Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Se o entusiasmo se foi, que não se perca a decisão de prosseguir, firmada pela consciência de que esta é a vontade de Deus.
E assim, viva um novo tipo de vigor: o de dar “o seu” melhor, ainda que esse não seja o melhor que você daria noutras circunstâncias. A alegria e o regozijo voltarão, certamente, na eternidade.
Antes, somos chamados à fidelidade, não ao sentimento de entusiasmo. Mas Deus pode restaurá-lo ainda nesta vida, se persistir em continuar.
Quando o Presente Vira Lembrança
Enquanto estamos no presente, não percebemos o quão bom é viver aquele momento de alma e corpo — às vezes, um simples instante com alguém que você ama de verdade.
O tempo passa e, quando se vê, já se foram dez anos desde que você deixou de ser criança. Já se foram dez anos desde o último momento com aquela pessoa. Já faz tempo que você não aprende algo novo com ela.
As circunstâncias não são mais as mesmas. O amor não esfria, mas os momentos se tornam lembranças — e nunca mais se tornam reais.
Você já não sabe o que é lembrança e o que é imaginação.
Passaram-se vinte anos. E já faz cinco anos que você não a(o) vê, não a(o) abraça, pelo menos.
Ela(e) já não vive no mesmo mundo que você.
E quando você, em sua rotina livre de muitas emoções, se dá conta…
Percebe que já esqueceu a voz deles, as risadas, os momentos.
Tudo o que eles faziam por você.
Você já não lembra que os amava de verdade.
Nunca sequer prestou atenção que ainda dava para amá-los, demonstrar o amor — mesmo que as circunstâncias não conspirassem a favor.
Pode não ser tarde demais, mas lembre-se: nada é para sempre.
“O pra sempre, sempre acaba.”
Como Quadro que Eu Não Posso Tocar
Sabe quando você vai a uma galeria de arte e vê um quadro tão lindo que você é obrigado a levar para casa, só para poder admirá-lo toda hora?
Observar cada detalhe, tocá-lo, senti-lo, deixar que toda sua energia exale sobre o ambiente em que você está.
Você é como uma dessas obras de arte.
Não me dói ficar longe de você,
mas é tão ruim não poder olhar para você,
te observar,
imaginar como seria te ter.
Não me dói ficar longe de você,
mas me causa ansiedade.
Eu conto, literalmente, os minutos para finalmente te ver.
Costumavam dizer que eu iria ficar doente por fazer tanta coisa
e fiquei
mas por não fazer coisas o suficiente.
Sentimentos duradouros são consequência de uma mente desocupada.
A Vida Não é Justa. Viva Assim Mesmo
O mundo é cruel.
A vida é cruel.
As pessoas fazem de tudo o mais cruel possível.
Mas veja o mundo —
veja a vida com outros olhos.
Romantize o que há de melhor,
se envolva com o que te faz querer viver.
E considere mortos
aqueles que, um dia, te fizeram acreditar
que viver não valia a pena.
Desligue a Humanidade
Eu não quero ser humana.
Quero não ter sentimentos,
pois dói menos.
Não quero sentir que tenho amor para dar,
sem ter ninguém para recebê-lo.
E eu não quero alguém como provavelmente alguém talvez me queira.
Quero alguém de verdade.
Não quero ser humana.
Quero voltar a ser uma máquina,
ter como maior objetivo coisas a longo prazo,
não quero querer amar ninguém.
E, por favor, caso eu me torne quem eu era,
não coloque ninguém na minha vida.
Não quero fazer ninguém sofrer
como estou sofrendo agora.
Mulheres Meio Ananda
Nós, mulheres meio Ananda,
queremos ser sentidas, não apenas vistas.
Queremos alguém que decifre nossos silêncios,
que ouse atravessar o mistério por trás do olhar,
e encontre, ali dentro,
a vastidão de um universo que pulsa.
Falamos da vida — sim, falamos —
mas não nos resumimos a palavras.
Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar.
Um desejo sem nome,
uma sede de viver com leveza e fúria,
com beleza e verdade,
tocando com os olhos, os dedos, a alma,
as maravilhas que o mundo esconde.
Nós, mulheres meio Ananda,
aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado
que um dia esperamos receber.
Nos amamos no espelho e no silêncio,
nos cuidamos como se fossemos jardim —
flores e espinhos, sol e sombra.
Desejamos ser amadas assim:
sem podas, sem medo, inteiras.
Nossos sonhos — mesmo os mais banais —
carregam o peso doce do coração.
Somos de instantes e de eternidades.
Queremos o alto de um prédio em Nova York,
e também um chalé rústico,
banhado pelo pôr do sol,
ao lado do mar,
com um cabrito chamado Tobias
e um golden de olhar fiel.
E ainda que não leiamos sempre,
amamos a ideia de uma biblioteca —
não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega.
Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda?
Queremos viver com sentido,
rir com o corpo inteiro,
colecionar momentos que fiquem na pele.
Queremos lembrar por que estamos vivas,
ser compreendidas sem precisarmos nos explicar.
Queremos — apenas isso —
ser felizes.
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
Poema
Poemas são sentimentos, e isso não é segredo para ninguém que escreve.
Mas sentimentos vão e vêm o tempo todo, e, quando os mesmos se vão e um poema fica — um poema intenso demais —
eu luto contra a vontade de apagá-lo.
