Poesia Angústia
Não Pertencimento
Essa angústia de ser sem pertencer
esse tormento que assombra o pensamento
essa agonia de ter que conviver
com esse sentimento causando sofrimento
Esse silêncio ensurdecedor
essa voz que cala por dentro
essa verdade causando dor
essa pausa necessária no tempo
E aquela felicidade que parecia infinita?
aquela vontade de ficar tão perto
aquela saudade bendita
aquele desejo de dar tudo certo
Aquela dúvida causando confusão
aquela sede insaciável
aquele contato em combustão
e aquele apetite inesgotável?
Uma vontade imensa de querer ser
mas um vazio enorme por não pertencer
um lamentável desprazer
colocando tudo a perder.
Ninguém sabe
Na angústia da dor
No paradoxo do sofrimento
Quando ao relento
Paro e penso
Como é triste
A existência humana
Na ânsia de ter
No tédio de possuir
Sempre buscando
'O que buscam?'
Você se pergunta
Boa pergunta.
Ninguém sabe.
A dor é tua, o sofrimento é teu, a angústia ninguém divide. São obstáculos que ninguém pode superar por ti. Não é porque mereces também não és castigo. É provação divina, para que tenhas uma Páscoa digna de Cristo, deverás superar essa dor. Não estarás sozinho. S e tens fé! Deus está contigo.
020925
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Estou caindo, novamente, em um buraco no fim do mundo. Ansiedade e angústia me tomam. O medo de errar, de lutar e perder mais uma vez. Queria um lar, um porto seguro. Sinto que não tenho pra onde ir. Que estou sozinha, e mesmo que houvesse toda a companhia, ainda estaria só.
Às vezes queria saber ter ao menos um lugar seguro, de quem não soltaria a minha mão. O amor incondicional que sempre dei, mas nunca encontrei. Não estar sozinha, não ter que esconder o que realmente sinto quando o mundo pesa demais. Dizer o que as palavras censuram. O que não posso expressar, para não assustar ou sobrecarregar.
Lágrimas escorrem como um rio que deságua em uma cachoeira de emoções. Traumas e feridas que nunca vão cicatrizar. O colo que nunca tive, a dor que nunca venci. Mesmo sob a luz, a escuridão bate a porta. Memórias paralelas me lembram do que não vivi, de quando, mesmo com o céu desmoronando, tinha para onde ir.
Em delírios, imagino a vida que queria, mas acordo e estou no mesmo lugar. Sonhos quebrados, partidos, na realidade que nunca escolhi. A vida segue sem sentido, e não sei porque estou aqui. Ao me olhar no espelho, vejo a validade vencida, lembro das partidas, e da sentença de um novo amanhecer.
- Marcela Lobato
Entre tragos, me trago em dúvidas, desejos e angústia. Busco o alívio da velha companhia emagrecendo os meus pulmões, e me deito em meio ao enjôo desconhecido. Pensativa, reflexiva, na escuridão que sempre me acalma, enquanto desperdiço boa parte do segundo cigarro que já não consigo fumar. Queria aquela presença, enquanto necessito do isolamento, e entro em pânico pela fobia do mal estar. Não há palavras a dizer, mas há muito a falar.
Haverá sentido na vida, ou a existência é apenas a dor com delírios de alegria? A ilusão da felicidade, em memórias que se perdem como folhas jogadas ao vento, tirando da árvore a beleza suprema? E se for apenas ilusória a ideia de que tudo dará certo ao final, me levando a me arrepender de mudar o imutável, e ser feliz, sabendo que tudo valeu? E se for apenas um fardo no futuro de quem mais amei?
- Marcela Lobato
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
Aquele sentimento de angústia, na verdade, é paz. Uma paz que sua mente, por pensar demais, está evitando de sentir. Ao tentar lidar com tantos pensamentos e preocupações, você acaba se distanciando dessa sensação de tranquilidade interior.
Aceite, entenda e permita-se sentir essa angústia, sem medo. Foque nele, sinta-o dentro de seu peito, bem profundo. Desprenda-se da razão e das distrações do mundo ao seu redor. Conecte-se com o sentimento dentro de si, sem pressa ou resistência.
E ao fazer isso, você perceberá que, no fundo, esse angústia nada mais é do que a paz que sempre esteve com você. Ela estava ali o tempo todo, apenas esperando que você parasse para reconhecê-la.
Eclipse do Ser
Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.
Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.
No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.
Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.
Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.
O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.
Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.
Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.
Não deixe nenhuma aflição apagar o seu sorriso;
Não permita nenhuma angústia tirar a sua paz;
Não aceite nenhuma tempestade desviar a sua alegria;
Não admita nenhuma fase ruim, roubar seus momentos maravilhosos.
"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!
☆Haredita Angel
se temos ansiedade, preocupação ou angústia, nossa relação com DEUS nos inunda de paz,
dar-nos calma interior, domínio próprio e equilíbrio emocional para vencer!
Afirmações para momentos de angustia:
▪ Eu não controlo nada externo a mim.
▪ Mas posso controlar como eu me sinto em relação aos acontecimentos.
▪ Eu aceito os fatos, mesmo que sejam incompreensíveis para mim.
▪ Pois confio no Amor de Deus!
“A criança que agride pode estar tentando se defender de uma angústia que a ultrapassa.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nem toda agitação é afronta; às vezes, é angústia procurando saída pelo corpo.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para vencer o outro. No entanto, é apenas no outro, no convívio e na partilha com o semelhante, que se pode encontrar alguma razão ou sentido, aquilo que às vezes chamamos de felicidade.
Evan do Carmo
Flores de inerte, morta pela beleza.
Mortas pela angústia de ser bela.
Seus corpos mutilados e colocado em soluções para que dure mais...
Esquecemos que muito e muito mais vasto e puro, pois a beleza é tudo que temos.?
Hoje vai ser diferente
A minha angústia e a minha raiva estão se unindo muito mais do que a minha empatia com a minha paciência!
Mais a minha prudência está dois passos a frente....♎🧠👈
O poeta contra o tempo
Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.
O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.
E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.
