Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠"viver é, acima de tudo, uma dança entre o caos e a ordem, entre o medo e a coragem"



respiro fundo e sinto a vida pulsando. é como se um raio de sol atravessasse as nuvens densas de um dia comum. e saber que, por mais que o mundo lá fora possa ser incerto, eu estou aqui, presente, sentindo. quando escrevo, não me refiro apenas às grandes conquistas, mas também às pequenas maravilhas do cotidiano: o sorriso inesperado de quem se ama, o sabor de um café quente numa manhã fria, o conforto de um abraço. já reparou na sorte que é poder sentir o calor do sol na pele, ouvir o som do vento nas árvores, mergulhar o olhar no céu infinito? eu sei, há dias que o peso do mundo parece demais para suportar. mas mesmo nesses momentos há uma sorte intrínseca em simplesmente estar aqui. viver é, acima de tudo, uma dança entre o caos e a ordem, entre o medo e a coragem

- thalita monte santo.

⁠O mar secará um dia
toda a sua sede.
O mar perderá todo o sal
num longo dia azul.

Sem sabor e sem ímpeto
o mar de ondas molengas
ficará desativado
de qualquer romantismo.

Plebeu e plausível
descortinará outro infinito
que não este gelatinoso
mistério-matriz.

Á força da metamorfose
o mar se desmarinhará
desmaiando aos poucos
sobre si mesmo.

Não perca:
Grande Teatro de marionetes!
Amanhã. Na orla da praia.

-------------- Lágrimas e lastimas --------------



⁠Depressão maldita, os poemas que me alimentam
É os poemas que te eliminam
Enquanto poemas falavam
Pensamentos gritavam
"pega uma arma e dispara"
Mas o que eu escrevia me diz "para"
Sinto que minha mente quer minha desgraça
Então vou me acalmar e partir pra longe da minha casa
Tô lendo cada página, mas não entendo mais nada
Sinto que pra cada palavra é uma lágrima
A cada verso deixava minha alma magoada
E eu me culpava por ter se afogado em lastimas
A culpa é minha? Acho que sim.
Adeus, vivo minha vida assim
Não tô tão bem, tenho tido dias bem ruins
Errei tantas vezes nos últimos meses, não foi por querer, às vezes sim
E talvez um dia a tristeza me derrube
Ou simplesmente eu me levante e até me acostume
Irei falar sou forte demais
E que sempre tem jeito de encontrar a paz
Tanto faz
Eu já nem quero mais me estressar
Eu faço poemas como uma forma de relaxar
Me expressar.

⁠Posso até pensar em você
Assim, aleatoriamente
Sentir sua falta
Querer conversar,
Contar sobre o momento
Sobre meus sentimentos
Sobre a razão de eu estar muda

Posso até querer sua companhia
Conversar sobre a época de menina
Reviver lembranças nunca esquecidas
Sorrir, brincar
Passar um momento
Sem nada pra se preocupar

Posso, eu posso
No meu isolamento
Em meu mundo invertido
Ter uma história só minha
Onde você é minha vida
E nada muda este capítulo
Pois eu sou a protagonista
E nesta minha história
Você é o único
E não há ninguém no mundo
Que desfaça está história escondida.

⁠CANTO II

Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.

Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?

Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.

Se na cruz,
Não falto
Mortalha.

⁠RUSH

Quando passei nas Andradas
Uma quinta-feira dessas
Caminhando com pressa
Vi os carros parados
Olhando pros lados
Ansiosos
Rosnando.

E no meio da rua
Um mulato vestindo verde
Com a carne nua
Sangrando
Morto.

E nas calçadas, nos andaimes
Doze menos um operários
Todos temporários
Trabalhavam.

E os caros com pressa.
E o mulato não saiu.
E como não saiu,
Passaram.

⁠PAIXÃO

Semente da obsessão
Geradora de devaneios
Encantadora de imagens
Velha irmã da loucura

Manipuladora do caráter
Destruidora da razão
Indutora de vontades
Mescladora de sentidos

Por favor, apareça!
Mas que seja,
Que somente seja,
Quando for correspondida!

(Guilherme Mossini Mendel)

⁠Os dedos entrelaçados ao vazio da lembrança dele denunciava alguma tristeza agigantada por engenhosos artifícios da sua prodigiosa imaginação.
Pela janela do seu quarto fitou a lua e imaginou a sua rede franjada amarrada em duas estrelas.
Abraçou o travesseiro e mais uma vez olhou para o céu escuro todo cravejado de estrelas com ar de quem acabava de inaugurar um planeta novo.
Naquele dia, ela adormeceu soluçando com o olhar úmido nos olhos ausentes dele

⁠ANTIGOS DEUSES
Desmoronou sobre mim o mundo
do meu passado, tira-me do sério os pensamentos...
Frustrou o meu ser envelhecido E pegou-o pela mão.
Mostra-lhe agora momentos que ele esqueceu, como se fosse ontem
Sem perceber que o dia se foi
Que memória e lembrança são deusas...
de um mundo,
Há tanto..., tanto tempo... abandonado!!!

