Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Soneto do(a) lobo/ovelha

Somos todos brancas ovelhas,
Em um rebanho soturno e misterioso
Quando da verdade ascendem a centelhas
Adentro no rebanho surge um lobo.

O preço faz caro, muitos danos e perdas
Livres ao caos, reluzem as máscaras
Caídas na grama entre tantas ovelhas
Qual for lobo, não será identificada

Sou eu, um lobo ovelha?
Ou uma ovelha lobo?
Um caçador dissimulado, de fábula velha

As máscaras estão aqui e também ali
Criamos nossa própria ovelha
E andamos pela sombra, disfarçados por aí.

O Deflagrar de um Sentimento de Paixão.

Quando eu te vi pela primeira vez, senti que algo de novo estava para acontecer. Eu com o meu coração alado me colidi com o seu sorriso e simpatia que me fizeram cair num profundo mar da paixão. E sem recurso para resistir me deixei levar, e sem ao menos esperar estava seu prisioneiro. E na prisão do sentimento eu pensava como foi bom te conhecer, e me tornar parte do seu ser. Mas só que, como todo prisioneiro anseia a liberdade, eu anseio a minha. Não a liberdade de estar distante de você, mas sim de estar livre para poder te amar, e viver ao seu lado. Pois o meu maior prazer e estar com você, e fazer parte do seu viver.

Amo-te por existir.

Vibração

Mesmo verbalizada
Uma frase é entoada
Como também
A mesma é ritmada.

De igual modo
A uma musical regência
Em que o compasso
É executado com diligência.

Em meio a uma visão
Da que envolva a consciência
Ao saber que em tudo
Há uma Ciência.

De forma exata
Dá um real parecer
De que nada é ao acaso
E como possa acontecer.

Sou a favor da rua
Do vento na cara
Do sorvete gelado
Da ajuda inesperada

Sou a favor da felicidade sem custo
Do dinheiro doado
Do mergulho no mar
Do dedo na tomada

Sou a favor da dúvida
Do desejo que grita
Do tapa na cara
E do outro lado da face

Sou a favor de qualquer amor
Da palhaçada no trabalho
Da ligação para dizer eu te amo
Do trote, da bebida e do alcool

Sou a favor do talento
Da surpresa, do arrepio
Da gargalhada da criança
Da mesa e do convite

Sou a favor dos que andam pelo meio da rua
Dos que entram em mar revolto
Dos cachorros vagabundos
Dos que não têm conta em banco

Sou a favor de presentes fora de datas
Da carta escrita a mão
Da janela aberta
Da música cantada no trânsito parado

Sou a favor de quem só conjuga no presente
Do orgamo aguardado
Da expectativa atendida
Da sobremesa açucarada

Sou a favor da carona
Da vida na estrada
Do pedido de desculpas
Da ligação para casa

Sou a favor dos que não se definem
Dos que não rotulam
Dos que se vestem diferente
Dos que dizem o que pensam, sem ofenças, seu merda

Sou a favor do choro
Dos que pedem ajuda para dar um nó
Dos que pedem ajuda para tirá-lo da garganta

Sou a favor dos alunos
Dos que nadam com ou sem direção
Dos que sabem que seremos comida de vermes

Sou a favor do deslimite
Da não fronteira
Dos que não tem time
Dos que abraçam mendigos com cheiro de mijo

Sou a favor da mudança
Dos atos que cativam outros
Do serviço sem rosto
De comer o pão que caiu no chão

Sou a favor do tempo que não para
Do tempo que decreta o fim e o novo começo
Do tempo que ensina professores à alunar

Sou a favor dos que são contra
Porque só assim somos humanos
Somos ideias e ideais
Eu sou a praia
Eu sou a montanha

Deixe pra trás
A tristeza
que tirou o sono
O lençol molhado
de lágrima
Causado
pela mágoa
Deixe pra trás
A dor
que não te pertence
A mentira
que inventaram
Enganaram
Deixe pra trás
A paixão
que não merecia
ser amor
A decepção
Do amigo
que traiu
Deixe pra trás
Tudo que feriu
Deixe pra trás
O ontem
O passado
mal resolvido
Encare
O hoje
com um belo sorriso
No futuro
Terá orgulho
de tudo que foi vivido
E só assim
a vida terá um novo
sentido

Fome

Mórbido
Em definições
Desfeitas,
A língua
E suas voltas
Sob a matéria,
Sons repetidos
De rabiscos,
Riscos,
Cortes
E lascas
Na carne,
E o raspar
De algo metálico
Em ossos,
E o chacolhar
Numa mordida
Cortando a tripa,
Mistura de líquidos,
Textura
E o rosnar,
De satisfação…

- O mundo é um moedor de carne!

Ela fechava os olhos
Ao compreender
O clichê,
Matar ou morrer.

Escrever é fácil...
Você tem boca?
Você tem coração?
Una o útil ao agradável,

Fale o que está no seu coração em seguida Escreva.

Qual gotas de orvalho na seca
Temperança no desespero,
Luzes na escuridão,
As doces lembranças que ficam
Trazem Paz ao coração.

VESTÍGIO


Dizei-me qual fora a dor que te formara,
ou se apenas és feito de sonho e ilusão...

Ventos ásperos de tanta indelicadeza,
alma de muitas luas e de muitos luares,
estrelas feitas de longitude e de frieza,
por que há tão rude e tão severo coração?

