Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Acabou?
Adeus?
Chega..Sair fora?
Bater a porta?
Você pode..
Só não pode sair do meu coração.
Isso só com minha permissão.
Enquanto você não vem trazendo o brilho do sol..
Não reconheço nada além da escuridão da noite fria.
A vida é breve.
Por isso:
Não vivo mais ou menos.
Nem amo pela metade.
Quero tudo e quero agora!
Não deixo nada pra depois!
Eu não desisto de ser feliz.
Os tombos pelo percurso fazem parte.
Vou apreciar o caminho e levantar sempre a cada tropeço.
Por isso deixo aberta porta.
Acorda menina!
A vida tá acontecendo lá fora.
Me conta depois..
Não consigo ver através do meu casulo.
"A Vida não tem roteiro e o que fazemos todos os dia é improvisar.
Somos autores e atores da nossa própria história.
Despida de medos,preconceitos e mágoas serei Protagonista dos próximos capítulos...
Te garanto.
E o final deixo para o Mestre Maior Ele entende e sabe do que preciso."
O pouco não basta.
Talvez a diferença entre mim e as outras pessoas,seja que eu exijo muito mais do pôr do sol assim como das pessoas.
Quero mais brilho,mais cor,mais calor e mais...
Muito mais amor!
Como romântica que sou...
Apesar de não acreditar no "pra sempre",continuo acreditando no amor.
E que seja eterno enquanto dure.
A vida é assim,não temos garantia.
Não temos prazo de validade.
Não temos manual.
Não tem como viver em uma bolha e se proteger de tudo ou de todos.
Assim é no amor:
Um voo livre.
Sem rede de proteção,mas que no caminho e nas quedas tem tantos prazeres,tantos riscos,tanto amor e tanta Luz...
Que vale a pena cair!
Muitas mulheres fizeram morada em mim.
Não sou nem serei sempre a mesma.
A chuva e o vento moldam as rochas assim como a vida vem me moldando.
Sinto saudade da doçura perdida e tão necessária em alguns momentos mas nenhuma saudade da ingenuidade que me trouxe tanta dor.
Maturidade pra entender que algumas coisas não são pra mim apesar do imenso querer...e que outras me são tão merecidas.
Inquietação quando aquele sentimento renasce se fazendo visível no brilho do olhar mas que sabe se aninhar novamente e se por pra dormir.
Coração gigante as vezes e pequenino quando a saudade não tem cabimento.
Alice no seu País cheio de maravilhas mas que precisa voltar pra Terra Do Nunca.
E lá onde o vento faz a curva e eu sinto seu beijo a brincar na minha boca.
E assim acordo.
Às vezes sinto que palavras não bastam,
seria preciso te abraçar,
te beijar pra que você soubesse o que se passa aqui dentro.
Nossos corpos tem linguagem única!
A imagem que reflete no espelho não sabe nadar,
mas mergulha no que a faz feliz e sonha.
Porque ainda é de graça!
Ro Matos
"Hoje
parece que as nuvens
não vão embora e o sol se esconde, deixando meu ânimo
como um eco distante."
Desalinho
Não sei em que momento eu me perdi
Mas tudo parece errado e desgastante
Me pergunto se foi um erro
Ou talvez uma escolha consciente
Onde eu não fui tão exigente
Esses dias tão normais e monótonos
Onde pequenos detalhes fazem a diferença
Mas o óbvio escapa da minha consciência
Talvez eu esteja me dando uma sentença
Será possível estar exagerando?
Esse apreço pela solidão constante
Onde enxergo os seus prazeres
Mas também os furos inconstantes
Como enxergar o vasto mundo
Se a mente nos prende em erro
Almejamos futuros imensos
Mas somos corroídos por dentro
Como enxergar o vasto mundo
Quando o ideal pesa no peito
E a constante afirmação de falha
Nos aperta, nos corrói, nos deixa sem jeito
A Aranha
Não era a aranha.
Era o fio invisível
que me prendia há anos
no mesmo canto do quarto.
A aranha só apareceu
quando o cansaço já tinha nome,
quando o corpo já vivia
em modo de vigília permanente,
como se a paz fosse um boato.
Ela não ameaçava —
eu é que já estava ferida.
Ela não atacava —
eu é que vinha lutando sem armas,
no escuro,
há tempo demais.
A aranha virou símbolo:
do medo que não dorme,
do pensamento que insiste,
do dia que apaga o pouco de luz
que tentou nascer.
Eu não queria o fim.
Eu queria descanso.
Queria um lugar onde o peito
não precisasse se defender o tempo todo.
Queria existir
sem estar sempre aguentando.
E alguém gritou “levanta”,
como se levantar fosse simples,
como se coragem curasse exaustão,
como se a dor tivesse botão de desligar.
Mas ali, naquele instante,
o que me salvou
não foi a vassoura,
nem a força,
nem a razão.
Foi o fio mais frágil de todos:
ser vista.
Ser ouvida.
Permanecer.
A aranha ficou.
O medo também.
Mas eu fiquei mais um pouco —
e, por enquanto,
isso basta.
Não sei se sua boca está beijando outra
Nesses momentos, nesses momentos,
E não sei se seus olhos já esqueceram de mim
E os pensamentos se foram com o tempo
"A sombra não e a ausencia de Luz ,mas a presenca do Espirito atravessado no seu caminho."
Ventura Rodrigues Alves
Ninguém peca de todas os jeitos mas todos pecam de algum jeito.
Não julgue o próximo só porque ele comete um pecado diferente do seu.
A empatia é um presente que alivia a dor, mas não garante solução.
A cura só inicia quando você se levanta e volta a caminhar.
