Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
solidão
das companhias, a mais essencial
quietação
das atitudes, a mais racional
reflexão
dos remédios, o mais curável
abstração
das distrações, a mais indispensável
resignação
das virtudes, a mais sagaz
erudição
dos resultados, o mais eficaz
contemplação
das precauções, a mais benigna
flutuação
das transformações, a mais digna
experimentação
das tentativas, a mais sucedida
circunspecção
das prudências, a mais medida
percepção
das compreensões, a mais absorvível
auscultação
das urgências, a mais inadiável
cada pessoa é um porto no qual nosso barco precisa atracar,
até chegar a hora de partir e dar continuidade a jornada.
ás vezes a jornada termina antes que cheguemos ao destino
ás vezes ela termina no cais que atracamos
mas nenhuma parada é em vão.
nenhuma pessoa é por acaso,
assim como nenhum vento sopra a desfavor de onde devemos estar.
portanto valorize cada embarcação.
cada tentativa.
cada viagem.
cada âncora lançada ao mar.
valorize também cada tempestade e temporal que precisou enfrentar;
elas fazem parte da rota que você escolheu navegar, e são necessárias para que aprendesse a velejar.
o oceano e a vida escondem austeros mistérios que nem mesmo nós,
meros marujos e tripulantes ousemos desvendar.
apenas veleje
veleje até onde o seu coração levar.
2020, Barcos e Portos
escrevo para desafogar a alma. para espantar as peraltas. para matar a ansiedade e jogar do precipício toda acidez que me abraça.
para silenciar o peito que grita. para me livrar da culpa. para curar as feridas e, aos sentimentos renegados, fazer visita. para compensar as palavras não ditas e ao que ainda vive engasgado. para mergulhar nas minhas imundícies e no caos que havia guardado.
para me libertar das amarras, para expelir meus pensamentos e microfonar os sentimentos.
para dar voz ao coração como forma de oração e dar vazão a toda intensidade que jaze dentro do meu universo; refletido neste verso ou em minha imensidão.
escrevo para revelar minha identidade como forma de liberdade.
escrevo para quebrar as correntes do conformismo e da realidade.
escrevo para ser ouvido.
para tocar e ser sentido, mas sobretudo, para não fazer sentido;
mesmo que seja preciso me despir para traduzir,
interpretar e reluzir.
escrevo para falar de amor e para fazer amor.
para dar cor ao céu cinzento e, para você que estiver lendo, dar alento.
escrevo para me aprofundar e navegar nos meus oceanos mais obscuros. escrevo para existir. escrevo para me encontrar.
escrevo para me salvar de mim mesmo e me reencontrar.
andei pensando em fugir
só pra sair
desse vazio que deixei-me atrair
sem perceber o quanto me consumi
desse falso amor a me ferir
deixei me permitir
pelas tuas doces palavras me atingir
tentei desconsentir
tentei desiludir
contemplando o céu a descolorir
vi mil gaivotas pranteando
numa tarde de sol a pedir
pra pôr mais vida
neste cinzento mar que poluí
daquelas lágrimas deixadas
sobre o nosso livro de elzevir
da nossa estória que deixou ser souvenir
corri entre as nuvens para me despedir
do teu sorriso numa manhã
e a noite sorrir com o amor que esculpi
e no espelho enxergar a única pessoa capaz de me retribuir
2016, O Espelho de Elzevir
PERIPÉCIAS Nª1 - LIGAÇÃO
nem sempre quem te liga
liga para você
e nem sempre quem liga
tá ligado em você
ás vezes é questão de mau contato
ás vezes é questão de tato
se não tocar
desprenda
mas quando tocar
atenda
algumas pessoas quando se descrevem falam que são engenheiros,
outras que são médicas, e outros que são advogados.
e tem você, que fala de você.
O mar
É mistério que ninguem jamais vai desvendar águas cristalinas, outrora verde mar, nos traz uma leveza na alma chegamos até sonhar
Esquecemos de tudo que envolto há.
É magico, belo deslubrante sej fascínio nos convida ser reluzente
Ao murmúrio de suas águas tranparente
Ao nascer do sol a magia continua
Onde pássaros em revoada saldam mais um dia
Esperança esta a qual traz primazia.
Demostrando a grandeza de um Deus soberano que tudo pode e tudo faz para nós pobres vivente reconhcer este amor e viver em paz
Ninguém vive a mesma história duas vezes
E talvez insistir em algo para resgatar o passado seja a maior das falhas
O tempo passa, as pessoas mudam, os objetivos se transformam,
os desejos se esvaem....
E pouco a pouco você não cabe mais dentro da mesma vida
E tudo em você grita por liberdade
Talvez reviver seja mesmo uma mentira
O certo é fazer novas escolhas, novos amigos,
planos e novos sonhos...
Talvez amar o que não exista mais seja o pior luto que alguém possa carregar
Talvez sentir como se tudo o que foi se perdeu seja realmente muito triste
Mas há outros caminhos prontos para serem desvendados
e novas histórias esperando serem vividas
E tudo o que você precisa fazer é ter coragem para virar a página e escrever um novo capítulo.
