Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
sou aquele que
o tempo não tirou,
vastidão se formou.
pensamento quando chega logo leva.
partilhas de tempo
acaso não sou.
a saudade,
a saudade machuca mais não doí,
alias uma dor que não machuca, mas faz bem.
E um dia você acorda . .
abre seus olhos e consegue ver um lindo dia. Muita luz e alegria.
Recuperado do amor que um dia foi negado.
conversar com a saudade
é como assobiar a luz do luar . .
não aproveito a noite . .
e nem consigo te escutar.
não existe distância
nem degraus entre sentir e aceitar,
existe apenas o desejo do ser em ser por ser.
Nada é tão universal quanto o amor.
simples mas real, doce e inusitada calmaria,
envolve o instante no passado não muito distante.
Perfeitas ilusões despertam meu agreste com saudoso sabor.
O palavras sem sentido que alegam o amor.
não existem palavras ou sentimentos,
não existem razões nem vontade,
nada existe além de um talvez,
e é tudo tão vazio que, nem a razão,
nem o sentimento serão capazes de conjugar esse verbo que não existe.
dor sem sentido, sentimento vazio,
de uma saudade que se perdeu . .
Há algo que não se altera ao longo do tempo, nas coisas
que realmente nutrem minha alma.
Anseio pela conexão que vai além do físico e do emocional,
pelos momentos raros e desprotegidos em que os corações se conhecem além das palavras.
Saudades curtas.
Quando naveguei sem destino, guiei-me pelas estrelas e assim não naufraguei;
Quando passei por tribulações, prostrado me pus diante do Alto e assim encontrei a paz
Me disseram que o poeta é paz...
Não se engane, no poeta a guerra também se faz...
Me disseram que o poeta não chora...
Não se engane, o poeta também deixa as lágrimas escorrerem pelo rosto...
lavarem a alma... devolverem-lhe a
calma.
Me disseram que o poeta é só amor...
Não se engane, há momentos em que o poeta é só dor.
Me disseram que obstáculos não são pedras no caminho do poeta...
São... nem tudo na vida do poeta rosas perfumadas são
O poeta é um ser como todos os outros...
Talvez o que o diferencie é saber ser um fingidor...
Finge amor, quando há dor.
Finge paz, quando há guerra.
Finge calma, quando por dentro tudo queima sua alma.
O poeta baila na vida... olha a linha do horizonte...
E pra tudo encontra ou finge uma saída encontrar.
Me ame ou me odeie, mas não fique em cima do muro.
Não tenho paciência para esperar, mas o que amo, não abandono.
Amo intensamente, amo eternamente.
Liberdade é meu nome, aventura meu sobrenome.
Por isso me chamam de louca e às vezes de inovadora.
Pra mim tanto faz, enquanto estiver sorrindo, sem mentiras e injustiças, estarei aproveitando a vida.
Isso me basta.
Às vezes me dá vontade de escrever textão... Mas hoje não.
Hoje não.
Tenho sim muita coisa pra dizer, sinto que ainda não fiz metade do que tenho pra fazer nessa vida... Mas hoje não.
Hoje não.
Hoje é só pra mim. Só pra cuidar de mim, me dar vários mimos, me dar vários "sim' s". Sofá, cama, comida caseira, amor de família. Quem sabe mais tarde, amor de amigos. Ou de amantes. Vocês me perdoem mas...
Hoje é só pra mim.
"Nunca é o Fim"
Ainda me sobram palavras não ditas
e caminhos que não explorei...
Não sou a soma dos meus tropeços...
mas da fé que nunca abandonei.
Os dias me curaram com doçura,
mesmo quando doeram demais...
E entendi que o tempo não julga,
apenas espera que voltemos em paz.
Nada está perdido enquanto se sente,
nada se apaga se ainda há calor...
Nunca é o fim para quem entende
que a vida recomeça onde há amor.
