Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Não soube mais
notícias do General,
Só que de saúde ele
ainda deve estar mal.
De susto em susto
não há ombro
que se recupere,
Onde até transformaram
o ar em artigo de luxo.
Um poema ao dia
me diz que faz a cela
menos apertada,
Mesmo que ele, tropa
e você não me leiam.
Não faço ideia de
qual será o final,
Mas aqui há versos
para lembrar
dos 46 membros
da Guarda Nacional.
Nada faz cessar
a tristeza diante
da imensa
conta que
não permite
dimensionar
o prejuízo
em tempo real
e o do futuro
de insistir manter
a prisão injusta
de 152 militares
por discordar
ou por falsas
acusações;
O orgulho
dá provas
que esse
vexame
só aumenta.
Não preciso
levantar a voz
e nem ser
a cada instante
provocativa
para tentar
chamar
a consciência,
a poesia faz
isso por mim
na mente de
quem já
nasceu algoz;
e por saber
disso o melhor
sempre é
ter paciência.
Não dá para
forçar gentileza,
Mas dá para
não cultivar
tanta aspereza
Da mesma forma
que não dá para
tapar o sol
com a peneira
porque o mundo
todo já percebeu,
Se você não
conseguiu se
libertar do
seu orgulho,
É porque
não entendeu.
Não precisamos
de coletivos (ar)mados
Precisamos é
de coletivos (a)mados;
E do General
e da tropa libertados.
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O General está
debilitado fisicamente,
Sem notícias
dele e da tropa:
Sigo em frente
e descontente.
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Quem está
disposto a pacificar,
deve abrir
a mão de ofender,
Libertar
o General
e a tropa
é algo que
quero ver acontecer.
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Ser conhecido
do General,
Ser simpatizante
do General,
Ser amigo do General,
E até escrever poemas
sobre o General:
Não nos dá
a autoridade
de falar
pelo General!
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O General
segue preso
sem provas,
A tropa e todo
mundo sabe disso,
Isso está parecendo
mesmo é feitiço.
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Coletivos armados nem
de esquerda
e nem de direita,
Quero é notícias
de liberdade da tropa,
do General
e a paz perfeita.
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Tudo aparenta
que o paredão
gritado pela
Assembleia
em protesto ao
autoproclamado
não soou no
sentido figurado,
Padece o povo
vítima do terrorismo
elétrico e com
o ânimo minado.
Para a surpresa
o valoroso
Tenente foi
injustamente
expulsado
porque defendeu
integralmente
a vida do General
e da tropa,
Ainda quero crer
que foi mais
uma falsa
notícia do jornal,
Não é possível
que ninguém
convença o poder
que a reconciliação
mesmo que tardia
é a melhor sentença.
Sei que falo além
do que deveria,
É porque quero
um mundo
pacificado,
sem o medo
como fio condutor
do controle social
e sem o vício
do pior como
caminho porque
só de ver isso
não tem me feito bem;
Afasta de nós
esse graal diabólico
que tumultua
e tem feito
do nosso psicológico
um espelho do Império.
Paira o
ar pesado,
e não há
comunicado
sobre
o General e a
tropa.
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Não
vejo
a luz
das estrelas,
nos ombros
do outro General
elas estão
presas em
cinco letras.
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Espero
pela alvorada
quando
terei notícias
da prisão
do General findada.
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Os teus
olhos como
o Orinoco
estão
em turbilhão,
e sobre o General
e a tropa não
há consolo.
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É metade
da semana
do General
e da tropa não
sei de nada,
A sigla ainda
me espanta.
No final deste
dia primeiro,
Relembro que
não recuperei
O mar, a tropa
e o General,
E assim sigo
sem ter como
me conformar,
Não consigo
calada portar
este gutural
e triste lamento.
Prosseguindo
mesmo sob
o tormento
de espessa
presença,
Que segue
sentenciando
esta tristeza
e penumbra,
Estou resoluta
que não é
tempo de calar.
Para enfrentar
o quê a falta
de compreensão
e de cooperação
não consigam
piorar o quê já
está péssimo,
E para que elas
não te alcancem:
Procure se manter
em equilíbrio
para superar
os obstáculos
com ânimo,
e obter o êxito.
