Poemas sobre o Brasil
Balneário Barra do Sul, relicário
Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
Suramérica,
terra virada
em sanções,
conspirações,
eleições,
alucinações
e repressões.
Por aqui nem
eu sou mais a
mesma: até o
meu Brasil que
era lugar de falar
não pode mais
se expressar.
Temos que ter
cuidado porque
até no cotidiano
querem nos
censurar e não foi
diferente com
os universitários
que o Judiciário
tentou os calar.
Foi cena
de censura
bem na sua
cara que
afrontou
de maneira
explícita
o direito de
manifestação,
não tente me
convencer
que não.
Não há como
fingir que
não viu e não
ocorreu
tal tirania,
pois não
me permito
ignorar
ou banalizar,
antecipo
a minha
queixa
porque
não quero
jamais
pagar
para ver,
versejo
para não
esquecer.
Se soa do
jeito dele
como vós,
ele não
pertence a nós,
mesmo que
tente reescrever
a história tal fato
não apagará
da memória:
ele não é santo,
ele se trata
de um algoz,
ele é feroz.
O mascarado
proferiu
que ele soa
como
os 'deles',
não há
como fingir
que não,
o quê saiu
da boca
o condena,
e agora
quer fingir
que nunca
foi investido
na discórdia,
mas Deus está
evidentemente
vendo e não
há como
dissimular para
Ele e para quem
sabe observar,
só Ele concede
a misericórdia,
ele quer apagar
a História.
Ofendendo
da pior maneira
quem quer
defender
a sua existência
fazendo a justa
resistência,
ele não merece
a sua confiança
porque é incapaz
de debater e de
colocar freios nos
seus servos,
e sobretudo
nos seus lacaios
das profundezas
dos infernos.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Calmon Profunda
Do broto a queda
da Araucária
dos nossos destinos,
Foste parte protagonista
da Guerra do Contestado
e da Saga da Ferrovia.
Na foz do Rio do Peixe
tu levas o curso
da vida ao Meio Oeste,
Calmon profunda,
a bênção do teu
padroeiro permanece.
Na Cachoeira da Esmeralda
tu me levas pela mão
para tocar o Sol,
a Lua e as estrelas
com os meu poemas.
Calmon profunda,
eu te devoto todo
o meu amor à tua
feita de amor para toda a vida.
Campo Alegre Poética
No Alto Vale do Rio Negro
me perco do mundo
e me encontro sem regresso,
porque viver nesta paz
é meu amoroso endereço.
Do teu Rio Negro afluente
do Rio Iguaçu sou eternamente
encantada e no Rio Paraná
tenho o meu destino que me
leva e traz para a tua terra firme.
No alto da Serra do Mar
é que fica nascente e nada
passa a vontade de encontrar
alguém para amar a vida toda,
e ter você e seus afluentes como
as nossas maiores testemunhas.
Os rios Turvo, Lageadinho,
São Miguel, Bateias e Bonito,
um seguindo o outro bem pertinho
é que facilmente se faz um versinho
e se escreve um poema inteiro
cheio de muito amor e carinho.
No final de tudo de saltos
em saltos a gente para
na Cascata Paraíso para descansar,
combinar como será a nossa
ida às Festa da Ovelha e a Expoama,
e escrever o compromissado poema.
Catanduvas
Ajuntamento de mata dura
nela a alma brasileira pura
feita de imigração e coragem,
Catanduvas, amor bonito,
tu estava escrita nas estrelas
e para ser o meu destino.
Erva-mate em ti plantada,
chimarrão pronto e feito,
Por ti topo qualquer parada
e não durmo até voltar
para o aconchego de casa.
Querendo ir na Querência
do Chimarrão dançar,
Na Festa do Chimarrão
encontrar a tradição
para junto contigo festejar,
Catanduvas, amor lindo,
tu és a minha razão de ficar.
Chimarrão na cuia,
lembrança na prosa partilhada,
Catanduvas, amada,
tu me encantas sempre e fazes desta
alma por ti eternamente apaixonada.
Rodeio lá no Gávea
Rodeio lá no Gávea
um casario antigo,
Clima de romantismo.
Rodeio lá no Gávea
um sabor de padaria,
Prosa de poeta.
Rodeio lá no Gávea
uma lembrança
da gávea herança
portuguesa de navio,
Rodeio lá no Gávea
outra lembrança
que no Rio de Janeiro
por causa de uma pedra
também há outro bairro.
Rodeio lá no Gávea
uma tranquilidade sem igual
num recanto muito especial.
Rodeio lá no Gávea
a música suave
nos leva, a brisa
e o tempo nos harmoniza.
