Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Sonho que não venham
nunca mais ser trocados
os nomes dos heróis,
as placas das ruas
e os nomes das nossas
cidades e que entre
nós não haja nunca
mais baleados por
ordem do invasor
que é em si a verdadeira
tragédia para si mesmo.
Há quem perdeu a noção
daquilo que o invasor
faz o tempo todo contra
nós é um crime bárbaro,
Cada poema meu há
de ser mais forte do que
cada míssil pelo invasor
contra a Ucrânia lançado.
Não acolho com a minha
boca fechada e nem com
os braços meus abertos
que os caminhos com
gente mesquinha que
nega a agressão contra
a soberania venham
a se cruzar nesta vida.
Chega desta tragédia
distribuída na terra
dos meus ancestrais
e além fronteiras
desta estúpida guerra
de um invasor que tem
se comportado pior
do que qualquer fera.
Onde idioma ucraniano
não tem escapado
da voracidade e tem
sido forçosamente
obrigado a ser silenciado
por ordem deste invasor
que tem espalhado
a tragédia que é para si
diante dos olhos do mundo.
Por causa de tudo isso
na correnteza das águas
do destino eu atirei
o meu Vinok para a paz
e o amor vir de tanta
dor nos salvar daquilo
que está a sufocar.
sem perspectiva de cessar.
Enquanto isso, os campos
de trigo estão a queimar,
o bombardeio a estourar
e muita gente pelo mundo
afora com tanta mentira
sempre está a compactuar;
e eu não posso me calar
e o algoz tem aprender a parar.
Os meus poemas estão
explodindo todos
os dias no seu coração.
Não adianta apagar
os meus poemas porque
as tuas bombas um dia
acabarão e os meus poemas não.
Traidores deixaram escorrer
Kherson pelos dedos
e para nós não há mais segredos.
Você prefere continuar
condenando 30 milhões abaixo
da linha da miséria
para continuar cometendo
os seus crimes de guerra.
Nestes meus poemas tenho
salvo o máximo o quê consigo
de todas as memórias:
Mykolaiv, Kharkhiv e Odesa
foram pelos ares nestes últimos dias.
Você prefere mergulhar
no orgulho e os outros
na comodidade da covardia,
e eu que sou a parte fraca
da corda o quê posso fazer é poesia.
As pessoas reclamam,
a irmã reclama,
Os amigos reclamam,
todo mundo reclama,
E eu que não tenho nada
a ver com a História também,
Devemos ser solidários
para o nosso próprio bem.
Enquanto reclamo fico
contando e recontando tepuis,
e assim tem sido desde
dois mil e dezoito pouco
depois da prisão injusta
que o General preso continua
passando por pelo aumento
de restrições ainda mais
fortes junto com outros
presos de consciência
em Fuerte Tiuna.
Ah, eu sou a voz da minha
Mãe que pela vida
do velho tupamaro e pelo
Esequibo também reclama,
Não se esqueçam disso,
dele que está passando
por greve de fome há mais
de vinte dias e com a vida
em perigo porque
a Justiça não dá ouvidos
O quê é de política é de política,
E o quê é de direito
de recuperação territorial
É de direito
de recuperação territorial;
Em vez de quedas de braço
inúteis já deveriam ter
feito a reconciliação nacional.
E no Yuruani-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
Yantias em parte da cena alterada,
A caminhada não será parada,
Karma para uns agora é carma,
O silêncio de quem deveria falar,
Não vai atrapalhar por nada,
Tua fé também é a minha,
Isso ninguém vai nos roubar,
Poesia contemporânea desta terra:
União da gente que ninguém quebra;
Todos vão nos ver juntos por aí,
E sentirão orgulho da nossa História
Porque o Esequibo é todo nosso,
Unidos sempre e imparáveis
Iremos vencer os inimigos do destino.
Tudo aquilo que
não gera direito
de restituição,
Não cabe lembrar
para ferir a alma
por provocação.
Reclamação é
dizer algo que não
está bom ou que
nunca esteve bom.
Provocação é ferir
a alma do outro
para cair no vazio
do banquete de ego
e perder a razão.
