Poesia Completa e Prosa

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A flor da pele
(Mauro A Evaristo)

Ando tão a flor da pele
Que não há o que não se revele
O fim do mundo numa semana,
O fim de um caso tão bacana.

Ando tão à flor da pele
Que não há o que se revele
O fim da saudade de um bem querer,
O começo recomeço de viver.

Ando tão à flor da pele
Que filmes rápidos de internet
Bagunçam com meu jeito de ser

Sem me abalar algo que não se apresse
Em minha alegria e meu jeito de ser,
Isso sim é viver.

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O Dono da vida
(Mauro A Evaristo)

Não dependa de outros viventes
Tenha sempre em mente
De que tudo que você precisa
É só pedir ao Dono da vida.

Não se prenda em crenças limitantes
Faça valer cada instante
Se há algo que você precisa
É só falar com o Dono da vida.

Não careça de atenção
Tampouco de outros viventes
Se há muito o que necessita

Basta conversar com gratidão
No seu canto, em sua mente
Confie no Dono da vida.

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Hora certa
(Mauro A Evaristo)

Não existe a hora certa pra ser feliz
Aproveite o momento de agora pra sorrir,
Muitos esperam pela data
Sem verem que a hora é esta, a exata.

Não aguarde a chegada das visitas
Faça a festa pra si, pra família,
Muitos que guardam enxoval
Teriam vergonha da partilha pós funeral.

O momento é este, a vida é agora
Felicidade não tem, jamais tem hora
Lembre-se que o melhor da vida é viver,

Faça, busque o que importa
No fim o que o que vai prevalecer
É o poder infinito que existe em você.

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Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)

Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.

No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.

Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo

Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.

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Ponto de equilíbrio
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho feito rascunhos
Usando lápis (grafite) e papel,
Escrever de próprio punho
É suavidade análoga ao mel.

A palavra tem poder e coerência
Cobrada em qualquer vivência
Nada adianta se dizer mental
Bufando e agindo feito animal.

É preciso um ponto de equilíbrio
Para se desenvolver o raciocínio,
Não quero morrer buscando salvação

Quero paz em meu canto com os Livros,
Quero lucidez e toda compreensão
Pra nunca rejeitar a evolução.

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Anjos cuidam de você
(Mauro A Evaristo)

Eu sei que não comenta com ninguém,
Mas no caos consegue se sair bem,
Você percebe sem saber explicar
Perfume de anjos no ar.

Sei que sente flores a exalar
Pouco importa qual seja o lugar,
Consegue nos ambientes se sentir bem
Mesmo não falando com ninguém.

As vezes você lança o olhar
Sem saber os mínimos "porquês"
Mesmo não sabendo o que dizer

É inteligente em não comentar
Que sabe que nada precisa dizer
Pois, anjos revezam no cuidado a você.

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A dor do alheio viver
(Mauro A Evaristo)

Se alguém atingiu o conhecimento
Que liberta das mazelas do tempo,
Mas defende aos outros o sofrer
O que de bom valeu esse aprender?

Se alguém "perceptou" a verdade
Que liberta das maldades,
Mas defende aos outros o sofrer
Qual a validade desse perceber?

Se alguém assimilou a compreensão
Que tudo se resolve via educação,
Mas defende aos outros o sofrer

Como pode toda uma nação
Aplaudir, ovacionar esse Ser
Que ignora a dor do alheio viver?

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Placebos provisórios
(Mauro A Evaristo)

Somos na maioria contraditórios
Pra necessidades imediatas
Aceitamos placebos provisórios
Com validação fácil e substrata.

Somos na maioria variantes
Reféns de crenças limitantes
Exigindo com análise geral
O que cabe de ação individual.

Somos na maioria limitados
Exigindo cada vez mais do estado
A solução rápida e prática pra viver

Que nos traga um conforto de agrado
Sem a consciência que tem a ver
Exatamente aos que escolhemos eleger.

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A graça e oportunidade
(Mauro A Evaristo)

Se algo incômodo lhe aborrece
Mesmo que estranhe ouvir dizer agradece
Pois você tem a graça e oportunidade
De mudar sua realidade.

Quando lhe disserem algo a magoar
Não entre nessa de tudo reclamar,
Por mais estranho que pareça
Levante os olhos e agradeça.

As vezes a vontade é do balde chutar,
Sair a esmo deixar tudo pra lá
Respire fundo, pense direito, agradece

Muitas vezes o que você está a passar
É o preparo, resposta a sua prece
Jamais deixe de aprender ao que recebe.

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Entre o café e o vinho
(Mauro A Evaristo)

Todos os domingos são assim
Levo as horas sem receio ou pantim,
Aproveito bem todo o caminho
Com intervalos entre o café e o vinho.

Sigo bem nesse ínterim
Aprendi a ter paz comigo,
Mentalizo rios, mares, jardins,
Navego por entre poemas e livros.

Tudo é bom e faz bem
Aos que buscam se amarem também
E isto enriquece todo viver

Que faz merecer toda bondade além,
Pois, tudo é fazer o mundo um lugar bem
Por saber do poder infinito em você.