Não entendo
como em cada
hospital não
há ao menos
um gerador,
Há quem
continua preso
e nem notícia
sobre não há,
Me explica
como em grito,
prosa e poesia
não se queixar?!
Mesmo
a Pátria
não sendo minha
eu deixei por
ela me afetar
pois sem luz,
água, remédio
e sem comida
não há quem
consiga aguentar.
O autoproclamado
perdeu a imunidade,
E tudo segue do jeito
que você bem sabe,
E pela liberdade
da tropa e do General
Não me canso de rogar,
pois nenhum deles
tem perigo a ofertar,
Devolvam eles vivos
cada um para o seu lar!...
Na verdade
é só aparência
de quem não
tem dormido:
é que o coração
sem notícia
está aflito.
Não nasci para
o conflito fora
do campo poético,
Só aguardo um
sinal profético de
que mais vítimas
não haverão
de acontecer.
A conta da sigla
de 5 letras
está em 51,
E ninguém sabe
se este número
foi superado,
Aliás não há
nada bem
informado;
Supera o número
de quem nem
deveria ter
sido castigado!
Nas mil
trincheiras
repletas
de letras,
Perdão pela
insistência
porque
do General
e da tropa
me atrevi
a não parar
de querer saber.
Não se sabe
mais nada,
O silêncio
só aumenta
e tortura,
E não me
conformo,
Não sei
viver sem
saber de tudo,
Sei que não
vou mudar
o mundo,
Só acho que
posso tentar
ser poeta.
Se o Major
foi forçado
a se suicidar
ou se não
aguentou
a pressão,
Não se sabe
a verdade;
Só se sabe
que o estado
é delicado.
Não há luz
e sobra dor,
Até que me
provem o
contrário
Todos estão
ameaçados
para não
denunciar
os maltratos,
Quase não
há mais ar,
Faltam janelas.
Tudo me faz
atordoada,
A dor alheia
à revelia
transferi
para mim,
Não convivo
bem com
a indiferença,
Não soube
de mais nada
do General
e da tropa,
Dessa história
só quero crer
que haverá
um bom final.
Faço votos que
isso não passe
de um mal
entendido,
de uma intriga
ou mesmo de
um pesadelo;
Porque custo
a acreditar
que entre
os Filhos
de Bolívar
isso esteja
acontecendo.
Há famílias
inteiras
sem notícias,
Não há comida
o suficiente,
E não há
quem permita
que a leve.
Não há luz
e sobra dor,
O ombro
do General
não se curou
e o físico
se abateu,
Não há mais ar
e tem quem
disso morreu.
Faltam janelas
e sobra
crueldade,
Não há mais
notícias,
E isso está
acabando
com todos;
Não há nada
e vocês sabem
melhor que
eu isso,
Não há
mais visita,
e nem houve justiça;
Há superlotação,
Extrapolam
testemunhos falsos.
Posso até ser proibida
de entrar
em vosso território,
Deixo o quê penso
como registro histórico,
com alma lavada
e meus pés descalços.
Meu bem,
a vida ensina
quem se permite
o discipulado,
e não se omite
de vivê-lo;
porém, existem
sempre aqueles
que não querem
o aprendizado,
e vivem julgando
sem consequência
e sem prova a tropa.
Não é suficiente
a complexa
exigência de
clareza necessária
na comunicação
direta porque
ela pede que
a mensagem
seja exata
como a tabuada.
Para que essa
insana rotina
não nos castigue:
deixo nas sagradas
mãos da poesia
que da linguagem
figurada se encarregue,
mas não esqueço
de se objetiva
ao dizer o sofrimento
que o General vem
passando na pele.
Ir ao quê interessa
levo como sempre
como regra absoluta
e excelência para
não deixar dissipar
o quê deve ser dito
em nome do que
sempre há o quê
comunicar quando
o bom senso falta,
e o quê é de verdade
se cala na multidão.
Neste dia mirandino,
me ajude a entender
o quê se passa,
Só não misture
os fatos para não
tornar a vida ainda
mais confusa,
Porque já está
enorme a desgraça.
Seja como Teresa
que num verso
ensinou que tudo
passa e que só
Deus não muda;
Para não prejudicar
quem realmente
precisa de ajuda.