Prefiro sempre
reclamar porque
uma reclamação
pode ser a ponte
para a solução.
Longe de mim
fazer qualquer
tipo de provocação,
é preciso dizer
que o velho tupamaro
está chegando a exaustão,
é preciso dizer
que há uma tropa, um General
e paisanos em igual exaustão;
é preciso dizer que tudo
isso vem sendo reclamado
por causa de uma
cultura de forte repressão.
Há parte de um território
que virou zona em reclamação,
e muitos continuam fechar
as mentes, os olhos e os corações.
Pois no Ilu-tepui e nas estações
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Quem não respeita
a população é o invasor
e não quem vem
lutando dentro de casa
para sobreviver
muito antes de Holomodor,
é devido jamais esquecer
de quem ocasionou a dor.
Verão ardente na Crimeia
cercada de armas
e sistemas aéreos de defesa,
enquanto uns vieram
só para passar as férias na praia.
Dizem que todos serão
eliminados mesmo aqueles
que não têm ligação
pátria e emprestaram
o seu coração
em defesa da Ucrânia,
Nada me intimida
e nem mesmo o buraco
mais escuro do Universo.
Porque quando se
conspira contra um poeta,
um tirano sempre cai primeiro,
e deixa o pior de si na História
aos olhos do mundo inteiro.
O meu País não vai para frente cultivando valores antipatrióticos.
O meu nacionalismo não é razão para agredir a quem quer que seja, e a minha Pátria não deve ser tratada pelos meus compatriotas como lugar de passagem.
Ser mentor intelectual de uma guerra não importa a posição de relevância que ocupe não tem nada de inocente. Reverberar apoio à uma
guerra te faz cúmplice dela.
Sendo a rosa de Evita
no bico da pomba
que entreguei
nas mãos argentinas,
Não me esqueço jamais
das ilhas das Malvinas
e que nosso continente
e região merecem
desfrutar de plena paz.
O quê dói na Argentina
também me dói
a falta de paz e liberdade
constituem uma dívida
sem paz quando porque
existe dentro de casa
a ocupação colonialista.
Estes meus versos
latino-americanos
são feitos da poesia
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira:
Não deixam passar
nada esquecido
e reclamam por cada
venezuelano que cabe saber
que é dono do Esequibo.
Refletindo os fatos distantes
e atuais em alta rotação:
(Não me esqueço da tropa
e do General que continuam
injustamente na prisão),
E sigo clamando pela libertação.
Dicas para desradicalizar qualquer sociedade:
1- Ensinar a ouvir.
2- Não relativizar o mal.
3- Não cultivar o quê deixou rastros de tragédia.
4- Não generalizar.
5- Não buscar ser voz unilateral.
6- Retirar a carga emocional diante de certas interpretações.
No próximo mês já é Natal,
não há nenhuma notícia sobre
a liberdade da tropa e do General,
a esperança vem do diálogo
no México porque o cálice tem
sido incontestavelmente amargo.
O General está preso desde
o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter elevado a voz
contra todo o tipo de desgosto,
ele continua sem perspectiva
e sem ver brilhar o Sol da Justiça.
No próximo mês já é Natal,
menos para a tropa e o General
que optaram em ser presos
de consciência onde a Justiça
deles não tem sequer clemência
e seguem no calvário prolongado.
O relógio do tempo tem sido
implacável com todas as esperas,
nem o Esequibo tem escapado,
espero que a Corte restabeleça
a justiça e para a Venezuela
seja perpetuamente devolvido
para a Nação reencontrar o destino.
A América Latina
se tornou uma
região que ninguém
dorme em busca
de alguma resposta
não importa o país
onde se encontre,
O quê eu e muitosesperam
é seguirem paz
daqui para frente.
Não faz muito
tempo no meu
país esperavam
que os bloqueios
terminassem
e os bloqueios
também esperavam
uma resposta,
Foram desfeitos
os bloqueios
e a resposta
estão esperando.
Distantes, próximos
concordando
ou discordando,
Agora todos esperam
alguma resposta
bem ali na frente
ou fora dos quartéis,
O quê eu e muitos
esperam é de paz
em nossos caminhos.
