Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠Os povos
da nossa
Abya Yala
não podem
continuar
arcando com
o próprio
sangue
a conta
e a falência
de outros
continentes
por contas
que não
são deles,
e não são
nossas,
e mesmo
se fossem não
autorizariam
as vis tropas
na marcha
dos ataúdes
em Senkata
nos tripudiar.

Este foi mais
um episódio
como o de El Alto
que querem
da memória
do mundo apagar:

atiraram em
nossa direção
para os assassinar.

Em outra terra
há uma tropa
e um General
na prisão que
sei que jamais
se renderiam
a este tipo
de gente que
se prestam
ao serviço
de fazer um
povo destruído.
Passaram
17 anos
eles não
podem nunca
mais voltar,
agora Bojayá
as suas vítimas
pode enterrar,
não se iludam
que vou
parar por aqui,
vou viver para
um por um
todo o dia denunciar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Minha Abya Yala
em convulsão,
a verdade não
pode ser negada:
vejo mãos aliadas
ao rastrojo
tratando a Wiphala
como um
trapo na sacada,
Enquanto outros
a erguem ao alto
manifestando
pura dignidade
pelas estradas
e avenidas
seja de poncho
ou de pollera
tentando libertar
a Pátria sequestrada.

As pessoas comuns
sempre sofrem
seja aqui
ou na fronteira,
Para estátuas
jamais prestarei
qualquer continência
nem de brincadeira,
Mal não me queira:
Continência sempre
prestarei só para
a minha bandeira.

Intriga em Táchira
e silêncio provável
em Ramo Verde,
os calabouços
e sótãos estão
sendo abertos
em cada mente,
Em Fuerte Tiuna
onde está preso
o General que
sei que é inocente
e foi preso há
mais de dois anos,
em uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
respiro estranheza
assobiando um
trecho de Ali Primera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Guerra não é campeonato de times esportivos.

Cuidado ao repassar informações que envolvam a sua segurança e a segurança de terceiros.

Cuidado para não repassar notícias falsas.

Cuidado para não fazer provocações que exponham o seu país ou provocar a outro país.

Cuidado para não servir de inocente útil e provocar a incitações a genocídio e a crimes de guerra onde você está ou através das redes sociais, pois este tipo de atitude é passível de punição conforme o Estatuto de Roma que pode punir a imprensa ou qualquer pessoa que cometa este ilícito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não é porque está na Internet é permitido sair printando e espalhando em todas as redes sociais, e falando da vida alheia para todo mundo.

Não é adequado divulgar segredos de terceiros mesmo que você tenha protagonizado o fato.

Nos dias de hoje é perigoso até espalhar uma notícia mesmo que a fonte seja segura, porque a parte interessada pode entrar com um belo processo mesmo que ela seja uma pessoa pública ou o fato seja notoriamente público.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O limite entre
ser e estar,
e até parecer
se chama
honestidade
intelectual;
Por isso não
esqueço
nem no meio
da tempestade
da tropa
e do General.

Com o coração
derramado
pela Pátria Grande,
Não me calo
nenhum instante,
Por ser voz por
quem não tem
tempo a perder
ou não pode falar,
Poesia e verdade
de quem não
tem nada a temer,
E o terrorismo
de estado na Bolívia
está a denunciar.

Os homens deste
continente insistem
em estar certos
sem investigar
a verdade
e cada detalhe,
São eles que
que querem
confundir
as diferenças
entre manifestações
e atos terroristas
no Chile e para
afastar a verdade
apelam para
as generalizações.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Estado de Direito
no Brasil é subjetivo,
só não é para
quem nasceu rico
ou foi destinado
a ser na vida político.

Para muitos mesmo
ele nunca existiu;
uma realidade latina
que nada mudará.

Os pobres continuarão
presos e sendo
presos onde quer
que se encontrem.

Nada a condenar
ou comemorar,
apenas sou mais
uma que nunca viu,
e ainda pode provar.

O Equador a chorar
pelos seus mortos,
E o Chile está
buscando se libertar.

Não sei o nosso rumo
a oposição boliviana
não encontrou
o próprio prumo.

Tocar neste assunto
só me faz sincera
aqui em qualquer
lugar do mundo seja
presa com o General,
a tropa ou caminhando
em diáspora sem
fim para com
venezuelanos regressar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A vida não para,
é fato que tudo
muda ou emuda,
e até em quem
nada deve
colocam uma culpa.

É poesia corrida
junto com o povo
fugindo das tanquetas
na Praça Itália,
e grito de socorro.

É corda de guitarra
pedindo para que
parem de matar
as nossas crianças,
e isso não é drama.

É ficar sem saber
quando chegará
a libertação
do General
que preso
não deveria estar
sem da tropa
jamais se olvidar.