Porque mesmo
depois de tudo
e dessa tal
medida-cautelar
sobre General
e a tropa
ninguém sabe
mais nada,
Não vejo a hora
de raiar a liberdade.
Não deveria ter
sido assim,
mas é preciso
reivindicar que
está em falta
a sensibilidade
social para lidar
com o essencial.
Até agora não há
nenhum sinal
de justiça para
a tropa e o General!
Não deveria ter
sido assim,
e eu também não;
é impossível
conseguir me calar:
mas sempre onde
o povo está em
sérias dificuldades
estarei junto com ele
em busca de uma
luz no final do túnel
sem me importar
com o tempo,
a distância
e as fronteiras.
Até agora não há
humano um olhar
sobre os coletivos,
está na hora de mudar!
Só sabe o quê
o povo passa
é quem sente muito,
e carrego por ele
no meu coração
a vontade de não
parar por nada
e seguindo com
o maior amor do mundo.
Ainda não
aumentou
novamente,
Mas sei
que o povo
desmaia em
mil sustos
todas as vezes
que o salário
aumenta,
E da mesma
forma quando
recebe tropas
estrangeiras.
Não consigo
me conformar
em não saber
mais notícias
a respeito
do General
que está
enfermo,
E não saber se
ele encontrou
alguém para
o amparar.
Onde o povo
clama pela
defesa da
sobrevivência,
Foram recém
descobertas
conspirações
elétricas feitas
por gente servil
e de mil traições,
Sinto que em
breve serão
descobertos
os malditos
autores
de tantas
outras
complicações.
Não consigo
descansar
pois é ruim
sentir que
a injustiça
com o General
tem sido
imensa,
E o tempo
tem dado
no corpo
a doença
como
sentença.
Só peço
que alguém
tranquilize
ao menos
o povo
sobre tudo
isso que vem
acontecendo,
E para que
o receio não
crie raízes,
já que chegaram
as aeronaves
russas;
Despertei com
aquele aperto
no peito e mil
questionamentos.
Nesta noite
latino-americana
de angústias
devastadoras
e urgentes,
não consigo
fechar os olhos
sem pensar
nas dores
crescentes
do ombro
do General
injustiçado
que na pessoa
dele venho
contando
a saga de todo
um povo que
como ele
vem sendo
perseguido.
Saber de
tanta gente
que se foi
e de quem
como ele
segue na vida
resistindo
me traz
ainda mais
para perto;
sei de gente
que o peito dói,
mas segue em
frente sorrindo.
Só não quero
saber de quem
compactua
torturando
e mentindo;
porque gente
assim até Deus
se desinteressou.
Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.
Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.
Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.
Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.
Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.
Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.
Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.
É o abuso do absurdo
com o nosso coração:
os planetas dançam,
as horas passam,
eu não sei de nada
e você também não.
O mundo rodopia,
e nós sequer sabemos
dos presos políticos
detidos nas duas siglas
o quê sobra é a grave
e cruel silenciação;
a única certeza
que todos nós temos
é da plena escuridão.
Que venha a luz
e que acabem com
o silêncio de metal
que está sufocando
a minha poética de
um jeito sem igual.
Ainda a luz
não voltou,
e a liberdade
também não;
do cansaço
dos olhos
do General
não consigo
fingir que não
me atingiu,
pois a justiça
ainda não
o libertou.
Ah, Venezuela!
Se inteira eu
pudesse te
pôr no meu
colo como
se fosse uma
criança para
fortalecer
a esperança
que o tempo
ruim irá terminar.
Pediria para
fechar os olhos
não desistir
dos teus sonhos
e passava as mãos
nos teus cabelos
e diria baixinho
que a tempestade
irá em breve passar
Para entender
estes poéticos
relatos sobre
contemporâneos
e tristes fatos,
não basta ler
só nos jornais
é preciso saber
interpretá-los.
Há uma Nação
em desgaste,
e Forças que
não se entendem,
é necessário
uma reconciliação
mais do que urgente.
Na pessoa de um
inocente General
vou contando
a epopeia da Nação
da fronteira vizinha,
essa prisão contra
ele tem tudo o quê
a moral definha.
Quem sabe o quê
ocorre dentro
da vida militar
tem a ciência
que basta uma
vez discordar
para levar
a faixa de traidor,
foi o quê levou
à prisão este
General de nobre
coração e fiel andor.
