Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.
- Ainda que não me queiras,
Farei tudo o que quiseres !
Contanto que me permita
A condição de verdes;
Vasta Sorte de Azares
A prudência não foi vista
Recentemente,
Os excelentíssimos
Desarticularam-se.
Na cédula pomposa
Elegeríamos cardápios,
Opções que limitavam-se
A nenhuma alternativa.
Uma bela dor,
Mostra quem fomos,
Então a bela dor,
Mostra onde estivemos.
Afinal a bela dor,
Mostra quem somos,
Vasta e bela dor,
Nas remissões, logradouros.
Agradeço esclarecer-me
O que foi péssimo,
Sem tuas agressões
Banhadas de exageros,
Eu não distinguiria
Quais receios são sinceros.
Nossas opções
Quase sempre limitaram-se,
A pouca ou nenhuma alternativa.
Das várias desavenças,
Entre ímpares e pares,
Na vasta sorte de azares,
Pinçamos perspectivas.
Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.
Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.
Superávit de inteligência,
Descreveu não leu é porque não viu,
Déficit de coerência,
Justapostos ao regime que os pariu.
Como igualar se não descrimina ?
Quando era muchacho não adivinhava,
Que no orbe dos adultos a gente se adestrava.
O conformismo é o lar do que não foi,
Resguardo para o que jamais será.
O maior problema que ao crescido cabe,
É alimentar a presunção de que tudo sabe.
Nunca viram seu rosto,
Não sentiram o gosto do café,
Esqueceram que existe pureza, Tornaram-se escória, ralé.
Narre-me o que não me convence,
Banhe-me de lorotas que me alimentem.
Não sei mais se pago pela sua prece,
Por ter me nutrido como os que sentem.
Se não lhe couber não se acuse.
Viste como é pesado demais o que visto ?
Vestimenta abençoada que amaldiçoa-me.
Mas gosto-a.
Difícil Distinguir
Narre-me o que não me convence,
Banhe-me de lorotas que me alimentem.
Não sei mais se pago pela sua prece,
Por ter me nutrido como os que sentem.
É pesado demais,
mas não cobiço.
Já estou há tanto nisto,
Que não mais distingo.
Seja lá o que distinguir.
Logre-me, ludibrie-me.
Faça-me crer que é admissível,
Seja razoável e me faça cabível.
Se não lhe couber não se acuse.
Viste como é pesado demais o que visto ?
Vestimenta abençoada que amaldiçoa-me.
Mas gosto-a.
Já estou há tanto nisto,
Que não mais distingo.
Insonâmbulo
A insônia que o sondava
Não sabia ser consensual
Sadicamente persistente,
Insistia hipnótica.
Cinicamente sorrateira
Subia os degraus,
Efetuava os sintomas
Numa inversão alcoólica.
Perambulava sonâmbula
Ao redor do quintal,
Anulando seu sono,
Insinuando abandono.
Atravancando,
Adulando a agonia,
Implorava ao cansaço
Que o dominasse.
Desacelerando o batimento,
Suando de hipotermia,
Desejava caminhar em transe,
Mas não podia.
Sonolento não dormia,
Expelia amônia.
Dura resenha de um
Sonâmbulo com insônia.
Seus domínios extensos,
Das pastagens à cordilheira,
Não serviram de aperitivo,
Ao cruzar com a borralheira.
Habilidades Profissionais
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Uma mina terrestre esquecida
Num campo florido;
Sou explosivo !
Uma bomba relógio
Dentro de um petroleiro,
Com prazo vencido
E contagem agressiva esgotada.
Sou um incomodado,
Perito em contradição,
Especialista em constrangimento.
Sim, eu sou o Não !
Triângulos num quadrilátero,
Tateando o teto do domicilio,
Aquele ente não tinha parente,
Originaram da quinta dose dupla.
Faria sentido,
Se o sentido não ficasse ofendido,
Com aquilo que tivesse ficado
Fincado de insignificado.
