Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
No auge da conjunção
de Vênus e Saturno,
não encontrei você
feito do que é mais puro:
lindo tesouro oculto.
Na conjunção plena
entre Vênus, Júpiter,
Saturno e a Lua,
não desisti do que
é liberação e ternura.
No auge da conjunção
de Júpiter e Vênus
não abracei o quê é
feito de pacificação,
continuo em agitação.
Na conjunção entre
Mercúrio, Júpiter
e Saturno ainda sigo
em inconformação.
No doce luar crescente
e dourado sobre o Vale
beijando a minha rua,
não desistirei de ser tua
pactuante da amorosa jura.
Eu penso em você
todos os dias
doidamente:
o meu peito
insistemente por ti
não para de bater,
me vejo nesses
lábios desfrutando
saborosamente.
O tempo passa,
O quê sentimos não passa,
E a cada minuto é a prova
Que o quê calamos cresce
De maneira inadiável,
Porque é simplesmente incrível.
Para se ter um romance
verdadeiro não é preciso
ter alguém por perto,
é deixar livre o coração
com a paz das pétalas
das papoulas esvoaçantes
pelos prados e estradas.
Caminhando no rumo,
rastreando o teu aroma,
alcançando o destino
que permita te encontrar
e nas tuas mãos colocar
a fortaleza do meu amor.
Para viver um romance
é sentir estando distante
com esperança papoula
superando em primavera
as memórias da guerra,
ter a bênção de ser louca
e a valentia de ser poeta.
Dançando no abismo,
sendo a tua galáxia,
teu Sol e dama absoluta
das tuas noites de Lua,
tomei a tua bandeira,
ocupei terreno e fiz-me tua.
Para ser o romance
é um inequívoco silêncio
em acordo com o tempo
sem quebrar internamente
a discrição do juramento
de entregar a existência
assim que passar a tempestade.
Mesmo que você não saiba quem eu sou,
e eu não saiba quem é você,
sei que o meu romantismo e a minha poesia para ti importam,
e que o restante se encaminhará quando o destino
nos colocar no evidente caminho.
Não paro de desejar
de ser só tua desde
a primeira vez que te vi,
Não estão comigo aqui
o carinho e a volúpia
que só provém de ti.
Minh'alma Mediterrânea
em chamas florestais
sul sicilianas por tudo
o quê vem acontecendo,
A dor só vem crescendo
e vejo uns em silêncio,
Nada neste mundo
e nem o tempo apagarão
o quê sonhei para nós.
A crueldade tem levado
o tempo a dançar
em ritmo descomunal,
onde há gente alienada
e refém da cena ferial...,
alinhados a Lua e Marte
espiam a Humanidade
na senda desgraçada total.
Em sobressaltos desperto
no meio das madrugadas
desta noite longa e dura;
Em insistente busca tua,
mas a circunstância não
deixa o destino nos permitir,
e o flerte com a espera
é o quê leva a transcender.
A crueldade tem levado
a dançar em ritmo fatal,
e ainda há gente alienada
banalizando o espiritual...,
Somos reféns da cena brutal,
e a Lua e Vênus perplexos
espiam a Humanidade
na senda da desgraça mortal.
Minh'alma Mediterrânea
em chamas florestais
gregas por tudo o quê
vem se sucedendo,
A dor só vem crescendo
e vejo uns se escondendo,
Sou a dona do amor
que cresce no teu peito,
como Lua e Saturno
nos prevejo em alinhamento.
A crueldade tem nos levado
a olvidar o quê é essencial
e ainda há gente alienada
que acha tudo isso normal...,
Somos reféns da cena crucial,
e a Lua e Júpiter perplexos
espiam a Humanidade
na senda e degradação ritual.
Não paro de desenhar
rotas que levem até você,
onde o coração e a alma
livres da pressão infernal
para que a paz e o amor
estejam na bagagem universal.
Sob a verdade, o céu e o sol,
O soldado que não foi
convidado se chama intruso;
O canto que resiste a tudo
se encontra em Mariupol:
Ontem, hoje e sempre grãos
de esperança e de girassol.
Armazém
Uma vez filha do Rio
sempre será filha,
O teu nome filial é Capivari,
e não é por acaso que eu te escolhi.
Por acolhida foi prêmio ao herói
que lutou contra os rebeldes
e viraste Armazém:
- Te quero como tu me queres.
