção
Ah, eu novamente sentido a companhia da solidão
Dessa vez machucou, pois de você não esperava
De repente ouvi que você estava indo em outra direção
Você é livre e deve ser feliz
Mas não me escolheu para fazer parte dessa felicidade
Fui apenas útil, enquanto precisava de companhia
Agora tens alento para o seu coração,
E eu novamente nos braços da solidão
Agora preciso aceitar
Eu sou apenas algo que se usa
Que ajuda nas tristezas...
Mas na hora da alegria, sou excluído
Mas vou continuar a jornada
Agora sei que sempre serei sempre só
Mas acredito...talvez, encontre o tão desejado refúgio.
Ela morreu
Do nada
Deixou de existir
Sem sinais de violência
Sem corpo
Só se foi
Um dia nasceu e ela não estava mais ali
E não restava traço algum de sua existência
Mas não se engane
Ela não morreu subitamente
Foi lento
Dia após dia
A cada beijo negado
A cada abraço não dado
A cada pedaço de amor suplicado
Ela morria mais um cado
A cada vácuo
A cada amor dado
Desperdiçado
A cada lágrima que escorria
Ela morria
A cada sorriso forçado
A cada desprezo disfarçado
A cada açúcar tragado
Em busca de alegria
Ela morria
E no fundo ela sabia
Que aos poucos ela sumia
E ainda tentava avisar
Que um dia falta faria
E todos a volta se riam
A desacreditar
Mas então naquele dia
Sem se crer nem avisar
A cama acordou vazia
E se ela falta faria
Nem ela saberá.
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