Parece clichê e, dependendo do sentimento que vem em seguida, superficial ou profundo demais.
IRA
Eu concordo que não controlamos o que sentimos, e que, apesar disso, controlamos nossas atitudes com base neles. Sendo assim, tenho propriedade para dizer, pois tenho um certo talento de cultivar sentimentos ruins em meu âmago — nada como inveja ou ciúmes, que são sentimentos relacionados a meros humanos — mas sim, sentimentos como tristeza, decepção e, principalmente, raiva. Eu não os controlo, nem quando se protagonizam nem sua intensidade, pois, se eu os controlasse, iria preferir a felicidade, apesar de eu desconhecê-la. Absolutamente ninguém olha para mim e é capaz de imaginar quão lúgubre sou por dentro, pois, apesar da minha ira constante e incontrolável em termos de intensidade, eu controlo meu exterior. Sou, e unicamente, a única pessoa capaz de controlar meu corpo, que é meu templo, e minhas nuances. Principalmente por respeito a mim mesma, nunca sequer demonstrei um pouco do que sinto, pois, ao espalhar ódio em um mundo tão errado já pelas pessoas que vivem nele, me sentiria como uma traidora. E essa decepção, que já existe em mim sobre mim mesma, seria ainda maior. Mas o problema de prender um sentimento assim é que, a cada vez que você precisa se conter, se controlar, ele cresce mais. Me contive tantas vezes que mal posso imaginar a dimensão da intensidade deles hoje.
O entendimento não é fácil de entender caleidoscopicamente registra o infinito sem o mínimo entendimento.
Não entendo o que penso mais foi entendido a verdade que se expressou, Pois em suas limitações se fez imaginário e completo.
Sem ter a certeza entender não há facilidade com o mínimo de seriedade.
Mais gosto de não entender, faço-me inteligente e penso que entendo para superar as expectativas.
Não quero ser impaciente e viver apenas com um sentimento de dor e perda.
Minhas verdades são sinceras, sou um ser especial trago em meu coração heranças do passado e reúno preciosidades do presente para satisfazer-me no futuro bem próximo.
Meu tempo é insensato com o meu fazer controlando meu coração e dizendo-me que tenho hora para os meus sentimentos.
Eu procuro imaginar e realizar, pois o que tenho vontade eu consigo transformar em realidade.
Não sou gênio, mais tenho coragem, não sou Julio Verne, mais sou o Julio Aukay.
Que medo é esse que me faz covarde quando não há necessidade?
Que sentimento é esse que toma conta de todo meu ser?
Que certeza é essa que me corroí no mais fundo da minha alma?
Que amor é esse que me arrebata e me confina em um sentimento gostoso?
Que pensamentos são esses que me faz esquecer-me de tudo e lhe faz única em minha cabeça.
É guerreira às vezes faceira não se priva as circunstâncias e se te negam a felicidade é guerreira para lutar pelo seu querer.
Vive amando, sonhando, desejando a felicidade que com exclusividade se faz faceira para conquistar seus objetivos.
Plenamente é forte e faz suas batalhas em uma forma de superação.
Quantas vezes já não chorei no vazio por esperar por você e ergui meus braços na esperança de senti-la.
Com a imensa vontade de tocá-la e acariciá-la, muitas vezes fechei os olhos e visualizei tua boca me beijando e você me dizendo eu te amo.
Você me vê como um garoto que não se machuca impenetrável, mais meu coração é repleto de sentimentos.
Nunca acreditou que por trás das palavras fortes e das melodias atrevidas existisse um homem frágil que pudesse quebrar a qual quer instante.
Por um momento pensei que você pudesse me decifrar mais o que realmente pode me desvendar é seu amor, seus beijos e seus carinhos.
Você me olha e vê um garoto inexperiente em um mundo inocente, mais você não acredita que por trás desse brilho intenso dos meus olhos castanhos se esconde um homem apaixonado.
Mais você nunca saberá o meu verdadeiro significado, Pois juntarei meus cacos e vou me refazer para me erguer e continuar meu trajeto.
Por um momento meus sentimentos se perderam entre a fronteira do meu coração.
Eu morria a cada dia de saudade de você que nunca havia conhecido.
Percebia que não sabia para onde ir.
Mais eu sabia que lutar sempre, vencer talvez e desistir jamais.
Não podia perder, pois me perdi em mim e senti a solidariedade em você.
Envolvi-me em um sentimento puro que eu acreditava que era um caminho da felicidade.
Vivi intensamente a esperança de tocar, amar, saborear e voar onde ninguém fosse.
Tirei as vendas dos meus olhos e vi que o mundo não era um conto de fadas.
Mais aprendi que não se deve conjugar o verbo amar quando não se conhece uma pessoa inteiramente.
A frustração não mais se faz presente, pois pensarei em coisas mais úteis que não seja você.
Joguei todo meu amor fora transcendido por uma saudade falsa que não se fazia real.
Sei que não precisarei saber como vai a tua vida, pois pouco me importará tal feito.
Não é preciso que se importe comigo, pois não me importo com você.
Pois você está banida dos meus pensamentos e do meu coração e conseguirei escrever as mais lindas poesias sem tua inspiração que se fazia ilusão.