Capítulo de ouro
das efemérides do Padre,
És tesouro, amo teus ares
e todos os teus lugares.
Dos tropeiros foste o destino
e mãos gentis alemãs e portuguesas
ergueram uma cidade de gente
calma, gentil e ordeira;
Nasceste de tudo o quê
há de mais lindo em liberdade.
Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira
Do Império
Porque nasci
Descalça,
Brasileira
E ao poder
Não me
Agarrarei,
Na minha
Áurea tenho
O hemisfério.
Não repito
Lema do
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho
O indígeno
E o mistério.
No meu peito
Está escrito
Com o brilho
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas
Riquezas,
E com o
Amazônico
Azul do mar
Que com toda
A mística
Consigno:
Brasil ame-o
ou ame-o.
Se soa do
jeito dele
como vós,
ele não
pertence a nós,
mesmo que
tente reescrever
a história tal fato
não apagará
da memória:
ele não é santo,
ele se trata
de um algoz,
ele é feroz.
O mascarado
proferiu
que ele soa
como
os 'deles',
não há
como fingir
que não,
o quê saiu
da boca
o condena,
e agora
quer fingir
que nunca
foi investido
na discórdia,
mas Deus está
evidentemente
vendo e não
há como
dissimular para
Ele e para quem
sabe observar,
só Ele concede
a misericórdia,
ele quer apagar
a História.
Ofendendo
da pior maneira
quem quer
defender
a sua existência
fazendo a justa
resistência,
ele não merece
a sua confiança
porque é incapaz
de debater e de
colocar freios nos
seus servos,
e sobretudo
nos seus lacaios
das profundezas
dos infernos.
Camboriú Originária
De volta ao passado
quando teus carijós
não tinham sido
escravizados mergulhei
na camba do Rio Camboriú
(e me deixei levar
pelas correntezas
até desembocar no mar
emBalneário Camboriú);
No teu Rio Peroba
a inspiração de sobra
é distribuída sem conta
e sem hora marcada.
A Mata Atlântica
leva a alma romântica
a aspirar à viver tudo
o quê não vivemos
e a ver o nosso mundo.
(No teu Rio Pequeno
saúdo as heranças
do nosso tempo
e as nossas esperanças).
Camboriú Originária,
minha terra adorada,
para sempre e sempre,
por mim eternamente
será adorada e louvada
No Rio do Braço lembro
do beijo que foi roubado,
e deixou o coração
ainda mais apaixonado.
O calendário ao teu
lado sempre fez
a minha vida ficar
diferente e querer
não olhar para fora.
No Rio dos Macacos
escrevo por destino
o quê irá nos levar
ao auge desta vida:
só ali para inspirar.
No Rio Canoas bem
na camba nunca
me esqueci que foi
por ti que cheguei aqui.
No Rio do Meio, filho
do Rio Itajaí-Açú,
por toda generosidade
honro os nossos ancestrais
que lutaram por liberdade.
Dicas para quem quer escrever um poema para a sua cidade
1- Não se preocupe em ser certinho na hora de escrever, manifeste o seu sentimento afetuoso pela sua cidade,
escreva como se estivesse conversando com uma pessoa que você admira muito.
2- Não tenha vergonha de elogiar as pessoas da sua cidade.
3- Conheça a História e os aspectos geográficos da sua cidade.
4- Elogie a História, a Natureza, a Cultura, a fé e as festas ou algum outro aspecto que você ache interessante em registrar no seu poema sobre a sua cidade.
Não sou a favor da violência,
eu sou a favor a tapas poéticos
que alcançam direto a consciência.
Se você não viu o míssil que explodiu
o Shopping em Kremenchuk,
a câmera da fábrica e muita gente viu.
Não foi um gesto de boa vontade
abandonar a Ilha da Cobra,
afinal a Ilha não te pertence.
Se o teu entendimento a cada
recuo é encarado como gesto
de boa vontade volte para a sua casa.
Não é da arte da política querer
se impôr por meio da guerra,
e sim buscar sempre convencer.
Você usou mal a arte da política
e o teu tempo será encurtado
e colocado numa situação crítica.
Não é da arte da guerra invadir
outra terra: quem convenceu
o contrário não passa de besta fera.
Nunca será da arte de qualquer
religião não fazer um exame
de consciência e para gente como
você não haverá na vida clemência.
Nunca será de todas estas artes
agir sem estado de ampla consciência,
retire as tropas de uma vez não prolongue a sua vergonha,
e pare de gastar toda a paciência.