Rodeio lá no Gávea
uma recordação de que
na vida tudo passa,
Só não passa essa ternura
que aqui nos abraça.
Erval Velho
Destinada a independência
teus pioneiros vieram
até às margens do Rio Herval,
E assim começou a erguer
cidade com aroma de erva-mate.
A tua italianidade ancestral
construiu um destino sobrenatural
no meio do rebanho, na lavoura
e na oração em meio aos bosques.
Abençoada sempre seja
a querida e nossa Erval Velho,
estância poética e torrão sereno
que tanto admiro e tanto quero
pleno e perenal neste Meio Oeste.
O povo ordeiro que ergueu
cidade e tanto respeito merece
reverência com louvor
e ser abraçado pela vida com amor.
Galvão
Galvão, amada da minha vida,
a Campina da Saudade
o teu surgimento explica
da fazenda que se ergueu cidade.
Galvão, adorada da minha vida,
estância querida do Grande Oeste
da nossa Santa e Bela Catarina,
um belo presente que Deus me deu.
Galvão, querida da minha vida,
teus caboclos, italianos e alemães
da História ergueram terra brasileira
onde a paisagem campeira cativa.
Galvão, preciosa da minha vida,
à partir de você dá para querer
ir ao redor nas cascatas, corredeiras, cânyons e conhecer a região,
para depois voltar querendo mais
é ficar na tua proteção e plena paz.
se está proibido duvidar,
prefiro mesmo é calar
por saber que o silêncio
tem o poder de abalar
o indelével princípio
da ciência é a dúvida
é imperativo no caminho
deixar a infâmia para
quem quer que a gente
não saiba se posicionar
silenciar e se afastar
não é desistir de nada,
é dar rasteira na trapaça
se está proibido,
falar prefiro a poesia
para não desaprender
a me expressar
até o inevitável chegar,
a tempestade passar
e a ignorância se dissipar
deixo a exaustão
para os que acham
que têm poder
de domar o indomável,
enquanto me ocupo do que é incrível.
O Cemitério do Centro
de Rodeio que fica aqui
no Médio Vale do Itajaí
está desmoronando
na rua acima da rua
da minha casa devido
as chuvas do fatídico
dezessete de janeiro,
Ali estão os restos mortais
dos frades que serviram
em missões há mais de meio
século no mundo inteiro:
(Medo do pior não nego,
é claro que eu tenho!)
Quando olhei para o céu
no final da tarde
entre os fios da rede elétrica
da cidade pude ver
o arco-íris que para mim
foi como um sinal de Deus
para me dar tranquilidade.
Entre sarandeios e sapateios
o meu tatu virá solto e livre
com os melhores galanteios,
Toda vestida de poesia com
ele dançarei em liberdade
porque quero envolvimento
além do salão em movimento,
para mostrar com intensidade
que eu sou a tal paixão
que desde sempre esteve,
e está (tatua)da no coração.
Morar no seu coração
e no seu pensamento
faz com que o corpo
e a alma dancem
sem parar o dia todo,
Como se eu estivesse
no bailão ao som
da música de bandas
tocando reunidas,
Não canso de olhar
as suas fotografias
e escrevendo poesias.
As fitas foram amarradas
no topo do mastro,
Eu estou presa em você
com o coração apaixonado,
É a poesia do Tramadinho
de quem te deseja soltinho,
e todos os dias enamorado.
Você com esta tua
caminhada de malandro
conseguiu me tirar
para ser a sua dama,
Você nasceu para ser meu
e este peito o teu chama
para ser seu par não só
neste samba de gafieira;
Vamos de puladinho redondo,
com este jeito sedoso tens
todo o poder para ser meu dono.
Colheste a rosa mais
bela do seu jardim
do amor para enfeitar
os meus cabelos,
Sonhando o tempo inteiro
com os divinos beijos
que você não me deu,
irei no Carimbó Praieiro,
Um convite como o teu
não há como resistir,
querer olhar para o relógio
e as consequências daqui
para frente calcular,
Quando Pinduca começou
batucar foi o sinal
do céu que o seu coração
estava pronto para me amar.
Mergulhando profundamente
nos teus olhos e girando
ao som do Tambor de Crioula,
Iniciando um capítulo romântico
sem dizer uma palavra,
Eu recebo o seu amor
com toda a sedução devota,
Você está conhecendo pela primeira
vez na tua vida o quê é poesia,
caindo na minha graça
e se encontrando na minha folia.
Com a minha saia rodada
junto com as moças
da cidade estamos chegando
para a Dança do Caroço,
Requebrando para ser
centro das atenções,
Na verdade quero mesmo
é chamar a sua atenção,
te inundar de paixão
e fazer que para mim
nunca nesta vida diga não.
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