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Coisas simples
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho coisas simples para agradecer
Ar pleno pra respirar, água para beber,
Um longo caminho para trilhar,
Sonho (plural) feito estrela a brilhar.

Coisas simples das quais me agradar
Perfume de flores e Anjos no ar,
Muito em viver, água para beber,
Caminho em perspectiva a percorrer.

Eu tenho muito em que me agradar
Um universo em expansão em meu Ser,
Livros ainda por ler, água para beber,

Muitas histórias para contar,
Amar sem temores em amar
É claro, um poder infinito a compreender.

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Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)

Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.

Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.

Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,

Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.

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Sementes de positividade
(Mauro A Evaristo)

Nem toda hora é de alegria
Confesso que bem o queria
Embora seja normal tropeçar
O mais normal é seguir, recomeçar.

Nem todo sorriso é de amizade
Ainda assim a gente segue
Superando o surreal que acontece
Ao plantar sementes de positividade.

Nem toda hora é de alegria
Às vezes tentam estragar o dia,
Mas a gente nunca vai esquecer

Que tudo passa inclusive a letargia
Logo algo muito bom vai ocorrer,
Acredite, para mim também pra você.

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Próximo ponto
(Mauro A Evaristo)

No balançar do ônibus
Me equilibro até o próximo ponto
Indagando sobre o que fazer
Para melhorar este viver.

Observo os que estão à minha volta
Silencio-me para não dar manota,
Enquanto pergunto o que fazer
Para melhorar esse viver.

Vejo a tristeza das pessoas
(Sou feliz por estar de boa)
E pergunto sobre o que fazer

Pra validar o tempo que voa
E o leitor já sabe que vou dizer:
Existe poder infinito em você.

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Vou ali
(Mauro A Evaristo)

É normal querer acabar com o poema,
Mas uma voz bem suave diz "experimenta",
Eu desisto de desistir
Caneta e papel na mão vou ali.

As vezes quero acabar com o poema,
Mas a voz delicada repete "experimenta",
E eu feito criança feliz
Sorrio e vou por ali.

As vezes só quero um pouco parar,
Mas a voz sabe que posso continuar
E sabe que absorvo o que vai dizer

Diz-me enquanto eu respirar
Tudo pode de bom acontecer
Pois existe poder infinito em meu Ser.

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CLT - 6X1
(Mauro A Evaristo)

Não precisa ser forte tempo inteiro,
Pode chorar, desmoronar no banheiro,
Pode depois de tudo se refazer,
Pode ser além o melhor de você.

Não precisa aparentar uma rocha,
Nem toda fraqueza lhe derrota,
Mas você sabe bem seus limites
Você pode ir até onde se permite.

Muitas vezes a vontade é parar,
Porém sempre vê alguém a precisar
Dentro do seu cotidiano de herói comum,

As vezes não vê porque continuar
Ainda segue sem benefício algum,
Heroísmo é pouco ao ser CLT - 6X1.

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Tantos "nãos"
(Mauro A Evaristo)

O ambiente corporativo cobra atenção
Em contrapartida devolve muitos "nãos",
Não pode isso, aquilo ou aquilo outro
Chega ser milagre CLT não ficar louco.

O ambiente corporativo cobra atenção,
Mas se contrapõe com tantos "nãos",
Milagre é CLT não ficar louco,
Tantas exigências por tão pouco.

As cobranças do ambiente de trabalho
De tantas desvalorizam o salário,
Estressam muito, devem ser pra estressar,

Ao CLT cabe escolher o fardo
Que não venha com tanto pesar,
É preciso vida no meio de tanto trabalhar.

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Perspectiva aberta
(Mauro A Evaristo)

Causou aos próximos comoção
Por decidida postura e posição,
Frisou com clareza tudo perdoado,
Mas afirmou sem medo acesso negado.

Tinha voltado ela a estudar,
Perspectiva aberta em se realizar,
Disse entender ele ter errado,
Mas não estava presa ao atraso.

Prestou concurso federal,
Abriu olhos para um novo ideal,
Tinha muito ainda por fazer,

Estudar melhorou seu Alto Auto Astral,
Não via mais sentido nesse conviver
Depois de visto o poder infinito do Ser.

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Outra direção
(Mauro A Evaristo)

Jamais vá confundir gratidão
Com as regras da educação
Ou com os dogmas da religião,

É preciso que acorde para perceber
Que existe poder infinito em você
E isso lhe faz evoluir ou crescer

Logo a melhor maneira de ver a gratidão

É como olhar pra outra direção.

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A banca
(Mauro 1Evaristo)

Qualquer pessoa precisa ter em mente
Seja ator, coach, atleta ou influencer
A banca não importa como vence
Já quem perde se destrói simplesmente.

Qualquer pessoa precisa entender
Mesmo que ganhe a banca vence
E até que tentam do contrário convencer
Atores, coaches, atletas ou influencers.

Toda pessoa ao acordar
(Água em jejum pra despertar)
Ponha uma mensagem na mente

Evite em qualquer valor jogar
Pois o risco existe nitidamente
Porque a banca sempre vence.

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