Percorri toda a estrada
do sofrimento feminino,
Já não mais conheço
o caminho de volta,
O silêncio já é a resposta
como a noite de Lua Cheia.
Com a cátedra de quem
passou por esta estrada,
Posso dizer a vontade
que com as lágrimas de
uma mulher em nenhuma
circunstância da vida
se produz um bom perfume.
Por consciência terrena
optei ver toda a cena
pelos olhos de James Webb,
com a cara lavada e sem retórica:
O berçário de estrelas
e a magnífica dança cósmica.
Poligráfico é este poema
porque não cabe a mim
e a ninguém adentrar
histórias que não fazem
parte da própria biografia;
Claríssimo é o sentimento
que fez alcançar este momento
de dizer o quê mereceu ser dito.
Não existe pós-verdade
tudo nesta vida
ou é verdade ou é mentira,
Devemos amar o Brasil
de verdade acima
de qualquer divergência
e todo os dias.
Só sei que o amor que
temos é dádiva
desta magnífica Pátria,
E o mérito deveria
ser em regra
para quem o merece.
A recíproca muito
além do Bicentenário
da Independência
deveria ser prática
diária por tudo aquilo
que fez com que
alcançássemos até aqui.
Só dizer que ama
o Brasil não é o suficiente
é preciso conviver
com quem pensa diferente,
E não atentar contra
os símbolos nacionais
e suprimir tudo o quê
nos fez e faz Pátria,
Preservando o nosso
idioma que é a maior
herança da antiga da Colônia
que nos permite
a unidade poderosa
que nos faz Pátria pacífica,
gigante e não devemos deixar perder.
Dizem que o mundo está
a cada dia mais perigoso,
não duvido que não esteja;
em alguns casos silenciar
torna possível o poema.
Urge abastecer a alma
com o quê há de melhor
para preservar o fascínio
e o teu brilho para tudo
o quê orienta o destino.
Os ouvidos com boa
música devem ser afagados,
os olhos devem ser beijados
com toda a extrema beleza
e quando não for possível
mantenha-os distanciados.
O teu sonho e a tua
expectativa romântica
devem ser tratados
com tato e sacralidade
para que preservados
mantenham a sua fé na vida.
Só cultive o quê pacífica,
não fique onde não há
franqueza e nem recíproca;
tudo isso deve ser feito
para que o amor resista inteiro
com heroísmo mesmo
se vierem tempos de guerra.
A Via Láctea é o teto
da nossa Humanidade,
e não há razões
para esta verdade ser
por quem quer
que seja ignorada:
sob a Lua e o Sol
uma História não
pode ser silenciada.
Os palestinos têm
o direito de existir,
os israelenses têm
direito de existir,
ninguém mais impedirá
o quê é real na vida
vir a se expandir.
A Terra Santa não
pode continuar
a ser o pesadelo
perpétuo para seguir
sendo o eterno centro
de poder de povos
que ali não nasceram.
Os palestinos serem
punidos por crimes
que não cometeram
resistem a ocupação
de herdeiros que
os antepassados foram
vítimas do mesmo
e da História esqueceram.
A Terra Santa deveria
ser lugar não apenas
de encontro e oração,
Ali deveria ser o lugar
de toda a pacificação
e de todo o mundo
o centro da reconciliação.
Entre o irônico, o trágico
e o sublime maravilhoso
é que no "mar morto"
de toda negação:
Sou irmã do palestino
e o israelense
também é meu irmão.
Não faz nenhum sentido
que ano após ano
uns vivam embalando
este insistente conflito;
Ontem na terra que Jesus
nasceu mataram mais uma
vez um menino palestino,
e o mundo continua omisso.
Rodeio Primorosa
Desta cidade sou a poetisa,
o encontro do destino
que você não tem visto
e que acampam em ti
neste Médio Vale do Itajaí.
Na beira do Rio Itajaí-Açu
no canto dos pássaros
e no Pico do Montanhão
coloquei meu coração.
Da cidade de Rodeio
sou a poetisa para você
que fascina com tudo
o quê você achava que
na vida não existia.
Rodeio primorosa
dos meus dias amorosa,
és a terra catarinense
bela, sublime e poética.
Venho crescendo
como a poetisa
dos teus sentidos,
Não tem dado
para disfarçar,
Que o teu peito
quer se entregar.