Por que existem tão ilusórios lábios?
E por qual motivo, tão triste boca?
Dizei o segredo mais longe dos sábios:
tristeza e pensamento – quando entenderão?


Dizei-me qual fora tua árdua finalidade,
e por onde é que teus passos se vão...

SE ALGUÉM ME DIZ…

Se alguém me diz que o mundo é são,
sem ver sequer a espada em riste,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é vão,
por não saber que tanto existe,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é pão,
sabendo eu que a fome existe,
além da terra, aquém do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é não,
por não saber que o sim persiste,
aquém da terra, além do chão,
eu digo não, mas fico triste…

Se alguém me diz que o mundo é sim,
além da terra, aquém do chão,
eu volto a ser senhor de mim
e alegremente digo não!....

📜© Pedro Abreu Simões ✍

(PLUR)IDENTIDADE

Sou o rosto do outro
e o outro sem rosto...

Sou a cara e a coroa
duma moeda não cunhada...

Sou o lado de cá
e a margem de lá...

Sou a escada que sobe
e a rua que desce a pique...

Sou o nada de tudo
e o tudo de nada...

Sou a sede que ferve
e a cheia gelada...

Sou o outro sem rosto
e o rosto do outro...

Sou um...
Sou dois...
Sou tantos...
Sou (PLUR)IDENTIDADE!...

📜 © Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

PENAS (RE)POUSADAS

Ontem
– já a noite ia longa –
antes de adormecer
pousei as penas
das minhas asas
no melhor cabide…

O sono
(p)rendeu-se à cama
mas entre as almofadas
de plumas e sonhos
ainda coube
o meu ser despass(ar)ado…

Hoje
– já o dia se (a)firmara –
quando a(_)cor(_)dei
vi as asas
das minhas penas
(re)pousadas
no melhor cabide…

Levantei-me
e (re)vesti-as…

Deixei o sol entrar
e saí janela afora
a voar…

A voar!...

📜© Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes

Sou extensa, fluida ...
... carrego em mim o oposto daquilo, a que me entrego em definição. Portanto, expandir é meu prazer, a metamorfose diante dessa sutileza que não tenho, é o que tenho de mais concreto e o intangível é o que me contorna!

Tente ver o mundo com os meus olhos, olha e veja se é possível crer que algo vai melhorar, que o caos do mundo vai diminuir e se alguém poderá ser feliz, a felicidade é como uma pena, que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve precisa que haja vento sem parar, me imagine como uma pena sem ar, que não acredita que algo pode mudar, mas não pode desistir de tentar, imagine que preciso disso pra poder voltar a voar, uma dor que preciso superar, para que eu possa voltar a enxergar. É como se a tristeza não tivesse fim, mas a minha felicidade sim, a amizade consegue ser tão complexa…

A alimentação dos fracos e o reino dos fortes, um ombro pra chorar, alguém que você imagina que não vai te deixar, quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa o risco de se magoar é gigante, quando você perde tudo que acreditou… a pessoa que você confiou não foi quem te decepcionou, e sim você, que a proporcionou suas expectativas, a felicidade nem sempre aparece para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam em sua vida, e a resposta é simples, a felicidade acontece quando você ama alguém que realmente te ame, sim é esporadicamente, mas espero que você tente, assim como eu.

Que a sutileza do viver
Se apresente toda vez que o sol nascer.
Sempre que gotículas cristalinas insistirem em cair.
Ou se o mormaço insistir em ficar.
Todas as vezes que um flor desabrochar,
Ou quando eu for a cheirar,
Ou em minha orelha colocar.
E toda as vezes que meus pensamentos voarem...
E sempre, a cada dia...
Na amplitude, no infinito
Na esquina do meu alento,
Na rua do meu sentimento.

Me pergunto se ainda hà ouvidos
que ouvem
o poema que a chuva declama
e os meus olhos
com uma marejada de versos
me anaguam a alma
me enxaguam o rosto
derramando-me poesia...

Às vezes o afeto está em apenas uma palavra, e o afago nela estará...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Eu amo a vida...
As vezes me pego apenas vivendo, esqueço de tudo, das pessoas, dos problemas... apenas olho pela janela e espero o tempo passar.
Passo dias curtindo a vida, vejo as paisagens, ouço os sons, sinto os gostos. Nem se quer lembro-me dos meus familiares ou amigos. É estranha essa sensação de apenas viver, não é ruim, é sublime.
Com certeza o pior desperdício da vida é o tempo gasto tentando achar um propósito pra tudo, pois a vida foi feita para o propósito mais simples do mundo: viver.

e de repente o cerrado amanheceu
o sol está lá fora para o seu apogeu
a cidade acorda para mais um dia
os pássaros já estão em euforia
e a vida novamente num mais um
BOM DIA!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

AO INFERNO

O que eu farei com estes dias escorregadios?
Desfalecem pelas falanges dos meus dedos
Calejados pelas lutas, socos. Pelos medos!
Tempos de dores. Traições. Amores vadios...

Os que comiam meu pão hoje são meus algozes
Devoraram minha carne e chuparam meus ossos
De mim sobrará?_ Não sei. Deles?_ Destroços!
Suas palavras são doces; seus atos tão ferozes...

Tempos traiçoeiros, vis, maus e inclementes
Cheios de fel, intentam envenenar à mim
Mas tenho o olho do corvo e da serpente...

E das horas de agora, pois, o que ei de fazer?
Nada farei. O que faria eu, inocente enfim?
Ao inferno com o hoje. É o que tenho à dizer!

Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles
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