É ter a consciência
que o que se passa
no Haiti no jornal
não vai passar,
e que há pouca
gente pelos quarenta
caídos se indignar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não vai mais
adiantar nessa
e em qualquer
outra vida
se esconder,
Muita gente
está a te observar;
Vão te capturar
da mesma forma
que escreveste
o teu currículo
com ouro negro:
A fortuna do povo
foi feita para
ninguém tocar.

Você e outros
ainda insistem
em mal usar
o nome do General
para se escudar,
Vejo desde longe
a guerra suja
e a manipulação.

O General ainda
continua preso
há poucos meses
de fazer dois anos
completos do dia
treze de março
que ele foi levado
injustamente
em plena reunião
ordeira e pacífica,
evidente tem sido
a falta de justiça
e de compaixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt


Não adianta
se esforçar
para recontar
a história,
ficar ofendido
ou praguejar.

Disseram que
libertaram,
e trataram
o comandante
paramilitar
como ilustre,
E os irmãos
de causa
estão presos.

As regras para
todos não têm
de fato valido,
de cobrar deste
Judiciário muitos
têm esquecido.

Sem querer brigar
com ninguém,
Falando o quê
deve ser por
alguém dito
sobre mais de
um e o mal(dito),
Que colocou
na prisão
o General que
há mais de
um ano e meio
injustamente
vem sendo
por ele mantido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não venceram
eles com terror,
eles seguirão
com a sublime
resistência
como resposta
e a reverência
pela memória
de seus
heróis mortos:
Paz na tumba
de Edgar Yucailla.

A História tem
se repetido
nas suas fórmulas
de morte e tortura
para do povo
roubar as suas
riquezas e a ternura,
querem levar
o povo a loucura.

O Outubro Negro
foi copiado
no Equador,
para acintar
e fazer chorar
os seus indígenas
pelos heróis
que o autoritarismo
condecorou e honrou
como os seus
assassinos estimação.

Não como apagar
da memória,
e nem tentar
escrever mais
nenhuma outra
nova história:
foram afastadas
a honra e a glória,
é uma absoluta
e real constatação.

Não tem como
não se queixar
da justiça
que vem sendo
todo o dia
por conveniência
desaparecida
deste jogo de xadrez
onde peões
se portam como rainhas,
onde heróis
são mortos
e seguem presos
injustamente
como o General
e muitos na América Latina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Buscando não deixar
cair no esquecimento
o sofrimento do General
que segue preso numa
grave injustiça infinita,
Lamento a morte
inesperada do jovem
oficial carcereiro,
Ali não é digno nem
para os culpados,
e tudo escandaliza.

O tempo de liberdade
já era para ter chegado,
Não vejo nenhuma
calma na América Latina.

Dançando no abismo
com os meus poemas,
Em tempo de partidos
aos totais partidos,
Entusiasmada pela
luta da Bolívia
por sobrevivência,
Em mim está o signo
místico e hereditário
da resistência indígena;
A insatisfação chilena
a mim também pertence.

O clamor da Mãe pelo
filho envolvido no tal
conhecido Golpe Azul,
comove-me de norte a sul,
E nada posso fazer,
a não ser escrever
para ninguém esquecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os ventos do dia
seguinte que
estão a refrescar,
Não chegam
até o General
porque janela
na cela não há.

Em relação
a justiça não
é diferente:
Ele se encontra
há mais de um
ano e meio
sem audiência
preliminar,
Tendo sido preso
no meio de uma
reunião pacífica.

Repito para que
ninguém mais
venha outra
história inventar,
Ou da imagem
dele se aproveitar
como um famoso
laureado ainda
insiste um falso
positivo plantar.
O General é inocente,
e não adianta
a cantilena
contra ele insistir
em espalhar,
A cada sílaba maldita,
surgirá um
novo poema
para o mal atrapalhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.

Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.

Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.

Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

Quero saber até
quando vocês vão
esconder as listas
das prisões políticas
da prova de fogo?

Não me confundam
como militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

A poesia tem a sua
militância política,
das maldades
deste mundo ela
sempre é teimosa,
e quer virar o jogo.

Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

Só que a poesia
é muito superior
do que a política
que sempre tira
a esperança do povo:
a poesia pacífica
e a devolve de novo.

Ela pede todo dia
para que todos
tenham paciência,
perguntar
não é ofensa:
até quando a justiça
irá manter presos
a tropa e o General do povo?

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Somos milhões,
nós somos
a Geração Wiphala;
Não adianta amordaçar,
e insistir em fazer
rádios fechadas:
as mentes estão abertas.

Brada forte o clamor
pela paz austral
que por um golpe
foi sequestrada
bem antes da data
comemorativa
do Estado Plurinacional.

Somos deste continente,
nós somos filhos
desta Abya Yala;
Até a última gota da hora
do dia do Estado Plurinacional
que tentaram reter a notícia
de festa em transbordamento.
de verdade e sentimento.

