Poemas sobre o Brasil
Ambicionar ter a mesma
tinta dos grandes poetas
na vida para te encantar,
Ter grossulárias lapidadas
de várias cores para adornar
o nosso jardim interior
para que nunca falte
sedução e muito amor,
Assistir na sua companhia
o Sol nascente como o maior acontecimento e se chover
a gente se deixar molhar
com grande agradecimento:
Não paro de pensar em nós
dois em nenhum momento.
Uma identidade cultural
é construída ao longo
do tempo com a soma
de erros e acertos dialogando
com a História, com o lendário,
com tudo aquilo que pode vir
a ser por cada um descoberto
e saudando até o Quero-quero.
A Cultura de um povo
deveria ser tratada como sagrada,
e não ser tergiversada
para a finalidade de dominação,
tentar diminuir ou tirar a Cultura
de um povo é deixar ele sem chão,
é furtar o brilho dos olhos,
a ternura do coração e tirar
a esperança perene de construção.
O gaúcho desde o mais pequeno rincão conhece as suas
histórias farroupilhas,
conta os butiás que caem do bolso,
sabe da lenda amorosa de como
nasceu o primeiro gaúcho,
canta e dança para honrar a tradição
e não será ninguém que vai ditar
como o gaúcho deve celebrar ou não.
Quando o rio
do destino
se encontrar
com o mar
do nosso amor,
Olharemos
para o alto
e veremos
pérolas arroz
caindo sobre nós.
Sempre quando o Sol
da Terra vai descansar
é para que possamos
com potência observar
a profunda nobreza
da Pérola negra do Universo
que cabe no poema,
para seguir aspirando
a calma e a fortuna poética
da inequívoca inspiração
de manter firme e forte
a indispensável esperança
para o melhor da vida
continuar com toda
a disposição soberana
e persistente de se multiplicar.
Flor de Acerola
Linda flor das duas Américas,
flor da Cereja de Barbados
que faz todos encantados,
flor da Cereja das Antilhas
que inspira doces poesias,
Minha flor de Acerola Rubra
que concede frutos que
conquistam apaixonados,
A cada fruto seu os meus
lábios se sentem beijados.
Quando olhei pela primeira
os teus olhos resolvi morar neles,
esperar o seu tempo de amar,
ocupar os seus sonhos nesta
época de amores célebres
e de amores anônimos
ambos igualmente líquidos.
Peguei a sua mão para fazer
você mergulhar comigo
no nosso oceano poético,
buscar refúgio no meio
da beleza das acroporas meridianas
e te colocar dentro do peito.
Tenho certeza que a glória
do amor vitorioso nos pertence
de maneira inequívoca
mesmo que preguem que o amor romântico está derrotado,
nós temos um ao outro
com devotamento apaixonado.
A minha existência
é no seu pensamento
como o mar alisando
a costa sob o reflexo
das luzes da cidade,
Sereia sou na verdade
e com contentamento
mergulhado com dois
Acroporas samoensis
nas mãos se erguendo
como catedrais no giro
do mundo dançando
sem parar no ritmo
da balada de amor
orientada pela magia
do desejo do seu
peito colado no meu.
Na cesta encantada
feita de Arumã onde
guardo a memória
de um tempo de glória
Busquei o meu colar
de escamas de Pirarucu
trançado com Tucum
para me enfeitar
e contigo fazer História,
Seremos um do outro
porque com a tinta
do destino o amor
está escrito e consagrado
com festa e a poesia inevitável
sob o desígnio do Universo
com romantismo imparável
que abriram caminhos
para o encontro o interminável.
Imaginando coisas
inconfessáveis só
de olhar para você
mesmo sem autorizar,
e quase não tenho
conseguido disfarçar.
No balaio de Buriti
tenho bem guardados
os animais da floresta
feitos de madeira
para recordar a época
que éramos felizes
sem saber nesta terra.
Trançando e enfiando
as contas de Jupati
um bracelete, um colar
e brincos no afã
de despertar em ti
o seu amor e elogios.
Não só fico esperando,
a minha decisão silenciosa
se confirma a toda hora,
a minha alma te namora,
no fundo sei que a sua também
e que a história entre nós
vem no tempo de amar bem.
Ouvindo o berimbau
do Universo tocando
mais forte do que trovão,
Jogando Capoeira estão
a razão e a emoção,
Não há mais permissão
ao sossego no coração
e não quero que passe;
Você vai conhecer
o teu amor de rendição,
e vai cair na minha mão.
Quando você resolveu
construir uma ponte,
nunca se esqueça que
existia ali algo antes
bem diante da fronte,
E depois de um tempo
de construída decidir
destruir não adianta
tentar reconstruir,
e nem mesmo se iludir.