Eu posso ser um pouco de medo, um pouco de raiva;
Eu posso ter um pouco de tudo e tudo de nada;
Eu posso ser luz e a mais constante transformação;
Eu posso estar aqui e ali dizendo coisas impensadas e verdades dispensadas;
Eu posso ser um grito de ira sufocado na garganta de quem chora em silêncio;
Eu posso querer chorar por coisas que não sei o significado;
Posso ter tudo e ser tudo e saber que nunca serei nada;
Nada além de infinitos pedaços de tudo que já vi ... de livros que eu li, de filmes que assisti, de erros que cometi, dos momentos que sorri, das pessoas que conheci, do mundo onde vim e dos lugares que quero ir;
Mínimos detalhes que nem eu percebi e que constantemente me constrói, me destrói e me desfaz...
O que me comove não me transforma, mas me expõe a mim mesma.
Pra incomodar a alma
acomodada
A tortura da e s p e r a n ç a
urra
u r r a!
Ecoa.
Faz h e r a n ç a
e r r a n ç a
a n c a
o
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MAIO
Mês dos dinâmicos. Dos comunicativos. Dos generosos que exalam magnetismo por onde passa. Osuave beijo do orvalho no solo nos brinda com suas flores e a quietude dos céus diáfanos. Derivando da deusa romana Maya da fertilidade e vitalidade; maio nos convida a sermos férteis para plantar e colher as boas energias. Para sermos fecundos de doar sempre o nosso melhor e sermos pessoas melhores. Que não seja o mês de promessas, mas da mão que estende e faz acontecer. Do amparo a quem precisa e está ao nosso lado, e quem mesmo distante, se faz presente. É tempo de chuva: aproveite para lavar a alma dos maus sentimentos, levando embora do coração quem não precisa ficar. Que você aprenda lições que ainda precisa aprender, e que o tempo passe na medida certa; deixando espaço para realizar sonhos adiados e objetivos que ficaram pelo caminho. Maio é o mês de você que é trabalhador resistente e de você que é mãe e heroína de tão renitente. O mês que vem para lhe provar que você é maior que todas as dificuldades que enfrentou até aqui.
JUNHO
Mês dos habilidosos. Dos maleáveis. Dos amistosos que fazem da sua presença um alento de alegria. As ventanias álgidas e os céus grisalhos já começam a abrir espaço para o limiar da próxima estação, e junto com ele, vem o desejo que possamos ser mais do que fomos até aqui: Mais amizade, mais esperança, mais força e mais tolerância. Mais coragem para enfrentarmos os tempos frios e difíceis. Que a chama do amor seja um catalisador que prevaleça sempre dentro de nós; que é pra não nos perdermos da luz. Que o desejo da nossa voz interior permaneça brada, que é para não esquecermos dos nossos objetivos e sonhos mais agudos. É tempo de reflexão, mas sobretudo, tempo de reconstrução. Tempo de se libertar de antigas dores para que nosso caminho seja mais sereno, calmo e seguro, principalmente para quem nos acompanhe nele. Que entendamos que não precisamos entender os propósitos detrás das circunstâncias, mas confiar apenas nos propósitos. Estamos na metade de mais um ciclo de mais um ano, e você venceu mais um mês.
CHAPADA DIAMANTINA
Quando Deus criou o mundo
Numa tarde inspirada
Com um suspiro profundo
Ele fez essa chapada
Olha só que obra-prima
Se vê tudo lá de cima
É uma terra encantada
Nem sempre a rota curta
É melhor para trilhar
Há muitos campos floridos
Que podem te enganar
Rosas escondem espinhos
Mesmo que andes sozinho
Pensa bem se vais por lá
LENÇÓIS MARANHENSES
Ecossistema de dunas
Água muito cristalina
São os lençóis maranhenses
Onde o Sol desatina
É onde vou no verão
Nas bandas do Maranhão
Lugar que não desafina
CÂNION DO XINGÓ
Vou seguindo no meu barco
Nesse curso correntio
Águas verdes, Velho Chico
Muito amor por esse rio
Esse Cânion do Xingó
É um tela de Miró
Um lugar que é ouro-fio
ANO NOVO
Ano novo começando
Tempo de transformação
Alegria, boa nova
Sucesso e mais ação
Paz, saúde, esperança
Tenha alma de criança
Muito amor no coração
Esse ano começou
De um jeito diferente
Querem mais uma vacina
A um carnaval bem quente
Querem mais uma injeção
Ao agito do São João
Ninguém quer ficar doente
CIDADES IRMÃS
Vou subindo as ladeiras
Em Olinda, parte alta
Lá no fundo, bem pequena
Recife aos olhos salta
Cidades que são irmãs
Do amor são as maças
Que todo poeta exalta
Você colhe o que planta
Se xingar e ofender
Logo será difamado
Só o mal vai receber
Quem semeia a verdade
Leva troco de bondade
Muita benção vai colher