Somos milhões,
onde quer que estejamos
desta Pátria Grande
todos filhos, irmãos e primos
a romper fronteiras,
mordaças e grilhões;
Contando nossas histórias,
as de rincões e políticas prisões.
Em versos que observam
que desejam recuperar
os filhos perdidos
em deserções,
Da repetição da prisão
do Coronel Aviador
como ocorreu
com a tropa e o General,
Mas ele alguém soltou;
Com o General
que segue preso sem provas
a justiça permanece
inútil, inerte e silenciosamente,
E assim segue a epopeia
latino-americana a contar
esta tragédia lamentavelmente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não doem os meus
ouvidos os gritos
dos excluídos,
A cada dia fazem
mais vivo
o meu coração
rendido aos ecos
do meu apego
ao solo sagrado,
Escrevo mesmo que
não seja escutado:
Convivendo no meio
de um oceano
de presos políticos.

Não há como fingir
e dizer que há
como ver o eclipse,
o ideal era ficar
esperando pela
passagem das nuvens.

Correndo contra
o tempo para
tentar encontrar
os desaparecidos
mesmo sem saber
quem eles são,
Sem ter como
cuidar dos feridos
E ciente de que há
quem anda sendo
processado por
exercer a missão.

Não há como fingir
que há justiça
para uma tropa
e um General,
e contra eles
sobra a covardia.

A paz vem sendo
todo o dia asfixiada
a base de golpes,
Lares retalhados,
A inteligência
vem recebendo
advertência pública
Estamos sitiados
por irregulares
grupos armados,
por mil pensamentos
todos os dias dolarizados
e por muitos que querem
os povos indígenas despojados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se és um vero
latino-americano:
não pode ficar
calado diante
deste abuso
contra a liberdade
de expressão
fazendo mau uso
da Bíblia na mão,
arremetendo
contra a população
e que colocou
jovens na prisão.

Em terras brasilis
vejo a escalada
da radicalização,
quase ninguém
pode falar mais
nada porque
o fanatismo
por aqui cospe
mais fogo
do que dragão
e vem causando
total perturbação.

E ainda há quem
se ache certo
e por fazer piada
com orientação
sexual e religião,
cada um a sua
maneira estão
destruindo com
a nossa população.

Contando histórias
paralelas deste
nosso continente
venho pedindo
para uma tropa
e um General
a justa libertação,
o único caminho
urgente sempre há
de ser o da reconciliação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É véspera de Ano Novo,
e não consigo sentir
o perfume da liberdade,
Versejo como quem
grita aos quatro ventos
sem ser escutada;
E mesmo assim
com esperança
e fé na possibilidade.

É impossível fingir
que não escutei
reivindicações
pela liberdade
dos presos políticos
que mais uma vez
foi procrastinada;
Dói ver gente
que por ela não
estão fazendo nada.

Há sindicalistas,
nove comuneros,
gente campesina,
militares e gente
de todo o jeito,
e vozes resistindo
o quê os corações
não se calam
neste continente
que foi invadido
por radicalismo;
E me espanta que
há quem se assuste
porque conto tontos
e outros fatos
pedindo pela libertação
de todos e do General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Envio poemas
em doses
homeopáticas
para a sua
irrazoabilidade
sacodir
e não te deixar
nem por
um segundo
descansar
até o nó cego
do autoritarismo
você desfazer,
Há muitas baixas
de indígenas
neste continente
para investigar,
E garimpos
para expulsar.

Estamos perto
do Ano Novo,
Houve uma
promessa
por uma mesa
de diálogo
nacional
antes do Natal,
e ela não
foi cumprida:

Não soltaram
a tropa,
o General
e outros tantos
que estão
enterrados em vida;

Em qualquer lugar
quando falta
o diálogo
sempre faz lembrar
da diplomacia da Bolívia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Mercado Antigo
de La Ramada
Cruceña
não se pode mais
vender em paz,
Em Yapacaní
a ausência dela
não aconteceu diferente,
O silêncio em muitas
rádios tem sido presente:

Não há mais imprensa livre
e tampouco de resposta,

Sobram militares e policiais
subordinados a motoqueiros,
a barra brava do oriente
e a terrorista união
da juventude cruceñista.

Não se pode dormir
em paz em Chapare
e por toda a Bolívia,
Por causa da violação
do Protocolo de Ushuaia
por culpa de gente errada
com a Bíblia nas mãos
numa aventura golpista.

Neste continente
onde os massacres
de Senkata e Sacaba
estão quase olvidados,
A proteção aos povos
indígenas de todas
as Nações e cantos
que já era mui frágil
agora pode ser
declarada extinta,
e nada posso fazer.

Só de pensar nisso
e ainda por ontem
vem me deixando
apavorada porque
sei que estes
diabos em vida
querem fazer
de tudo para provocar
um sentido
para justificar
aplicação do TIAR
e um continente
inteiro convulsionar.

Quem perde com isso?
É a humilde população.
O quê ganho falando nisso?
A paz de espírito
pelas tropas e o General
que estão presos
injustamente na prisão,
E eu que não posso
por eles fazer nada
a não ser não ficar calada.

Inserida por anna_flavia_schmitt