Alguém Desimportado
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
O que você mudaria em seu passado, se pudesse?
Certamente,
o empenho ao estudar para aprender,
o estudo com método (testarie vários),
rotina de produção textual diversificada...
[...]
Entretanto, isso só seria possível,
ou melhor: viável,
apenas,
se
houvesse um bom orientador.
[...]
Não houve.
Resultado?
Agora, sou meu mestre e pupilo.
Não porque não seria se fosse bem direcionado.
Mas porque tive que formar meu próprio professor...
enquanto formava meu próprio aluno.