Em nome de tudo
que nunca mais voltará
a ser como antes
é melhor não insistir
e realizar porque já era;
Recomendo seguir
em paz porque lidar
com os tempos que não
voltam mais cabe
só a mim que sou poeta.
Aos lanceiros do Espontão
da janela dou aquele
salve com toda a emoção,
A espera estou do amor
bonito, forte e merecedor
de entregar o meu coração
e fazer ele feliz nesta Terra.
Boi-à-Serra saído
da casa do festeiro
se deparou comigo
sem querer enquanto
capturava brincantes,
Foi deste jeito que
nós nos apaixonamos
com toda a certeza,
e do teu reinado virei
a sua eterna princesa.
Seguindo a cadência
do ritmo meloso
da embaladora música
para dançar juntos
na fila da Dança da Arara,
Quando estou contigo esqueço
do relógio e o tempo para,
A todo o instante te desejo
com a chama do amor que
nada neste mundo apaga.
A Crimeia é a Pátria
sagrada dos tártaros,
que por fraternidade
histórica e territorial
pertence a Ucrânia,
A Crimeia tem a sua
própria Cultura,
a sua Língua eReligião,
A Independência
Nacional da Crimeia
também é reconhecida
sob o conhecido guião
do artigo 4° da Constituição,
e tem gente que finge que não vê:
"A prevalência do direitos humanos,
a autodeterminação dos povos,
a não-intervenção,
a igualdade entre os Estados,
a defesa da paz
e a solução pacífica dos conflitos",
e mais tantas outras coisas
que deveriam fazer a diferença.
O quê nos colocava no topo do mundo
e nós concedia grande pendor
foram deixados para trás
porque o quê tem valido é tudo
aquilo que derrete o cérebro, envenena a língua e para o teclado
ultimamente tem escorrido;
Só sei que até o passaporte
para o absurdo tem sido o imperativo,
e se ali não for aceito a prisão
é destino certo e dê graças
a Deus por ainda não ter morrido.
[Longe de mim fazer discurso de ódio,
a guerra e a ocupação colonial
proporcionam tudo isso,
intoxicam até quem não
tem nada a ver com o ocorrido,
e eu não calo o quê deve ser dito].
Os seus olhos brilharam
mais do que uma constelação
quando me viram
no meio desta multidão,
Você me convidou para dançar
o rasqueado cuiabano
para defender a tradição,
E lá nós dois fomos
rodopiando no meio do salão.
Com o Pai-do-Mato
caminho lado a lado,
da Criação Divina
ele cuida como se
fosse a própria filha,
E por ele também
me sinto protegida.
Com o Pai-do-Mato
caminho por onde
nunca ninguém
antes tinha imaginado,
Ele me livra inclusive
do teu mau olhado.
(O Pai-do-Mato é lançador,
dos arbustos é sacudidor
e da consciência alheia
que acha bonito andar
no meio da Natureza
insistindo fazer malvadeza).
Você foi dançar
com os seus amigos
o Coco de Praia,
a mulherada não
ficou sossegada,
e de surpresa
juntas resolvemos
para que o coração
de cada um não
se distraia mudar
a nossa direção,
sarandear as saias
e dançar o Coco do Sertão.
Todos os dias você
tem me colocado dentro
do seu coração
superando a própria razão,
A viola de fandango
traduz esta crescente paixão
e imparável sensação
de flutuação quando
você vê qualquer sinal meu,
O adufe e a rabeca são
testemunhas do teu charme
dançando este Fandango Caiçara
no tablado e que por mim
você está apaixonado,
Você não quer que eu faça
par com mais ninguém,
e só de me ver dançando
com outro você fica inquietado.
Existem pessoas que acham
que até nas leis da Natureza
podem mandar,
Que a vida alheia não
devem respeitar
e por onde passam o que veem
na frente vivem para estragar.
Este tipo de gente o Barba Ruiva,
a Cabra Cabriola, o Cabeça de Cuia
e o Papa-Figo podem
nos fazer o favor de carregar:
(Porque gente assim nunca irá fazer falta porque a civilização
para elas nunca será o real lugar).
Eis poesia que abençoa e que
também é capaz de amaldiçoar,
Quem procura acha,
e depois da vida não pode reclamar.
A verdade foi feita para falar
e cada um se coloque no seu lugar.
As lendas existem também para educar os adultos que estão a teimar.
Acendi o candeeiro,
Santino Cirandeiro
cantou "É Hora",
e me fez pensar na vida
que é o nosso ponto
de chegada e partida.
O amor é um mistério
que as vezes não
sentimos por perto,
para uns ele está longe,
porque na verdade
tudo acontece dentro.
A ciranda do tempo
nem sempre resolve
por perto porque
a regra não existe,
porque mesmo longe
é preciso estar dentro.
O amor é um mistério
que as vezes não
se ama por perto,
porque na verdade
se ama é por dentro
num acordo com o tempo.