Com os versos
de minha total
responsabilidade
sigo esperando sem
olhar para o tempo
a honesta devolução
do Sol da Venezuela
e da liberdade que
pertence ao povo,
a tropa e o General
que segue injustiçado.
E espero que venha
com sagração real
resgatando a estabilidade
como a resposta final
do diálogo no México.
É Natal! Porém, algumas coisas precisam ser ditas, mesmo ciente que a minha voz não pode mudar absolutamente a marcha da Humanidade.
Não há como não falar que é preciso evoluir e deixar de buscar o vício em conflitos desnecessários no cotidiano.
Não há como não clamar pelas orações e pela influência de todas as religiões para que a paz chegue na Terra Santa.
Não há como não recordar que pelo mundo afora muitos dos presentes são oriundos dos campos de concentração chineses e até agora as autoridades mundiais não fizeram absolutamente nada.
Não há como não lamentar a guerra provocada pela Rússia na Ucrânia e todas as outras guerras que não fazemos ideias que existem porque não estão recebendo cobertura da grande imprensa.
Não há como não recordar que por toda a América Latina e especial no nosso continente há um oceano de presos políticos que estão presos como Jesus foi preso por pensar diferente, sem acesso ao devido processo legal e sem saber quando as suas penas injustas irão terminar.
Não há como não recordar que se temos pouco tem sempre que tem ainda menos aqui no nosso país, na América Latina e no mundo.
Não há como deixar de falar que devemos ser tolerantes com aqueles que não gostamos, ser crescentemente mais amáveis e mais amigos um dos outros independentemente das circunstâncias que nos encontramos e como se encontra o ambiente sócio-político ao nosso redor.
Devemos ser gratos pelos aprendizados e nossos êxitos, e por ter um país lindo que nos brinda diariamente com tantas belezas naturais.
Existe um versículo bíblico que gosto muito e para mim resume o objetivo de comemorar o Natal:
"Glória a Deus nas alturas, e paz
na terra aos homens aos quais
ele concede o seu favor". Lucas 2:14
Passou o Natal,
passou o Ano Novo,
tudo está igual;
só não passa
o desgosto que
continua infernal
e não passam
o ódio e o rancor
por vício habitual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
Já era tempo
de abandonar
o apego por tudo
o quê é brutal.
Inunda de medo
o quê pode vir
acontecer com
o Tenente Coronel,
com a tropa
e com o General
preso injustamente
que continua vítima
de atraso processual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
O Ano Novo chegou
e para os presos
de consciência
tudo continua igual.
A folha caiu
da árvore,
Escrevi um
poema sobre
o futuro que
nos espera
sem pressa,
Não há neve
que o amor
entre nós
não derreta;
A primavera
do brilho
dos teus olhos
me pertence,
Sou a flor
perpétua
do coração,
amor primeiro
e a sua paixão.
Não é de hoje que
sei que você está
de olho em mim,
Eu soul poetisa,
não sou tonta,
e sem perceber
de ti tomei conta,
Com uma rebelião
por segundo o seu
coração não sabe
mais a rota de volta;
Aumentei o volume
a temperatura,
e coloquei romance
no seu coração:
o céu não é mais o limite.
Não somos apenas
como melhor vinho
que fica melhor
a medida que envelhece,
Nós somos a vinícola
inteira que a cada dia
que passa o amor cresce,
Celebrando a poesia
do encontro quando
amanhece e anoitece,
Brindamos o nosso casamento
rezando todos os dias uma prece.
Não é nenhum segredo
que tenho desejo
de te devorar aos beijos,
Você virá para mim
no passo charmoso
da mazurca galopeada,
Eu sei que por ti
também sou desejada,
e a poesia só tem
sido mesmo a entrada
daquilo que não há mais
como não ficar alvoroçada.
A animação da gente
no bailão dançando
a dança do caranguejo
que não apagou
da lembrança do coração,
A minha saia suspensa
por cada uma das mãos,
As tuas esporas fazendo
parte da percussão,
É a poesia do encontro
se espalhando pelo salão.