A paixão
"A paixão é um risco, que só os solitários não estão dispostos a correr...
[ porém, não gaste o seu tempo com quem não vale tamanho risco, caso contrário, você se torna o solitário"
Os melhores presentes não vem embalados em caixas.
Pode vir de um olhar,
Ou de uma palavra doce,
Do jeito de se amar,
Ou de um toque de mão,
Ainda que tosco fosse,
De uma simples canção.
Os melhores presentes,
Não vêm embalados em caixas,
Vêm da lembrança de ausentes,
Que dentro do coração encaixa,
Alegrias, ternuras e saudades,
Amores e amizades.
O presente vem de se apreciar,
O sol, a lua e as estrelas,
Ou o céu e o mar,
Os jovens mancebos e lindas donzelas,
A criança a brincar,
As flores em campos ou janelas
A mãe ao filho embalar.
As caixas são apenas embalagens,
Que por mais belas que sejam,
São tangíveis, frágeis e bobagens,
Que rasgam fácil, ainda que protejam,
Os mais belos presentes, intocáveis são,
Entre eles: a pureza do coração.
Autor: Agnaldo Borges
30/06/2015 - 11:14 - com ideia de Kátia Krzesik
Trauma dos poetas
Por que o trauma dos escritores?! Nos que não temos culpa de nada, o que diria Fernando Pessoa? Que as pessoas são vãs e os sentimentos vazios passageiros. É que eu nunca serei ele e você nunca estará por inteiro.
Mas nesse mundo nem todos tem passagem para pasárgada onde tudo é perfeito, onde somos amigos do rei, vós resta obedecer as leis, acompanhe o destino a seguir seu próprio caminho; só lá inventará sua própria pasárgada o seu lugar perfeito.
É mesmo você?
Por que confunde a minha mente
com dúvidas que não me pertencem?
Se não é você quem eu procuro,
por que então te encontrei?
Antes mesmo de tudo...
Foi por você que me apaixonei!
Por que tenta fugir e se esconder,
só porque é algo novo
e você não consegue entender?
Nem tudo é matemática,
nem tudo está na ponta do lápis...
Às vezes, é bem simples:
a resposta é só seguir o coração.
Brigar consigo mesmo
é sofrer duas vezes —
na verdade, três.
Porque o meu sofrimento
também se torna o seu...
Não tenho dúvidas do meu amor.
A pergunta é: é você quem devo amar?
É você quem está na linha do meu destino?
Está escrito nas estrelas
que lá fomos ligados?
Te encontrar é me perder...
é começar a sofrer.
Se me traz incertezas
e me faz questionar
se é mesmo você!
Eu posso ver o futuro.
Não é bom.
Eu sei que posso evitá-lo.
Mas algo aqui dentro não deixa.
Minhas forças estão sendo drenadas.
Eu acho que sei a razão.
Talvez não queira aceitá-la?
Agora entendo o significado de paz.
“Muita paz, amor e saúde”
Quanto clichê em uma só frase.
Mas o tempo passa.
Cada vez mais eu entendo.
É o que eu mais quero.
Agora.
Minha alma está com pressa.
Mas sigo...?
Meus sentimentos não passam de leve — eles rasgam, queimam, vibram na pele.
Tudo em mim sente demais, vive demais, doa demais. Deus me livre de atravessar essa vida de forma mecânica, anestesiada, e sem alma.
O que me torna tão humana é justamente essa vulnerabilidade em sentir tudo. Essa entrega sem defesas, essa coragem de sentir até o que machuca.
Porque até a dor, quando vivida por inteiro, me lembra que ainda estou aqui — viva, presente, pulsando.
E eu sou grata por isso.
Porque a vida é breve, e talvez essa seja a única chance que eu tenha de sentir tudo o que há pra sentir
eu sou profundamente grata por não ser feita de indiferença.
Pois ser indiferente seria desperdiçar o milagre de estar viva.