⁠Toda ajuda é bem-vinda, mas ninguém pode te curar.
Só quem conhece o quebra-cabeça da sua alma é você.

⁠Canto da dor

Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.

Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Alma terna flutuante

Abnegadamente eu mergulhei
plena de convicções,
às profundezas da minha alma
para mostrar as minhas cristalinas emoções.
Eu me rendi candidamente, despi o âmago,
o mais profundo do meu ser, e revelei
a minha alma original de forma integral.
Intrepidamente fui mais além e desnudei-me
do meu intelecto e mostrei avesso do avesso.
E após despir meu adverso, foram-se os mistérios.
Desfez-se o encanto e não me consenti verter
nenhum pranto para o meu próprio espanto.

Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Há pessoas que nos fazem tão felizes,
que quando partem de nossas vidas levam consigo muitas das nossas alegrias...

⁠⁠Fome

Em nossos dias atuais, há muita fome que precisa ser saciada.
Há acentuada privação que consome almas e devasta seres a cada dia.
É urgentemente necessário alimentar o ser humano da fome
de saber
de arte
de poesia
de magia
de afago
de abraço
de amigos
de abrigo
de honestidade
de verdade
de caridade
de dignidade
de irmandade
de tolerância
de fé
de amor
de viver
de atitude
de completude.


Umbelina Marçal Gadelha (Umbelarte)

POEMA DA VIDA

⁠Poetas nascem nas decepções, poetas nascem nos amores, poetas nascem nas páginas de grandes livros, poetas nascem nas páginas de pequenos livros, poetas nascem na noite, poetas nascem nas madrugadas.

Poetas nascem no fundo do ônibus, poetas nascem em um dia nublado, poetas nascem no banco de trás do carro, poetas nascem no sofá, poetas nascem no bloco de notas, poetas nascem na sala de aula, poetas nascem em todo lugar.

Todos fadados ao mesmo destino, fadados a mesma rotina tediante, fadados ao romance da solidão. Todos viverão de eterna melancolia, mas nunca morrerão infelizes.

Bora...

⁠Um café na padaria
A ida ao parque
Um passeio na praça
O correr na garagem

O grito de gol
O aplauso no teatro
A roda de violão
A pintura do salão

Uma linha ao lago
A fantástica gargalhada
O churrasco nas mãos
O abraço de coração

Tudo pode ser perfeito
Cada minuto é valioso
Ame, demonstre, faça acontecer

ISOLADO



⁠As vezes tudo o que eu queria era poder gritar, alto o suficiente pra poder ser escutado, mas acabo buscando refúgio no silêncio, e na reflexão, sei que não pode parecer mas eu perdi minha comunicação, mesmo assim, vivo em uma solitude parcial, nem se eu tentasse, conseguiria me isolar completamente, por isso eu não busco um espaço infinito só para mim, eu busco algo para poder viver, e para acreditar, mas isso se torna cada vez mais difícil.

⁠Renasço no bem, então é óbito para oque é mau.
Das distrações que cegamente amei, me despeço e deixo o meu tchau

⁠Emilly, teu nome dança como brisa,
No palco dos versos, tua essência canonisa
Nome Imponente e ao mesmo tempo afável
Aquela que fala de modo agradável.
Teus olhos guardam uma constelação secreta,
Refletem visões em noites repletas.
És a musa do sonho e da ilusão,
No teatro da vida, és a encenação.
Emilly, és a pintura em tela abstrata,
Na paleta da alma, és cor que desata.
Tua determinação é um rio incessante,
No escuro do quarto, é uma dançante.
Emilly, guerreira, és espada flamejante,
Na batalha do tempo, és a constante.
Do teu nome floresce esse poema
Inteligência, diligência e graça
Fazem parte do teu ecossistema.
Celebremos a tua existência,
Emmie, Mille, Mila, Lili
Que a vida seja pra ti,
Sempre afinada, Com amor e esperança, de alma lavada.
(FELIPE REIS)

CHUVAS DE OUTONO

⁠Sonhei que chovia, acordei chorando. Antes de levantar-me, penso sobre o quanto a vida é injusta, e o quanto somos egoístas ao ponto de priorizarmos nós mesmos e nossos sentimentos. Bom, ao deixar minha cama, volto ao meu cotidiano entediante.

Já não fico mais faminto, é como se eu estivesse cheio, mas de que ? Sendo que não comi nada. Cheio de sentimentos negativos ? Cheio de pensamentos autodestrutivos ? Talvez eu só esteja cheio de você.

Você é saudade, e vem rasgando minha carne. Mas eu me recuso a sofrer de novo, embora a tentação seja grande. Tomara que as águas de abril carreguem a tristeza e a solidão que em mim habitam.